NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

26 de setembro de 2011

Portal Manuelino no Cemitéiro do Prado do Repouso - Porto



Largo Soares dos Reis, Bonfim, Porto - Portugal
Portal Manuelino, de 1525, uma das poucas reliquias que restavam no claustro do Mosteiro de S. Bento d'Avé Maria, sendo trasladado em 3 de setembro de 1894, para o cemitério, aquando da sua demolição integral do Mosteiro.
O desaparecimento do Mosteiro foi motivada pela necessidade da construção da estação de caminhos de ferro, actual estação de S. Bento, no centro da cidade do Porto.
Este portal serve de simbolo, do local de repouso das ossadas das abadessas mais seculares e serventuriais do extinto Mosteiro e que foram exumados e trasladados para o novo local, o Cemitério do Prado de Repouso.

10 de setembro de 2011

Arcanjo S. Gabriel - Porto


Rua dos Caldeireiros, nº 106 , Vitória, Porto - Portugal

As ruas do Porto, nas freguesias da Vitória, Sé e S. Nicolau. provêm de populosas hortas, recheadas de flores, que existiam nos terrenos cujas propriedades pertenciam, essencialmente, ao bispo portuense e aos cónegos da cidade. Enquanto que o bispo fizera adoptar a Roda de Navalhas e a Mitra como seus brasões de armas para nomear as suas propriedades, os cónegos e de modo a distrinçar as suas posses denominou o arcanjo S. Gabriel como marca pessoal.

4 de setembro de 2011

Quinta da Cruz (Sobradelo de Cima) - Louredo

Rua da Bela Vista, nº 23, Louredo, Paredes - Portugal

Agradeço a informação prestada sobre o verdadeiro nome da quinta, pois segundo se verifica apenas permanece o portal da quinta.
Este portal fazia parte da "Quinta de Sobradelo de Cima" ficando a "Quinta de Sobradelo de Baixo" associada à casa da Castrália.

1 de setembro de 2011

Casa particular - Porto

Rua S. Bento da Vitória, nº 10, Porto - Portugal
Descrição do brasão:
          - Escudo: Oval
          - Formato: Esquartelado (partido, com um traço e cortado em dois)
          - Leitura:  Cardoso, Vasconcelos, Carvalho, Pinto, Coutinho e Borba

21 de agosto de 2011

Quinta de Sobrado de Baixo, Louredo



Av. Adriano Moreira de Castro, Louredo, Paredes - Portugal

A pedra de armas assenta sobre entrada com a seguinte descrição:
forma - de fantasia
leitura - esquartelado
I - Teixeira
II - Mota
III - Moreira
IV - Meireles
Elmo com paquife de plumas
Timbre dos Teixeira
Escudo assente em cartilha decorativa

19 de agosto de 2011

Aldraba - Águas Santas


R. D. Afonso Henriques, nº 965, Águas Santas, Maia - Portugal

Infelizmente esta aldraba vai-nos deixar. Como podem aperceber-se ela encontra-se partida e não há vontade de a recuperar. Adeus! Enfim.... vamos procurar por outras que sejam mais resistentes e preservá-las.

11 de agosto de 2011

Distico em fachada de prédio - Porto

Largo de S. Domingos, nº 62, S. Nicolau, Porto - Portgual

Estas placas encontram-se fixadas em prédios que se encontram seguros, por empresas seguradoras, na cidade do Porto. Cada simbolo pretende identificar a companhía seguradora de modo publicitário e demonstrar todo o cuidado demonstrado por parte do proprietário, como seu bem imóvel, perante a cidade. Creio que este distico tem as suas origens nos finais do séc. XIX.

4 de agosto de 2011

Brasão Nacional, Sobrosa

Rua do Padrão, Sobrosa, Paredes - Portugal

Este brasão está inscrito numa das fachadas de um pequeno edificio que serviu de Tribunal e Cadeia quando o Foral de Sobrosa foi dado por D. Manuel, em Évora a 15 de Outubro de 1519. Já mais recente, por 1857, foi criada e instalada nesse edificio a escola primária do sexo masculino, sendo actualmente sede de um grupo associativo.

19 de julho de 2011

Roda das Navalhas - Porto

Rua das Flores, nº 130, Vitória - Porto

A Rua das Flores é das ruas mais antigas da Invicta que mantém ainda hoje grande parte do seu traço original. Foi mandada construir por D. Manuel I, no início do século XVI, com o intuito de ligar ao Largo de S. Domingos a uma das portas da muralha fernandina que circundava a cidade: a Porta de Carros. O nome da rua provém das populosas hortas, recheadas de flores, que existiam nas propriedades por onde a rua fora aberta; essas propriedades pertenciam, essencialmente, ao bispo portuense de então: D. Pedro da Costa, cuja tamanha devoção por Santa Catarina do Monte Sinai fizera adoptar a Roda de Navalhas como seu brasão de armas e nomear a rua como Rua de Santa Catarina das Flores.



16 de julho de 2011

Quinta de Sobrado de Cima - Louredo





Av. Adriano Moreira, Louredo, Paredes - Portugal

A pedra de armas assenta sobre entrada com a seguinte descrição:
forma - Francês ou quadrado
leitura - esquartelado
I - Meireles
II e III - Moreira
IV - Meireles
Elmo (danificado e mutilado)
Timbre (mutilado)
Escudo assente em cartilha decorativa

8 de julho de 2011

Torre da Marca - V.N. de Gaia

Rua Camilo Castelo Branco, V. N. de Gaia - Portugal
Esta torre da "marca" fica junto ao Arrábida Shopping e desempenhava o mesmo papel que a sua homónima do Porto, que ficava no actual terreno do Palácio de Cristal, entretanto já desaparecida.
Ambas, serviam de referência ou baliza ou marca destinada a orientar todas as embarcações que do alto mar entravam no Rio Douro, no periodo de grande desenvolvimento económico da cidade (séc. XV ao séc. XIX).

"Tratava-se de uma estruturade cariz militar e de sinalização às embarcações que demandavam a barra e o estuário do Douro.
Mandada construir (provavelmente) por D. João III, em 1542 (a do Porto), a torre da Marca todavia já não existe desde a segunda metade do séc. XIX."
Como esta, a do Porto, "localizava-se no local onde hoje podemos contemplar, nos jardins do Palácio de Cristal, a capela dedicada ao rei de Piemonte-Sardenha, Carlos Alberto.
Aliás na edificação da capela, mandada erigir por sua irmã, a princesa Augusta de Montlear, terá sido utilizada pedra dessa torre."
in, lendas do Porto, de Joel Cleto

2 de julho de 2011

Brasão dos "Coelho da Silva" - Paredes

Rua Padre Marcelino Conceição, Castelões de Cepeda, Paredes - Portugal

Casa em frente à Casa do "Padre" - Foi atribuída carta de armas, a 2/12/1747, a Caetano José Coelho da Silva Rocha de Barbosa, cavaleiro fidalgo da Casa Real (3/3/1745), filho do Capitão de Ordenança de Louredo e familiar de Stº. Oficio, senhor da dita casa de Paredes (ou da Igreja), Jerónimo Coelho da Silva e de sua esposa D. Catarina Rocha Barbosa, da quinta da Vidigueira, em Besteiros.
Este é um dos dois brasões existente em Castelões de Cepeda. As armas apresentadas são Coelho, Silva, Rocha e Barbosa, em escudo Francês, esquartelado e elmo voltado à direita, sobre a porta de entrada de sua casa.
Este brasão está colocado na fachada da casa e inserida no pátio, não sendo visível por quem passa.

A pedra de armas assenta na fachada da casa com a seguinte descrição:
forma - Francês ou quadrado
leitura - esquartelado
I - Coelho
II - Silva
III - Rocha
IV - Barbosa
Elmo tarado de perfil com paquife de plumas
Timbre de Coelho
Escudo assente em cartilha decorativa

http://www.soveral.info/mas/MeirelesBarreto.htm

29 de junho de 2011

Brasão dos Mendonça e Barbosa - Penafiel

Rua do Paço, Penafiel - Portugal

Este belo brasão está inserido num edifício antigo, onde se encontra instalada a sede do Clube Penafidelense de Automóveis Antigos.
O escudo é do séc. XVIII, ultimo quartel e há registos que esta casa terá sido incendiada pelos franceses, na 2ª invasão, em 1809 e posteriormente restaurada.

O brasão assenta na fachada principal e apresenta o seguinte descritivo:
forma: de fantasia
leitura: partido
I - Barbosa
II - Mendonça
Elmo tarado a 3/4 à direita, com paquife com plumas
diferença - uma estrela de seis pontas
Virol sobre o elmo
Timbre de Barbosa
O escudo assenta sobre cartilha decorativa de inspiração fitomórfica, com correia de suspensão desapertada
"A Carta de Brasão de Armas (CBA), foi emitida em 20/09/1775, ao Bacharel António Barboza, familiar do Santo Ofício, natural e morador na Quinta de Segade, freguesia e Couto de S. Miguel de Bustelo, filho legitimo de Manoel Gomes Barboza de Mendonça, natural da freguesia de S. Vicente de Boim, e de sua mulher Dona Esperança Maria Pereira, natural  da freguesia de Bustelo. Neto de João de Mendonça Barboza e de sua mulher Maria Pinto dos Reys da fonseca, moradores que foram na sua quinat de campos da dita fregeusia de S. Vicente de Boim."

Nota: 
Informações retiradas de:
"Heráldica & Genealogia", Caderno do Museu, Penafiel, Museu Municipal nº. 5, 1999
Livro 2º de Registo das Cartas de Brasão de Armas, fls. 73v, no Cartório da Nobreza - ANTT

25 de junho de 2011

Afonso e Cunha - Palácio do Freixo - Porto

Rua do Freixo, Campanhã, Porto - Portugal

O edificio onde se insere este brasão foi mandado construir, em meados do séc. XVIII, pelo cavaleiro de Malta, Vicente Távora e Noronha, tendo sido habitado posteriormente por outros descendentes. Até que em 1850 foi vendido a um negociante, António Afonso Velado que em 1866, foi condecorado Barão do Freixo e três anos mais tarde Visconde do Freixo.
Este titular fez substituir, no seu palacio as pedras de armas que nele existia - armas dos Tavoras, pelas suas próprias, escudo partido de Afonso e Cunha. 
Descrição do brasão:
         - Escudo: Francês ou Quadrado
         - Formato: Partido, sendo o 1º também partido
         - Leitura: I - Afonso e Velado, II - Cunha

21 de junho de 2011

Quinta da Amoreira - Mouriz


Rua da Amoreira, 64, Mouriz, Paredes - Portugal

São Romão de Mouriz deve o seu nome aos mouros: Alqueidão, nome dum lugar de Mouriz, é árabe ou mouro.
Outro vestígio dos mouros é o nome do lugar de Amoreira que parece derivar de A. Moureira (lugar de muitos mouros ou mulher moura) tendo casa brasonada onde existem duas estátuas em granito com a figura de um chefe ou rei mouro, e de uma mulher moura, "a Moureira" sobre o portal.
As referidas estátuas, conforme documentado na foto, subsistem nas respectivas peanhas, encimando as pilastras que sustentam um frontão contracurvado tardo-barroco.

Situação singular, a Casa encontra-se ainda na posse de um descendente dos fundadores iniciais (Séc. XIII) ao qual mereceu a CBA, datada de 1802, de António de Lemos Coelho Ferraz de Sousa Rebelo e Vasconcelos.
Fotos de Francisco de Lemos Peixoto, ao qual agradeço

A pedra de armas assenta sobre o portal de entrada com a seguinte descrição:
forma - de fantasia
leitura - esquartelado
I - Sousa (do Prado)
II - Coelho
 III - Lemos
IV - Ferraz
Elmo tarado de perfil
Timbre de Coelho
diferença: uma brica de um farpão de ouro

Recentemente recebi contacto cujo conteúdo apresento e agradeço ao Dr. Cristiano Marques Costa que me ajudou a acrescentar mais informação sobre a família e sobre a pedra de armas, e do qual já efectuei as respectivas correcções.
Acrescenta o seguinte:
"Esta casa pertenceu ao Dr. Francisco de Lemos da Silva Peixoto, presidente da Câmara Municipal de Paredes, filho de Francisco Ponciano da Silva Peixoto, de Penafiel, e de Engrácia Coelho de Lemos Ferraz, filha do tabelião Jerónimo de Lemos Coelho Ferraz, desta casa, solteiro, e de Ana Ermelinda, solteira.
Engrácia era irmã do Dr. Albino de Lemos Coelho Ferraz, também presidente da Câmara Municipal de Paredes. Por sua vez, Jerónimo era filho de José Luís Coelho de Lemos e de Clara Maria Moreira Pacheco da Cunha." 
Fotos de Francisco de Lemos Peixoto, ao qual agradeço

A propriedade apresenta-se murada em todo o seu limite e é constituída por uma habitação principal, com capela anexa, lagares e eira, espigueiro, tanque, assim como de um edifico secundário destinado a alojamento de caseiro, armazenamento de produtos e alfaias agrícolas, cortes para gado.
A construção do núcleo da habitação data os princípios do séc. XVIII, incluindo da pequena capela, referenciada nas Memórias Paroquiais de 1758, em estilo barroco, de que são exemplos a fachada principal e o altar em talha dourada.
Na entrada da propriedade destaca-se o portão principal o qual se apresenta armoriado e encimado com duas estatuetas em granito representando a "Amoureira" e "Mouriz".
Fazem parte deste conjunto, duas janelas adossadas nos panos laterais do muro que enquadram o portão.
A "Casa da Amoreira" foi alvo de obras de restauro e conservação que não alteraram a estrutura da construção inicial, mantendo-se como um importante exemplo da típica casa rural minhota, construída na melhor tradição de fidalguia terra tenente do Portugal de Setecentos.



Fotos de Francisco de Lemos Peixoto, ao qual agradeço


Informação retirada de:
Monografia de Paredes de Dr. José de Barreiro
Agradeço a algumas observações como complemento a anónimo, e aos confrades, Manuel Guilherme Vasconcelos, a Eduardo Mascarenhas de Lemos a Pedro Bingre do Amaral e a descendente da família Francisco de Lemos Peixoto  que em troca de informação no Facebook permitiu adicionar informações relevantes sobre a família e a casa.


18 de junho de 2011

Placa de Rua - Porto

Rua Conde de Vizela, Porto - Portugal
(Antiga Rua do Correio e Rua do Correio-mor)

"Conde de Vizela (Carlos Cabral), herdeiro de um respeitável, honrado, distinto, que foi um dos impulsionadores fabris de Portugal e que sobremaneira se destacou pela sua acção. Está aí a atestá-lo a grande fábrica do Rio Vizela, honra a Industria Portuguesa.
O actual Conde de Vizela, inteligente como o seu Pai, tem sabido encarnar as primorosas qualidades que o adornavam e tem feito uma obra de assitência social marcante, digna de todos os louvores." (Notícia publicada no Almanaque Ilustrado de Fafe, em 1939)
Carlos José Cabral (1895-1968), visionário que promoveu a construção da Casa de Serralves, paradigma da Art Déco, em Portugal. 

12 de junho de 2011

Caves de Vinho do Porto "Calém" - V.N. de Gaia

Av. Diogo Leite (marginal de Gaia), V. N. de Gaia - Portugal

Fundada em 1859, por António Alves Cálem, a Porto Cálem permaneceu na mesma família durante quatro gerações e sempre prestou grande atenção à produção de Vinhos do Porto de qualidade, resultando num reconhecimento por parte de todo o Mundo do Vinho. No seu início, dedicava-se à exportação de vinhos para o Brasil em troca de madeira exótica, com frota própria, símbolo ainda hoje presente no logotipo da empresa: a Caravela.
O brasão segue a linhagem da familia "Beleza de Andrade" que está associada à familia Calém.
É um escudo francês ou quadrado, partido, com leitura de:
I - Beleza
II - Andrade
Virol e Timbre de Beleza
Elmo está voltado a direita, a 3/4, com grelha
Paquife com plumas 
Pedra em mármore aplicado sobre porta de entrada