NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

29 de novembro de 2017

Casa dos Agorretas ou dos Alpuíns (22) - Viana do Castelo

conjunto de duas pedras de armas (foto retirada de: olharvianadocastelo.blogspot.com)

Pedra de Armas:
- Colocado à esquerda (rua dos Rubins)
Em granito, de formato francês, com escudo partido e cortado em II, de:
I – Agorreta;
II, partido com:
I – Pereira
II – Miranda
- Colocado à direita (rua Manuel Espregueira)
Em granito, de formato francês, com escudo esquartelado, de:
I – Alpuím
II – Silva
III – Sousa
IV – Menezes
Sobre os dois escudos assenta um elmo com grelha e paquife, tarado a dextra, e sobre o mesmo o timbre dos Agorretas.
Está envolvido com adornos em elementos decorativos vegetalistas.

História:
Situa-se num gaveto da Rua da Espregueira (antiga rua de S. Sebastião) com a Rua dos Rubins e crê-se que a casa já existia no séc. XVII, por lá ter falecido João d’Agorreta Ferreira na casa de seu sogro Filipe Pereira Lago. Este tinha casado com Inês de Miranda Pereira no ano de 1642 e enviuvado cedo em 1660, deduzindo que terá herdado esta casa.
Foi este João d’Agorreta Ferreira que tornou o Paço da Anha, muito próximo da cidade de Viana, em morgadio e provinha da família dos Agorretas.
O Paço d’Anha entrou na posse dos Agorretas pelo casamento, em 1580, de Miguel d’Agorreta, filho de um antigo capitão de Mazagão, João, e de Maria de Sorhando, da Casa de Lavarisse em Ascain (diocese de Baiona, França). E neto de Lucas de Agorreta, de Mondragon, na Biscaia, com Dona Maria Ferreira.
“Era este descendente de Vicente Ferreira que, por ter casado com a aia da duquesa de Bragança, que lhe deu como prenda de noivado, estas terras, delas foi o primeiro senhor. E filha de Dona Genebra Barbosa Caldas e de António Gonçalves Cabeças, grande partidário do Prior do Crato. O que reforça a tradição de ter achado ali abrigo, pelo que a Casa passou a denominação de Paço.
João d’Agorreta Ferreira, filho de Miguel, foi Mordomo do castelo de Viana no tempo do domínio de Filipe III de Espanha, e também Administrador da artilharia do Porto e Tenedor de mantimentos da província do Minho. Foi ainda responsável pelas diversas obras por essa altura empreendidas na igreja da Misericórdia desta vila, entre as quais a da admirável pintura do tecto da nave.”
Esta casa manteve-se de pé servindo a família ao longo das suas diversas gerações e atravessando por fases conturbadas, como foi o caso da época das lutas liberais.
Nesse período, “… em março de 1847, achava-se em Viana o Conde de Almargem que se preparava nessa altura para atacar o Castelo da Barra com a artilharia que colocara em pontos altos da vila. E às 11 horas da manhã, do dia 17, rompeu fogo com o obus situado junto ao convento das Ursulinas, que as freiras, antes, haviam abandonado. (V. #Patuleia no Alto Minho” por Francisco Cirne de Castro); que, em nota adicional, esclarece: - O castelo fez também alguns tiros, com os quais sofreu danos a Casa dos Agorretas, na Rua de S. Sebastião (entre outras). Ali viviam na altura António d’Agorreta Pereira de Miranda, casado com Dona Rosa Maria Cândida de Andrade Roby Porto Pedroso.”
vista da fachada principal (foto retirada de: olharvianadocastelo.blogspot.com)

No ano de 1884, a casa terá sido demolida por José de Alpuím da Silva de Sousa Mendes, que era casado com Dona Maria Augusta d’Agorreta Pereira Sá Coutinho, filha de Cândido d’Agorreta Pereira de Miranda e de Dona Maria Augusta de Sá Coutinho, irmã dos primeiros Condes de Aurora.
Por morte de seus irmãos e tios veio a recair toda a legítima dos Agorretas na mulher de José d’Alpuím. No terreno de duas casas vizinhas e da velha residência da Rua de S. Sebastião levantou este então o palacete actual – de boa fábrica e pedras finamente lavradas, situando no cunhal da Rua dos Rubins uma pedra opulenta com as suas armas.”
Mais acrescento que ao lado dessa pedra, colocada no cunhal das duas ruas se encontra também colocada as armas dos Agorretas em paralela à atrás referida dos Alpuíns.

Viana do Castelo - Origens:
"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luís de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (família desconhecida) - Travessa da Victória, n.º 8
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219
28 - Casa dos Boto e Calheiros - Rua da Bandeira, n.º 124 

fontes retiradas de:
- http://olharviandocastelo.blogspot.pt
- Obra "Casas de Viana Antiga", de Maria Augusta d'Alpuím e de Maria Emília de Vasconcelos
- https://www.igogo.pt




26 de novembro de 2017

Casa dos Sá Soutomaior (21) - Viana do Castelo


ampliação da Pd'A da foto abaixo

pedra de armas na fachada (foto retirada de: www.monumentos.gov.pt)

A casa:
A casa dos Sá Soutomaior, no Campo do Forno (hoje Praça da republica) foi construída no fim da era de Quinhentos por Rui de Sá Soutomaior, senhor da Torre de Lanhelas (ainda na posse da família) e que era casado com Dona Violante Pereira, do morgado da Graciosa, em Ponte de Lima (também ainda na posse da família).
Provinham os Soutomaior dos antiquissimos Rochas. Martim Rocha fixara-se em Viana do Castelo, em 1434, como recebedor das rendas reais da Foz do Lima.
Localiza-se na Praça da Republica, em Viana do Castelo, com cariz de elegante residência armoriada.
fachada principal (foto retirada de: olharvianadocastelo.blogspot.pt)

Era de enorme aparência, e consta que o requintado lavor das suas pedras aos cinzeis do grande canteiro João Lopes, ou dos seus filhos e artificies, que nessa época dominavam tal arte nestas paragens.
À esquerda era encostada uma bela torre, infelizmente demolida por 1866 e à direita era encostada por uma sóbria casa, pertencente a pessoas aparentadas com os senhores de Lanhelas, depois também demolida. No local levantou-se nos fins do séc. XIX outra casa nobre.
A casa dos Sá Soutomaior, em estilo proto-classicista, de planta rectangular irregular, é constituída por 2 pisos e apresenta na sua fachada principal encimada por platibanda com merlões e de um conjunto de janelas rectangulares, emolduradas por pilastras, capitéis e cornija, unificadas entre si, a um nível do 2º piso, por um friso, decorado por jarros e pináculos.
merlões na platibanda da fachada (foto retirada de: www.monumentos,pt)

merlões na platibanda da fachada (foto retirada de: www.monumentos,pt)

Num intervalo entre duas janelas encontram-se as armas de família, de idêntico material da construção, em granito, e numa pedra de armas decorativa bem conseguida para a época.
foto antiga da fachada principal (foto retirada de: digitarq.cfp.gov.pt - Clube Português de Fotografia)

Descrição da Pedra de Armas:
De granito, com formato de fantasia, escudo esquartelado, dos finais do séc. XVI ou princípios do séc. XVII, com:
I e IV - Morais
II - Sá
III - Soutomaior
Contém sobre o escudo um elmo de grade, frontal e com um timbre sobre este, de Morais (uma torre de dois andares) e está envolvido num paquife convencional que o envolve.

Cronologia da Casa:
séc. 16 (1570) - construção do edifício principal e fachada, por Rui de Sá Soutomaior (Alpluím e Vasconcelos, 1983; 92);
23 de abril de 1772 - após a morte do bisneto do fundador, sem descendência directa, os bens passaram a Pedro Lopes de Azevedo, no entanto e após reclamação de Dona Josefa de Sá Soutomaior por ter sido perfilhada, nesta data foi-lhe concedida por decisão régia a posse dos bens litigados;
1866 - demolição da torre existente no lado sul, talvez de origem medieval, para ampliação do salão nobre (Caldas e Gomes, 1990; 45);
1872 - a casa é alugada à Assembleia Vianense por 1500,000 réis mensais até 1895 (Alpuím e Vasconcelos, 1893; 93);
1898 - passa a sede do Sport Clube Vianense até 1902 sendo transferida para um edifício na rua da Picota, entretanto demolida;
1904 - reinstalada a Assembleia Vianense naquele local até 1854;
1908 - obras no interior do edifício, no valor de 65,895 réis, para acolher o rei D. Manuel I, que visitava a cidade de Viana;
1927 - adaptação do 1º piso para a agência do Banco Pinto & Sotto Maior;
1930 - modernização das salas de jogo e leitura, palco para musica no salão e arranjo do pátio de entrada;
1954 - o Banco Pinto & Sotto Maior adquire o edifício a primo de Sá Pinto de Abreu Soutomaior, major de Cavalaria, ultimo proprietário pertencente à família original, ocupando a partir desta data a totalidade do edifício;
1975 - obras de modernização da agência bancária, incluindo a reposição original do frontispício (ver fotos acima);
actualidade - está acupada pelo Banco Comercial Português (BCP Millenium);




Viana do Castelo - Origens:
"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luís de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (família desconhecida) - Travessa da Victória, n.º 8
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219
28 - Casa dos Boto e Calheiros - Rua da Bandeira, n.º 124 

fontes retiradas de:
- http://olharviandocastelo.blogspot.pt
- Obra "Casas de Viana Antiga", de Maria Augusta d'Alpuím e de Maria Emília de Vasconcelos
- http://www.monumentos.pt
- https://www.igogo.pt
- http://www.360.portugal.com

19 de novembro de 2017

Pereira Lago - Penafiel

Pedra de Armas do palacete dos Pereira Lago

Pedra de Armas inserida no frontão triangular da fachada de um antigo Palacete, setecentista, dos Pereira Lago, situado na Rua do Paço, no centro de Penafiel e recentemente transformado em Museu Municipal.

Descrição da Pedra de Armas:
Constituído em granito, de escudo de fantasia e partido de I - Pereira e II - Lago. Contém sobre o mesmo um coronel de nobreza e revestido sob uma cartela neo-clássica com ornatos vegetalistas e festões, do estilo de D. Maria I, dos finais do séc. XVII..

foto retirada de verdadeiroolhar.pt

O edifício localiza-se na zona histórica local, considerada a área central da cidade onde ainda se preservam na sua envolvente alguns edifícios com características construtivas interessantes com marcas antigas, onde o principal símbolo se reflecte pela Igreja Matriz, setecentista e recentemente restaurada.
Actualmente encontra-se instalado no palacete dos Pereira Lago, o Museu Municipal que beneficia  agora de uma ampla área de exposição e serviços que permite acolher visitantes e utentes com qualidade.
O visitante poderá desfrutar neste espaço museológico das cinco salas temáticas da Exposição Permanente dedicadas à Identidade, ao Território, à Arqueologia, aos Ofícios e à Terra e Água, onde se privilegiou um discurso expositivo claro e moderno, apoiado em diferentes níveis de informação destinados a diversos públicos, e com recurso a numerosos e inovadores suportes multimédia, onde a interacção, a pedagogia e o divertimento são a linha de força.
Enquanto museu polinucleado, dispõe actualmente de 4 extensões: o Castro de Monte Mozinho, o Moinho da Ponte de Novelas, o Engenho de Sebolido e a Alceia de Quintadona. Nos quatro núcleos, bem como no centro histórico da cidade de Penafiel e em diversos cricuitos patrimoniais do concelho, o Museu faz visitas guiadas para grupos mediante marcação prévia.

fontes retiradas:
http://www.patrimoniocultural.gov.pt