NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

8 de abril de 2018

Papel Moeda em Portugal - 1.ª Republica

Exemplos de Papel Moeda ou Cédula de Papel retirados de vários sites e blogues

PAPEL MOEDA em Portugal - 1ª Republica
Portugal nos seus quase 900 anos de existência sempre viveu em constantes instabilidades económicas. A moeda sempre existiu e sempre serviu de moeda de troca nas transacções e negócios. Poderia ter sido um Pais estável, pois desde o inicio da sua existência que promoveu a expansão territorial interna e posteriomente com a expansão internacional através dos descobrimentos tornando-se num forte País comerciante.
Neste período áureo poder-se-á dizer que ou investiu ou gastou e nunca juntou. As riquezas trazidas de toda a parte do mundo serviram os interesses da época e sempre utilizada para a má gestão, pessoal, do País e suas colónias.
Já no séc. XIX, o Brasil foi a nossa bolsa financeira com os Torna-Viagens que permitiram trazer muita riqueza e com eles investir num Portugal carenciado e pobre.




Exemplos de Papel Moeda ou Cédula de Papel emitidas por Câmaras Municipais
Com a entrada do séc. XX e com a Primeira Republica, a instabilidade politica é permanente, e a Grande-Guerra complementou-a e juntou-se à desordem social, económica e financeira. Com a implantação do novo regime, surgiram alterações monetárias, isto é, instituiu-se uma nova unidade monetária e modificaram-se os títulos das moedas, o seu peso e a liga, sendo tudo de forma a evita-se qualquer alteração do seu valor real.
Em 22 de maio de 1911, através de Decreto-Lei, foi adoptada como unidade de cunhagem monetária, o escudo (divisível em 100 centavos), moeda de ouro equivalente ao antigo décimo de coroa, com o valor de 1000 réis, e que só apareceu como ensaio.
Do mesmo modo, existiram moedas de 5 escudos, de ouro, de 1920, que não chegaram a entrar em circulação.





Exemplos de Papel Moeda ou Cédula de Papel emitidas por Câmaras Municipais
Nos últimos anos da Primeira Republica, a situação económica era tão desesperada e tão má, que o poder de aquisição do escudo (1000 réis) começou a degenerar e a moeda metálica, cujo valor intrínseco ultrapassava o nominal, desapareceu de circulação.
Na década de 20, com esta crise monetária, o País sentia a necessidade de dinheiro corrente e de baixo valor, indispensável a pequenas transacções, que não havia. A elevada inflação fez com que a moeda se desvalorizasse de tal forma que o "metal de uma moeda era mais valioso do que o seu valor de rosto".
A necessidade da pequena moeda de troca, a partir de 1914, o governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de cinco, dez e vinte centavos, verificando que esta medida não era suficiente acabando por permitir a autorização da emissão desse papel por parte das câmaras municipais dentro da área dos respectivos concelhos, generalizando-se com a emissão por parte de outras entidades.
Em 1923, a inflação era de 1.720 %, o País com uma dívida milionária e ainda dívidas de guerra por pagar, o escudo valia tão pouco que efectivamente compensava guardar as moedas pelo valor metálico que tinham.






Exemplos de Papel Moeda ou Cédula de Papel emitidas por Câmaras Municipais
Surgiu como pratica generalizada, pela sua necessidade, e fora do âmbito da Casa da Moeda, o recurso por parte de muitas câmaras municipais, Misericórdias, entidades publicas e até por entidades privadas, à emissão de notas e títulos com valor monetário, servindo de uso interno nesses concelhos, por forma a evitar a utilização da moeda, já inexistente, designando-a de "cédula de papel" ou "papel moeda".
Estas emissões eram clandestinas e ilegais, mas autorizadas pelo Estado, circulavam livremente e eram aceites como de dinheiro se tratasse. Assistia-se ao "entesouramento das moedas, que refundidas por particulares rendiam acima do valor do seu rosto".
Como a metal não existia e a escassez era tanta, o papel era o elemento básico para a sua concretização. A moeda papel fabricava-se em formato pequeno, de valor determinado e artisticamente bem trabalhado, e transformava-se em verdadeiro dinheiro regional.







Exemplos de Papel Moeda ou Cédula de Papel emitidas por Misericórdias e entidades privadas
Em regra estas moedas-papel continham um valor entre um e cinco centavos, por vezes até de maior valor e perduraram entre os anos de 1917 a 1925, tendo já o governo proibido a sua circulação em 1924, mas só após a revolução de 28 de maio de 1926 é que começaram a desaparecer definitivamente com a emissão em massa, de moeda de pequeno valor.
Este processo iniciado durante a guerra foi utilizado, dentro dos seus espaços territoriais de 178 concelhos do País, sendo que Lisboa e Porto não seguiram esta pratica.
Esta mudança de tipo de moeda sofreu num espaço de cerca de 40 anos a uma inversão de 180 graus, isto é, se em 1890 mais de 90% das transacções eram feitas em metal, em 1925 faz-se em papel em 99% da sua circulação.


Informação e fotos retiradas em sites e blogues que agradeço, destacando-se:
https://auren.blogs.sapo.pt
http://www.mediotejo.net
http://observador.pt
http://bomdia.eu
https://solpaz.blogs.sapo.pt

31 de março de 2018

Quinta de Salgueiros - Porto

A casa e capela da Quinta - anos 50

Planta topográfica

Planta Topográfica retirada do projecto de alteração do interior da casa
Período de João da Costa Ramalho (1916)

Quinta de Salgueiros - A quinta e a família, sua história.

Da monografia de "Campanhã", de 1991, de Miguel Ferreira Meireles e Agostinho B. Vieira Rodrigues, retira-se destas pequenas palavras escritas um breve resumo das várias quintas da zona de Campanhã onde se engloba a Quinta de Salgueiros, definindo-a como um processo por tudo aquilo que esta quinta passou ao longo destes seus dois últimos séculos e que se lê:

" Quintas de Campanhã,
A freguesia de Campanhã termo do velho burgo do Porto era, em tempos idos, um espaço iminentemente agrícola.
Esta freguesia era constituída por aldeias ou "logares" (núcleos de casas de lavoura) em redor dos quais pontificavam ou fogos ou vizinhos, unidades sócio-económicas de base no seio das quais se desenvolviam grande parte das funções sociais: procriação, educação, consumo e produção.
Perante este quadro ruralizante não é, pois, de estranhar que muitas famílias enobrecidas e proprietários abastados aqui tivessem as quintas e casas de campo.
No século XVIII, XIX e principios do XX, algumas destas propriedades assumiram um papel de quintas de recreio da classe burguesa da cidade, particularmente da colónia estrangeira ligada aos interesses vinícolas e os chamados "brasileiros ricos" extremamente vistosas e ecléticas que predominam nesta zona oriental da cidade e particularmente no eixo fundamental que é a rua de S. Roque da Lameira.
O Padre Agostinho Rebelo da Costa confirma esta ideia quando diz que "os ingleses, franceses, hamburgueses, e outras famílias estrangeiras comerciantes, são os que arrendam estas quintas, e nelas vivem a maior parte do ano; mas os portugueses reservam para o seu uso e divertimento as melhores, e as mais custosas".
De facto, a diversa documentação consultada, fornece-nos numerosas referências acerca das quintas, casais e outras propriedades existentes em Campanhã, cuja área de enfio era consideravelmente maior do que aquela que os limites actuais consagravam.
Assim temos: Quinta de Miraflores, de Bonjóia, de Sacais, da Vinagra, da China, da Revolta, da Arcaria, do Valado, da Bela Vista, do Falcão, de Furamontes, de Salgueiros, da Vessada, do Prado, do Freixo, do Pinheiro, de Vila Meã, do Allen, das Lamesinhas, da Colmeeira, etc...
É claro que a maioria destas quintas não existem actualmente.
Ao esplendor e à opulência seguiu-se um período de decadência e abandono.
Algumas foram englobadas noutras propriedades, outras mudaram de nome, mas a maioria desapareceu sacrificada ao martelo do progresso e à incúria dos homens.
Estas quintas para além de constituírem um valioso património natural (e edificado), são também em termos da defesa da qualidade ambiental da cidade.
Por razões de ordem especulativa e sócio-económica, têm-se assistido nos últimos anos à expansão da cidade nas freguesias periféricas, destruindo-se assim o substracto rural da cidade e, em última análise, o precário equilíbrio ainda existente. Campanhã não foge à regra.
Actualmente são raríssimos os casos de famílias que sobrevivem da agricultura, mas é ainda relativamente fácil encontrar pessoas que se lembram de "isto ser quase tudo campos".
Apesar de tudo ainda subsistem algumas manchas verdes correspondentes a quintas e vales que merecem e devem ser preservados.
É, pois, urgente e necessário identificar estes valores e promover a sua salvaguarda."
 Fotografia aérea, com a demarcação da Quinta e outras referências - anos 39

Nesta descrição é referida a existência da Quinta de Salgueiros, em outros documentos é também referenciada esta casa e quinta, como já existindo no século XIX, e nesse período encontrava-se na posse de antepassados da família Ramalho, que desde essas épocas remotas até à sua venda, da ultima parcela, incluindo casa, em finais do séc. XX.
Era pertença de Augusto Geraldes de Mesquita que por herança com sua esposa Maria Balbina Carneiro e Silva se tornou proprietário.
Este, era filho de Augusto Carvalho Vasques de Mesquita, doutorado em Direito e ilustre figura da cidade, correspondendo-lhe o seu nome em topónimo de arruamento perto desta quinta de família.
Em 1916, era já residência de João da Costa Ramalho que por casamento com Maria Emília Carneiro Geraldes de Mesquita, filha herdeira, se tornou proprietário, como se comprova por requerimentos de licenças solicitadas.
Nos anos 40, a quinta era limitada pelas ruas do Vigorosa e pela fábrica das Antas, pela rua Naulila e Montes da Costa, pelas propriedades da família Ferreira dos Santos e ocupava parte da actual área episcopal da nova igreja das Antas.

Folheto de 1934

Foi morada da família até meados dos anos 40 do séc. XX, tendo sido alugada na década de 50, durante alguns anos a uma senhora inglesa e por isso reconhecida como Quinta dos Ingleses.
Esta casa foi também residência de Jacinto de Matos, um dos maiores jardineiros-paisagistas portugueses da primeira metade do séc. XX, onde aí teve as suas estufas e viveiros ao ar livre.
Terá vivido também na rua Oliveira Monteiro e utilizado terrenos para viveiros ao ar livre também em Vila Nova de Gaia.


Recorte de uma Bilhete Postal a publicitar os Viveiros das Antas, de Jacinto de Matos
Vista da entrada e casa ao fundo (1º quartel do séc. XX)


 Planta com a implantação dos Viveiros das Antas de Jacinto de Matos

Foi reconhecido pelos seus projectos em jardins e parques por todo o País, tais como, o Parque de S. Roque, a Casa das Artes, o jardim da Ordem dos Médicos, em Arca d'Água, o Parque da Curia, o Parque de Pedras Salgadas e os espelhos de água dos jardins da Presidência do Conselho de Ministros, e de muitos outros.
Até aos anos 30 manteve-se intacta tendo sido cedido em 1932 à Câmara Municipal do Porto uma vasta fatia de terreno para a abertura da Avenida Fernão de Magalhães e pouco tempo depois doado outra parcela de terreno para se erigir a Igreja da Antas e espaços para o futuro Centro Social, de gaveto com a rua do Vigorosa.
Em 1948, a família vendeu cerca de 48.000 m2 ao Futebol Clube do Porto para a construção das suas infra-estruturas desportivas, campo de futebol e outras instalações do clube, reduzindo parcialmente a sua vasta área territorial da quinta.

Fotografia do Estádio das Antas (ano de 1952)
No canto inferior direito é visível a Casa e Quinta de Salgueiros

A casa regressa à família no ano de 1956 e permaneceu habitada até finais dos anos 70 e ainda com caseiros, sendo esta prática agrícola apoiada pelas águas de minas e através dos seus sistemas hidráulicos então existente, que levava a água dos tanques dos jardins, aos pomares, às hortas e aos campos de pasto e cultivo.
Neste período realizaram-se inúmeros eventos, tais como casamentos, festas, arraiais de beneficência e visitas de figuras relevantes da época.
A partir desse período a casa permanece fechada e a espaços a casa é utilizada pela família para actividades de diversão da juventude e amigos e ao mesmo tempo servindo de área para ocupação de pequenas tarefas de recolha e preparação de mobiliário e antiquário.
Nos anos 90, final do ano de 1991, deflagra um incêndio que destruiu parcialmente a casa e capela, que já se encontrava destelhada, consumindo todo o madeiramento e recheio que aí se encontrava, finalizando toda a actividade existente, que já era pontual.
Com este incêndio é perfeitamente visível toda uma construção em granito com elementos arquitectónicos dos finais de setecentos onde junta uma fonte barroca de excepcional concepção e extremamente harmoniosa.
Para além destes elementos arquitectónicos são também patentes os marcantes muros que limitam a casa, os seus bancos de pedra, fontes, tanques e todo um percurso de escadarias e de pequenos azulejos decorativos espalhados, aplicados nos muros em redor da casa, já só visíveis e deteriorados em dois ou três locais e encobertos pelos lixo e vegetação.
Tudo isto envolto em jardins decorativos com desenhos singulares delimitados por buxo, bem como de todo um conjunto de árvores de especial relevância arbórea, da sua época em que foram plantadas, permanecendo desde aí algumas camélias, pinheiros, cedros, ciprestes-do-Biçaco, bétulas, Prunus, magnólias, grevileas, carvalhos-americanos e de uma importante faia, que entretanto foram crescendo sem qualquer controlo e manutenção permitindo que em qualquer momento tudo possa desaparecer através de pequeno fósforo, se nada for feito.
No ano de 1999 deram-se inícios a negociações de compra da quinta, entre a família, o Futebol Clube do Porto e a Somague, tendo sido adquirida no ano de 2000, com o objectivo de concretização do Plano de Pormenor das Antas.
De modo acelerar este estudo e tendo como objectivo ao Euro 2004, a autarquia portuense entrou em negociações com permutas de terrenos, vindo a adquirir por valores polémicos que resultaram em investigações e que culminaram em segredo de justiça, mas que até à presente data tudo continua sem se saber ao certo os verdadeiros meandros deste rendoso negócio tornando-se até à data a actual proprietária desta quinta secular.
A partir dessa data que nada foi feito naquele denso pulmão verde permitindo a intrusão de qualquer meliante, para actos menos adequados, constatando-se a permanente destruição, lixo, abandono, silvas, mato e a ruína das construções e muros que se encontram espalhadas pelo que resta da quinta.
A casa, construção do séc. XVIII, era constituída por dois pisos e encostada a uma capela com invocação a Nossa Senhora da Estrela.

Portal de entrada com aparente degradação - inícios do séc. XXI

Fotografia mais recente (ano de 2010)

Tinha como entrada um portão de granito, com o nº 341, pela rua do Vigorosa, arruamento sinuoso e estreito que rasgava a quinta até à rua de Contumil.
O acesso fazia-se por percurso que entroncava numa fonte com um obelisco de granito trabalhado, de características barrocas, encontrando-se rodeada de jardins de buxo e árvores centenárias, e que o contornando se confrontava com uma escadaria que fazia o destaque da fachada principal da casa.

Vista lateral à cota do rés-do-chão

Vista do tanque e da lateral da casa em cota inferior

Caminho interior
Fonte com Obelisco (vista para o portão)

Fonte sem Obelisco (vista para a casa com escadaria visível)

A casa continha uma dupla escadaria frontal e duas entrada, uma térrea e outra no cimo da escadaria. A capela, à sua esquerda era constituída por um piso de sobrado de madeira que separava a nave por um piso inferior de ligação ao exterior e ao interior da casa.
É ainda visível no lado direito da capela umas janelas que interligavam a casa, servindo de auxilio às actividades religiosas por parte dos donos da casa, privando-se de ligações com crentes que utilizavam a capela nos actos de fé.


Projecto de alteração da casa, em 1916, por João da Costa Ramalho (parte do projecto)

Requerimento a 8 de Novembro de 1916, do pedido de obras por parte de João da Costa Ramalho



Memória descritiva dos trabalhos a realizar (aprovado a 16 de Novembro de 1916)



Apreciação camarária com o cumprimento das regras com um "satisfaz"
Despacho a 15 de Novembro de 1916


Emissão de guia de licença das obras a 23 de Novembro de 1916

O interior da casa continha um piso superior destinado aos quartos e num rés-do-chão para o uso diário e corrente. Era servida de vários fogões de sala de grandes dimensões e o acesso ao piso superior fazia-se por uma escadaria que ligava a um corredor central e que fazia a distribuição pelos restantes compartimentos.

A família
Com já foi referido a casa passa para a posse da família de Augusto Geraldes de Mesquita por casamento com Maria Balbina Carneiro e Silva. Através de sua filha chega por casamento com João da Costa Ramalho à designada família Ramalho conforme se comprova pelas árvores genealógicas apresentadas, dos Mesquita e dos Carneiros e Silva e de uma segunda, dos Mesquita Ramalho.
 Árvore Genealógica da família Mesquita e Carneiro e Silva


Árvore Genealógica da família Mesquita Ramalho



A degradação actual - Geral e Local

O lamentável estado actual a que esta quinta centenária ficou sujeita após a sua decadência a partir dos anos 70, incluindo o incêndio em 1991 e acrescida da aquisição e abandono por parte da Câmara Municipal do Porto.


Envolvente e Evolução temporal desde 2000



Projecto da Futura Praça Maior 
No canto inferior direito vê-se circunscrito a Quinta de Salgueiros


Futuro Parque Urbano de 5 ha 
A mancha verde, mais escura, à esquerda, pertence à Quinta de Salgueiros




A Quinta e Casa

Fotografia aérea (Google Maps)

Fotografia actualizada (Nov. de 2017)

Fotografia da fonte em estado de abandono

Fotografia da fachada principal (já em estado de abandono)

Fotografia da fachada principal (já em estado de degradação total)

Fotografia de ruínas dos anexos

Fotografia da fachada lateral em ruína

Fotografia da capela


Peças de azulejo espalhadas no chão

Percurso até à casa com fonte em jardim


Carrancas no elemento de granito que apoiava o obelisco da fonte


Interior da capela





Pormenores




Fotografia da casa pelo exterior

Agradecimentos e material utilizado:

A recolha de texto e fotografias provêm de outros trabalhos por parte de pessoas interessadas neste tema e que pretendem lembrar e não esquecer, de que o tema merece a maior atenção.
A todos eles agradeço a permissão de incluir e acrescentar mais algumas histórias sobre este património.
Lembro que está em curso uma petição pela "Salvaguarda, Classificação e Reabilitação da Quinta de Salgueiros enquanto Espaço Cultural e de Lazer - http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT86412

As fotos e as fontes de informações foram recolhidas de:

- Alexandre Silva
- Paulo V. Araújo
- Teófilo Rego
- Arquivo de família
- pessoais (de visita efectuada em Novembro)

- Documento de família "Quinta de Salgueiros", 2000, de Ana Maria Alves de Sousa
- monumentosdesaparecidos.blogspot.pt
- cidadaniaprt.blogspot.pt
- gisaweb.cm-porto.pt
- www.facebook.com/forumcidadaniaporto
- http://peticaopublica.com
- monografia de Campanhã, Junta de Freguesia de Campanhã
- https://books.google.pt
- http://www.cmjornal.pt