NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

4 de agosto de 2011

Brasão Nacional, Sobrosa

Rua do Padrão, Sobrosa, Paredes - Portugal

Este brasão está inscrito numa das fachadas de um pequeno edificio que serviu de Tribunal e Cadeia quando o Foral de Sobrosa foi dado por D. Manuel, em Évora a 15 de Outubro de 1519. Já mais recente, por 1857, foi criada e instalada nesse edificio a escola primária do sexo masculino, sendo actualmente sede de um grupo associativo.

19 de julho de 2011

Roda das Navalhas - Porto

Rua das Flores, nº 130, Vitória - Porto

A Rua das Flores é das ruas mais antigas da Invicta que mantém ainda hoje grande parte do seu traço original. Foi mandada construir por D. Manuel I, no início do século XVI, com o intuito de ligar ao Largo de S. Domingos a uma das portas da muralha fernandina que circundava a cidade: a Porta de Carros. O nome da rua provém das populosas hortas, recheadas de flores, que existiam nas propriedades por onde a rua fora aberta; essas propriedades pertenciam, essencialmente, ao bispo portuense de então: D. Pedro da Costa, cuja tamanha devoção por Santa Catarina do Monte Sinai fizera adoptar a Roda de Navalhas como seu brasão de armas e nomear a rua como Rua de Santa Catarina das Flores.



16 de julho de 2011

Quinta de Sobrado de Cima - Louredo





Av. Adriano Moreira, Louredo, Paredes - Portugal

A pedra de armas assenta sobre entrada com a seguinte descrição:
forma - Francês ou quadrado
leitura - esquartelado
I - Meireles
II e III - Moreira
IV - Meireles
Elmo (danificado e mutilado)
Timbre (mutilado)
Escudo assente em cartilha decorativa

8 de julho de 2011

Torre da Marca - V.N. de Gaia

Rua Camilo Castelo Branco, V. N. de Gaia - Portugal
Esta torre da "marca" fica junto ao Arrábida Shopping e desempenhava o mesmo papel que a sua homónima do Porto, que ficava no actual terreno do Palácio de Cristal, entretanto já desaparecida.
Ambas, serviam de referência ou baliza ou marca destinada a orientar todas as embarcações que do alto mar entravam no Rio Douro, no periodo de grande desenvolvimento económico da cidade (séc. XV ao séc. XIX).

"Tratava-se de uma estruturade cariz militar e de sinalização às embarcações que demandavam a barra e o estuário do Douro.
Mandada construir (provavelmente) por D. João III, em 1542 (a do Porto), a torre da Marca todavia já não existe desde a segunda metade do séc. XIX."
Como esta, a do Porto, "localizava-se no local onde hoje podemos contemplar, nos jardins do Palácio de Cristal, a capela dedicada ao rei de Piemonte-Sardenha, Carlos Alberto.
Aliás na edificação da capela, mandada erigir por sua irmã, a princesa Augusta de Montlear, terá sido utilizada pedra dessa torre."
in, lendas do Porto, de Joel Cleto

2 de julho de 2011

Brasão dos "Coelho da Silva" - Paredes

Rua Padre Marcelino Conceição, Castelões de Cepeda, Paredes - Portugal

Casa em frente à Casa do "Padre" - Foi atribuída carta de armas, a 2/12/1747, a Caetano José Coelho da Silva Rocha de Barbosa, cavaleiro fidalgo da Casa Real (3/3/1745), filho do Capitão de Ordenança de Louredo e familiar de Stº. Oficio, senhor da dita casa de Paredes (ou da Igreja), Jerónimo Coelho da Silva e de sua esposa D. Catarina Rocha Barbosa, da quinta da Vidigueira, em Besteiros.
Este é um dos dois brasões existente em Castelões de Cepeda. As armas apresentadas são Coelho, Silva, Rocha e Barbosa, em escudo Francês, esquartelado e elmo voltado à direita, sobre a porta de entrada de sua casa.
Este brasão está colocado na fachada da casa e inserida no pátio, não sendo visível por quem passa.

A pedra de armas assenta na fachada da casa com a seguinte descrição:
forma - Francês ou quadrado
leitura - esquartelado
I - Coelho
II - Silva
III - Rocha
IV - Barbosa
Elmo tarado de perfil com paquife de plumas
Timbre de Coelho
Escudo assente em cartilha decorativa

http://www.soveral.info/mas/MeirelesBarreto.htm

29 de junho de 2011

Brasão dos Mendonça e Barbosa - Penafiel

Rua do Paço, Penafiel - Portugal

Este belo brasão está inserido num edifício antigo, onde se encontra instalada a sede do Clube Penafidelense de Automóveis Antigos.
O escudo é do séc. XVIII, ultimo quartel e há registos que esta casa terá sido incendiada pelos franceses, na 2ª invasão, em 1809 e posteriormente restaurada.

O brasão assenta na fachada principal e apresenta o seguinte descritivo:
forma: de fantasia
leitura: partido
I - Barbosa
II - Mendonça
Elmo tarado a 3/4 à direita, com paquife com plumas
diferença - uma estrela de seis pontas
Virol sobre o elmo
Timbre de Barbosa
O escudo assenta sobre cartilha decorativa de inspiração fitomórfica, com correia de suspensão desapertada
"A Carta de Brasão de Armas (CBA), foi emitida em 20/09/1775, ao Bacharel António Barboza, familiar do Santo Ofício, natural e morador na Quinta de Segade, freguesia e Couto de S. Miguel de Bustelo, filho legitimo de Manoel Gomes Barboza de Mendonça, natural da freguesia de S. Vicente de Boim, e de sua mulher Dona Esperança Maria Pereira, natural  da freguesia de Bustelo. Neto de João de Mendonça Barboza e de sua mulher Maria Pinto dos Reys da fonseca, moradores que foram na sua quinat de campos da dita fregeusia de S. Vicente de Boim."

Nota: 
Informações retiradas de:
"Heráldica & Genealogia", Caderno do Museu, Penafiel, Museu Municipal nº. 5, 1999
Livro 2º de Registo das Cartas de Brasão de Armas, fls. 73v, no Cartório da Nobreza - ANTT

25 de junho de 2011

Afonso e Cunha - Palácio do Freixo - Porto

Rua do Freixo, Campanhã, Porto - Portugal

O edificio onde se insere este brasão foi mandado construir, em meados do séc. XVIII, pelo cavaleiro de Malta, Vicente Távora e Noronha, tendo sido habitado posteriormente por outros descendentes. Até que em 1850 foi vendido a um negociante, António Afonso Velado que em 1866, foi condecorado Barão do Freixo e três anos mais tarde Visconde do Freixo.
Este titular fez substituir, no seu palacio as pedras de armas que nele existia - armas dos Tavoras, pelas suas próprias, escudo partido de Afonso e Cunha. 
Descrição do brasão:
         - Escudo: Francês ou Quadrado
         - Formato: Partido, sendo o 1º também partido
         - Leitura: I - Afonso e Velado, II - Cunha

21 de junho de 2011

Quinta da Amoreira - Mouriz


Rua da Amoreira, 64, Mouriz, Paredes - Portugal

São Romão de Mouriz deve o seu nome aos mouros: Alqueidão, nome dum lugar de Mouriz, é árabe ou mouro.
Outro vestígio dos mouros é o nome do lugar de Amoreira que parece derivar de A. Moureira (lugar de muitos mouros ou mulher moura) tendo casa brasonada onde existem duas estátuas em granito com a figura de um chefe ou rei mouro, e de uma mulher moura, "a Moureira" sobre o portal.
As referidas estátuas, conforme documentado na foto, subsistem nas respectivas peanhas, encimando as pilastras que sustentam um frontão contracurvado tardo-barroco.

Situação singular, a Casa encontra-se ainda na posse de um descendente dos fundadores iniciais (Séc. XIII) ao qual mereceu a CBA, datada de 1802, de António de Lemos Coelho Ferraz de Sousa Rebelo e Vasconcelos.
Fotos de Francisco de Lemos Peixoto, ao qual agradeço

A pedra de armas assenta sobre o portal de entrada com a seguinte descrição:
forma - de fantasia
leitura - esquartelado
I - Sousa (do Prado)
II - Coelho
 III - Lemos
IV - Ferraz
Elmo tarado de perfil
Timbre de Coelho
diferença: uma brica de um farpão de ouro

Recentemente recebi contacto cujo conteúdo apresento e agradeço ao Dr. Cristiano Marques Costa que me ajudou a acrescentar mais informação sobre a família e sobre a pedra de armas, e do qual já efectuei as respectivas correcções.
Acrescenta o seguinte:
"Esta casa pertenceu ao Dr. Francisco de Lemos da Silva Peixoto, presidente da Câmara Municipal de Paredes, filho de Francisco Ponciano da Silva Peixoto, de Penafiel, e de Engrácia Coelho de Lemos Ferraz, filha do tabelião Jerónimo de Lemos Coelho Ferraz, desta casa, solteiro, e de Ana Ermelinda, solteira.
Engrácia era irmã do Dr. Albino de Lemos Coelho Ferraz, também presidente da Câmara Municipal de Paredes. Por sua vez, Jerónimo era filho de José Luís Coelho de Lemos e de Clara Maria Moreira Pacheco da Cunha." 
Fotos de Francisco de Lemos Peixoto, ao qual agradeço

A propriedade apresenta-se murada em todo o seu limite e é constituída por uma habitação principal, com capela anexa, lagares e eira, espigueiro, tanque, assim como de um edifico secundário destinado a alojamento de caseiro, armazenamento de produtos e alfaias agrícolas, cortes para gado.
A construção do núcleo da habitação data os princípios do séc. XVIII, incluindo da pequena capela, referenciada nas Memórias Paroquiais de 1758, em estilo barroco, de que são exemplos a fachada principal e o altar em talha dourada.
Na entrada da propriedade destaca-se o portão principal o qual se apresenta armoriado e encimado com duas estatuetas em granito representando a "Amoureira" e "Mouriz".
Fazem parte deste conjunto, duas janelas adossadas nos panos laterais do muro que enquadram o portão.
A "Casa da Amoreira" foi alvo de obras de restauro e conservação que não alteraram a estrutura da construção inicial, mantendo-se como um importante exemplo da típica casa rural minhota, construída na melhor tradição de fidalguia terra tenente do Portugal de Setecentos.



Fotos de Francisco de Lemos Peixoto, ao qual agradeço


Informação retirada de:
Monografia de Paredes de Dr. José de Barreiro
Agradeço a algumas observações como complemento a anónimo, e aos confrades, Manuel Guilherme Vasconcelos, a Eduardo Mascarenhas de Lemos a Pedro Bingre do Amaral e a descendente da família Francisco de Lemos Peixoto  que em troca de informação no Facebook permitiu adicionar informações relevantes sobre a família e a casa.


18 de junho de 2011

Placa de Rua - Porto

Rua Conde de Vizela, Porto - Portugal
(Antiga Rua do Correio e Rua do Correio-mor)

"Conde de Vizela (Carlos Cabral), herdeiro de um respeitável, honrado, distinto, que foi um dos impulsionadores fabris de Portugal e que sobremaneira se destacou pela sua acção. Está aí a atestá-lo a grande fábrica do Rio Vizela, honra a Industria Portuguesa.
O actual Conde de Vizela, inteligente como o seu Pai, tem sabido encarnar as primorosas qualidades que o adornavam e tem feito uma obra de assitência social marcante, digna de todos os louvores." (Notícia publicada no Almanaque Ilustrado de Fafe, em 1939)
Carlos José Cabral (1895-1968), visionário que promoveu a construção da Casa de Serralves, paradigma da Art Déco, em Portugal. 

12 de junho de 2011

Caves de Vinho do Porto "Calém" - V.N. de Gaia

Av. Diogo Leite (marginal de Gaia), V. N. de Gaia - Portugal

Fundada em 1859, por António Alves Cálem, a Porto Cálem permaneceu na mesma família durante quatro gerações e sempre prestou grande atenção à produção de Vinhos do Porto de qualidade, resultando num reconhecimento por parte de todo o Mundo do Vinho. No seu início, dedicava-se à exportação de vinhos para o Brasil em troca de madeira exótica, com frota própria, símbolo ainda hoje presente no logotipo da empresa: a Caravela.
O brasão segue a linhagem da familia "Beleza de Andrade" que está associada à familia Calém.
É um escudo francês ou quadrado, partido, com leitura de:
I - Beleza
II - Andrade
Virol e Timbre de Beleza
Elmo está voltado a direita, a 3/4, com grelha
Paquife com plumas 
Pedra em mármore aplicado sobre porta de entrada



5 de junho de 2011

Palacete de Belomonte - Porto

Rua de Belomonte, S. Nicolau, Porto - Portugal
Edificio construído na primeira metade do séc. XVIII para residência de uma familia nobre, os "Pacheco Pereira", constitui um exemplar significativo da arquitectura setecentista.
Em 1886 foi vendido á Companhia dos Caminhos de Ferro Através de África, que na frontaria, substituiu as armas dos Pacheco Pereira pelas suas, conforme se pode verificar com maior atenção nas eliminação de partes do mesmo brasão.

1 de junho de 2011

Azulejos setecentistas - Porto



Rua S. Miguel, nº 4, Porto - Portugal

Os azulejos apresentados na foto fazem parte de um conjunto de azulejaria, na fachada de um prédio, que se integra num conjunto harmonioso em que está representada a arquitectura portuense dos séc. XVII a XIX. A sua fachada encontra-se recoberta de azulejos setecentistas, com cenas do quotidiano e paisagens. Estes painéis são provenientes da sala do Capítulo, do Mosteiro de S. Bento da Vitória, muito proximo do local.
Infelizmente encontra-se maltratado pelo tempo, pela inactividade e negligência por parte do ser humano.

25 de maio de 2011

Distico em fachada de prédio - Porto

Rua de Stº. Ildefonso, nº 380, Porto - Portugal
Estas placas encontram-se fixadas em prédios que se encontram seguros, por empresas seguradoras, na cidade do Porto. Cada simbolo pretende identificar a companhía seguradora de modo publicitário e demonstrar todo o cuidado demonstrado por parte do proprietário, como seu bem imóvel, perante a cidade. Creio que este distico tem as suas origens nos finais do séc. XIX.

17 de maio de 2011

Brasão dos "Oliveira Maia" - Porto


Rua do Passeio Alegre, 954, Porto - Portugal
Mandada construir por Domingos Oliveira Maia, tendo sido comprada, em 8 de Maio de 1855, a Bento se Souza Villa, emigrado no Brasil. Está ligado à compra de um prédio na Rua das Flores e conhecida por Casa dos Maias.
Descrição do brasão:
         - Escudo: sem definição
         - Formato: Partido
         - Leitura: I - Oliveira e II - Maia

10 de maio de 2011

Brasão em fachada de prédio - Porto

Rua do Clube Fluvial Portuense, nº 16, Porto - Portugal
Edifício, do Séc. XVI, de construção vernacular, apenas nobilitado pelo brasão de armas, dos Ferraz e Madureira.
Descrição do brasão:
         - Escudo:  Clássico ou Ogival
         - Formato: Esquartelado
         - Leitura: I e IV de Ferraz, II e III de Madureira

8 de maio de 2011

Placa de Rua - Porto

Rua Santos Pousada, Porto - Portugal
A artéria que hoje liga a Praça Teixeira de Pascoais à Rua de Fernandes Tomás tem o nome de Santos Pousada, mas nem sempre foi assim. Entre 1873 até 1913, esta rua tinha o nome de S. Jerónimo, que partilha, como Santo Agostinho, Santo Ambrósio e S. Gregório Magno (que viria a ser o papa Gregório I entre 590 e 604), ostenta o título de doutor da igreja latina.
S. Jerónimo deve a sua fama ao facto de, a pedido do Papa Dâmaso I, ter traduzido a Bíblia para latim, tradução essa que ainda hoje se usa, a chamada “Vulgata”. S. Jerónimo nasceu no norte de Itália em 374 e, ao longo da sua vida, foi um polemista notável e um opositor às diversas heterodoxias que iam surgindo.
Santos Pousada, de seu nome completo António José Santos Pousada (1854-1912), foi professor na Escola Industrial de Vila Nova de Gaia e tornou-se paladino de uma causa nobre: tornar acessível a toda a gente a instrução pública, que, nos finais do século XIX, ainda parecia algo utópico.
Envolveu-se também nos ideais republicanos, apesar de só ter vivido 2 anos sob o signo da República. Foi este envolvimento que fez com que, em 1913, o regime recém-vencedor quisesse perpetuar o seu nome na toponímia do Porto.
Num guia da cidade de 1896, podemos ver que esta artéria nascia na Rua do Poço das Patas (actual Rua de Coelho Neto) e ia até ao largo da Póvoa (actual Praça da Rainha D. Amélia), vindo só posteriormente a ser prolongada até à Praça Teixeira de Pascoais.
Será curioso referir que a Capela de S. Crispim e a Irmandade de S. Crispim e S. Crispiniano, que fica nesta rua no número 1087, vieram para aqui transferidas em 1875, juntamente com a Confraria dos Sapateiros e dos Palmeiros, quando se começou a abrir a Rua de Mouzinho da Silveira e se teve de destruir o Largo de S. Crispim, que ficava, grosso modo, entre o Largo de S. Domingos e a já citada Rua de Mouzinho da Silveira.
Por isso, não é de estranhar a existência, nas cercanias da Rua de Santos Pousada, da Rua Nova de S. Crispim, que liga a Avenida Fernão de Magalhães à Praça Rainha D. Amélia.
http://porto24.pt/porto/26112011/rua-de-santos-pousada/

3 de maio de 2011

Casa Particular - Paredes

Praça Capitão Torres de Meireles, nº6, Paredes - Portugal
De acordo com alguns apontamentos lidos em blogue, de familiar, é possivel que este brasão tenha como armas os "Coelho", "Ferraz" e "Rebello". Nesta casa habitaram os Coelhos da Silva e os Sousa Magalhães pondo-se a hipótese de estar relacionado com os primeiros moradores, de nome Coelho da Silva.
Como se pode constatar, o brasão não está perceptivel pondo-se a hipotese de ser: Escudo partido na 1ª Coelho, na 2ª cortado de Castro (?) e Rebelo com timbre: Coelho ou uma segunda variavel de: Escudo partido na 1ª pode ser Coelho ou Borges na 2ª pode ser Castro ou Ferraz, e Rebello. Para melhor julgamento e a quem possa estar interessado em saber sobre o mesmo aconselha-se contactar seu familiar através deste site, o qual desde já temos a agradecer esta informação.(http://aoencontrodopassado.blogs.sapo.pt/)

1 de maio de 2011

Caixa de Toques ou de Sinais - Massarelos



R. da Boa Nova com o Largo da Maternidade, Massarelos, Porto - Portugal

Estas caixas, implantadas pela Câmara Municipal, serviam no seu tempo, no período do séc. XIX, para indicar o local da cidade onde deflagrasse um incêndio. Eram as chamadas "Caixas de Toques".
Naquela época era um desafio para os habitantes das cidades a percepção da localização do incêndio, para além da dificuldade dos meios de ataque. Se a população não estivesse organizada qualquer incêndio se propagava rapidamente. 
Na cidade do Porto, e em outras localidades foi concebida uma solução deveras particular e com objectivos bem alcançados à rápida intervenção.
Na cidade do Porto foram instaladas 21 caixas em ferro fundido, distribuídas pelas diversas freguesias e junto a igrejas locais por forma a permitir estabelecer o contacto à população através do seu sino.
A melhor forma de identificar, para além de estar referenciada na tampa da caixa de toques, com uma numeração que indicaria o numero de badaladas a dar e essa numeração estava estabelecida pela relação de nº de toques/localização da freguesia.
Estava encarregue, a zeladores, a sua gestão. Eram possuidores de uma chave que, conforme o numero de toques, serviam de acesso às caixas e estas continham um manipulo ligado aos sinos das igrejas, junto das quais normalmente estavam colocados, que assinalavam à debilitada corporação de bombeiros onde o incêndio tinha lugar. Entretanto e dada a escassez de água, de imediato os "aguadeiros" e a população local tomavam a iniciativa de iniciarem o ataque ao fogo pelos seus próprios meios
A actual imagem está associada ao Largo da Maternidade, também designado Largo do Campo Pequeno, junto à entrada da sua Igreja dos Ingleses, existindo algumas ainda dispersas pela cidade e que segundo consta num numero de 6.
Outros locais onde ainda existem caixas de toques (sem confirmação, apenas informação obtida):
- igreja Nª. Srª. da Esperança (jardim de S. Lázaro);
- rua da Vitória (nas traseiras da Igreja da Vitória);
- igreja dos Grilos ou de S. Lourenço (junto à Sé);
- igreja de S. Nicolau;
- na Foz do Douro (Rua Padre Luís Cabral);
Apresentam-se a seguir imagens que melhor identificam tudo o que se transmitiu e se pretende ficar como registo e inventário da cidade do Porto.
Lista dos locais da cidade

Desenho representativo

Caixa de Toque do Bolhão
Em outras cidades contemplavam as mesmas soluções defensivas aos incêndios, como são os casos de V. N. de Gaia (em Valadares) e em Guimarães.

Em Valadares - V. N. de Gaia


Referencias e fotos retiradas de:
- portoalities.com;
- jborgesalmeida.wordpress.com;
- O Tripeiro;