NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

5 de agosto de 2012

Farol da Srª. da Luz - Porto

Rua do Farol, Foz do Douro, Porto - Portugal

O farol da Senhora da Luz, já existiria nos finais do séc. XVII, mantido pela boa vontade de fieis devotos a Nª. Srª. da Luz.
A construção de um farol no alto da Srª. da Luz, na Foz do Douro, não está confirmada por documentos antes do séc. XVII, mas é certo que já existira uma luz no local, nos finais do séc. XV.
Em 1484, D. João II tomou as medidas para o desenvolvimento e regulamentação do funcionamento de fachos da linha de costa, provavelmente estando incluído este farol.
O Monte da Luz detém uma posição favorável, à época, com vista alargada dos domínios de S. João da Foz e de Bouças, como também, da região, seja do limite do Porto, seja para Norte, na direcção da Maia, na linha da costa, de Leça e Matosinhos até Aveiro.
Para alguns historiadores, consta-se que a sua construção remonta o ano de 1680, sendo que a sua confraria já invocava a importância do edifício na orientação da navegação para pedir a realização de obras que afirmavam serem muito necessárias.
Em 1758, por alvará de Marquês de Pombal, é determinada a construção de um farol devido as dificuldades de entrada no rio Douro. Em 1761 estava construído e já dotado de uma estrutura capaz de lhe granjear a designação de farol, considerado então como o primeiro que existiu na costa portuguesa.
O brasão que se encontra na fachada sul, dos "Horn", considerado como as armas de um abade de S. Tirso, D. Miguel da Silva, o mesmo que teria edificado a torre do Anjo, ali próximo.
Não se vê correlação do nome do abade com o nome de família Horn. Sabe-se, também, que Horn é o nome de um cabo, situado no ponto mais meridional da América do Sul.

Em 20/6/2017, recebi este interessante comentário que terá todo o interesse como análise futura de um eventual estudo desta Pedra de Armas de família, e a qual agradeço a Robert Illíng:

"Encontrei interessante o seu comentário sobre o Farol da Luz. O brasão é quase seguramente duma família holandesa "van Hoorn", especialmente de Jaan van Hoorn, segundo director da Campainha Holandesa das Índias Orientais ao fim do século XVII. A única diferença no brasão é que em Holanda tem como timbre uma estrela e no farol tem um braço armado com uma espada. Sei também que houve uma família  "da Hora" em Leça da Palmeira nos séculos XVII e XVIII. Dizem algumas pessoas que esses da Hora são da origem holandesa. É possível que da Hora seja uma variante aportuguesada de van Hoorn e que o primeiro dessa família viesse aqui como perito de faróis? É uma hipótese interessante! Talvez haja documentação sobre a construção do farol que daria uma resposta definitiva."


Robert Illing, Foz do Douro






26 de julho de 2012

Brasão dos "Sousa e Silva" - Porto

Rua das Flores, 79/83, Vitória, Porto - Portugal

Este belo brasão figura na fachada do prédio, na esquina da Rua das Flores com a Rua de Ferraz. Inicialmente o edificio pertenceu a esta familia portuense - familia Ferraz.
O edificio foi construido no séc. XVI, tendo passado como residência para a familia, os Sousa e Silva. Possuía uma capela privativa da qual hoje apenas resta uma cruz e a sineira de ferro.
O brasão provavelmente terá pertencido a outra casa, de onde terá sido removido para esta, que é de construção posterior a 1703, tendo como particularidade de uma pedra de armas conter uma data.
A sua classificação é de heraldica de família, com escudo francês ou quadrado, esquartelado, com I e IV - Sousa (de Arronches) e II e III - Silva.
Tem o timbre de Sousa e um elmo com grades e com paquife.

22 de julho de 2012

Fonte da Natividade e do Pelicano - Porto


Palácio de Cristal, Rua Julio Dinis e Rua D. Manuel II, Massarelos, Porto - Portugal

No séc. XVIII, a fazer fé numa planta topográfica da época, a chamada Fonte da Natividade, tantas vezes referida pelos historiadores do Porto, situava-se onde agora está a Casa Navarro. Precedera-a uma outra fonte, a da Arca, muito antiga mandada fazer na parte do vasto Campo das Hortas, para aproveitamento das águas de três ribeiros que sulcavam aquelas hortas e andavam perdidas à flor da terra. (……)
Voltemos à fonte. A primitiva Fonte da Arca funcionou, até 1608, na parte oriental do campo das Hortas. Setenta e quatro anos depois uma nova Fonte da Arca começou a ser reedificada (o termo é da Câmara), mas no lado oposto aquele em que primitivamente havia funcionado. Quando ficou pronta, em 1682, a nova fonte passou a denominar-se Fonte da Natividade por causa de uma imagem de Nossa Senhora desta invocação que alguns comerciantes locais, mais devotos, haviam colocado num nicho aberto no frontispício da fonte.
O historiador Henrique Duarte e Sousa Reis, nos seus “Apontamentos para a verdadeira história antiga e moderna da cidade do Porto”, escritos em 1865, descreve aquele nicho ou oratório, da seguinte forma: “No terceiro corpo que constitui a fábrica da fonte, está montada uma sacada com grade de ferro e duas grandes lanternas nos cantos, nas quais se queimavam luz em honra de Nossa Senhora da Natividade. Serviam de remate a esta construção, no centro e parte superior do oratório, as armas da cidade, das quais se ramificavam grinaldas e festões vistosamente trabalhados em granito”.(……)
Quando D. Pedro IV entrou no Porto, á frente do exército libertador, em 9 de Julho de 1832, dirigiu-se imediatamente à Câmara, que funcionava num edifício da então chamada Praça Nova e logo ali tomou uma resolução: mandar destruir a Fonte da Natividade para possibilitar o alargamento da praça. Assim aconteceu. O brasão da cidade e as grinaldas que emolduravam o frontispício da fonte foram embelezar a fachada do palacete da praça onde funcionava a Câmara. Esse belíssimo conjunto, uma excelente obra de granito trabalhado, está hoje no espaço conhecido por Roseiral, no Palácio de Cristal. Também lá está a Fonte do Pelicano, um curioso chafariz que existia no pátio interior da mesma casa onde esteve a Câmara.

Germano Silva, 22/7/2012 – JN




19 de julho de 2012

Brasão Episcopal - Porto

 

Claustro da Sé do Porto, freguesia da Sé, Porto - Portugal

Diogo de Sousa (c. 1461-1532) foi bispo do Porto de 1496 a 1505 e de seguida arcebispo de Braga desde essa data até à sua morte.
D. Diogo de Sousa, nasceu provavelmente em 1461, fez os seus estudos preparatórios em Évora e completou-os superiormente nas universidades de Salamanca e de Paris, onde se doutorou.
Foi Deão da capela real de D. João II de Portugal, participou nas embaixadas de obediência ao Papa Alexandre VI e Júlio II e foi capelão – mor da rainha D. Maria, segunda mulher do rei D. Manuel. Foi ainda, bispo do Porto, tornando-se arcebispo de Braga em 1505, quando reinava D. Manuel.
O Papa Júlio II, endereçou ao Cabido Bracarense e aos súbditos da Igreja de Braga no dia 11 de Julho de 1505 uma Bula, Hodie Venerabilem para que reconheçam e obedeçam a D. Diogo de Sousa como seu Arcebispo.
Foi pela sua acção notável que a cidade rompeu a cintura de muralhas medieval, e se alargou extra-muros. Construiu, fora das muralhas uma nova cidade, com novos e arejados espaços que perduram até hoje. São da sua responsabilidade o Campo dos Remédios (Largo Carlos Amarante), Campo da Vinha (Praça Conde de Agrolongo), Largo das Carvalheiras e Avenida Central. Também mandou abrir novas ruas e até uma nova porta da cidade, o Arco da Porta Nova. Construiu novas igrejas fora de muros como a Senhora-a-Branca.
Na Sé de Braga, é responsável pela construção da actual capela-mor e também dos túmulos dos pais de D. Afonso Henriques (primeiro rei de Portugal), D. Henrique de Borgonha, conde de Portucale e D. Teresa de Leão.
Considerando a ignorância um mal, empenhou-se em instruir o clero e fundar um grande colégio. Para tal, aconselhou o rei D. João III a fundar este grande colégio nas cidades de Braga ou do Porto, devendo este ser dotado de mestres de teologia e de todas as artes e ciências. Para este fim auxiliaria o rei caso escolhesse Braga. Em 1531, fundou finalmente o colégio de S. Paulo, sendo o ensino grátis para toda a pessoa que quisesse aprender que fosse da cidade ou de fora.
Como bispo do Porto, ordenou a impressão das Constituições e os Evangelhos e Epístolas com suas Exposições em Romance, ambas as obras impressas no Porto em 1497, por Rodrigo Álvares.
D. Diogo de Sousa foi, sem dúvida, um grande protector das artes e das letras e um espírito iluminado e empreendedor no seu tempo.
Morreu a 19 de Junho de 1532 e está sepultado na Capela de Nossa Senhora da Glória, na Sé de Braga.

15 de julho de 2012

Postigo - Porto

Rua da Reboleira, nº 56, S. Nicolau, Porto - Portugal

Exposição em Paredes - "Paredes através da história"


Caros amigos, bloguistas e a todos que consultam este blogue

Convido toda a gente a visitar outra amostra fotográfica do Concelho de Paredes, sendo mais diversificada, por expor as 24 freguesias do concelho, e menos densa que a anterior apresentada em Baltar. Com as festas da cidade aproveitem para visitar e relembrar alguns episódios, acontecimentos e aspectos da vida mundana das épocas dos nossos pais e avós. Aproveitem, vale sempre a pena....

Aproveito para expor algumas referencias de documento camarário sobre a exposição:

Edifício da Câmara Municipal acolhe, entre os próximos dias 14 a 31 de julho, exposição de fotografia que retrata a história, os costumes e as tradições das 24 freguesias do concelho
Mostra inclui ainda um importante conjunto de documentos históricos, como a Carta Régia da Elevação de Paredes a Vila, assinada pela Rainha D. Maria II em 1844 ou a Monografia de Paredes escrita por José do Barreiro em 1922
A Câmara Municipal de Paredes promove, entre os dias 14 a 31 de julho, uma exposição de fotografia intitulada “Paredes através da história”.
O objetivo desta iniciativa, que reúne cerca de 450 fotografias pertencentes ao arquivo municipal da Câmara, juntas de freguesia e particulares, é percorrer a história, os costumes e as tradições de cada uma das 24 freguesias do concelho, desde o início do século XVIII à atualidade.
O trabalho de recolha e pesquisa de imagens implicou quase meio ano de trabalho, mas o resultado é a maior exposição de fotografia alguma vez realizada no concelho, com testemunhos únicos da história de Paredes ao longo dos últimos três séculos.
Além deste valioso arquivo fotográfico, a exposição será enriquecida com alguns dos mais importantes e históricos documentos do arquivo municipal da autarquia, como a Carta Régia da Elevação de Paredes a Vila, assinada pela Rainha D. Maria II em 1844, o Livro de Registo de Testamentos do Concelho de Paredes de 1837, a Ata da 1a Sessão de Câmara realizada a 15 de fevereiro de 1837 ou a Monografia de Paredes escrita por José do Barreiro em 1922.
Fazem ainda parte deste extenso arquivo histórico o Foral de Baltar (1515), o Livro de Depósito das Sizas dos Bens de Raiz do Concelho de Aguiar de Sousa (1825), álbuns fotográficos do século XIX e o registo da inauguração do Palácio de Justiça de Paredes (1986).
Nesta original abertura do arquivo municipal à sociedade, estarão, igualmente, expostos alguns dos mais valiosos objectos da colecção particular de Manuel Cunha, como uma ponta de lança do período do “Bronze Final”, uma espada do século XVII ou uma caderneta militar de 1917.
A abertura da exposição acontece no próximo sábado, dia 14 de julho, pelas 16h00, e conta com a participação especial do Grupo Cultural e Artesanal “As Lavradeiras da Cidade de Lordelo”.


11 de julho de 2012

Os "Cunha Pimentel" - Porto


Gaveto do Largo de S. Domingos, nº 73 com a Rua das Flores, nº 2, Sé, Porto - Portugal

Em tempos recuados a rua das Flores foi uma das preferidas pela gente no passado, pois numerosas são as residências que a documentam, algumas com as vistosas pedras de armas.
Por conhecimento, já em 1523, o Cabido da Sé do Porto aforou os chãos a Francisco Dias e sua mulher Grácia Lopes, assim como a João Ames e sua mulher Isabel Brás, que ali construiram umas casas.
Em meados do séc. XVI, pertenciam a Francisco Pereira de Miranda, capitão de Chaúl. Em 1699, uma neta do irmão daquele, D. Maria Luisa Pereira de Menezes e o seu filho D. Jorge Henriques Pereira, 8º senhor das Alcaçovas, venderam as casas a Jerónimo da Cunha Pimentel, da casa da Calçada (em Provesende). Pela morte de seus filhos, tornou-se herdeiro o irmão, Luis da Cunha Pimentel, que mandou colocar a pedra de armas no cunhal da fachada - um precioso brasão, do período nasoniano, onde se encontram esculpidas as armas da familia.
Em 1867, o seu bisneto, Jerónimo da Cunha Pimentel Homem de Vasconcelos, mandou reedificar a casa, encarregando-se da obra o mestre-pedreiro António Fernandes.
Em 1904, aqui nasceu o poeta Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello, tendo entretando a casa sido vendida no ano de 1918.
Actualmente é pertença da Santa Casa da Misericórdia do Porto, desde 1998.
O brasão, de heraldica de família, partido, com I - Cunha e II - Pimentel, e o elmo com paquife e timbre de Cunha.

30 de junho de 2012

Fontanário típico - Porto

Rua da Vitória, Porto - Portugal

Com o titulo já corrigido, agradeço e apresento comentário de uma pessoa atenta, e que merece a apresentação da sua observação:

"Eu diria que o objecto apresentado não é um dos bebedouros típicos que outrora existiam nos jardins da cidade mas sim um fontanário. É um fontanário simples - os mais sofisticados tinham uma taça inferior para os animais domésticos poderem beber.
Este tipo de fontanário era bem útil nas zonas mais populares da baixa da cidade pois na primeira metade do século XX muitas delas não tinham água corrente."
Teo Dias

24 de junho de 2012

Exposição em Baltar - "Baltar, Ontem e Hoje" - 2012




Caros amigos, pesquisadores de blogues e Baltarenses, venho por este meio divulgar um evento que merece a maior atenção e divulgação. A partir do proximo dia 1 de Julho e até ao dia 8, poderá apreciar uma exposição dedicada aos interesses daquela Terra.
Merece ser vista, e tudo foi feito para tentar divulgar o maximo de informação possivel. É verdade que com a participação de mais pessoas, familiares e "pessoas" de Baltar, tudo seria diferente e para melhor. Comecemos com o que se arranjou e mesmo assim vão ver que vão gostar. Participem e visitem.
Já agora, caso queiram ajudar, para uma futura exposição, contribuam com as vossas fotografias e histórias das épocas dos vossos avôs. Vão ver que com a vossa ajuda esta Vila vai-se tornar mais conhecida.
Bem hajam a todos.
Obrigado

16 de junho de 2012

Brasão de colégio - Porto

Rua Latino Coelho, Bonfim, Porto - Portugal

Este pequeno simbolo está colocado sobre a porta de entrada do colégio de Nª. Srª. da Paz. Em 1866, com a chegada das irmãs Doroteias, para fins educativos e seguindo os principios de Paola Franssineti, que em Génova, Itália, fundou em 1834 o Instituto das Irmãs de Santa Doroteia.
Nesse período, assumiram vários colégios e outras obras de cariz social pela cidade do Porto, e devido ao seu crescendo necessitaram de alugar, a 31 de Dezembro de 1925, o actual edificio. Já em 1941 foi comprado para permitir o seu alargamento e transformá-lo em externato.

9 de junho de 2012

Placa de rua - Porto

Rua de Atafona, Miragaia, Porto - Portugal
Segundo a história da cidade do Porto, a rua da Atafona é um toponímico de origem Arménia, na freguesia de Miragaia e vem da memória em que estes fugitivos Arménios se acolheram na cidade do Porto no séc. XV, onde existe ali ao lado uma outra com a desiganção de rua da Arménia.

Por outro lado a definição da palavra "atafona" é um engenho de moagem de vários produtos, desde cereal, azeitona passando por produtos destinados à tintagem de tecidos. Era de tração animal, e, consistia em dois ou mais cones de pedra (moventes), presos a um eixo, que assentavam numa laje de pedra (dormente), entre estes era deitado o material e moer... muito semelhante ao engenho das noras, pelo eixo e tração animal...

5 de junho de 2012

Quinta de Bernaldo - Gondalães


Rua de Faiar, Gondalães, Paredes - Portugal
Portal Barroco onde está incrustado um brasão no tímpano da empena, rematada num frontão em estilo mistilíneo coroado por pináculos que se desconhece a sua definição.
Esta Quinta pertenceu ao padre António Belmiro de Magalhães e sendo proprietário actual o Sr. Mário Gonçalves, de quem seu avô terá adquirido a referida quinta.
O brasão é de fantasia com uma definição heráldica de difícil análise, pois verifica-se que se encontra partido e no seu II quadrante está esquartelado com 4 nomes de família. Já no I quadrante parece-me também partido de dois nomes(?). Quais as suas origens? Agradeço que me ajudem.

Recentemente recebi indicações sobre o brasão, que foi: no 1º Sanches, no 2º esquartelado de Moreiras, Paivas, Andrades e Pereiras. Agradeço à pessoa que me respondeu com a prontidão possivel às minhas duvidas, continuando contudo na esperança de que caso haja mais informações novas ou até contraditórias sobre este simbolo, que me sejam enviadas.
Obrigado

Posteriormente a estes comentários defini o escudo da seguinte forma, pois a pedra de armas assenta sobre portal de granito com a seguinte descrição:

forma - de fantasia
leitura - partido, com II esquartelado
I - Sanches (de Castela)
II - esquartelado, em que:
I - Moreira
II - Paiva
III - Andrade
IV - Pereira
Escudo assente em cartilha decorativa

3 de junho de 2012

Brasão em fachada de prédio - Porto

Rua de Stª. Catarina, nº 53, Stº. Ildefonso, Porto - Portugal

Este brasão, em marmore, encontra-se numa das ruas mais emblemáticas da cidade do Porto e infelizmente de nada se sabe sobre a sua origem. A unica definição simbólica da pedra de armas é que será do séc. XIX, sendo o seu escudo francês ou quadrado e está esquartelado. Na sua leitura verifica-se que o I e IV será dos Sousa (do Prado), o II, dos Tavares e o III, de Queiroz.
Para além disso o elmo não tem paquife e contempla um timbre dos Sousa.
A quem souber mais detalhes sobre este brasão de familia e a sua origem deste edificio ficar-lhei grato por me transmitir algo sobre ele.

19 de maio de 2012

Brasão de armas em fachada - Porto


Largo de Nevogilde, 229, Porto - Portugal

Este brasão é o único existente na cidade do Porto executado em azulejaria. Está aplicada numa casa centenária e insere-se numa antiga quinta agrícola, pois tudo leva crer pelas construções existentes serem de carácter rústico e rural.
Está toda murada e contem portais de entrada para a quinta, próprias da época bem como de alguns acessórios interessantes, como por exemplo um nicho na fachada, de um padrão, e trabalhos de azulejaria decorativas.
Desconhece-se a origem da casa e brasão, bem como das suas definições heráldicas. Pelas figuras lá representadas leva-me a direccionar para famílias com o nome de "alão?", pelas representação de figuras de lobos/cães.
Agradeço a quem souber algo sobre esta casa e brasão que me seja fornecida e ficar-lhe-ei grato por isso.
Posteriormente a estes comentários, e grato a pessoas dedicadas pela descoberta e memórias antigas, foi-me dado um caminho sobre a história da família desta casa, ver o site de familiar (http://genealogias.info/1/upload/lacerdas_lobos_da_vacarica.pdf).
Quanto ao brasão, existe um igual da mesma família, com origem na Casa da Vacariça, na Mealhada, Aveiro, os Botelho Lacerda Lobo. O brasão é cortado e está constituído em I - Lobos e partido em II - Cabrais e Barbosa, tem o timbre de Lobo, sobre o elmo.
A casa remonta o séc. XVIII que através de casamento de seus herdeiros com um negociante abastado, do Porto, Jaime de Andrade Vilares (das bolachas Vilares), passou a casa a pertencer aos Botelhos Lacerda Lobo Vilares.
Está designada de Quinta de Nevogilde ou do Padrão, cujo marco - Padrão, está apenso ao muro lateral com uma designação "NEC ADDO - NEC ABDO" - que traduzido quer dizer: nem dou, nem tiro. (podem ver neste blogue em Diversos 4)

16 de maio de 2012

Gravura cruciforme em rocha - Baltar


Serra de Muro, Veloto ou Loto, lugar da Gralheira, Baltar, Paredes - Portugal

Há muitos anos tinha a certeza de ter vizualizado esta cruz numa rocha, de uns terrenos de meu avô.
Passados, cerca de 35 anos, finalmente voltei a encontrá-la, pois foi uma marca que me ficou na memória. Agora que a descobri continuo sem saber o seu significado.
Lembro que nesta serra existe uma povoação castreja, mas não sei se terá alguma correlação.
Também me foi dito que poderá ser uma marca divisória de limite de terreno, o que acho estranho pois foi a unica marca que vi em toda a minha vida por aqueles montes.
Mas a minha duvida persiste, porquê nas suas partes extremas terminarem numa forma redonda? E qual o seu significado?
Agradeço a quem possa saber que me ajude a tirar uma duvida que tenho desde a minha infância.

Finalmente! Um ano depois, e por mero acaso inscrevi-me num curso livre de Arte e História da cidade do Porto. Como primeira sessão, o tema era Porto Antigo, cujo período referenciado era a das origens do povoamento ao período romano, incidindo desde os 1000 anos a.c. até aos 400 anos d.c.
Esta "aula" foi dada por um professor doutor Armando Coelho, da faculdade de Letras, de que nunca tinha ouvido falar, mas muito conceituado por toda a gente da área da arqueologia, historia, letras, etc... (peço desculpas pela minha ignorância).
Quero então eu dizer, que no decorrer da sua palestra e no desenvolvimento da evolução da cidade, isto é, "civitas" do Porto é abordada a temática da civilização "castreja" que proliferaram por todo o Noroeste do País e Galiza.
A cidade do Porto teve o seu núcleo no morro da Sé, cuja características administrativas e territoriais se localizavam na margem direita do rio Douro e se influenciavam para o seu interior abrangendo as terras da Maia, Paços de Ferreira, Penafiel e Gondomar sendo o pressuposto da sua civilização definida por três ordens: crença/religiosidade, fertilidade e produtividade.
Esta área territorial está caracterizada de Callecia (Callaeciae), também conhecidos pelos Calaicos.
A "Cal" - significado de pedra, fortaleza, duro, e acaba etimologicamente por decair em Calle, designação da cidade do Porto, na época antiga.
Na mesma palestra vem, o Dr. Armando Coelho, também dar a conhecer ao auditório de uma recente descoberta, de uma cruz, perto do castro de Vandoma/Baltar, que acrescenta na sua fundamentação ser a centralidade do território deste núcleo Calaico, que é Vandoma.
Ora, Vandoma, segundo a sua definição - "Casa de Deus", terá sido o motivo simbólico que deu origem à padroeira da cidade do Porto, tendo sido direccionado, ao longo do tempo, para a cidade do Porto por se ter tornado de maior predominância económica e estratégica (ver nota à parte).
Quanto à "cruz", o Dr. Armando Campos, defende que a sua simbologia pretende significar a divisão do nucleo em quatro unidades estruturais, a área do Porto - Cal (pedra); a da Maia - Mad (terra); a de Paços de Ferreira - Fid (floresta) e Anegia (abarcando as terras do Vale do Sousa, isto é, de Penafiel, Marco, Gondomar e Paiva).
Espero ter sido esclarecedor com esta exposição, sendo que poderei não ter sido perfeito em virtude de poder estar a introduzir alguns conceitos com desvios e incorrecções, contudo aqui fica algo de novo.
(agradecimento especial ao Dr. Armando Coelho e à Drª. Maria Antónia por terem divulgado e difundido esta nova marca cruciforme no conceito "castrense" centralizada nesta região com valorização do concelho Paredes).


Nota à parte:
A tese acima referida pelo Sr. Dr. Armando Coelho pretende fazer cair por "terra" todo o conceito generalizado sobre a origem da padroeira do Porto, Nª. Srª. de Vandoma, conforme é descrito neste texto retirado da Wikipédia.

"Nossa Senhora do Porto (ou Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação) ou Nossa Senhora de Vandoma é uma das invocações à Virgem Maria na Igreja Católica.
A devoção tem sua origem em um episódio conhecido como Armada dos Gascões, ocorrido em Portugal no período da Reconquista. Terá surgido por volta do ano 990, na altura em que o nobre português D. Munio Viegas liderou uma armada de cavaleiros originários da Gasconha que, ao desembarcarem na foz do rio Douro, combateram os mouros que dominavam a região do Porto. Junto com os gascões estava o bispo da localidade francesa de Vendôme D. Nonego, que segundo de crê trouxera consigo uma cópia da imagem de Nossa Senhora que havia na Catedral de Vandoma.
Segundo a tradição, D. Munio e os franceses, após a vitória sobre os mouros e a retomada a cidade, reergueram as muralhas da cidade. E nelas tinha como uma das saídas principais, da fortificação a chamada porta de vandoma onde terá sido colocada a referida imagem de Nossa Senhora de Vandoma, atualmente exposta na Sé do Porto, para o recordar.
A cidade consagrou a Nossa Senhora de Vandoma como sua padroeira, devoção que até hoje ilustra o brasão de armas do Porto.
A imagem foi venerada pela população, que a levou a percorrer as suas ruas em procissão, principalmente durante os períodos de epidemias que assolaram o Porto e regiões vizinhas."
(texto retirado da Wikipedia)


13 de maio de 2012

Casa da Agrela, Duas Igrejas

Rua da Agrela, Duas Igrejas, Paredes - Portugal
Do que há memória a casa e quinta pertenceu ao Capitão António José Ribeiro Leal, natural do Porto, tendo casado com Joana Aurélia da Silva,
Esta Quinta da Agrela, com solar brasonado e capela, ainda existentes, foi herança do primeiro matrimónio do Capitão António José Ribeiro Leal com a senhora Dona Miquelina de Sousa Coelho de Barbosa, filha do Capitão Domingos de Sousa Rodrigues e de Dona Maria Clara Rosa Coelho de Barbosa.
Este brasão insere-se numa entrada lateral à casa, existindo um outro na fachada da habitação, de estilo feminino, com outra titularidade.
O brasão apresenta o seguinte descritivo:
forma: português ou boleado
leitura: esquartelada
I - Ribeiro
II - Cunha (?) Moreira (?)
III - Barbosa (pouco legivel ?)
IV - Ilegivel
Elmo tarado a 3/4 à direita, com paquife com plumas
Timbre Ilegivel
O escudo assenta sobre caixilho

Em 5/1/2014, através do facebook, Francisco Gama, acrescenta o seguinte.

"Esta casa pertenceu a Miquelina Coelho Barbosa, natural de Deus Igrejas. Casou com o capitão António José Ribeiro, natural da freguesia da Vitória, Porto, faleceu a 22/01/1856 em Duas Igrejas, filho de António José Ribeiro Leal e de sua mulher Ana Joaquina S. Boaventura, moradores na rua de Trás, freguesia da Vitória. Tiveram pelo menos uma filha Francisca Carolina Leal que casou com um Narciso José Moreira Lopes. Não sei se este casal foi dono da casa. Sei que o dito capitão casou e 2ª núpcias com Joana Aurélia da Silva, natural da freguesia de Santo Ildefonso, faleceu a 25/05/1883 em Duas Igrejas, filha de Estevão António da Silva e de sua mulher Mariana Felizarda da Costa, moradores na rua do Almada, Porto".
Agradeço as informações prestadas, pois ajudam a incluir mais informação a estas casas e brasões.

6 de maio de 2012

Fonte da Srª. de Campanhã - Porto

Rua de Bonjóia, Campanhã, Porto - Portugal
Conta a lenda que em 1722, um ano de grande seca, os habitantes de Campanhã fizeram uma procissão em honra a nossa Senhora.
A imagem caiu do andor e partiu uma mão e no local da queda brotou água no dia seguinte.
A fonte que então nasceu existe ainda na Rua de Bonjóia, com algumas alterações depois da construção da Via de Cintura Interna do Porto.
Existe também um cruzeiro em memória do milagre e uma capela que foi inaugurada em Julho de 1967, perto da mesma fonte.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_Campanh%C3%A3)



29 de abril de 2012

Brasão desconhecido - Porto

Rua de S. Pedro de Miragaia, 32, Miragaia, Porto - Portugal

Caros amigos, acabo de descobrir mais um brasão na minha cidade querida. Para meu desgosto encontra-se numa das muitas ruas e vielas do interior, da cidade do Porto antigo.
Está colocada numa fachada de um de prédio abandonado que nada vê e nada se sabe.
As suas origens, segundo Armando de Mattos, grande historiador de heráldica, da época de 40, descreve-o como simbolo da época do séc. XVII, seguindo as tradições das cartas de armas do século anterior, e na sua composição heráldica ele classifica-o de brasão esquartelado e com  a leitura de Rocha, Ferreira (?) e Barbuda (?). Nota-se que o escudo se encontra inclinado, nada habitual na representação heráldica.
Refere ainda que seu timbre é de Rocha, e em regra tem sempre o nome do 1º quadrante. Por fim define-o com um bom desenho.
Peço a quem souber mais alguma informação sobre esta peça, que tende a desaparecer, que me seja enviada para o meu blogue ou e-mail.
Grato.

25 de abril de 2012

Distico na fachada de prédio - Porto

Rua do Loureiro, 58 - Sé, Porto - Portugal
Estas placas encontram-se fixadas em prédios que se encontram seguros, por empresas seguradoras, na cidade do Porto. Cada simbolo pretende identificar a companhía seguradora de modo publicitário e demonstrar todo o cuidado demonstrado por parte do proprietário, como seu bem imóvel, perante a cidade. Creio que este distico tem as suas origens nos finais do séc. XIX.

5 de abril de 2012

Fossa do Mosteiro de Vilela - Paredes


Av. Nª. Srª. de Fátima, Vilela, Paredes - Portugal
O complexo conventual do Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela fica situado na freguesia de Vilela, antiga sede de um convento consagrado a S. Estêvão, dos cónegos regrantes de S. Agostinho, fundado nos princípios do século XII.
O Convento de Vilela desenvolve-se paralelo à igreja com o mesmo nome, em três alas, formando um pátio central. A ala perpendicular à torre do lado da Epístola, considerada a mais antiga, apresenta fachada com uma das portas coroadas por um complexo conjunto curvilíneo, um frontão em acento circunflexo, em cujo vértice se encontra um óculo hexagonal. A ala paralela à igreja destaca-se pelo corpo central que, no alçado aberto para o pátio, é mais saliente e rasgado por um conjunto de cinco arcos ao nível do andar superior, antecedido por escadaria de lanços convergentes. Edifício de dois pisos com estrutura em alvenaria de granito, paredes rebocadas, vãos, cornijas e sacadas em cantaria.
Na esquina da ala poente com a ala principal localizam-se, em toda a sua prumada, todos os espaços definidos para efeito de serviços sanitários por onde se  faziam suas descargas, livremente e graviticamente, para um espaço designado de fossa.
Como se pode visualizar nas fotos, a água proveniente de um tanque, nas traseiras do mosteiro, era direccionado através de um caneiro exterior e canalizado para o seu interior (quando desse jeito) onde lavariam os dejectos acumulados, e circulariam pelo percurso todo em granito que por sua vez eram levados pelo canal exterior para servir de rega/adubação das terras mais proximas, que lhes pertenciam.

1 de abril de 2012

Casa do Além - Bitarães

Rua do Além, Bitarães, Paredes - Portugal

O brasão apresenta o seguinte descritivo:
forma: fantasia
leitura: esquartelada
I - Pinto
II - Sousa (do Prado)
III - Freire de Andrade
IV - Malheiro
Timbre de Pinto (um leopardo)
Elmo tarado à direita, sem paquife
Timbre - Leopardo
O escudo está assente na esquina da casa

O historiador Belmiro Augusto de Oliveira escreveu que "os Malheiros de Coura descendem dos Malheiros da Costilha e estes descendem e representam os Malheiros de Vila Nova de Cerveira que eram cavalleiros proffessos na Ordem de Christo em 20 de Maio de 1737…". O historiador vai mais longe, até ao século XV, onde surge Álvaro Pitta, escudeiro fidalgo, por El-Rei D. João I.
O actual brasão foi trasladado da quinta adjacente, da Casa de Coura que fora vendida e colocado nesta casa, também pertença de sua familia.
A actual propriedade é pertença, por herança, de Jorge Maria Fontoura de Queirós Malheiro, antigo Presidente da Câmara de Paredes (1977-1993), e serve de Quinta para eventos. Merece destaque o seu jardim, a adega e as cavalariças.
Como comentário pessoal, chama-se a atenção que até à data foi o único brasão colorido, afixado em fachadas e portais, descoberto ao longo destas minhas visitas/roteiros, no distrito do Porto.
A sua forma não é a mais usual, sendo esquartelada, isto é partida e cortada, repartindo em 4 nomes que aparentemente não se relacionam na sua totalidade com a família e que na minha opinião se referem aos: I - Pintos; II - Sousa (do Prado); III - Freire (?) e IV - Malheiro (?)
(partes de :www.verdadeiroolhar.pt e alinhamentos.blog.sapo.pt)

Na obra "O Brasão de Armas da família Malheiro", de Artur Norton, (separata do Almanaque de Ponte de Lima, 1980), descreve as origens dos Malheiros e apresenta algumas pedras de armas que se apresentam por Ponte de Lima, tendo o seu representante criado o Casa ou Morgadio de Pormachão, e na Igreja de Cinfães aparece igualmente um símbolo de Malheiro, onde são descritas as armas cuja singularidade não são actualmente as normalizadas nas obras mais relevantes de armaria portuguesa.
Contudo, a sua descrição assemelham-se ao IV quadrante da peça acima apresentada no seu conteúdo mais lato, de duas cruzes latinas e carregadas de 6 (?) estrelas, de 5 pontas. Contudo fica a duvida da sua simbologia apresentada nesta peça. 

25 de março de 2012

Fonte da Arrábida - Porto


Rua Barão de Nova Sintra, Bonfim, Porto - Portugal

"Construída por ordem da Companhía Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no sopé do monte do mesmo nome, para aproveitamento de um fio de água cristalina, fresca e muito pura que brotou espontaneamenteda rocha quando da construção do cais que vai de Massarelos à Arrabida. Localizada perto da fundição da Arrábida esta primeira fonte foi substituida por uma segunda e transferida para os SMAES em 1948".
 À rua, lhe foi dado o nome, e ao seu palacete (Barão de Nova Sintra) se encontra sedeado os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento.
A este belo edificio e aos seus excelentes jardins, praticamente desapareceram ou se encontram adulterados da sua origem, contudo temos de elogiar a exposição dos diversos fontanários e fontes que existiram pela cidade do Porto, atitude que bem dignifica a edilidade em perpetuar o de mais belo património existentes nos ultimos séculos nesta cidade.
Apresentaremos nas proximas apresentações ainda mais elementos graniticos lá existentes e que merecem uma visita.

24 de março de 2012

Fonte do Ribeirinho - Porto


Rua Barão de Nova Sintra, Bonfim, Porto - Portugal

"Construída (ano de 1790) na confluência das actuais ruas de Cedofeita e da Boavista para aproveitamento da água de um pequeno ribeiro ali existente, daí o nome fonte do Ribeirinho. O nome alternativo de fonte dos Ablativos deve-se à inscrição nela existente conter 12 ablativos".
À rua, lhe foi dado o nome, e ao seu palacete (Barão de Nova Sintra) se encontra sedeado os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento.
A este belo edificio e aos seus excelentes jardins, praticamente desapareceram ou se encontram adulterados da sua origem, contudo temos de elogiar a exposição dos diversos fontanários e fontes que existiram pela cidade do Porto, atitude que bem dignifica a edilidade em perpetuar o de mais belo património existentes nos ultimos séculos nesta cidade.
Apresentaremos nas proximas apresentações ainda mais elementos graniticos lá existentes e que merecem uma visita.

15 de março de 2012

Brasão armoriado não identificado, Porto

Prespectiva do local
 Antes
Depois
Cemitério da Lapa, Cedofeita, Porto - Portugal
Este brasão encontra-se no cemitério da Lapa, não tendo sido possivel, até à data, reconhecer a origem familiar. Contudo foi colocado para demonstrar aos colegas da minha esposa de que de facto me desloquei ao local para limpá-lo conforme se pode ver pelo sua comparação.
Julgo que agora já está mais visivel e adequado para o objectivo que o levaram a lá colocar.

acrescento comentário enviado por Manuel Lima, que merece a leitura e permite acrescentar mais informação sobre esta peça, da qual agradeço publicamente pelo cuidado que teve.

"No lugar de Esteiró, freguesia de Vilarelho, em Caminha, situa-se a Casa de Esteiró. Na parede do edifício, virada ao jardim, encontra-se um brasão, em granito, possivelmente do séc XX, que apresenta os mesmos apelidos que esse da Lapa (I e IV – Moreira; II – Correia e III – Ribeiro. Timbre de Moreira). 
A Casa possui uma mata formada por árvores de diferentes qualidades criada pelo Visconde de Negrelos, que a vendeu, no final do séc. XIX a D. Mariana Isabel Correa de Lima Barreto, sogra que foi do 1.º Visconde de Guilhomil, nascida a 8/01/1840, no Porto e falecida na Foz do Douro a 27/06/1923. Era filha de Manuel Urbano de Lima Barreto e de Isabel Júlia Correia Moreira Ribeiro, vindo a casar com João Correia Moreira Ribeiro Pinto Coelho Brandão. Tiveram uma filha, Mariana Teodora Correia Moreira de Lima Barreto que veio a casar com o 1.º Visconde de Guilhomil e da qual provém os apelidos mencionados no brasão.
A Casa e a mata pertencem hoje a José Manuel Peixoto de Vilas Boas de Vasconcelos e Faria, embaixador de Portugal, provinda da Viscondessa de Guilhomil D. Mariana Teodora Correia Moreira."

Obrigado

12 de março de 2012

Fonte do Pelicano, Porto

Largo de Dr. Pedro Vitorino, Sé, Porto - Portugal

Construída no séc. XVII, junto à capela do Senhor dos Passos, foi transferida para o local actual, junto à Sé, aquando das transformações urbanisticas da década de 1940.
A sua estrutura assemelha-se às portadas das casas nobres do Porto do séc. XVIII, com um enquadramento feito por figuras femininas e ao centro destacando-se um pelicano e as armas reais no seu topo superior.
Também conhecida por fonte de S. Sebastião, por se encontrar junto à rua com esse nome e de fonte da Rua Escura, donde foi tranferida.