NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

23 de abril de 2017

Postigo de porta - Porto


Postigo a imitar o antigo

Pormenor - Rua da Reboleira, 19, freguesia de S. Nicolau, Porto

a porta - vista global

9 de abril de 2017

Quinta do Barão das Lages - Milhundos, Penafiel

Pedras de Armas
 do 
Barão das Lages
Portal da Quinta de Milhundos, Penafiel

Tudo começou por um passeio, no ano de 2006, que me fez prestar a especial atenção a um torreão metido dentro de um matagal e impossível de qualquer acesso.
Esta construção é parte integrante da casa e construções da Quinta das Lages e localiza-se, em Penafiel, junto a uma rotunda em Milhundos, com ligação a Duas Igrejas e Abragão.
Actualmente, ano de 2017, está praticamente tudo na mesma, infelizmente!

Localização - Milhundos

Vestígios da Casa e Torreão

Seus proprietários foram os Barões das Lages, cuja consagração do título nobiliárquico terá sido dada pela Rainha D. Maria II, em 10 de novembro de 1840, a José Teixeira de Mesquita.

José Teixeira de Mesquita - 1º Barão das Lages

O título foi usado por:
- José Teixeira de Mesquita (2/11/1788 - 4/1/1843) - 1º Barão das Lages;
- Zeferino Teixeira Cabral de Mesquita (24//6/1818 - 22/3/1896) - 2º Barão das Lages;
- Luís Zeferino Carneiro de Vasconcelos de Melo Cabral - 3º Barão das Lages;

Além destas figuras, após a instauração da Republica e com o fim do sistema nobiliárquico, usaram ainda o título:
- Luís de Lencastre Carneiro de Vasconcelos - 4º barão das Lages;
- Francisco José carneiro de Vasconcelos - 5º barão das Lages e 4º Visconde de Vilarinho de S. Romão;
- Luís Manuel Ferreira Ferrão de Vasconcelos - 6º Barão das Lages e 5º Visconde de Vilarinho de S. Romão;

Sobre o portão, donde se encontra implantada a Pedra de Armas, e de acordo com documentação recolhida, o brasão apresenta um escudo de fantasia onde lhe assenta um coronel de Barão.
A leitura da mesma, refere Artur Vaz-Osório da Nobrega, é Partido, com I - Cabral e em II - Pereira.
E refere ainda que "o 2º Barão das Lages, o Dr. Zeferino Teixeira Cabral de Mesquita, foi quem mandou construir o portão, em 1862. Foi Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Bacharel em Direito, formado em direito pela Universidade de Coimbra, foi Juíz de direito, Presidente da Câmara de Penafiel, Deputado da Nação, por Penafiel nas Legislaturas que mediaram desde 1848-1864, Secretário do Governo Civil de Vila real, Presidente da Assembleia Geral da caixa de Crédito Penafidelense, etc.., Senhor da Casa das Lages.
Casou em Lisboa, em 1859, com D. Genoveva Pereira Lago, Senhora da Casa de Nossa Senhora da Ajuda, em Penafiel, sem geração."
Faleceu no Porto e foi transportado por comboio para o cemitério da Saudade, em Penafiel.

Atualmente esta pedra deveria se encontrar no portão que dava acesso a um estradão que, através da mata da Casa das Lages se dirigia para esta casa.
Terá sido desmanchada e quando reerguida já só lhe implantaram ameias e uma pedra simbólica da família.
Pedra central sobre portal com a simbologia dos Cabral e dos Pereira

Portal reerguido com a designação de "Porta de Milhundos = 15"

Ora sobre este assunto há quem ponha em questão a simbologia dos "Pereiras" na vez dos "Teixeiras".
Para Artur Vaz-Osório já se percebeu que as pedras atrás visíveis conjugam com a família de sua esposa Genoveva Pereira Lago.
Para Abílio Miranda, no vol.I, in "A Heráldica do Concelho de Penafiel", refere que "Na Quinta das Lages. Na Porta de Milhundos. Numa interessante ameia. Armas cortadas de Teixeira e Cabral. Sem elmo e sem timbre (...). Por estas armas verifica-se que as que se encontram no portão da referida quinta, do lado do santuário, além de invertidas, ostentam erradamente, a cruz florenciada dos Pereiras pois deveria ser a cruz potentea de Teixeira."
Porém, o que nós temos no merlão central (ao todo são cinco) do portão de Milhundos, dos princípios do séc. XVIII, é uma cruz de Cristo, de desenho um pouco impreciso, encimando as armas dos Cabral, o qual o portão tem cravado na parede à direita do observador um painel de azulejos, onde, dentro de uma cercadura rectangular decorativa, a cores, oitocentista, vê-se um coronel de Barão encimando o seguinte dizer, disposto em duas linhas, "CASA DAS LAGES / (17 = Porta de Milhundos = 15).

vista de painel de azulejo junto à porta

Um pouco ao lado e num caminho que circunda a quinta consegui tirar uma foto de um outro painel de azulejos com a designação do nome da rua e com uma pedra de armas cujo apelidos aparecem Teixeira e Cabral, presumindo ser a pedra original do 1º Barão das Lajes, de José Teixeira de Mesquita, contrariando todo os elementos referidos nos elementos apresentados, cujos apelidos seriam Cabral e Pereira, proveniente do 2º Barão.
placa toponímica de arruamento adjacente ao portal da quinta

Aqui fica mais um registo de pequenos pormenores que escapam a qualquer cidadão e que tende a desaparecer sem ter deixado um registo de memória da história daquele local e daquela família.

Notas retiradas de:
Caderno do Museu nº. 5, Penafiel, Museu Municipal, 1999, pág. 45/46
https://pt.wikipédia.org
http://gisaweb.cm-porto.pt
facebook: Amigos do Arquivo de Penafiel

3 de abril de 2017

Relógio de Sol - Amarante

Museu Amadeo Souza Cardoso - Amarante

Este relógio em granito desde há muito que deixou de dar horas. Para além de ter perdido o ponteiro também se encontra a fazer sombra, pousado no chão de um corredor do museu em companhia de várias pedras de armas que se encontram recolhidas nesse espaço.
Pena é não ser exposto e a funcionar. Aos dirigentes do Museu, julgo que não se perdia nada em arranjá-lo e colocá-lo num local soalheiro e que permitisse a leitura.
Tenhamos esperança, pois destes "relógios" já pouco ou não se usam.
As novas tecnologias fizeram esquecer estas lindíssimas peças.



18 de março de 2017

Visconde e Conde de Bovieiro - Abragão


Pedra de Armas do Visconde e Conde de Bovieiros
Abragão, Penafiel

Rua do Bovieiro - Abragão, Penafiel

Esta Pedra de Armas está inserida no frontão da fachada principal da casa e quinta do Bovieiro, em Abragão.
O seu acesso faz-se pela actual rua do Bovieiro, descendo por um arruamento relativamente estreito onde finda contra um portal com ameias da quinta do Bovieiro.
Traseira da casa - fim da rua que lhe acede

Para o acesso pela entrada principal será necessário ainda percorrer por um caminho em terra batida, à esquerda, circundando o espaço da casa e logradouro, terminando com um portão gradeado a apoiado em pilastras de pedra.


Entrada

Há quem diga que a casa nunca ficou concluída faltando a fachada da direita, cuja simetria se pretendia edificar.
Fachada Principal

É mais uma casa com marcas nobiliárquicas e deve-se à mercê  de Visconde concedida pelo rei  D. Luís I, em decreto de 7 de Maio de 1874 e posteriormente, concedida pelo rei D. Carlos I, de Conde a 30 de Junho de 1890 a José Monteiro Guedes Nobre Mourão, sendo extinta em vida.
Foi condecorado com a medalha da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa a 2 de Outubro de 1886.


Pormenor da Pd'A
Descrição:

Esquartelado com:
     I - Monteiro
     II - Guedes
     III - Nobre
     IV - Vasconcelos
Timbre - coronel de Conde

Seus pais Rodrigo Monteiro Correia de Vasconcelos Guedes Mourão e de Maria Isabel Cardoso Coelho Nobre.
José Monteiro Guedes Nobre Mourão nasceu a 21 de Out. de 1841 e faleceu em 1903. Era casado com Maria Henriqueta Torre de Castro Portugal da Silveira, que era filha de Columbano Pinto Ribeiro de Castro de Portugal da Silveira e de Efigénia Amália de Moura Torres.

Informações retiradas de:
http://miguelboto.blogspot.pt/2010/02/bovieiro-conde.html
http://www.geni.com
http://geneali.net

12 de março de 2017

Casal da Pereira, Baltar

Casal da Pereira
-
"As Origens de uma família"
-

lugar da Gralheira - Baltar - Paredes

Vista geral - antiga estrada (actual acesso)

Quinta do Casal da Pereira ‑ intitulada pelo apelido do lado paterno de Manoel Coelho Pereira, cuja família se sobressaiu localmente pelos diversos filhos "torna-viagem" que deixaram marcas na terra. A casa está situada no lugar da Gralheira, de construção tradicional em granito, sendo das mais antigas da freguesia, e que apresenta na padieira da porta fronha a inscrição do ano de 1735.
Já a sua trisavó terá nascido neste lugar da Pereira, no ano de 1726, pressupondo que esta casa se encontrava erigida e já pertenceria à família. 
Porta fronha  (Definição: Porta de entrada. (Minho) a porta ou portão principal do pátio)

Provavelmente a data acima referida terá sido uma marca de obras de intervenção da mesma.
Ao longo do tempo foi sofrendo alterações e adaptações, tendo sido deixada outra marca, na mesma porta, no ano de 1875 e acrescida de um monograma, provavelmente aquando da transferência de propriedade, para um seu herdeiro, MJCP, de Manoel Joaquim Coelho Pereira, 2º da hierarquia familiar.
Dupla inscrição e datação (anos de intervenção)
Ano de 1735 tamponado, antes e depois, pela letra A (ano). Superiormente a simbologia muito popular, no séc. XVIII, de significado religioso INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus) e por isso a 3ª letra ter sido transformada em cruz com base)

A quinta era constituída pela casa rural e por terrenos contíguos cuja agricultura produzida era abastecida por águas de consortes cujos direitos advêm de pelo menos do ano de 1860. Está inscrita na conservatória do registo predial com o seguinte descrição, como prédio misto: cerrado do casal da Pereira, composto por casa de rés-do-chão e andar, com quintal, Campo da Porta de Cima e de Baixo, Campo da Vinha, Lameiro da Boca, Vessada Grande e Lameiro do carreiro e Hortas, conferindo uma área total aproximada de 3,3ha.
Registo da Conservatória (doc. antigo)

A casa encontrava-se dividida por espaços próprios, sendo a uma cota superior para a habitação e na área de rés-do-chão para cortes de animais e servidões. A casa era típica rural, em forma de quadrado, rematada numa das suas partes por zona de apoio a alfaias agrícolas e o seu vão do telhado para celeiro com interligação a uma eira, em pedra.
A quinta era constituída, para além de parte das águas de consortes, provenientes do lugar dos Moinhos, em Vandoma, para abastecimento de todo o vale da Gralheira e Sargeal a quintas similares, também por um poço e duas represas de água que permitiam a garantia de abastecimento de água à casa e às demais das diversas parcelas de terrenos, permitindo a produção de bens agrícolas tradicionais da região, milho, feijão, batata, e produtos hortícolas, em função da época e período sazonal a cada tipo de culturas. A vinha e árvores de frutos eram outras plantações existentes pela quinta permitindo uma diversificação de produtos de forma a dar as garantias de fruta para todo o ano.
Os direitos às águas de consortes destinavam-se essencialmente a 6 quintas do vale da Gralheira, para além de outras pequenas parcelas e distribuídas por períodos específicos. Era um direito que lhes provinha no período do verão, entre o S. João (24/junho) e o S. Miguel (29/setembro).
A casa, localiza-se nos limítrofes da freguesia e distando do centro em cerca de 1 km, pela estrada nacional que liga Vila Cova de Carros, ao centro de Baltar, conhecido pelo lugar da Feira, designação pelo local do antigo comércio animal que se realizava naquele lugar, zona central da actual vila.
Por ser deslocalizada da área mais populacional terá, nos períodos de setecentos e oitocentos, sido designado de lugar da Pereira mas que ao longo do tempo se terá diluído e associado ao lugar da Gralheira devido à expansão das construções daquele lugar. Actualmente, muitas das designações dos lugares em Baltar desapareceram, tendo-se associado a outros mais representativos pela concentração populacional, são os casos dos lugares da Preza, do Ourado de Fagilde e Outeiro de Fagilde, da Lapa, do Cabo, do Espinheiro, da Fonte, da Ponte, do Souto e que também como o da Pereira apenas ficaram registados nas histórias da sua genealogia de família e obtida através dos registos escritos do livros dos arquivos paroquiais ou por outros documentos dessa época.
É conhecido que a estrada que ligava a Vila Cova de Carros e freguesias seguintes até Paços de Ferreira foi-se transformando e ajustada ao longo do tempo, tendo sido um caminho sinuoso, desabrigado e em grande parte de todo o seu percurso, num ermo continuo até à terra mais próxima. Este antigo caminho, actualmente designada de estrada EN 319, terá sido um percurso lamacento, devido às passagens de água referidas, traçado tortuoso, pelos desníveis existentes e perigosos, sujeito a assaltos frequentes para o tipo de condições que se proporcionava.
Antiga estrada de ligação a Vila Cova de Carros e entretanto deslocada para um alinhamento novo

Esta transição, de caminho para estrada, no séc. XX, terá sido alterada no acesso em frente à quinta sendo deslocalizada mais uns metros a poente, contornando a mesma propriedade, tendo alterado a sua função de estrada, que passava pela sua frente, em apenas num caminho de acesso privado a três casas que serve.
Esta alteração modificou a paisagem frontal da casa da Pereira, quer na leitura visual por se ter transformado num baixo, quer no seu acesso por ser estreito se tornar numa passagem interior  e particular pelas suas características das actuais circunstâncias de seu acesso.
A casa, embora com dimensões aparentemente grandes, não apresenta uma distribuição natural e coerente para uma habitação tradicional. Contempla áreas pequenas, desorganizada e seccionadas por portas que dão acesso a outros compartimentos contíguos sem qualquer conforto e acomodação que se possa considerar uma habitação normal. Pela sua antiguidade pode-se entender que os compartimentos não eram de uso durante o dia e percebia-se que serviam de dormitório às várias gerações que por lá viveram. O conceito de arquitectura ainda não existia e a distribuição da casa fazia-se em função das suas necessidades.
Já os restantes espaços de servidão e de utilização se encontravam bem definidos, quer para o apoio animal quer para a componente agrícola e distribuídos em redor do rés-do-chão desta casa.

A Família
As origens desta família serão mais ancestrais e provenientes da própria freguesia de Baltar, como de outras do próprio concelho, de Mouriz, de Vila Cova de Carros, da Sobreira e de Astromil e ainda do concelho vizinho de Valongo, das terras de Sobrado e S. Martinho de Campo, freguesias vizinhas também de características essencialmente rurais, e que por laços de casamento se terão instalado neste antigo lugar, da "Pereira", actualmente absorvido pelo lugar da Gralheira.
Família de traços humildes, influenciada pela lavoura e cujo cultivo das suas próprias terras se destinava exclusivamente ao consumo privado, como era tradição e frequente naqueles tempos.
As suas raízes rurais e o elevado número de filhos tidos pelo casal Manoel e Thomázia, fizeram deste par o despoletar de uma geração de emigrantes, de homens de negócios e de casamentos com outras famílias de importância local, subindo degraus na hierarquia social da terra.
 Manoel Coelho Pereira (n - 15/3/1795 / f - 19-8-1877

Maria Thomásia Coelho Barbosa (n - 3-2-1812 / f - 26-12-1903)

De ambos, pouco se conhece as suas origens, a sua vida diária e seus caracteres, mas pela aparência das fotos tudo aponta que Manoel, por ter sido lavrador, terá levado uma vida desgastada levada pela agricultura, através do trabalho diário para subsistência familiar.
Seus Pais e Avós, originários de Baltar, mais precisamente do lugar de Fagilde, área central da vila, sendo que os seus antepassados da 3ª e restantes gerações já tiveram a sua origem pelas terras vizinhas, Mouriz, Sobreira. Astromil, Sobrado e S. Martinho de Campo, e de outras das redondezas que o tempo não consegue vislumbrar.

Antepassados de Manoel Coelho Pereira
Antepassados de Maria Thomásia Coelho Barbosa

Os seus progenitores tiveram a sua proveniência em Baltar e de terras vizinhas, Mouriz e Vila Cova de Carros, Vandoma, sendo contudo os seus ancestrais mais antigos originários ainda de lugares mais diversificados, provenientes de outras freguesias das redondezas, tais como Gandra, Cristelo, etc...
Do seu casamento, previsivelmente no ano de 1831, nesta casa viu nascer 14 filhos, tendo falecido cinco filhos, sendo a 5ª e ultima filha, no ano de 1855, sendo que de todos os restantes 9 filhos, rapazes, alguns terão emigrado para o Brasil em tenra idade, como era usual naqueles tempos.
Os que foram partiram moços com 13 ou mais idade, ainda jovens, sujeitos à isenção do exercicio obrigatório da tropa e em busca do sonho e da esperança de enriquecimento, num país que à época se considerava o eldorado, localizado no outro lado do Altântico - o Brasil.

A Descendência
Manoel Coelho Pereira Maria Thomásia Coelho Barbosa

•          António Joaquim Coelho Pereira (n - 1832 / f - 1913)
•          Manoel Joaquim Coelho Pereira (n - 1836 / f - 1914)
•          António Coelho Pereira (n - 1838 / f - ?)
•          Belmiro Coelho Pereira (n - 1839 / f - 1911)
•          José António Coelho Pereira (n - 1840 / f - 1910)
•          Lino Coelho Pereira (n - 1843 / f - 1891)
•          Firmino Coelho Pereira (n - 1843 / f - 1916)
•          Maria Rita Coelho Pereira (n - 1844 / f - 1931)
•          Anna Maria Coelho Pereira (n - 1847 / f - 1910)
•          Margarida Rita Coelho Pereira (n - 1848 / f - ?)
•          David Coelho Pereira (n - 1849 / f - 1920)
•          Victorino Coelho Pereira (n - 1851 / f - 1922)
•          Cecília Coelho Pereira (n - 1852 / f - 1945 )
•          Emília da Concepção Coelho Pereira (n - 1854 / f - 1855)

Retrato de família (ao centro os pais e em redor os filhos, faltando o mais velho)

Desta família resultou que três filhos, Firmino, Belmiro e Victorino, e tendo enriquecido no Brasil regressaram ainda jovens adultos com as posses necessárias para serem proprietários das 3 casas brasileiras, em Baltar.
Destas 3 casas, apenas uma resiste encontrando-se em bom estado, pertenceu a Victorino Coelho Pereira, que comprou a seu irmão Lino que a terá mandado edificar.
A que se encontra em frente a esta, actualmente abandonada foi escola secundária e foi entregue recentemente pela autarquia à Santa Casa da Misericórdia de Paredes, com a finalidade da construção de um Lar de Idosos (infelizmente já se torna impossível o restauro da casa) tendo pertencido a Belmiro Coelho Pereira.
E a terceira casa, pertenceu a Firmino Coelho Pereira e foi no final da década passada demolida inexplicavelmente para proveito próprio do proprietário na reconstrução de uma moradia unifamiliar, não tendo qualquer respeito pelo valor patrimonial e histórico dessa casa. Um crime que nem a junta de freguesia, a autarquia, nem o estado tomou qualquer posição sobre tal feito. Assim se perdeu, talvez a melhor casa da freguesia, pelo valor do seu recheio interior, na decoração, nas pinturas, da arquitectura, e de toda a sua envolvente histórica.
Enfim, assim se conta uns pequenos traços de vidas de uma família...

18 de fevereiro de 2017

Família Jebb, Cemitério dos Ingleses - Porto

Pedra de Armas de família Inglesa

O cemitério Inglês ou cemitério dos Protestantes está situado no Largo da Maternidade de Júlio Dinis, no Porto. está inserido num espaço religioso onde está instalada a igreja inglesa de Saint James.
Em 1892 o seu local ainda se chamava de Largo do Campo Pequeno e que já continha o cemitério e casa de oração da pequena colónia inglesa do Porto e era um terreno extenso e todo murado. Mais tarde o lugar também se chamou de Largo dos Ingleses.
As famílias britânicas tinham aí a sua capela e o seu cemitério e permissão da cidade para os actos religiosos da sua fé protestante.
Para quem visita o cemitério a sua aparência é de simplicidade e sem grandes elementos de grandiosidade pessoal por parte destas famílias.
As pequenas excepções são com peças mais emblemáticas como a da família Jebb cuja pedra de armas apenas poder-se-à classificá-la do seguinte modo:

Época: Séc. XIX
Escudo: Inglês
Material: Mármore
Formato: Esquartelado
Coronel: de Nobreza
Timbre: de Jebb
Comentário: sob a pedra de armas apresenta-se uma fita com a legenda "Vigil"
O representante deste Jazigo é Frederick Jebb.

Jazigo com coluna (jazigo 1102 - plot 2)

Simbologia do 1º quadrante (muito desgastada)

Símbolo no 2º quadrante

Símbolo do 3º quadrante (com desgaste)

4º quadrante

Lápide com Timbre de "Jebb"

Esta ultima peça localiza-se ao lado do jazigo de Frederick Jebb e refere-se a Henry Jebb, provavelmente de um seu filho e que se encontra aplicada numa pequena lápide.
A ave representará o apelido de "Jebb", dado que tem como timbre na pedra de armas a mesma simbologia (será meramente uma suposição dado desconhecer a heráldica britânica).

Informação obtida de:
O Tripeiro: série V, ano VIII, p. 142, Nobrega, Vaz-Osório



12 de fevereiro de 2017

Moura Vasconcelos - cemitério do Prado de Repouso - Porto



 Foto da Pedra de Armas colocada no Jazigo

Classificação: Heráldica de Família
Época: Séc. XIX
Escudo: Francês ou quadrado
Material: Mármore
Conservação: Bom
Formato: Esquartelado
Leitura:
I – Moura
II – Vasconcelos
III – Soutomaior
IV – Brito
Timbre: de Moura, um dos castelos
Elmo: de perfil, sem paquife
Comentários: Sob o escudo as insígnias das Ordens da Torre e Espada, cujo colar acompanha o escudo pelos flancos e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Cores: I, de vermelho, com sete castelos de ouro, em pala, sendo três na do meio;
II, de negro, com três faixas veiradas de prata e vermelho;
III, de prata, com três faixas enxaquetadas de vermelho e ouro, de três tiras;
IV, de vermelho com nove lisonjas de prata, cada lisonja carregada de um leão de púrpura;
Foto da Pedra de Armas colocada no Jazigo
Foto da Pedra de Armas (Arquivo Distrital do Porto)

29 de janeiro de 2017

António Corrêa Lourenço - Quinta de Chão Verde

António Lourenço Corrêa (1828-1879), 
Quinta de Chão Verde, Venda Nova - Rio Tinto

Pintura em tela

Fotografia em quadro



Os Torna-Viagens:
Após a consequência da Revolução Liberal, da transferência da corte portuguesa para o Brasil e da independência do Brasil (1821-1825), permitiu que durante mais de um século, o Brasil e o continente americano se tornassem o destino de uma corrente migratória que se alimentava como o sonho de Eldorado que fascinou muitos milhares de portugueses.
Naquela época houveram quem regressasse à terra mãe e muitos terão por lá ficado, tendo formado família, ora ficado ricos, ora pobres, ou ainda remediados e que em regra estes últimos não regressaram por desgosto ou vergonha e até impossibilitados de o fazerem.
Os ricos e afamados permitiu-lhes alimentar o desejo de regresso e demonstrar aos da sua terra, no concelho e ao País que conseguiram alcançar o objectivo da “fortuna” e criado a riqueza desejada que lhes permitissem viver desafogados em Portugal sem quaisquer constrangimentos para o resto das suas vidas.
As suas fortunas em regra eram tão grandes que muitos se tornavam beneméritos com as ofertas de bens financeiros, de obras ou de outras intervenções pessoais que lhes permitiam serem reconhecidos publicamente e por vezes notabilizados com mercês reais e as consequentes pedras de armas pessoais.
Estas distinções tornavam-se tão banalizadas que muita imprensa e escritores da época, incluindo Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis e Almeida Garrett, usaram de comentários jocosos e irónicos, nas suas escritas diárias e de pequenos ditos e versos que ficavam na mente das pessoas e serviam de armas de arremesso a estes ilustres benfeitores, tais como:

“Foge cão, que te fazem Barão!
P’ra onde? Se me fazem Visconde.”
ou ainda,
“Quem furta é ladrão,
Quem furta muito é Barão,
Quem mais furta e esconde
Passa de Varão a Visconde.”
ou ainda,
"O brasileiro ou rebenta por lá
e ninguém fala ou
vem rebentar à terra
 e é "bisconde".


A família:
No caso da presente da casa “Brasileira”, foi seu proprietário António Lourenço Correia,mais um brasileiro Torna-Viagem que no séc. XIX emigrou para o Brasil com a ambição e ilusão da riqueza que aquele país alimentava.
As raízes genealógicas tiveram em Manuel Alves Corrêa e Quitéria Martins Vieira, nos seus bisavós e proprietários, no lugar de Tardinhade, em Salvador de Fânzeres, onde viviam numa casa típica de lavrador solidamente abastado do século XVIII cujo casamento está datado de 9 de fevereiro de 1796.
Seu bisavô era filho de João Alves e de Maria Ferreira de Jesus, do mesmo lugar, e neto paterno de Domingos Alves e de Maria João e materno de Manuel ferreira e de Maria Martins.
Sua Avó era filha de Alexandre Martins e Apolónia Vieira, do lugar de Montezelo, sendo neta paterna de João Teixeira e de Maria Antónia e materna de João Miguel e de Lourença Vieira.
Seus avós tiveram 10 filhos todos eles nascidos nesta casa, no lugar de Tardinhade e que foram:
Manuel Alves Corrêa, nascido a 27 de maio de 1796, esteve no brasil mas morreu em Portugal (1853?), solteiro e sem geração;
Maria Martins Vieira ou, também conhecida como Maria Martins Corrêa Lâmpada, nascida a 27 de outubro de 1797 e casou com João Afonso Vieira. Não terão deixado descendência.
Ana Martins Vieira, nascida a 12 de julho de 1799 e faleceu a 18 de setembro de 1876. Casou com José Lourenço, no lugar do Outeiro, a 10 de maio de 1827 e faleceu a 2 de fevereiro de 1853 e sepultado na igreja de Fânzeres. Este era filho de Manuel Lourenço e de Maria Pereira, neto paterno de Manuel Lourenço e de Ana Maria e materno de Manuel Pereira e de Ana dos Santos. Deste casamento nasceram três filhos, António Lourenço Corrêa (a personagem abordada), Bernardino Lourenço Corrêa, nasceu em 1830 e faleceu no Rio grande do Sul, a 22 de setembro de 1862 e Maria Martins Vieira (sem informação).
Catarina Martins Vieira, nascida a 6 de julho de 1801;
António Alves Corrêa, nascido a 23 de novembro de 1802;
Angelina Martins Vieira, nascida a 1 de abril de 1804;
José Alves Corrêa, nascido a 8 de maio de 1805 e falecido a 8 de dezembro de 1853, solteiro e sem geração, tendo deixado 98% da sua fortuna pessoal à Misericórdia do Rio de Janeiro e os restantes 2 % ao seu sobrinho António Lourenço Corrêa, fazendo dele um homem exageradamente rico, como se abordará no restante texto deste blogue.
Francisco Alces Corrêa, nascido a 5 de março de 1807 e faleceu sem geração;
Gertrudes Alves Corrêa (sem informação);
João Alves Corrêa, nascido a 20 de agosto de 1810, morava na casa da Rua do Poço das Patas, no Porto com sua esposa Ana Teresa do Nascimento, mas também terá passado pelo Brasil conforme correspondência existente.


Registo Paroquial - nascimento



A pessoa:
António Lourenço Corrêa terá nascido no lugar do Outeiro, em Fânzeres, a 31 de março de 1828, em casa de seus pais, terá emigrado para o Brasil com os mesmos fins de seus tios e irmão e por lá ficou até aos seus 35 anos de idade, cuja riqueza conseguiu rapidamente reunir, para além da fortuna herdada de seu tio José.
Na sua carteira profissional está referenciado como capitalista, designação muito frequente naquela época.
Da sua correspondência com o Marquês de Abrantes, D. José Maria de Lancastre e Távora, estava documentado que negociava com escravos embora não se dedicasse exclusivamente a esse negócio, mas viver entre o Brasil e Portugal, com certeza que o negócio de escravos era uma despesa necessária quer na compra quer na venda.
Já em Portugal, esta figura era intitulado de Arara ou o tio Lâmpada, descrito na obra de “ A Corja”, de Camilo Castelo Branco, devido ao seu aspecto excêntrico no vestir do dia-a-dia e na transposição para a realidade dos seus projectos coloridos e exagerados.
Com certeza que estes comentários foram sobejamente referenciados no quotidiano, comentários públicos e privados e pelos jornais da época, pela sua forma excêntrica e exuberante do seu dia-a-dia.
Em carta a Félix Lascasas dos Santos, Visconde de Lascasas, seu amigo, datada de 9 de março de 1857, comenta estas descrições da seguinte maneira: “Amigo. Principio por dizer alguma coisa a respeito do meu sistema de trajar; que não tem nada de novo ao meu costume daí, por isso o que aqui reparam e alguma coisa dizem, para mim não é novidade, porque já de lá vinha habituado aos tocadores de rebeca; e então pouco se me dá disso, porque embora tenha o costume de andar com vestuário de cores claras ou de qualquer feitio ou moda ao meu gosto, eu creio que com isso não ofendia pessoa alguma, nem a moral pública, nem tão pouco julgo que um tal vício (se merece tal nome) possa desmerecer o meu conceito aos olhos da sociedade em geral ou dos meus amigos em particular, a uma visita a uma repartição de etiqueta, etc.
Como acima digo, pouco me importa o que dizem a este respeito, porque com ufania o digo, se algum procedimento tenho repreensível, será esse o único, ao passo que esses miseráveis que se julgam com direito de ser a palmatória do mundo têm na sua crónica páginas mais negras que uma noite de Londres no tempo de Inverno; por isso, meu amigo, se se fosse tomar a peito todos os ditos do mundo, não teríamos uma hora de satisfação na nossa vida, por mais longa que ela se tornasse. Repito, o que dizem a esse respeito, pouco ou nada me incomoda.
Camilo Castelo Branco ironiza-o, na sua obra, de 1880, da seguinte maneira: “Cavalos relinchavam, fazendo no macadame sonoro, com as patas, uma toada com um ritmo pomposo. Chegava a caleche descoberta dum brasileiro purpurino, coruscante, de cores arreliosas, oftálmico, delirantes, duma garridice espaventosa. Era o Arara, um triunfador daqueles tempos em que a casaca azul e o colete amarelo não dispensavam uma gravata vermelha, luvas verdes e calças côr de alecrim com polainas cinzentas. O Arara, a quem outros chamam o Lâmpada, (…) muito refastelado nos coxins côr de gema de ovo com franja azul (…) ”.
O seu regresso a Portugal, estima-se em finais de 1863 e princípios de 1864, com 35 anos de idade, fê-lo voltar às suas origens, a Gondomar, adquirindo uma parcela de terreno e iniciado a construção de sua casa, na “aldeia” na Venda Nova, em Rio Tinto e próximo de Fânzeres, sua terra natal.
Fachada da Casa

Limites da Quinta

Vista actual do Google Maps

Construiu esta habitação, designada de “Chão Verde”, com uma traça típica das construções da época e com os seus interiores tipicamente “brasileiro”. O seu exterior é extremamente e exageradamente exótico pelos seus jardins, fontes e elementos decorativos utilizados e aplicações de azulejaria e carrancas nas paredes da cavalariça e nos muros contornais da quinta.
Relata em carta, datada de 10 de novembro de 1864, a seu tio João Alves Corrêa, no Brasil, onde descreve: “ (…) Não sei se meu tio já saberá que tenho casa de moradia na cidade e na aldeia. Na cidade, na Rua do Bonfim, 53 e na aldeia na freguesia de Rio Tinto, lugar de Chão verde. É nesta ultima onde vivo mais tempo, porque lá tenho gasto bastante dinheiro, mas é sem dúvida uma das residências mais bonitas dos arrabaldes do porto, pela posição e recreios de que se acha adornada. Na qual tenho muito gosto e muita fé de que ali se vive mais. Está na minha companhia minha boa mãe. A quem compete fazer as honras de Dona de casa, porque eu a tal respeito estou como estava – livre como livre nasci.
Na sua casa do Porto, o nº. 53, ficava junto ao atual Campo 24 de agosto, no início da rua do Bonfim, usufruía ainda os n.ºs 17 e 18 que tinha uma “ (…) caza servindo de cocheira (…) “.
Registo Paroquial - Óbito (8/Nov/1879)

Faleceu na sua casa de Chão Verde, no dia 8 de novembro de 1879, conforme referenciado em documento dos registos paroquiais da freguesia.
Contudo é publicamente divulgado a data de sua morte, o dia 31 de outubro de 1879, e comprovada no cemitério do Prado do Repouso, no jazigo cemiterial de seu tio e onde se encontra também enterrado, causando estranheza a diferença dos 8 dias entre as datas registadas.

Inscrição no Jazigo (31/ Out. / 1879)

Seu jazigo localiza-se na ala principal do cemitério, quem desce, pela entrada norte, à esquerda e está edificada com uma singular e original caixão sobrelevado, com uma colcha por cima, em pedra branca e porosa, com frutos e inscrições.
Vistas do Jazigo

O Comércio do Porto noticiou o seu falecimento do " abastado e conhecido capitalista, que por muitos anos havia residido no Brasil, onde exercera a profissão comercial."
Terminava a sua vida com 51 anos de idade, morrendo solteiro e sem filhos, não deixando qualquer testamento.
Seu herdeiro directo foi seu sobrinho, filho de sua irmã Maria Martins Vieira, David Carreira da Silva, que herdou a propriedade à sua morte.
À sua morte, sua filha Rita Correia de Sá foi a herdeira desta casa, tendo casado no ano de 1915 com Domingos Gonçalves de Sá Júnior, natural do Porto e que por sua vez tiveram um filho, Domingos Correia Gonçalves de Sá tendo-se popularizado nesta terra, como presidente da Junta, eleito em quatro mandatos seguidos de 1951 a 1967.
Casou com Elisa Gomes Mesquita da Cunha e tiveram 5 filhos, actualmente ainda vivos, Rita, José, Pedro, João, Miguel, cujo contributo de muita desta informação foi cedida por estes herdeiros naturais.

Textos e informações retiradas de:
https://umolharsobreriotinto.wordpress.com
http://aert3.pt/umaescolaumavida/html/quinta_chaoverde.htm
http://portojofotos.blogspot.pt
http://www.queirozportela.com/conferencia.htm
http://umafamiliadoporto.blogspot.pt


23 de janeiro de 2017

Brito e Cunha, Palacete dos Vilares de Perdizes - Porto


P. d'A. da Casa dos Vilares de Perdizes

Pedra de Armas dos Brito e Cunha (foto cedida graciosamente por Ruy F. de Brito e Cunha)

Descrição:
Classificação: Heráldica de Família
Escudo: de Fantasia
Formato: Simples ou Plena
Leitura: I - de Brito
Timbre: um Leão
Elmo: de Perfil, de grades

Esta pedra encontrava-se colocada no frontão da fachada do prédio situado no gaveto das ruas das Taipas com a Rua de S. Miguel, freguesia da Vitória.

Foto antiga (retirada da obra de Germano Silva, em "Porto nos Lugares da História"

Vista actual (sem o Brasão)

Esta casa apalaçada do séc. XVII, era conhecida pelo Palacete dos Vilares de Perdizes e terá também pertencido à família Brito e Cunha, nos inícios do séc. XIX, considerada a casa principal e onde viveram algumas gerações dos seus chefes de linhagem.
Mais acima, na rua das Taipas, situa-se uma outra casa pertença desta família, onde actualmente serve de Junta de Freguesia e contém ainda a pedra original da família.
Posteriormente, já nos finais desse século aí residiram Francisco de Moura Coutinho d'Eça e Dona Ignez de Salles de Paiva Moura Coutinho d'Almeida Eça.
Mais tarde, no séc. XX, foi aqui instalada uma escola de Cegos e posteriormente funcionaram neste edifício as escolas técnicas de Oliveira Martins, Mouzinho da Silveira e de Filipa de Vilhena.
Pedra em granito e bem conservada foi entretanto desmontada e colocada nos jardins da Quinta do Ribeirinho, em Matosinhos.
Quinta do Ribeirinho, Matosinhos