NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

24 de outubro de 2017

Casa dos Torrados (20) - Viana do Castelo

 pedra de armas picado, manteve-se a cartela, elmo e timbre

Casa dos Torrados:

Para alguns autores esta casa tem designações ligeiramente diferentes, isto é, na obra "Ultimas Gerações de Entre Douro e Minho" leva o título de - Casa de Torrados e para outros de - Casa do Torrado.
foto retirada do blogue: olharvianadocastelo.blogspot.com

Para antigos residentes e antigos proprietários era conhecido por - Casa dos Torrados, desconhecendo-se contudo as razões desta designação tendo em conta não haver nada correlacionado com a família ou de outros motivos que levassem a esse título. Desta família a sua origem tinha a proveniência o proprietário Dr. António José Pereira da Cunha Maciel e sua esposa Dona Ana Joana Pereira da Cunha Maciel.
Há quem intitule esta casa por - Casa dos Vieira Guedes, por aparecer nos séc. XVII, um Francisco Vieira Guedes, capitão de Infantaria, depois alcaide-mor de Lapela, e que por falta de sucessão directa irá recair em Ana Joana Pereira de Brito Campelo, descendente desta família e que dará por união a António José Pereira Cunha Maciel o seguimento da titularidade desta casa.
Passado de mão, acabou a Casa dos Torrados por ser adquirida no primeiro quartel do séc. XX por António José Cerqueira e que terá aberto, no rés-do-chão de sua casa, uma loja de tecidos com a tabuleta "O Depósito" do qual se juntou um seu sócio, J. Rodrigues Costeira.
Tornou-se um prédio de habitação, donde terá residido no 1º andar, um arqueólogo, historiador e etnógrafo vianense, Abel Viana, contendo uma placa comemorativa e mais tarde instalou-se o Grémio do Comércio, e actualmente a Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC).
A casa terá ainda permanecido nas mãos de seu filho António Vilas Boas Cerqueira.
Quanto à loja, O Depósito, terá resistido até aos finais do ultimo quartel do séc. XX, sendo actualmente um restaurante.
A fachada contempla um frontão arredondado donde sobressai uma cartela decorativa e sobre a mesma um elmo voltado à direita e um timbre de Castro (?) ou de Brito (?), que resulta de uma antiga pedra de armas dos macieis, Campelos, Britos e Castros, e que António José Cerqueira terá mandado picar aquando da sua aquisição.
armas de Maciel
armas de Campelo

armas de Brito

armas de Castro (de 13 e 6 arruelas)



Viana do Castelo - Origens:

"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luís de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (família desconhecida) - Travessa da Victória
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219 


fontes retiradas de:
- http://olharvianadocastelo.blogspot.pt
- Obra "Casas de Viana Antiga", de Maria Augusta d'Alpuím e de Maria Emília de Vasconcelos
- http://pt.wikipedia.org
- http://geneall.net

19 de outubro de 2017

Hospital Velho (19) - Viana do Castelo

foto retirada do blogue: e-termoeretorno.blogspot.com
Descrição:

Em granito, do séc. XVII, em formato Francês e com escudo Esquartelado, com I e IV - de Portocarrero e de II e III - Rocha.
Sobre o escudo assenta um elmo tauxeado a 3/4 e com timbre de Portocarrero, de um cavalo nascente.
foto retirada do blogue: olharvianadocastelo.blogspot.com

Descrição da casa:

Situado na Praça da Erva (actual Rua do Hospital Velho) ostenta na sua fachada uma inscrição onde é referido o ano da sua edificação (1468), por João Paes, o Velho.
Este Hospital terá tido a sua origem como estrutura de assistência e apoio a peregrinos que se encaminhavam a Santiago de Compostela, a mercadores de passagem, mas também era usado para cuidar das carências básicas de cuidados de saúde.
É um edifício Manuelino, com origem no séc. XV, e remodelado nos séculos XVI e XVII. Apresenta uma planta rectangular de dois pisos com cobertura de telhado de três águas e a sua fachada austera apresenta um arco sobrepujado pelas armas dos Rochas e Portocarreros e dominado por um nicho onde se abriga uma bela imagem do Divino Salvador encimado por um divinal azul celeste com uma grande vieira, que é um símbolo do Apóstolo Sant'Iago e da Ressurreição.
No arco está inserida uma inscrição que estabeleceu os pressupostos e objectivos iniciais do edifício: "Este Hospital e rendas dele instituiu João Pais, o Velho, ano de 1468".
foto retirada do blogue: e-termoeretorno.blogspot.com


foto retirada do blogue: e-termoeretorno.blogspot.com

No seu interior, também quinhentista, apresenta um pátio interior, ao qual se acede através de três arcos muito largos e abatidos de aresta chanfrada.
foto retirada do blogue: hospital_velho_patio CMVC.pt

foto retirada do blogue: acoutinhoviana.blogspot.pt

A designação de "Hospital Velho" foi-lhe atribuída depois da entrada em funcionamento do Hospital da Misericórdia.
Há quem defenda que essa designação venha da relação do próprio nome de João Paes - o "Velho".
Actualmente o edifício já não tem as funções que exercia ao longo de séculos, tendo sido entretanto adaptada para Posto de Turismo do Porto e Norte de Portugal, em Viana do Castelo e já depois do ano de 2014, recentemente transformada na sede da Associação Internacional de Enoturismo (Aenotur).

foto retirada do blogue: allaboutportugal.pt


História da casa e família:

Esta casa está descrita na obra de "Casas de Viana Antiga", nos seguintes termos:
"Por duas vezes a devota Rainha de Portugal, D. Isabel, mulher de D. Diniz, foi em romagem a S. Tiago de Compostela - diz a tradição que trajando o hábito de peregrino, levando só alforges como bagagem, e duas damas de companhia. Diz-se também que ao passar então por Viana, deparando com a gafaria ao tempo existente no arrabalde de S. Vicente, não longo do caminho que da vila partia para a Ribeira-Lima, foi ela que pediu que ali colocassem uma bandeira indicativa da zona impura. Daí que a esse caminho, cada vez mais debruado por casas, dessem seguidamente o nome de Rua da Bandeira.
Transitoriamente crismado aliás de Rua da Misericórdia nos fins do séc. XVI. Já a tal aludimos ao citarmos as velhas ruas do burgo.
Vem isto a lembrar que Viana ficava pois no caminho de "Santiago da Galiza", que tantos outros peregrinos e romeiros mais obscuros, e doentes, e pobres, calcorreavam também. Por tal motivo parece que havia já na vila em 1440 uma pequena pousada ou hospital que os acolhia na passagem. Necessitava porém de auxilio; e, numa ida a Lisboa, os procuradores Fernão Martins e João Pais, solicitaram-no às Cortes, nesse ano. Em boa hora: da régia generosidade de D. Afonso V obtiveram para essa casa a dádiva de quinze mil réis.
Logo o abade de Serreleis, João Anes, a mandou sobradar. E sua filha Maria Anes, e seu genro João Pais "o Velho" (além de procurador das Cortes, tabelião no burgo) instituíram-lhe por sua vez umas rendas em escritura de 28 de Dezembro de 1468. Mais consignando que os seus descendentes as ficariam as administrar, com obrigação expressa de prestarem anualmente contas de tudo à Câmara - o que cumpriram.
No séc. XVI teve esse encargo um filho ou neto de João Pais com o mesmo nome do seu ascendente, casado com Maria Alves do Cais, "talvez assim chamava por viver nessa rua". Desempenhou-o em seguida seu filho, Bento da Rocha Pais, e depois o filho deste, António Rocha Pais, escudeiro fidalgo, casado com Maria Gonçalves. É ele que vem nomeado no "Livro do Tombo e Gafaria do Hospital de Viana", de 1577.
Dos filhos destes, Catarina, largamente dotada, casou em 1585 com Manuel Alves Gueifar; e o outro, o Dr. Gaspar Rocha Pais, - desembargador, chanceler-mor e vigário da Arquidiocese de Braga - foi instituidor do morgado da Portela de Deucriste, em 3 de Maio de 1609, a favor de seu sobrinho Francisco Rocha, filho de Catarina e de Manuel Gueifar. E ao irmão deste, Gaspar, que porém não teve geração, deu o padroado do mosteiro de S. Bento que o bisavô de ambos Bento Rocha, comprara.
O nome de "Hospital Velho" só foi aliás atribuído àquele edifício pelos vianenses a partir da construção da Misericórdia, de 1586 a 1589, aproximadamente, depois de solicitado pelo Senado do burgo já em 1521. Quanto a outras obras de assistências medievas no distrito além desta, que se saiba só existiram a Gafaria de S. Vicente, em Viana, as albergarias da Ínsua, em Caminha, de Sá e Valadares em Monção, e outra ainda em Caminha, fundada em 1457 por Gonçalo Gil.
Denominava-se, antes, Hospital S. Salvador, o nosso Hospital Velho; pelo que o nicho da sua frontaria se colocou uma piedosa imagem do Senhor da Ressurreição. Encimando a porta arredondada, por baixo dele, perdura, gravada na pedra, a inscrição " Este ospital e rendas dele / instituiu Joam Paaes ho Velho / ano de 1468 ". Entre o nicho e a porta situa-se uma pedra de armas já do séc. XVII, dos Rocha Portocarrero, seus administradores da altura.
Nos fins do séc. XVIII vamos achar uma filha do morgado da Portela de Deucriste - Francisco da Rocha - Benta António da Rocha, casada com António Velho Amaral, capitão da Infantaria paga, filho do sargento-mor João Velho Barreto, morador "na sua casa à rua-do-poço" e um dos próximos descendentes "do antigo notável João Velho, sepultado na capela dos Mareantes". No séc. XIX continua possuidor do Hospital Velho - já extinto então - Gaspar Rocha Pais; que apesar disso, providencia muitas vezes que sejam enviados ainda alimentos aos presos da cadeia e médicos, remédios e mortalha aos pobres... Por ultimo Figueiredo da Guerra considera que, no termo desse século, os Rocha Pais, "senhores que foram do morgado do Hospital Velho" estavam representados agora apenas pelos Rocha Pais Cação (Gaspar Rocha Pais Cação enviuvara de D. Josefa Werneck que lhe deixou dois filhos e duas filhas). Mas porque todos eles morreram sem geração na sua casa de Belinho (um dos rapazes com "mormo", contraído dum alazão que comprara) a família fica então extinta também...
Sofreu esta casa seguidamente, como tantas outras, o abandono, o descalabro, a degradação absoluta. Chegou mesmo ao ponto de total ruína interior. Nos últimos anos, no entanto, parece que se tomou enfim consciência do interesse histórico e estético do pequeno edifício.
Incidindo sobre ele a atenção da Câmara, por 1980 empreendeu-se o seu restauro. E várias ideias se aventam quanto ao seu aproveitamento futuro para instalação de qualquer instituição cultural."



Viana do Castelo - Origens:

"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luis de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (família desconhecida) - Travessa da Victória
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219 

fontes retiradas de:
- http://acoutinhoviana.blogspot.pt
- http://www.igogo.pt
- http://www.360portugal.com
- https://www.visitarportugal.pt
- http://vianatrilhos.com
- http://www.minube.pt
- http://olharvianadocastelo.blogspot.pt
- http://www.cm-viana-castelo.pt
- http://www.allaboutportugal.pt
- Obra "Casas de Viana Antiga", de Maria Augusta d'Alpuím e de Maria Emília de Vasconcelos

14 de outubro de 2017

Casa dos Pita (18) - Viana do Castelo


foto retirada do blogue: olharvianadocastelo.blogspot.com

Descrição:

Brasão de Arma constituído em granito e o seu formato é de Português ou boleado, com escudo esquartelado de I - Caldas (invertido); II - Barbosa (mal representado); III - Pinto; IV - Veloso (?) ou Malafaia (?) ou Pitas (?)
Com elmo voltado à sinistra e sobre o mesmo, o Timbre de Barbosa.


foto retirada do blogue: olharvianadocastelo.blogspot.com

Casa dos Pitas

Esta casa urbana, construída junto ao Terreiro, obedece a uma tipologia comum no século XVII, desenvolvendo-se em planta rectangular de 2 pisos, provavelmente construída entre os anos de 1649 e 1652 e apresenta um estilo revivalista manuelino e barroco.
No centro da fachada, entre as suas janelas, aparece um brasão de formato Português ou boleado. 

Esta casa,  descrita na obra de "Casas de Viana Antiga", refere:
" A curiosa "Casa dos Pita" da rua do cais (hoje Prior de Crato) pertenceu a Gaspar Caldas Lobo, nos principios da guerra de Carlos III, de Espanha.
Era filho de Manuel Caldas Barbosa e de Dona Maria da Cunha, sua prima e filha de Braz Leite Pita, senhor do morgado dos Pita, de caminha, e de Luísa da Cunha Fagundes.
(...) Casou Gaspar Caldas com Dona Francisca Josefa Pita, dos Pita de Caminha, como sua sogra.
Dos vários filhos que tiveram nenhum atingiu a idade adulta. Depois da morte do recolheu-se a sua viúva no Convento de Sant'Ana onde finou em 1732, ficando sepultada no Capítulo do Convento.
A irmã de Gaspar Caldas, Dona Leonor, casada com Manuel Barbosa de Araújo, da Casa da Picinha e do Couto de Capareiros, também não houve geração, de forma que a Casa do Cais - com pedra de armas dos Barbosa, Pintos, caldas e Velosos (?), Malafaias (?) ou Pitas (?) - passou às mãos dos Pitas de Caminha, e pela designação de "Casa dos Pitas" é agora vulgarmente conhecida. (...)"


Viana do Castelo - Origens:

"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luis de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (família desconhecida) - Travessa da Victória
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219 

fontes retiradas de:
- http://torredorelogio.com
- http://www.igogo.pt
- http://olharvianadocastelo.blogspot.pt
- Obra "Casas de Viana Antiga", de Maria Augusta d'Alpuím e de Maria Emília de Vasconcelos

9 de outubro de 2017

Casa do Pátio da Morte (17) - Viana do Castelo

foto retirada do blogue: olharvianadocastelo.blogspot.com


Descrição:

Brasão de Armas da Casa do Pátio da Morte, pertencente à família Rocha Vilarinho, em Viana do Castelo.
Constituído em granito e o seu formato é de Português ou boleado, com escudo esquartelado de I - Rocha; II - Peixoto; III - Cyrne; IV - Ribeiro.
Com elmo voltado à sinistra e sobre o mesmo, o Timbre de Rocha.

Esta casa encontra-se situada numa das ruas do centro da cidade com construções brasonadas sendo provavelmente das mais representativas e preponderantes dos séculos XVII, XVIII e XIX.
Apresenta com uma característica de edificado muito semelhante à casa em frente, também brasonada, a Casa dos Aranha Barbosa.

foto retirada do blogue: ppmbraga.blogspot.pt


Esta casa apresenta duas "acontecimentos" que merecem ser referidas, sendo uma delas conhecida por uma lenda sobre uma história de "amor" e também, conhecida por ter recolhido uma estátua de um guerreiro, milenar, e que merece ser descrita.
No primeiro caso apresento um texto recolhido de um site onde relata a famosa lenda e posteriomente um pouco da sua história sobra a peça milenar.

A Lenda:

"Era uma vez uma jovem de nome D. Brites, da família Quesado, ilustre pelos seus pergaminhos fidalgos.
Morava na vila de Viana, numa bonita casa alpendrada, que abria o pesado portão do vasto pátio para a rua da Bandeira, estreita e penumbrosa, com as lajes gastas, do rodar das carruagens e das ferraduras dos cavalos.
D. Brites era, além de jovem, muito formosa e muito rica. Vários fidalgos, como ela, e, como ela, jovens, belos e ricos, lhe cavalgavam sob o alpendre ornado de rosas, tentando atrair-lhe as atenções, candidatando-se, assim, ao seu amor.
Mas D. Brites amava já, e apenas, um moço cavaleiro, D. Lopo da Rocha, de bom porte e bons sentimentos, sempre pronto a desembainhar a espada pela honra e pela justiça.
Todavia, os pais preferiam, a D. Lopo, um parente, D. João Alvim, espadachim afamado e temido, soberbo do seu nome e dos seus haveres.
Também ele amava D. Brites, de uma paixão violenta e enciumada.
Mas D. Brites recusava-lhe os protestos amorosos, pois o seu coração pertencia já a D. Lopo.
Era costume, no dia do aniversário da filha única, os pais de D. Brites organizarem uma festa esplendorosa, nos salões da sua casa da rua da Bandeira. Nesse ano, excederam-se, em divertimentos, danças, concertos e no aparato de um  banquete copioso e requintado.
Eram muitos os convidados. Entre eles D. Lopo e D. João.
Mas os pais de D. Brites procuraram evitar, durante todo o serão, que a filha se encontrasse com o bem-amado, facilitando os galanteios do rival, colocando-o a seu lado na mesa, proporcionando-lhe a primazia das danças.
Em vão D. Brites, em vão D. Lopo, procuraram juntar-se, trocarem, ao menos, umas breves palavras de carinho. 
Noite alta, finda a festa, D. Brites, iludindo a vigilância paterna, achou meios de acompanhar D. Lopo ao alpendre, para mais uma promessa de amor eterno.
A Lua havia-se ocultado atrás de umas nuvens pesadas. Eram espessas as sombras. Na cúmplice escuridão, os dois enamorados estreitaram as mãos ardentes.
Então, D. Brites jurou a D. Lopo que jamais aceitaria outro esposo; que jamais o seu coração pulsaria por outro homem, em sua vida.
Beijou-lhe as mãos D. Lopo, e desceu, confiante, as escadas de pedra que o levavam ao pátio, com o peito a arfar-lhe de suprema ventura.
Em baixo, porém, foi surpreendido por um brado de raiva.
 D. João Alvim estava na sua frente, de espada em riste, disposto a separar, pelo sangue da morte, o par apaixonado.
E, sem permitir que D. Lopo tivesse tempo de empunhar, em sua defesa, a espada que lhe pendia do cinto, rasgou o peito do rival com uma estocada certeira.
Mas D. Lopo não morrera ainda e, num derradeiro esforço, conseguiu erguer-se, tomar, na mão, a firmeza da sua espada e varar D. João com uma estocada, igualmente certeira. Depois, tombou, desamparado, sobre as pedras do pátio, num último estertor.
Acudira D. Brites ao alpendre, ao ruído das armas. A Lua libertara-se do véu das nuvens e o luar desvendava, aos seus olhos aterrados, os corpos dos dois jovens que lhes disputavam o amor!
D. Brites rolou, desmaiada, pelas escadas do alpendre florido. E foi tombar, inerte, sobre o corpo ensanguentado de D. Lopo, a quem, momentos antes, havia prometido amor eterno.
A partir dessa noite, D. Brites vestiu de luto rigoroso, permanecendo solteira até ao fim dos seus dias.
A partir dessa noite, aquele pátio da rua vianesa da Bandeira passou a ser conhecido, pelas gentes do burgo, lamentando tal crueldade no amor, tal crime nefando que apartava dois corações puros e inocentes, como o Pátio da Morte."


A Estátua do Guerreiro:

"Existe em Viana do Castelo, no pátio duma casa da rua da Bandeira, denominado “o Pátio da Morte”, uma estátua de pedra, que tem dado que entender aos arqueólogos. A gravura dela pode ver-se nas Noticias archeologicas de Portugal, por E. Hübner, ou no livro do Sr. Figueiredo da Guerra, intitulado Viana do Castello.
O eminente epigrafista alemão, que examinou por si mesmo a estátua, assentou que a inscrição, que se vê gravada no saio, remonta, segundo se infere da forma dos seus caracteres, ao 1.º século da nossa era. Escapou-lhe porém que no escudo da estátua aparecem esculpidas as armas dos Rochas, e que a cabeça da figura está coberta por um capacete “de dupla viseira e gola” — o que nos distancia muito do 1.º século. Pondo em relevo estas duas particularidades, o sr. F. Guerra abraçou a opinião de que a estátua era relativamente moderna. Mas, para vingar esta afirmativa, força era destruir a autenticidade da inscrição, e isso é que ninguém conseguirá fazer. Em todo o caso, a estátua de Viana tornou-se uma espécie de Esfinge, e alguns curiosos houve que pretenderam decifrar-lhe os enigmas. O Sr. José Caldas, depois dum minucioso exame, chegou às seguintes conclusões: 1.º que as dúvidas quanto à autenticidade da inscrição não tinham fundamento; 2.º que a cabeça da estátua (cabeça postiça) nunca tinha nascido para o tronco, onde hoje estava presa por um espigão de ferro; 3.º que o brasão dos Rochas fora desasadamente gravado no escudo, deturpando-lhe a sua forma primitiva muito visivelmente.
Daqui nascia a veemente suspeita de que a estátua calaica fora transformada, importa pouco com que intenção, num representante da Casa dos Rochas. Pouco depois destas averiguações, e sem ter conhecimento delas, C. Castelo Branco colhia duns livros antigos e das notas marginais que os acompanhavam algumas notícias, que vieram lançar sobre a questão toda a luz que poderia desejar-se. Segundo estas notícias, o antigo solar dos Rochas fora em S. Paio de Meixedo, na quinta da Portela, perto da qual havia umas ruínas antiquíssimas. A estas ruínas pertencia sem dúvida a estátua, que, diga-se de passagem, e idêntica às duas de Montalegre, hoje na Ajuda, à de 5.to Ovídio (Fafe) e a outras mais, todas encontradas nas proximidades de estações arqueológicas. O abade Afonso da Rocha mandou abrir na estátua as armas da casa, sendo provável que também fosse ele quem fizesse ajustar na descabeçada figura a cabeça anacrónica que ela hoje possui.
Quando, muito depois do ano de 1622, os Rochas mudaram a sua residência para Viana, a estátua veio também, o que prova a veneração em que era tida, e não deixa a menor duvida de que ela era considerada como o representante dum dos mais ilustre antepassados da família. Como se estas curiosidades foram poucas e pequenas, aqui temos outra a estátua tinha uma lenda." 
"É tradição — diz o Sr. F. Guerra — que um antigo senhor daquela casa, Rocha, fora mortalmente ferido no ventre, quando entrava no pátio; mas, animoso, com o escudo segura as vísceras, e com a dextra prostra aos pés o inimigo, e que nesse lugar jaziam ambos.” Se a tradição não indicasse precisamente o pátio da rua da Bandeira como teatro da tragédia, poderia suspeitar-se-lhe algum fundamento histórico, remontando ao passado; mas como ela não tem escrúpulo de nos dar o seu herói passeando em Viana, no século 17, de elmo medieval e armado de rodela e sica, como os lusitanos do tempo de Estrabão, é evidente que a lenda não passa duma pura fábula, que se explica facilmente, notando que a estátua de Viana, do mesmo modo que todas as suas parentas, “segura as vísceras com o escudo”, para nos servirmos da frase da tradição, i. e., tem o escudo numa posição que justifica esta frase."


Estátua de Guerreiro encontra-se presentemente na "Casa dos Nichos", situada na Rua de Viana, é uma das mais antigas casas do centro histórico de Viana. É um edifício do século XV recuperado para instalar um núcleo dedicado à arqueologia de Viana do Castelo.
A Estátua do Guerreiro Galaico, uma das joias da exposição permanente da Casa dos Nichos (Núcleo Museológico de Arqueologia de Viana do Castelo) foi cedida temporariamente ao Museo de Galicia onde, em conjunto com peças cedidas por noventa instituições da Galiza e Norte de Portugal, figurará na exposição “Gallaecia Petrea”.
Esta mostra, a mais importante do género até agora realizada, pretende agrupar o mais representativo espólio, em pedra, da vasta região que um dia pertenceu à província romana da Gallaecia, província que ocupou todo o território da Galiza e o Norte de Portugal. 
A inclusão do Guerreiro Galaico de Viana do Castelo nesta exposição prende-se com a sua importância artística e com o facto de ser o mais epigrafado de todos os exemplares até agora conhecidos. 
A exposição “Gallaecia Petrea” decorreu no Museu da Cidade da Cultura da Galiza, em Santiago de Compostela, (dia 15 de junho) e esteve patente ao público até ao final do ano de 2012. 
Entretanto, uma réplica do guerreiro em tamanho natural, ocupará o espaço do original.



Viana do Castelo - Origens:

"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luis de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (família desconhecida) - Travessa da Victória
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219 

fontes retiradas de:
- http://www.lendarium.org
- http://www.csarmento.uminho.pt
- http://olharvianadocastelo.blogspot.pt

29 de setembro de 2017

Casa dos Cunhas (16) - Viana do Castelo


Não! Não é esta a verdadeira pedra dos Cunhas Souto Maior. É a Pedra de Armas da cidade de Viana do Castelo.
retirado do blogue: olharvianadocastelo.blogspot.com


Pedra de Armas dos Cunhas - Livro do Armeiro-Mor

Pedra de Armas dos Souto Maior - Livro do Armeiro-Mor


Descrição da Pedra de Armas:

Em granito, de formato Oval, do séc. XVIII. emoldurada com elementos decorativos e encimada por uma concha e sobre a mesma a coroa real.
No interior da peça oval deveriam estar, provavelmente as armas dos Cunhas, nove cunhas de azul com os gumes para cima sob fundo de Oiro e dos Souto Maior, de fundo de Prata, com três faixas enxequetadas de vermelho e oiro de três tiras.


vista da entrada com a pedra de armas sobre a varanda

vista antiga da fachada pela rua da Bandeira - foto retirada do CPF (clube português de fotografia)

vista da fachada pela rua da Bandeira - retirado do blogue: olharvianadocastelo.blogspot.com

História:

O Governo Civil de Viana do Castelo esteve instalado inicialmente no Convento de São Domingos. Daí foi transferido, nos princípios do séc. XIX, para o chamado "Palácio dos Cunhas", onde até hoje funcionou.
Também conhecido por "Palácio de Belinho" o edifício do Governo Civil de Viana do Castelo, à rua da Bandeira, é um magnifico exemplar da arquitectura civil do séc. XVIII, na qual se destacam a fachada principal, voltada a sul, e um amplo logradouro marginado pela rua de Aveiro e pela Avenida Afonso III. A pedra de armas, que encimava o portão e a varanda central, situada onde hoje existem as armas da cidade, ostentava os símbolos heráldicos da família Cunha Sotto Maior.


limites da propriedade - imagem do google maps

Mandou construir Sebastião da Cunha Sotto Maior, Brigadeiro de Cavalaria, filho do Mestre de Campo João da Cunha Sotto Maior e de Dona Apolinária Pereira de Brito. Presume-se que tenha sido o autor do projecto o prestigiado arquitecto Manuel Pinto Villa-lobos. O mais ilustre de uma geração de três irmãos que deixaram o nome ligado a notáveis realizações da época, não só da cidade de Viana do Castelo, como também em outras terras do Alto Minho.
Por não ter descendentes directos, Sebastião da Cunha Sotto Maior, deixou o edificio em herança a seu sobrinho neto, Pedro da Cunha Sotto Maior Rebelo que viria a ser vitimado num sangrento incidente, fruto do período conturbado das invasões francesas. Como é sabido, as ordenanças de Darque, julgando-o jacobino, assassinaram-no a 20 de Maio de 1809, num lugar da freguesia de Vila Fria, sito dentro da área do concelho de Viana do Castelo. 
Passou, então, a Casa à posse de Gonçalo da Cunha Sotto Maior e, posteriormente, por morte deste, à sua única filha e herdeira, D. Inácia Clara Máxima da Cunha Sotto Maior, casada com Bernardino de Abreu Gouveia, membro do Conselho Régio.
Em 16 de Junho de 1916, o imóvel passou a integrar, pela escritura pública nº 1 da extinta Junta Geral do Distrito de Viana do Castelo, Património do Estado. Deste modo se encerrou o ciclo do património privado na história desta residência senhorial, que percorrera durante século e meio de seis gerações da família dos Cunha Sotto Maior. É curioso de referir que, ainda na posse da referida família, o edifício fora colocado ao serviço público. De facto, ao abrigo da Portaria do Ministério do Reino, em 18 de Outubro de 1854, a família arrendou ao Estado uma parte do imóvel, para nele ser instalado o Liceu, que entrou em funcionamento no dia 8 de Janeiro do ano seguinte. Em 1911, o Liceu deixou o "Palácio dos Cunhas", mudando-se para a "Casa dos Quesados", situado também na rua da Bandeira, do outro lado da linha férrea.
Já na posse do Estado, o edifício viria a ser objecto de obras de remodelação profundas, para acolher o Governo Civil do Distrito e outros serviços públicos, designadamente a Junta Distrital e a Policia. Somente nos anos 70 do século XX, com a transferência daquelas entidades para novos locais, o edifício foi afectado em exclusivo ao Governo Civil.


Viana do Castelo - Origens:

"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luis de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (família desconhecida) - Travessa da Victória
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219 
fontes retiradas de:
- http://digitarq.advct.arquivos.pt
- http://www.patrimoniocultural.gov.pt
- http://olharvianadocastelo.blogspot.pt
- www.gov-civil-viana.pt