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4 de abril de 2015

Brasão dos Kopke, Porto (desaparecido)

Rua Rainha D. Estefânia, 54, freguesia de Massarelos - Porto
(antiga rua de Campo Alegre)

O brasão aqui exposto representa uma peça de estrutura metálica associada ao portão da antiga quinta de Vilar de Cima ou do Castanheiro, que terá sido removida e desaparecida definitivamente da imagem do povo.
Pertenceu à família de Cristiano Nicolau Kopke (1763-1840), inicialmente designado de 1º Barão de Ramalde, pelo decreto-lei de 7/12/1831, por mercê do Rei D. Pedro (Príncipe Regente na menoridade de Dona Maria II), tendo mudado de título nobiliárquico para 1º Barão de Vilar, pelo decreto-lei de 21/12/1836, por mercê de D. Maria II, já em exercício.
Descrição:
Classificação: Heráldica de Família
Escudo: Francês ou quadrado
Formato: Esquartelado
Leitura: I e IV - Kopke e II e III - van Zeller
Coronel: de Barão
Timbre: de Kopke, crescente do escudo, encimado por uma estrela de cinco raios, posta em abismo, tudo em prata
Cores: I e IV, de azul, com uma estrela de prata de cinco raios, acompanhada de três crescentes do mesmo, postos 2 e 1;
II e III, de prata, com três melros de negro, bicados e membrados de ouro, com uma estrela de cinco raios de vermelho, posta em abismo;


 A casa sofreu obras de melhoramento com a filha Dorothea Augusta Kopke, casada com Roberto van Zeller, sendo o filho Cristiano van Zeller que adiciona a pedra de armas (Kopke/van Zeller) que se encontra aplicada na fachada da casa, criadas por si.

O terreno da quinta foi sendo reduzido pelas sucessivas vendas de lotes, até que Fernando van Zeller, em 1939, assina contrato de arrendamento da casa à Congregação das Religiosas do Amor de Deus, que chegada a Portugal em 1932 havia criado um colégio católico, na Rua Miguel Bombarda.
Provavelmente com o seu crescimento e pela necessidade de aumento dos espaços, em 1894, os herdeiros da família venderam definitivamente a casa e parte da propriedade a esta instituição, que se encontra lá instalado desde essa época. 
Com o passar do tempo, em meados do séc. XX o portão terá sido removido e/ou substituído onde se encontrava aplicado esta peça de armas dos Kopke e que se desconhece o seu paradeiro.

Fotos e textos de: Arquivo Histórico do Porto/ Departamento de História da CMP / da obra de "Portas e Casas Brasonadas do Porto e seu Termo", da Gouveia Portuense e da obra "Brasões e Pedras de Armas da cidade do Porto", de Manuel Cunha



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