NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

15 de Julho de 2014

Lordelo, ontem e hoje - Paredes

É em Lordelo - Paredes - Portugal
Mais uma exposição a merecer uma visita, quer pela temática, quer pela qualidade de apresentação das peças expostas. Vale a pena ir entre 23 de Julho a 17 de Agosto.

2 de Julho de 2014

Brasão dos Ferraz de Melo, Porto

Largo dos Lóios, 46/47, freguesia da Sé, Porto - Portugal

Construída pela família dos Ferraz de Melo, ditos de Santo Elói, senhores da Quinta de Loriz (prazo de Alpendurada) e de um morgado no Convento de S. Domingos (no Porto).
in "Património na Freguesia da Sé. Porto: CMP, 2006, nº25, de Graça, Manuel de Sampayo Pimentel Azevedo.
A descrição da pedra de armas aplicada na fachada de prédio de habitação e comércio é:
época: Barroca /séc. XVIII
estilo: Classico
família: Casa de Santo Elói, família dos Ferrazes de Melo
escudo: Francês ou quadrado
formato: esquartelado
leitura: I - Melo; II - Ferraz; III - Pinto; IV - Coelho
timbre: de Melo
elmo: de perfil com grades e com paquife

7 de Junho de 2014

Marco/Caixa de correio publica - Porto

Largo de S. João Novo, freguesia da Vitoria, Porto - Portugal

As suas origens são antigas, remontam a 1520, tempos em que a monarquia reinava em Portugal, e em que as deslocações eram feitas a pé, a cavalo ou de carruagem. resulta daí a imagem do cavaleiro montado num cavalo tocando a trombeta anunciando a chegada do correio, símbolo dos CTT.
As origens dos CTT remontam a época do Rei D. Manuel I em que criou o primeiro serviço de correio publico de Portugal, nomeando primeiro Correio Mor do reino hereditário a António Gomes de Elvas, de ascendência Cristã-nova, cargo extinto pela Rainha D. Maria I, em 1798.
os modernos CTT têm origem na fusão das Direcções-Gerais dos Correios e dos Telégrafos num único departamento, denominado Direcção-Geral dos Correios, Telégrafos e Faróis.
(retirado de texto da wikipedia)

5 de Junho de 2014

Brasão dos Carreiro - Igreja de S. Francisco

Rua Infante D. Henrique, freguesia S. Nicolau, Porto - Portugal

Este brasão encontra-se aplicado numa sepultura em interior da capela dos Brandão Pereira (túmulo de Fernão Brandão), na Igreja de S. Francisco.
A descrição da pedra de armas:
Época: séc. XVI
Classificação: Heráldica de família
Escudo: Português ou boleado
Formato: Simples ou pleno
Leitura de: Carreiro (de prata, com banda de azul carregada de um leão de ouro e acompanhada de dois pinheiros de verde, arrancados e frutados de ouro)
O escudo encontra-se suportado por um leão.

25 de Maio de 2014

Relógio de Sol, em casa particular - Rio Tinto

Av. Dr. Domingos Gonçalves de Sá, freguesia de Rio Tinto, Gondomar - Portugal

Encontra-se este relógio de sol pousado em jardim, como elemento decorativo conjuntamente com um outro e que oportunamente o iremos apresentar. Dado encontra-se num jardim privado entende-se não identificar o local para não merecer actos indesejáveis.

15 de Maio de 2014

Pedra de Armas desconhecida

Rua Nª. Srª. do Amparo, s/n (Venda Nova), freguesia de Rio Tinto, Gondomar - Portugal

Peça desconhecida, aplicada sobre portal de entrada para um corpo edificado de uma quinta. O brasão é português ou boleado e esquartelado. A sua simbologia não aparenta ser de heráldica de família pois apresentam símbolos isolados e figuras que não se coadunam nesta área de heráldica.

30 de Abril de 2014

Brasão do Conde Silva Monteiro em cemitério da Lapa - Porto

jazigo nº 106 - secção 17 - 3ª Divisão, cemitério da Lapa, Cedofeita, Porto - Portugal

A pedra de armas assente no jazigo-capela, embora não cumprindo as regras da heráldica, pretendeu honrar António da Silva Monteiro, famoso torna-viagem que faleceu na sua terra natal, após ter emigrado para o Brasil e lá enriquecido - o Porto.
António Silva Monteiro, agraciado em 1871, de Visconde, e mais tarde, em 1875, de Conde Silva Monteiro, pelo Rei D. Luis, nasceu no Porto, na freguesia de Lordelo do Ouro em 16/Agosto/1822.
Filho de António Silva Monteiro e de Ana Narcisa Pereira emigrou para o Brasil e casou-se com D. Carolina Júlia Ferreira, filha de negociante português.
Após longo tempo nas terras americanas regressou ao Porto indo viver para uma casa, que no séc. XIX foi considerada a "mais luxuosa da Invicta", situada na Rua da Restauração e virada para sul, com as melhores vistas para o Rio Douro.
Actualmente, sua casa pertence à Casa dos Vinhos Verdes, adquirida no período dos anos 40, tendo mantido toda a sua traça e o riquíssimo interior e jardins.
Não há conhecimento de pedras de armas bem definida desta figura nobilitada, sendo a única conhecida a que se encontra no cemitério da Lapa aplicada no jazigo particular, desde janeiro de 1855, e segundo se consta em estado de abandono.

13 de Abril de 2014

Casa do Valinho - Beire

Rua do Valinho, freguesia de Beire, Paredes - Portugal

A pedra de armas dos Pacheco Portocarreiro está aplicada, entre as ameias do portal da Quinta. Pela diferente qualidade do granito é perfeitamente visível que terá sido colocada posteriormente.
Na casa e quinta nasceram e morreram Manuel Pacheco Pereira e Maria Benedita Moura Coutinho, pais de João Pacheco Pereira, fidalgo da Casa Real, 8º senhor de Valinho, Comendador da Ordem de Nª. Srª. da Conceição de Vila Viçosa.
Nasceu em V. N. de Gaia, em 1811 e terá casado com Maria Adelaide Portocarreiro, tendo falecido em Paredes, a 1908, com 97 anos de idade.
Foi administrador do Concelho de Paredes (28/7/1851), juiz de Paredes (1845), advogado e capitão de D. Miguel, aquando da guerra civil (período do Cerco do Porto).
As armas apresentam um escudo português ou boleado, com ponta, partido, com a leitura de em I - Pacheco e II - Portocarreiro.
A coroa será de Marquês. É uma pedra muito simples e um trabalho de canteiro de fraca qualidade.
(informação tirada de:
 http://gw.geneanet.org/favrejhas?lang=en&p=joao&n=pacheco+pereira)

12 de Abril de 2014

"Caretos" em muro de casa à beira-mar - Lavra




Rua de Angeiras, nº 24, Freguesia de Lavra, Matosinhos - Portugal

Estas imagens "curiosas" estão aplicadas no correr de um muro de uma casa situada em Lavra, junto à praia. Não sei explicar o seu significado, contudo a ultima imagem aponta ser a simbologia de um pescador (?) e a penúltima uma senhora com uma cesta à cabeça. As restantes não tenho qualquer palpite!

5 de Abril de 2014

Brasão no cemitério da Foz do Douro - Porto

Cemitério da Foz do Douro, Porto - Portugal

Brasão da família Tavares e Távora, do período do séc. XX.
É uma pedra de armas aplicada sobre a entrada de jazigo cujo escudo é Português ou boleado, em granito e partido, em I - Tavares e II - Távora, com bordadura em que está uma inscrição em latim "QUAS QUNQUE FIDIT".
No seu canto superior direito, apresenta uma diferença de uma brica com um trifólio.

29 de Março de 2014

Dia Nacional dos Centros Históricos - ADPorto (2)

Arquivo Distrital do Porto
29/3/2014 
Serviços e projectos (2)


Rua das Taipas, nº 90, freguesia da Vitória, Porto - Portugal

Após as explicações referenciadas no post (1), anterior, onde se incluía a monumentalidade do mosteiro tripartido por entidades e instituições com actividade permanente neste edifício e no decorrer da visita presenteada pelos próprios técnicos deste Arquivo Distrital, que demonstraram uma disponibilidade e prazer na apresentação dos espaços, vamos dedicar abordar as suas actividades diárias.
Começando pela recolha de toda a documentação externa a arquivar nas instalações, que ao nível da cave, é feita após o descarregamento de todo esse material.
De acordo com as normas especificas toda a documentação entra limpa e devidamente organizada, pronta a ser utilizada de imediato, para consulta.
Na sala é introduzido e classificado o material entregue e encaminhado para os depósitos específicos.
Vista de um dos depósitos com múltiplos arquivadores rolantes.
Como é óbvio, estes espaços têm de cumprir regras estendo sujeitos a cumprimento rigoroso na garantia e preservação dos documentos, através de processos técnicos de acondicionamento daqueles espaços.
São áreas estanques com garantia de temperatura e teores de humidades precisos, limpeza e cuidados de desparasitação continuadamente em funcionamento.
Estão registados e arquivados neste Arquivo Distrital cerca de 12 km de arquivadores com documentação de vários fundos documentais, públicos e privados.
Num dos depósitos estão especificamente as documentações paroquiais com os registos de nascimentos, casamentos e óbitos, registados pelas paróquias até o ano de 1911. A partir desta data, o estado implementa a organização destes serviços pelos registos civis. 
Vista de gabinete de técnicos, antigas instalações dos monges, as suas celas.
No arquivos os fundos documentais distribuem-se por variados temas, desde administração central, local, associativos. Colecções, confrarias, diocesanos e eclesiásticos. de empresas, de assuntos familiares e pessoais, judiciais, notariais e monásticos.
O documento mais antigo guardado neste arquivo está datado do ano IX, anterior à formação do condado Portucalense.
Finalmente, no ultimo piso, (chamemos zona de sotão) encontramos o depósito com documentação mais antiga e os gabinetes e laboratórios para tratamento, conservação e microfilmagem.
Foto com a descrição técnica de tudo o que diz respeito a um livro.
Área de trabalho de tratamento e conservação documental. Em qualquer espaço com documentação tudo se faz com luvas e ferramentas próprias, adequadas a cada técnica de trabalho.


Para além disso, este espaço, por ser ao nível de cobertura oferece-nos uma vista divinal de Gaia e da zona ribeirinha do Porto, como também da vista da Sé, e de alguns edifícios mais emblemáticos.
Com gosto, comodidade, bom ambiente e prazer em tudo aquilo que se faz.... assim vale a pena trabalhar! 

Dia Nacional dos Centros Históricos - ADPorto (1)


Arquivo Distrital do Porto
29/3/2014 
História e sua Origem (1)


Rua das Taipas, nº 90, freguesia da Vitória, Porto - Portugal



O Arquivo Distrital do Porto associou-se ao evento do Dia Nacional dos Centros Históricos, tendo-me brindado com uma visita nunca feita. 
O edifício da AdPorto, com entrada pela rua das Taipas não aparenta a excelência da dimensão e das condições funcionais e estruturais do seu interior. 
Faz parte integrante do antigo mosteiro beneditino, S. Bento da Vitória, que construído sobre a antiga judiaria contempla uma rica idade de 418 anos. A sua construção teve inicio em 1596 tendo sofrido múltiplas ampliações ao longo do tempo, tornando a sua construção de uma grandeza invejável. Devido à dimensão desta Ordem Religiosa, no País, e sempre apoiada em toda a sua estrutura pelos poderosos mosteiros envolventes da cidade do Porto, principalmente pelo mosteiro de Santo Tirso, transformando-a nesta cidade numa Instituição de enorme poder local.

Este mosteiro em 1809, com as invasões francesas foi convertido em hospital militar e em casa de reclusão. Em 1835, após o Cerco do Porto vai-se dar como extinta, com a extinção das Ordens Religiosas em Portugal, transformando-se num espaço abandonado por período de quase 100 anos e sem qualquer utilização até o ano de 1940.
Ainda nesse período, em 1922, o mosteiro sofreu um incêndio tendo sido afectado muita da documentação que se encontrava nele guardado. 
Serviu de tribunal e em 1945 o estado sediou o Arquivo Distrital neste actual espaço. 
A partir de 1985, com as obras de restauro, o IPPAR permitir a reintegração com a entrada de monges beneditinos para o respectivo apoio à sua Igreja, e na utilização e uso privativo de alguns espaços do mosteiro.
Cedeu também, à Orquestra Nacional do Porto, a área do Claustro Nobre para eventos, com acções culturais actualmente geridas pelo Teatro Nacional de S. João. 
Finalmente, com um terceiro espaço para implantação de uma área em que contemplasse todo o acervo do Arquivo Documental, instalando definitivamente o Arquivo Distrital do Porto.
O interior do Arquivo Distrital do Porto faz-se pela rua das Taipas, nº 90 donde desde logo se vislumbra todo o restauro realizado entre 1985 e 1990, pelos arquitectos Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro, e a sua preservação se mantém em muito bom estado e num asseio de louvar.
Deparamos logo à entrada, após o seu hall e de alguns degraus, com uma galeria interior que rodeia um espaço que serviu de claustros do mosteiro.
Este mosteiro, embora não único,  tem a particularidade de ter dois claustros em todo o seu conjunto edificado.
O principal, designado de Claustros Nobres, está afecto à Orquestra Nacional do Porto e faz-se pela entrada da rua de S. Bento da Vitória. 
Este claustro, de uso exclusivo do Arquivo Distrital do Porto, menos emblemático, tomou o nome de Claustro do Castro ou Claustro de Jericó, proveniente de Castro de Jericó.  
A partir desta área de ligação poder-se-à dirigir aos espaços de utilização publica e a espaços técnicos através dos vários pisos existentes. 
Temos uma cave onde permite a recolha de toda a documentação recebida periodicamente proveniente de outras entidades com a respectiva catalogação e verificação.
Os espaços, ao nível do claustro, coincidem com as áreas de uso publico, para consultas documentais, expositivas e culturais.
Nos pisos superiores e como zona de distribuição (ver foto) é visível um corredor com variadas portas a que correspondiam às antigas celas dos monges (portas à direita) e à esquerda por duas capelas, datadas de 1739 e 1740, de acessos múltiplos e a depósitos de arquivos.
A foto, corresponde actualmente ao piso 4 destinada exclusivamente à administração, com salas de reuniões e gabinetes. Com a mesma filosofia, no 3 piso, contemplam igualmente áreas destinadas a gabinetes para os seus técnicos (que correspondem a um total de cerca de 20 funcionários que fazem parte deste arquivo) e a áreas de depósitos de arquivos documentais.
No piso 5, para além de contemplar depósitos de arquivos também estão afectos espaços de laboratórios para tratamentos, conservação e microfilmagens.

Por fim, teremos de realçar alguns espaços (não visitáveis, com pena nossa!) e de outras cujas aparências aparentam a grandeza do mosteiro, por exemplo esta sala expositiva/polivalente, cujo espaço antigamente servia para refeitório da instituição clerical.
Por agora ficamos com esta apresentação da visita efectuada. Agradecemos a todos os técnicos que serviram de guia, em especial à Drª. Isabel Azevedo e ao Dr. Henrique, e a todo o corpo técnico especializado no tratamento e preservação documental que deram consultadoria gratuita a quem necessitasse e apresentassem duvidas sobre documentos pessoais.



Brevemente faremos uma abordagem mais técnica dos espaços.