NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

3 de junho de 2012

Brasão em fachada de prédio - Porto

Rua de Stª. Catarina, nº 53, Stº. Ildefonso, Porto - Portugal

Este brasão, em marmore, encontra-se numa das ruas mais emblemáticas da cidade do Porto e infelizmente de nada se sabe sobre a sua origem. A unica definição simbólica da pedra de armas é que será do séc. XIX, sendo o seu escudo francês ou quadrado e está esquartelado. Na sua leitura verifica-se que o I e IV será dos Sousa (do Prado), o II, dos Tavares e o III, de Queiroz.
Para além disso o elmo não tem paquife e contempla um timbre dos Sousa.
A quem souber mais detalhes sobre este brasão de familia e a sua origem deste edificio ficar-lhei grato por me transmitir algo sobre ele.

19 de maio de 2012

Brasão de armas em fachada - Porto


Largo de Nevogilde, 229, Porto - Portugal

Este brasão é o único existente na cidade do Porto executado em azulejaria. Está aplicada numa casa centenária e insere-se numa antiga quinta agrícola, pois tudo leva crer pelas construções existentes serem de carácter rústico e rural.
Está toda murada e contem portais de entrada para a quinta, próprias da época bem como de alguns acessórios interessantes, como por exemplo um nicho na fachada, de um padrão, e trabalhos de azulejaria decorativas.
Desconhece-se a origem da casa e brasão, bem como das suas definições heráldicas. Pelas figuras lá representadas leva-me a direccionar para famílias com o nome de "alão?", pelas representação de figuras de lobos/cães.
Agradeço a quem souber algo sobre esta casa e brasão que me seja fornecida e ficar-lhe-ei grato por isso.
Posteriormente a estes comentários, e grato a pessoas dedicadas pela descoberta e memórias antigas, foi-me dado um caminho sobre a história da família desta casa, ver o site de familiar (http://genealogias.info/1/upload/lacerdas_lobos_da_vacarica.pdf).
Quanto ao brasão, existe um igual da mesma família, com origem na Casa da Vacariça, na Mealhada, Aveiro, os Botelho Lacerda Lobo. O brasão é cortado e está constituído em I - Lobos e partido em II - Cabrais e Barbosa, tem o timbre de Lobo, sobre o elmo.
A casa remonta o séc. XVIII que através de casamento de seus herdeiros com um negociante abastado, do Porto, Jaime de Andrade Vilares (das bolachas Vilares), passou a casa a pertencer aos Botelhos Lacerda Lobo Vilares.
Está designada de Quinta de Nevogilde ou do Padrão, cujo marco - Padrão, está apenso ao muro lateral com uma designação "NEC ADDO - NEC ABDO" - que traduzido quer dizer: nem dou, nem tiro. (podem ver neste blogue em Diversos 4)

16 de maio de 2012

Gravura cruciforme em rocha - Baltar


Serra de Muro, Veloto ou Loto, lugar da Gralheira, Baltar, Paredes - Portugal

Há muitos anos tinha a certeza de ter vizualizado esta cruz numa rocha, de uns terrenos de meu avô.
Passados, cerca de 35 anos, finalmente voltei a encontrá-la, pois foi uma marca que me ficou na memória. Agora que a descobri continuo sem saber o seu significado.
Lembro que nesta serra existe uma povoação castreja, mas não sei se terá alguma correlação.
Também me foi dito que poderá ser uma marca divisória de limite de terreno, o que acho estranho pois foi a unica marca que vi em toda a minha vida por aqueles montes.
Mas a minha duvida persiste, porquê nas suas partes extremas terminarem numa forma redonda? E qual o seu significado?
Agradeço a quem possa saber que me ajude a tirar uma duvida que tenho desde a minha infância.

Finalmente! Um ano depois, e por mero acaso inscrevi-me num curso livre de Arte e História da cidade do Porto. Como primeira sessão, o tema era Porto Antigo, cujo período referenciado era a das origens do povoamento ao período romano, incidindo desde os 1000 anos a.c. até aos 400 anos d.c.
Esta "aula" foi dada por um professor doutor Armando Coelho, da faculdade de Letras, de que nunca tinha ouvido falar, mas muito conceituado por toda a gente da área da arqueologia, historia, letras, etc... (peço desculpas pela minha ignorância).
Quero então eu dizer, que no decorrer da sua palestra e no desenvolvimento da evolução da cidade, isto é, "civitas" do Porto é abordada a temática da civilização "castreja" que proliferaram por todo o Noroeste do País e Galiza.
A cidade do Porto teve o seu núcleo no morro da Sé, cuja características administrativas e territoriais se localizavam na margem direita do rio Douro e se influenciavam para o seu interior abrangendo as terras da Maia, Paços de Ferreira, Penafiel e Gondomar sendo o pressuposto da sua civilização definida por três ordens: crença/religiosidade, fertilidade e produtividade.
Esta área territorial está caracterizada de Callecia (Callaeciae), também conhecidos pelos Calaicos.
A "Cal" - significado de pedra, fortaleza, duro, e acaba etimologicamente por decair em Calle, designação da cidade do Porto, na época antiga.
Na mesma palestra vem, o Dr. Armando Coelho, também dar a conhecer ao auditório de uma recente descoberta, de uma cruz, perto do castro de Vandoma/Baltar, que acrescenta na sua fundamentação ser a centralidade do território deste núcleo Calaico, que é Vandoma.
Ora, Vandoma, segundo a sua definição - "Casa de Deus", terá sido o motivo simbólico que deu origem à padroeira da cidade do Porto, tendo sido direccionado, ao longo do tempo, para a cidade do Porto por se ter tornado de maior predominância económica e estratégica (ver nota à parte).
Quanto à "cruz", o Dr. Armando Campos, defende que a sua simbologia pretende significar a divisão do nucleo em quatro unidades estruturais, a área do Porto - Cal (pedra); a da Maia - Mad (terra); a de Paços de Ferreira - Fid (floresta) e Anegia (abarcando as terras do Vale do Sousa, isto é, de Penafiel, Marco, Gondomar e Paiva).
Espero ter sido esclarecedor com esta exposição, sendo que poderei não ter sido perfeito em virtude de poder estar a introduzir alguns conceitos com desvios e incorrecções, contudo aqui fica algo de novo.
(agradecimento especial ao Dr. Armando Coelho e à Drª. Maria Antónia por terem divulgado e difundido esta nova marca cruciforme no conceito "castrense" centralizada nesta região com valorização do concelho Paredes).


Nota à parte:
A tese acima referida pelo Sr. Dr. Armando Coelho pretende fazer cair por "terra" todo o conceito generalizado sobre a origem da padroeira do Porto, Nª. Srª. de Vandoma, conforme é descrito neste texto retirado da Wikipédia.

"Nossa Senhora do Porto (ou Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação) ou Nossa Senhora de Vandoma é uma das invocações à Virgem Maria na Igreja Católica.
A devoção tem sua origem em um episódio conhecido como Armada dos Gascões, ocorrido em Portugal no período da Reconquista. Terá surgido por volta do ano 990, na altura em que o nobre português D. Munio Viegas liderou uma armada de cavaleiros originários da Gasconha que, ao desembarcarem na foz do rio Douro, combateram os mouros que dominavam a região do Porto. Junto com os gascões estava o bispo da localidade francesa de Vendôme D. Nonego, que segundo de crê trouxera consigo uma cópia da imagem de Nossa Senhora que havia na Catedral de Vandoma.
Segundo a tradição, D. Munio e os franceses, após a vitória sobre os mouros e a retomada a cidade, reergueram as muralhas da cidade. E nelas tinha como uma das saídas principais, da fortificação a chamada porta de vandoma onde terá sido colocada a referida imagem de Nossa Senhora de Vandoma, atualmente exposta na Sé do Porto, para o recordar.
A cidade consagrou a Nossa Senhora de Vandoma como sua padroeira, devoção que até hoje ilustra o brasão de armas do Porto.
A imagem foi venerada pela população, que a levou a percorrer as suas ruas em procissão, principalmente durante os períodos de epidemias que assolaram o Porto e regiões vizinhas."
(texto retirado da Wikipedia)


13 de maio de 2012

Casa da Agrela, Duas Igrejas

Rua da Agrela, Duas Igrejas, Paredes - Portugal
Do que há memória a casa e quinta pertenceu ao Capitão António José Ribeiro Leal, natural do Porto, tendo casado com Joana Aurélia da Silva,
Esta Quinta da Agrela, com solar brasonado e capela, ainda existentes, foi herança do primeiro matrimónio do Capitão António José Ribeiro Leal com a senhora Dona Miquelina de Sousa Coelho de Barbosa, filha do Capitão Domingos de Sousa Rodrigues e de Dona Maria Clara Rosa Coelho de Barbosa.
Este brasão insere-se numa entrada lateral à casa, existindo um outro na fachada da habitação, de estilo feminino, com outra titularidade.
O brasão apresenta o seguinte descritivo:
forma: português ou boleado
leitura: esquartelada
I - Ribeiro
II - Cunha (?) Moreira (?)
III - Barbosa (pouco legivel ?)
IV - Ilegivel
Elmo tarado a 3/4 à direita, com paquife com plumas
Timbre Ilegivel
O escudo assenta sobre caixilho

Em 5/1/2014, através do facebook, Francisco Gama, acrescenta o seguinte.

"Esta casa pertenceu a Miquelina Coelho Barbosa, natural de Deus Igrejas. Casou com o capitão António José Ribeiro, natural da freguesia da Vitória, Porto, faleceu a 22/01/1856 em Duas Igrejas, filho de António José Ribeiro Leal e de sua mulher Ana Joaquina S. Boaventura, moradores na rua de Trás, freguesia da Vitória. Tiveram pelo menos uma filha Francisca Carolina Leal que casou com um Narciso José Moreira Lopes. Não sei se este casal foi dono da casa. Sei que o dito capitão casou e 2ª núpcias com Joana Aurélia da Silva, natural da freguesia de Santo Ildefonso, faleceu a 25/05/1883 em Duas Igrejas, filha de Estevão António da Silva e de sua mulher Mariana Felizarda da Costa, moradores na rua do Almada, Porto".
Agradeço as informações prestadas, pois ajudam a incluir mais informação a estas casas e brasões.

6 de maio de 2012

Fonte da Srª. de Campanhã - Porto

Rua de Bonjóia, Campanhã, Porto - Portugal
Conta a lenda que em 1722, um ano de grande seca, os habitantes de Campanhã fizeram uma procissão em honra a nossa Senhora.
A imagem caiu do andor e partiu uma mão e no local da queda brotou água no dia seguinte.
A fonte que então nasceu existe ainda na Rua de Bonjóia, com algumas alterações depois da construção da Via de Cintura Interna do Porto.
Existe também um cruzeiro em memória do milagre e uma capela que foi inaugurada em Julho de 1967, perto da mesma fonte.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_Campanh%C3%A3)



29 de abril de 2012

Brasão desconhecido - Porto

Rua de S. Pedro de Miragaia, 32, Miragaia, Porto - Portugal

Caros amigos, acabo de descobrir mais um brasão na minha cidade querida. Para meu desgosto encontra-se numa das muitas ruas e vielas do interior, da cidade do Porto antigo.
Está colocada numa fachada de um de prédio abandonado que nada vê e nada se sabe.
As suas origens, segundo Armando de Mattos, grande historiador de heráldica, da época de 40, descreve-o como simbolo da época do séc. XVII, seguindo as tradições das cartas de armas do século anterior, e na sua composição heráldica ele classifica-o de brasão esquartelado e com  a leitura de Rocha, Ferreira (?) e Barbuda (?). Nota-se que o escudo se encontra inclinado, nada habitual na representação heráldica.
Refere ainda que seu timbre é de Rocha, e em regra tem sempre o nome do 1º quadrante. Por fim define-o com um bom desenho.
Peço a quem souber mais alguma informação sobre esta peça, que tende a desaparecer, que me seja enviada para o meu blogue ou e-mail.
Grato.

25 de abril de 2012

Distico na fachada de prédio - Porto

Rua do Loureiro, 58 - Sé, Porto - Portugal
Estas placas encontram-se fixadas em prédios que se encontram seguros, por empresas seguradoras, na cidade do Porto. Cada simbolo pretende identificar a companhía seguradora de modo publicitário e demonstrar todo o cuidado demonstrado por parte do proprietário, como seu bem imóvel, perante a cidade. Creio que este distico tem as suas origens nos finais do séc. XIX.

5 de abril de 2012

Fossa do Mosteiro de Vilela - Paredes


Av. Nª. Srª. de Fátima, Vilela, Paredes - Portugal
O complexo conventual do Mosteiro de Santo Estêvão de Vilela fica situado na freguesia de Vilela, antiga sede de um convento consagrado a S. Estêvão, dos cónegos regrantes de S. Agostinho, fundado nos princípios do século XII.
O Convento de Vilela desenvolve-se paralelo à igreja com o mesmo nome, em três alas, formando um pátio central. A ala perpendicular à torre do lado da Epístola, considerada a mais antiga, apresenta fachada com uma das portas coroadas por um complexo conjunto curvilíneo, um frontão em acento circunflexo, em cujo vértice se encontra um óculo hexagonal. A ala paralela à igreja destaca-se pelo corpo central que, no alçado aberto para o pátio, é mais saliente e rasgado por um conjunto de cinco arcos ao nível do andar superior, antecedido por escadaria de lanços convergentes. Edifício de dois pisos com estrutura em alvenaria de granito, paredes rebocadas, vãos, cornijas e sacadas em cantaria.
Na esquina da ala poente com a ala principal localizam-se, em toda a sua prumada, todos os espaços definidos para efeito de serviços sanitários por onde se  faziam suas descargas, livremente e graviticamente, para um espaço designado de fossa.
Como se pode visualizar nas fotos, a água proveniente de um tanque, nas traseiras do mosteiro, era direccionado através de um caneiro exterior e canalizado para o seu interior (quando desse jeito) onde lavariam os dejectos acumulados, e circulariam pelo percurso todo em granito que por sua vez eram levados pelo canal exterior para servir de rega/adubação das terras mais proximas, que lhes pertenciam.

1 de abril de 2012

Casa do Além - Bitarães

Rua do Além, Bitarães, Paredes - Portugal

O brasão apresenta o seguinte descritivo:
forma: fantasia
leitura: esquartelada
I - Pinto
II - Sousa (do Prado)
III - Freire de Andrade
IV - Malheiro
Timbre de Pinto (um leopardo)
Elmo tarado à direita, sem paquife
Timbre - Leopardo
O escudo está assente na esquina da casa

O historiador Belmiro Augusto de Oliveira escreveu que "os Malheiros de Coura descendem dos Malheiros da Costilha e estes descendem e representam os Malheiros de Vila Nova de Cerveira que eram cavalleiros proffessos na Ordem de Christo em 20 de Maio de 1737…". O historiador vai mais longe, até ao século XV, onde surge Álvaro Pitta, escudeiro fidalgo, por El-Rei D. João I.
O actual brasão foi trasladado da quinta adjacente, da Casa de Coura que fora vendida e colocado nesta casa, também pertença de sua familia.
A actual propriedade é pertença, por herança, de Jorge Maria Fontoura de Queirós Malheiro, antigo Presidente da Câmara de Paredes (1977-1993), e serve de Quinta para eventos. Merece destaque o seu jardim, a adega e as cavalariças.
Como comentário pessoal, chama-se a atenção que até à data foi o único brasão colorido, afixado em fachadas e portais, descoberto ao longo destas minhas visitas/roteiros, no distrito do Porto.
A sua forma não é a mais usual, sendo esquartelada, isto é partida e cortada, repartindo em 4 nomes que aparentemente não se relacionam na sua totalidade com a família e que na minha opinião se referem aos: I - Pintos; II - Sousa (do Prado); III - Freire (?) e IV - Malheiro (?)
(partes de :www.verdadeiroolhar.pt e alinhamentos.blog.sapo.pt)

Na obra "O Brasão de Armas da família Malheiro", de Artur Norton, (separata do Almanaque de Ponte de Lima, 1980), descreve as origens dos Malheiros e apresenta algumas pedras de armas que se apresentam por Ponte de Lima, tendo o seu representante criado o Casa ou Morgadio de Pormachão, e na Igreja de Cinfães aparece igualmente um símbolo de Malheiro, onde são descritas as armas cuja singularidade não são actualmente as normalizadas nas obras mais relevantes de armaria portuguesa.
Contudo, a sua descrição assemelham-se ao IV quadrante da peça acima apresentada no seu conteúdo mais lato, de duas cruzes latinas e carregadas de 6 (?) estrelas, de 5 pontas. Contudo fica a duvida da sua simbologia apresentada nesta peça. 

25 de março de 2012

Fonte da Arrábida - Porto


Rua Barão de Nova Sintra, Bonfim, Porto - Portugal

"Construída por ordem da Companhía Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no sopé do monte do mesmo nome, para aproveitamento de um fio de água cristalina, fresca e muito pura que brotou espontaneamenteda rocha quando da construção do cais que vai de Massarelos à Arrabida. Localizada perto da fundição da Arrábida esta primeira fonte foi substituida por uma segunda e transferida para os SMAES em 1948".
 À rua, lhe foi dado o nome, e ao seu palacete (Barão de Nova Sintra) se encontra sedeado os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento.
A este belo edificio e aos seus excelentes jardins, praticamente desapareceram ou se encontram adulterados da sua origem, contudo temos de elogiar a exposição dos diversos fontanários e fontes que existiram pela cidade do Porto, atitude que bem dignifica a edilidade em perpetuar o de mais belo património existentes nos ultimos séculos nesta cidade.
Apresentaremos nas proximas apresentações ainda mais elementos graniticos lá existentes e que merecem uma visita.

24 de março de 2012

Fonte do Ribeirinho - Porto


Rua Barão de Nova Sintra, Bonfim, Porto - Portugal

"Construída (ano de 1790) na confluência das actuais ruas de Cedofeita e da Boavista para aproveitamento da água de um pequeno ribeiro ali existente, daí o nome fonte do Ribeirinho. O nome alternativo de fonte dos Ablativos deve-se à inscrição nela existente conter 12 ablativos".
À rua, lhe foi dado o nome, e ao seu palacete (Barão de Nova Sintra) se encontra sedeado os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento.
A este belo edificio e aos seus excelentes jardins, praticamente desapareceram ou se encontram adulterados da sua origem, contudo temos de elogiar a exposição dos diversos fontanários e fontes que existiram pela cidade do Porto, atitude que bem dignifica a edilidade em perpetuar o de mais belo património existentes nos ultimos séculos nesta cidade.
Apresentaremos nas proximas apresentações ainda mais elementos graniticos lá existentes e que merecem uma visita.

15 de março de 2012

Brasão armoriado não identificado, Porto

Prespectiva do local
 Antes
Depois
Cemitério da Lapa, Cedofeita, Porto - Portugal
Este brasão encontra-se no cemitério da Lapa, não tendo sido possivel, até à data, reconhecer a origem familiar. Contudo foi colocado para demonstrar aos colegas da minha esposa de que de facto me desloquei ao local para limpá-lo conforme se pode ver pelo sua comparação.
Julgo que agora já está mais visivel e adequado para o objectivo que o levaram a lá colocar.

acrescento comentário enviado por Manuel Lima, que merece a leitura e permite acrescentar mais informação sobre esta peça, da qual agradeço publicamente pelo cuidado que teve.

"No lugar de Esteiró, freguesia de Vilarelho, em Caminha, situa-se a Casa de Esteiró. Na parede do edifício, virada ao jardim, encontra-se um brasão, em granito, possivelmente do séc XX, que apresenta os mesmos apelidos que esse da Lapa (I e IV – Moreira; II – Correia e III – Ribeiro. Timbre de Moreira). 
A Casa possui uma mata formada por árvores de diferentes qualidades criada pelo Visconde de Negrelos, que a vendeu, no final do séc. XIX a D. Mariana Isabel Correa de Lima Barreto, sogra que foi do 1.º Visconde de Guilhomil, nascida a 8/01/1840, no Porto e falecida na Foz do Douro a 27/06/1923. Era filha de Manuel Urbano de Lima Barreto e de Isabel Júlia Correia Moreira Ribeiro, vindo a casar com João Correia Moreira Ribeiro Pinto Coelho Brandão. Tiveram uma filha, Mariana Teodora Correia Moreira de Lima Barreto que veio a casar com o 1.º Visconde de Guilhomil e da qual provém os apelidos mencionados no brasão.
A Casa e a mata pertencem hoje a José Manuel Peixoto de Vilas Boas de Vasconcelos e Faria, embaixador de Portugal, provinda da Viscondessa de Guilhomil D. Mariana Teodora Correia Moreira."

Obrigado

12 de março de 2012

Fonte do Pelicano, Porto

Largo de Dr. Pedro Vitorino, Sé, Porto - Portugal

Construída no séc. XVII, junto à capela do Senhor dos Passos, foi transferida para o local actual, junto à Sé, aquando das transformações urbanisticas da década de 1940.
A sua estrutura assemelha-se às portadas das casas nobres do Porto do séc. XVIII, com um enquadramento feito por figuras femininas e ao centro destacando-se um pelicano e as armas reais no seu topo superior.
Também conhecida por fonte de S. Sebastião, por se encontrar junto à rua com esse nome e de fonte da Rua Escura, donde foi tranferida.

29 de fevereiro de 2012

Brasão do Conde de Moser - Porto


Largo da Maternidade de Julio Dinis, Massarelos, Porto - Portugal

Localiza-se no cemitério tipico inglês, no Porto, que se destaca pelo seu aspecto romântico. Cemitério privativo hoje sem grande uso corrente. Encontram-se aqui as sepulturas de muitas das famílias ligadas ao Vinho do Porto, mas também, famílias germânicas e de outras nacionalidades de credos protestantes. Destacam-se os mausoléus de Eduardo Moser ( o Conde de Moser ), grande negociante estabelecido no Porto, bem como o do cônsul John Withehead, erigido em 1820 e fundador do cemitério, o qual ocupa a posição central do recinto. Chamam a atenção  os mausoléus de Diederich Feuherheard, Edward Kebe, Frederick Brindle ou Frederick Jebb, até porque a relativa monumentalidade destes contrasta com as pequenas estelas, típicas da arte funerária britânica. Neste cemitério encontra-se, também, o túmulo do Barão de Forrester.

11 de fevereiro de 2012

Brasão armoriado em cemitério, Porto

Cemitério do Prado de Repouso, Bonfim, Porto - Portugal

Este brasão encontra-se em jazigo, no cemitério do Prado de Repouso, e pertence ao Marechal Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira (1763-1833), designado Marechal de Campo e Reais do Exercito e Comandante de armas da Província do Minho.

4 de fevereiro de 2012

Placa de rua - Leça do Balio

Leça do Balio, Matosinhos - Portugal
Frei Jerónimo de Brito e Melo (séc. XVII) Frade-cavaleiro, membro da Ordem de Malta e foi fundador da Igreja de São João Baptista, em Palmela, no século XVII.

22 de janeiro de 2012

Brasão da Casa da Agrela, Duas Igrejas

Rua da Agrela, Duas Igrejas, Paredes - Portugal

O brasão desta fotografia por ter um formato em paralelograma perfeito, com os quatro lados iguais, é designado de Lisonja. Na heráldica portuguesa e da maioria dos países europeus é o formato de escudo privativo das senhoras que não sejam titulares ou chefes de família.
Não tenho conhecimento da existência de outro brasão familiar feminino no País e por isso entendo ser importante transmitir e expor um simbolo tão raro.
Embora este brasão se insira na frontaria da casa, existe um outro, noutra entrada lateral, com outra titularidade.
Do que há memória a casa e quinta pertenceu ao Capitão António José Ribeiro Leal, natural do Porto, tendo casado com Joana Aurélia da Silva,
Esta Quinta da Agrela, com solar brasonado e capela, ainda existentes, foi herança do primeiro matrimónio do Capitão António José Ribeiro Leal com a senhora Dona Miquelina de Sousa Coelho de Barbosa, filha do Capitão Domingos de Sousa Rodrigues e de Dona Maria Clara Rosa Coelho de Barros e Barbosa.
Provavelmente a sua titularidade vem da linhagem feminina, dos antepassados dos Coelho Barbosa, no 2º quadrante - os Coelho e 4º quadrante - os Barbosa, conforme se comprova.
Verifica-se que no 1º e 3º quadrante (parte esquerda de quem vê) se encontra sem qualquer simbolo familiar, significa que a representante seria solteira e que seria o local que adaptaria o nome de seu esposo. Já na parte direita de quem visualiza, representam os nomes dos seus pais.

Em 5/1/2014, através do facebook, Francisco Gama, acrescenta o seguinte.

" Esta casa pertenceu a Miquelina Coelho Barbosa, natural de Deus Igrejas. Casou com o capitão António José Ribeiro, natural da freguesia da Vitória, Porto, faleceu a 22/01/1856 em Duas Igrejas, filho de António José Ribeiro Leal e de sua mulher Ana Joaquina S. Boaventura, moradores na rua de Trás, freguesia da Vitória. Tiveram pelo menos uma filha Francisca Carolina Leal que casou com um Narciso José Moreira Lopes. Não sei se este casal foi dono da casa. Sei que o dito capitão casou e 2ª núpcias com Joana Aurélia da Silva, natural da freguesia de Santo Ildefonso, faleceu a 25/05/1883 em Duas Igrejas, filha de Estevão António da Silva e de sua mulher Mariana Felizarda da Costa, moradores na rua do Almada, Porto".
Agradeço as informações prestadas, pois ajudam a incluir mais informação a estas casas e brasões.

18 de janeiro de 2012

Candeeiro interessante - Porto

Rua das Flores, 171 a 177, Vitória, Porto - Portugal
Este candeeiro é uma peça com caracteristicas interessantes. Pena é que a foto teve "pouca luz" e saiu sombria. Numa oportunidade darei mais realce.




Eis a versão "com luz" de um candeeiro com destaque numa rua da cidade...e por outro angulo visual.

16 de janeiro de 2012

Sepulturas medievais - Bitarães


Rua da Igreja de Bitarães, Bitarães, Paredes - Portugal

Encontram-se expostas 2 peças medievais em redor da Igreja Matriz de S. Tomé, em Bitarães. Esta é uma delas onde se vislumbra o recorte na pedra de granito, com a silhueta de um corpo humano para ser sepultado no seu interior.

8 de janeiro de 2012

Orgão do Mosteiro de Arouca

Av. 25 de Abril, Arouca - Portugal

De acordo com as fontes documentais, foi fundado na primeira metade do século X, como um pequeno mosteiro habitado por uma comunidade religiosa sob a invocação de São Bento de Núrsia.
Recebeu carta de couto no século XII, período que definiu o carácter de centralidade deste cenóbio na vida política e administrativa da região. Desde 1154 passou a ser habitado apenas por religiosas.
A sua importância revigorou-se com o padroado da Beata Mafalda de Portugal, efémera rainha de Castela, que aqui viveu entre 1220 e 1256. Filha de Sancho I de Portugal e de Dulce de Aragão, em 1215 foi celebrado o contrato de seu casamento com Henrique de Castela. Diante do falecimento deste, porém, com 13 anos, Mafalda regressou a Portugal sem que o casamento se houvesse consumado, mas com o título de rainha. Seu pai, doou-lhe o Mosteiro de Arouca. Mafalda faleceu em 1 de maio de 1256, e encontra-se sepultada em Arouca.
Em termos materiais, foram muitas as dádivas do seu erário que transitaram para o domínio da instituição e terá sido por sua vontade que a comunidade monástica adoptou, em 1226, a regra de São Bernardo de Claraval, sendo como mosteiro cisterciense da ala feminina que se registaram os principais passos da sua história.
Ao longo de sua existência secular, o mosteiro viveu períodos de grande desafogo económico que, de algum modo, se reflectiram na procura de peças artísticas de grande qualidade, boa parte das quais ainda se mantêm.
Na época moderna o conjunto foi reconstruído e ampliado desde o final do século XVII. Um grande incêndio destruiu grande parte do mosteiro em 1725, tendo os trabalhos de reconstrução se estendido até aos últimos anos do século XVIII, conferindo-lhe a sua actua feição. Entre os artistas que contribuíram para o seu brilho, destacam-se Diogo Teixeira, Carlos Gimac e Miguel Francisco da Silva.
Mafalda foi beatificada em 1792.
Com a extinção das ordens religiosas no país (1834), o convento e todo o seu património passaram para o Estado Português. Às freiras que viviam no convento manteve-se o direito de residência até ao falecimento da última, que ocorreu em 1886. A partir de então, os seus bens transitaram para a Fazenda Pública, abrindo-se um período de utilizações diversas deste amplo conjunto edificado. Manteve-se, contudo, o espólio artístico, recolhido no Museu de Arte Sacra, entretanto aí instalado.
Da construção original apenas chegaram até nós algumas pedras aproveitadas numa parede do edifício dos séculos XVII e XVIII.
Em nossos dias o IPPAR tem vindo a proceder a pequenas obras de recuperação e restauro, indispensáveis e preparatórias da grande empreitada em agenda, e que visa modernizar o Museu de Arte Sacra, implementar um modelo de gestão que garanta a qualidade e a continuidade dos serviços a prestar, e dar novo impulso ao Centro de Estudos, constituído em torno do espólio documental de D. Domingos de Pinho Brandão.

Esta foto foi tirada no final das obras do ultimo restauro do órgão (ver canto superior direito) de tubo do Mosteiro, tendo sido investidos 380 mil euros, e cujo concerto de inauguração desse restauro teve lugar em Maio de 2009, Arouca ficou mais valorizada no seu património e com excelentes condições para promover eventos culturais com este rara peça da organaria portuguesa.




1 de janeiro de 2012

Cruzeiro com Cruz de Malta, Cete


Largo de Nª. Srª. do Vale, Cete, Paredes - Portugal
A ermida da Senhora do Vale teve origem numa construção românica do século XIV da qual restam, ainda, alguns elementos, como o arco triunfal que, no interior, articula a nave com a capela-mor. A fachada, antecedida por uma galilé com púlpito de cantaria, é marcada pela abertura de um portal em ogiva, com duas arquivoltas assentes em colunas de capitéis decorados e pedra de fecho com uma representação figurativa.
A classificação inclui, apenas, o cruzeiro que lhe é fronteiro e que deveria ser contemporâneo da primitiva ermida do século XIV. É uma estrutura muito simples, que se desenvolve sobre três degraus circulares. A coluna, de fuste hexagonal termina numa cruz de Malta de dimensões consideráveis.
Não se sabe se o cruzeiro definia apenas um espaço religioso no exterior da ermida, ou se a imponente cruz de Malta que o remata impunha visualmente o domínio efectivo desta Ordem na região. A verdade é que, ainda hoje, a monumentalidade deste símbolo se impõe, face a uma pequena ermida de grande depuração e, certamente, objecto de intervenções ao longo das centúrias.