NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

18 de junho de 2017

Casa da Barrosa (2) - Viana do Castelo

foto retirada de: olharvianadocastelo.blogdspot,pt

Rua Manuel Espregueira, 87



Descrição Heráldica:

O brasão foi concedido ao Visconde da Barrosa.
É um escudo de fantasia, ovalado.

Partido: I - Barbosa (com variações dos esmaltes): de ouro, com uma banda de vermelho, carregada com três crescentes de prata, acompanhada por dois leões de negro trepantes, armados e lampassados de vermelho, um em chefe e outro em ponta; II - Melo (com variações dos esmaltes): de vermelho com uma dobre-cruz (cruz de duplo transepto) de ouro, acompanhada de seis besantes de prata nos vãos; bordadura também de prata; Elmo de prata a 3/4 tauxeado de ouro e forrado de azul; virol e paquifes de ouro e vermelho; Timbre: águia de negro aberta, armada de ouro e gotejada de prata; coronel de Visconde; correias de vermelho perfiladas de ouro. Tachões de ouro.

Foi 1º Visconde da Barrosa, José Ribeiro Lima da Costa Azevedo. Livri X, fl 117, Mercê Nova, foi agraciado, por carta régia de 10 de setembro de 1892, com o título de Visconde e por Alvará de 17 de junho de 1901 sendo-lhe concedido brasão novo.
Este título foi criado por D. Carlos I.
José Ribeiro Lima da Costa Azevedo (8 de julho de 1851 - 30 de novembro de 1925, Vila Franca de Lima, Viana do Castelo).
Foi filho de António Luís da Costa Azevedo e de Joana Rodrigues Ribeiro Lima, senhores da casa de Vila Meã, em Vila Frescaínha de São Martinho.
Casou-se com António Martins, de quem deixou geração e constituiu-se senhor das casas da Barrosa, de Vila Meã, e da Casa da Laje, ainda hoje de propriedade da família Costa Azevedo.
vista frontal

vista da fachada

Viana do Castelo - Origens:

"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luis de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (família desconhecida) - Travessa da Victória, n.º 8
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219 
28 - Casa dos Boto e Calheiros - Rua da Bandeira, n.º 124

retirado de:
- https://pt.wikipedia.org
- olharvianadocastelo.blogspot.com
- http://www.cm-viana-castelo.pt/
- http://www.monumentos.gov.pt
- http://miguelboto.blogspot.com

17 de junho de 2017

Casa dos Monfalim ou dos Bezerra (1) - Viana do Castelo




Foto retiradas de www.monumentos.gov.pt

Descrição Heráldica:

O brasão da torre é esquartelado do séc. XVII, com:
- as armas dos Cunha no I quartel, de ouro, com nove cunhas de azul, postas 3, 3, e 3; 
- dos Maciel, no II, partido, o primeiro de prata, com duas flores-de-lis de azul, uma sobre a outra, e o segundo também de prata, com meia águia de vermelho, estendida, movente da partição; 
- dos Rego no III, de verde, com banda ondada e aguada de sua cor, carregada de três vieiras de ouro, com diferença de um crescente em chefe;
- e as dos Barbosa no IV quartel, de prata, com banda de azul carregada de três crescentes de ouro e ladeada de dois leões afrontados e trepantes de púrpura, armados e lampassados de vermelho. 
É encimado por elmo com paquife e timbre de Cunha.

A Casa:

Arquitectura residencial, setecentista / oitocentista e do século 20. Casa senhorial torreada de planta rectangular a que se acrescentou no século 20 uma ala perpendicular, formando L invertido. Fachadas com cunhais apilastrados, percorridas por embasamento, terminadas em friso e cornija, as da torre rematadas com ameias decorativas com chanfro, e rasgadas regularmente, por vãos rectilínios, com molduras encimadas por friso e cornija, os do piso térreo gradeados. Na fachada principal os portais surgem nos extremos e na ala perpendicular surge um único ao centro, encimado por almofada de cantaria e janela de sacada. Fachada posterior com vãos irregulares, na sua maioria mais modernos.

Foto retiradas de olharvianadocastelo.blogspot.com

Foto retirada do google maps

Foto retiradas de www.monumentos.gov.pt



Evolução cronológica da Casa:

1531 - divisão de uns chão pertencentes à família Faguntes, o Arcipreste Rui Anes, pela abertura de uma nova rua, a de Santa Ana;
séc. 16 - construção da casa por membro de família nobre de Viana, a de António Jácome do Lago; posteriormente, pelo segundo casamento da 5ª morgada D. Francisca de Barros Bezerra com Diogo da Cunha Rego, o palacete entrou para a Casa de Paredes; pelo casamento de D. Teresa Bezerra com Francisco Jácome do Lago, uniram-se duas das mais importantes famílias de Viana, a dos Morgados de Paredes e dos Morgados da Piedade; por vários casamentos, a casa veio a pertencer à 3ª marquesa e 4ª condessa de Terena, que casou com o seu tio materno D. Filipe de Sousa Holtein, 1º marquês de Monfalim; posteriormente a casa foi vendida;
1759 - data da planta da vila de Viana, do Engenheiro José Martins, indo o palácio é representado no alinhamento do Palácio dos Távoras e dos Alpuins, como se fosse uma fachada única e tendo em cada um dos extremos uma torre, podendo-se assim pensar que a torre do palácio Monfalim data do séc. 17 / 18;
1868 / 1869, entre - data da Carta Cadastral da Cidade de Viana, onde o imóvel é representado com planta rectangular e tendo na fachada posterior quinta;
1879 - adaptação a Hotel Central, pelo designado "Caroça";
1892 - tomada de posse do hotel por António José Cerqueira, que depois é mantido pela sua viúva;
séc. 19 - enquanto foi Secretário-Geral do Governo Civil, viveu no hotel, Guerra Junqueiro, dizendo-se que foi nas suas águas-furtadas que escreveu o livro "Os Simples";
séc. 19 / 20 - provável construção da ala perpendicular do L;
1940 - encerramento do Hotel Central;
1966, posterior - transferência da Biblioteca Municipal no 2º piso do palácio, após obras de adaptação do espaço, com projecto do Arquitecto José Jorge Cavaco Carapeto;
1977 - data do projecto de adaptação do edifício do Hotel Central a Repartições Públicas da Câmara de Viana do Castelo, elaborado pelo Arquitecto Alberto da Silva Bessa.


Viana do Castelo - Origens:

"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.


Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luis de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (família desconhecida) - Travessa da Victória, n.º 8
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219
28 - Casa dos Boto e Calheiros - Rua da Bandeira, n.º 124

retirado de:
- https://pt.wikipedia.org
- olharvianadocastelo.blogspot.com
- http://www.cm-viana-castelo.pt/
- http://www.monumentos.gov.pt

18 de maio de 2017

Quinta do Casalinho - Arnelas

Rua Dr. António Magalhães, Arnelas - V. N. de Gaia

Portal Barroco onde se insere uma pedra de armas, idêntica à dos Noronha Meneses, da Quinta da Prelada, no Porto, desconhecendo-se a sua ligação. Contudo o que se recolheu sobre esta quinta foi de que nos princípios do séc. XVIII estava associada à família dos Condes da Feira.
Entretanto a Quinta do Casalinho esteve na posse de Eduardo Freire, capitalista e que terá sido agraciado de Barão, pelo rei D. Carlos I, por decreto de 3/agosto/1901.
O Barão do Casalinho estaria casado em 2ª núpcias com Vitorina Ítala Nasy aquando do seu falecimento, a 17/maio/1901, tendo deixado testamento registado e sido aberto a 21/maio/1908.
Esta quinta situa-se no lugar de Arnelas, que pertence à freguesia do Olival e terá sido fundada em 1540, tornando-se num dos lugares mais antigos de Portugal pois assentou sobre uma povoação anteriores à romanização.

Foi porto fluvial proveniente do transporte do vinho do Porto, num período aéreo do séc. XIX, bem como na circulação do sal proveniente de Aveiro, transportados em carros de bois, que vinham descarregar e permutar por produtos agrícolas no seu regresso.
foto retirada do Wikipedia.org

A quinta actualmente encontra-se em completo estado de abandono, com 23,6 ha, e está totalmente arborizada por pinheiros e eucaliptos, sendo atravessada por um pequeno curso de água.
Vislumbra-se no seu interior, pelo Google Maps, ainda as ruínas da antiga casa, composta por um pátio rectangular e de uma capela, estando esta virada a sul.
Existe ainda uma eira, noutra plataforma, virada para os antigos campos de lavoura.
Parte da quinta encontra-se em Reserva Ecológica Nacional impedindo qualquer investimento desta quinta e que infelizmente se desagregará ao longo do tempo.

Informações recolhidas de:
https://pt.wikipédia.org
www.wikiwand.com
"O Património das Encostas do Douro", Câmara de Gaia
http://gisaweb.cm-porto.pt

10 de maio de 2017

Barros - Vilar do Paraíso


Trv. da Formiga - Vilar do Paraíso - V. N. de Gaia

Pedra de Armas dos "Barros" aplicada no portal da Quinta da Formiga.
Escudo Português ou Boleado e simples, com elmo virado a 3/4.

23 de abril de 2017

Postigo de porta - Porto


Postigo a imitar o antigo

Pormenor - Rua da Reboleira, 19, freguesia de S. Nicolau, Porto

a porta - vista global

9 de abril de 2017

Quinta do Barão das Lages - Milhundos, Penafiel

Pedras de Armas
 do 
Barão das Lages
Portal da Quinta de Milhundos, Penafiel

Tudo começou por um passeio, no ano de 2006, que me fez prestar a especial atenção a um torreão metido dentro de um matagal e impossível de qualquer acesso.
Esta construção é parte integrante da casa e construções da Quinta das Lages e localiza-se, em Penafiel, junto a uma rotunda em Milhundos, com ligação a Duas Igrejas e Abragão.
Actualmente, ano de 2017, está praticamente tudo na mesma, infelizmente!

Localização - Milhundos

Vestígios da Casa e Torreão

Seus proprietários foram os Barões das Lages, cuja consagração do título nobiliárquico terá sido dada pela Rainha D. Maria II, em 10 de novembro de 1840, a José Teixeira de Mesquita.

José Teixeira de Mesquita - 1º Barão das Lages

O título foi usado por:
- José Teixeira de Mesquita (2/11/1788 - 4/1/1843) - 1º Barão das Lages;
- Zeferino Teixeira Cabral de Mesquita (24//6/1818 - 22/3/1896) - 2º Barão das Lages;
- Luís Zeferino Carneiro de Vasconcelos de Melo Cabral - 3º Barão das Lages;

Além destas figuras, após a instauração da Republica e com o fim do sistema nobiliárquico, usaram ainda o título:
- Luís de Lencastre Carneiro de Vasconcelos - 4º barão das Lages;
- Francisco José carneiro de Vasconcelos - 5º barão das Lages e 4º Visconde de Vilarinho de S. Romão;
- Luís Manuel Ferreira Ferrão de Vasconcelos - 6º Barão das Lages e 5º Visconde de Vilarinho de S. Romão;

Sobre o portão, donde se encontra implantada a Pedra de Armas, e de acordo com documentação recolhida, o brasão apresenta um escudo de fantasia onde lhe assenta um coronel de Barão.
A leitura da mesma, refere Artur Vaz-Osório da Nobrega, é Partido, com I - Cabral e em II - Pereira.
E refere ainda que "o 2º Barão das Lages, o Dr. Zeferino Teixeira Cabral de Mesquita, foi quem mandou construir o portão, em 1862. Foi Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Bacharel em Direito, formado em direito pela Universidade de Coimbra, foi Juíz de direito, Presidente da Câmara de Penafiel, Deputado da Nação, por Penafiel nas Legislaturas que mediaram desde 1848-1864, Secretário do Governo Civil de Vila real, Presidente da Assembleia Geral da caixa de Crédito Penafidelense, etc.., Senhor da Casa das Lages.
Casou em Lisboa, em 1859, com D. Genoveva Pereira Lago, Senhora da Casa de Nossa Senhora da Ajuda, em Penafiel, sem geração."
Faleceu no Porto e foi transportado por comboio para o cemitério da Saudade, em Penafiel.

Atualmente esta pedra deveria se encontrar no portão que dava acesso a um estradão que, através da mata da Casa das Lages se dirigia para esta casa.
Terá sido desmanchado e, de acordo com comentário recebido, tal, nunca mais foi reerguido encontrando-se armazenado no jardim principal da quinta, na parte frontal da torre acastelada.
Contudo ainda num dos portões visíveis encontra-se uma pedra com símbolo de família, os Cabrais e os Pereiras.
Pedra central sobre portal com a simbologia dos Cabral e dos Pereira

Portal com a designação de "Porta de Milhundos = 15"

Ora sobre este assunto há quem ponha em questão a simbologia dos "Pereiras" na vez dos "Teixeiras".
Para Artur Vaz-Osório já se percebeu que as pedras atrás visíveis conjugam com a família de sua esposa Genoveva Pereira Lago.
Para Abílio Miranda, no vol.I, in "A Heráldica do Concelho de Penafiel", refere que "Na Quinta das Lages. Na Porta de Milhundos. Numa interessante ameia. Armas cortadas de Teixeira e Cabral. Sem elmo e sem timbre (...). Por estas armas verifica-se que as que se encontram no portão da referida quinta, do lado do santuário, além de invertidas, ostentam erradamente, a cruz florenciada dos Pereiras pois deveria ser a cruz potentea de Teixeira."
Porém, o que nós temos no merlão central (ao todo são cinco) do portão de Milhundos, dos princípios do séc. XVIII, é uma cruz de Cristo, de desenho um pouco impreciso, encimando as armas dos Cabral, o qual o portão tem cravado na parede à direita do observador um painel de azulejos, onde, dentro de uma cercadura rectangular decorativa, a cores, oitocentista, vê-se um coronel de Barão encimando o seguinte dizer, disposto em duas linhas, "CASA DAS LAGES / (17 = Porta de Milhundos = 15).

vista de painel de azulejo junto à porta

Um pouco ao lado e num caminho que circunda a quinta consegui tirar uma foto de um outro painel de azulejos com a designação do nome da rua e com uma pedra de armas cujo apelidos aparecem Teixeira e Cabral, presumindo ser a pedra original do 1º Barão das Lajes, de José Teixeira de Mesquita, contrariando todo os elementos referidos nos elementos apresentados, cujos apelidos seriam Cabral e Pereira, proveniente do 2º Barão.
placa toponímica de arruamento adjacente ao portal da quinta

Aqui fica mais um registo de pequenos pormenores que escapam a qualquer cidadão e que tende a desaparecer sem ter deixado um registo de memória da história daquele local e daquela família.

Notas retiradas de:
Caderno do Museu nº. 5, Penafiel, Museu Municipal, 1999, pág. 45/46
https://pt.wikipédia.org
http://gisaweb.cm-porto.pt
facebook: Amigos do Arquivo de Penafiel

3 de abril de 2017

Relógio de Sol - Amarante

Museu Amadeo Souza Cardoso - Amarante

Este relógio em granito desde há muito que deixou de dar horas. Para além de ter perdido o ponteiro também se encontra a fazer sombra, pousado no chão de um corredor do museu em companhia de várias pedras de armas que se encontram recolhidas nesse espaço.
Pena é não ser exposto e a funcionar. Aos dirigentes do Museu, julgo que não se perdia nada em arranjá-lo e colocá-lo num local soalheiro e que permitisse a leitura.
Tenhamos esperança, pois destes "relógios" já pouco ou não se usam.
As novas tecnologias fizeram esquecer estas lindíssimas peças.



18 de março de 2017

Visconde e Conde de Bovieiro - Abragão


Pedra de Armas do Visconde e Conde de Bovieiros
Abragão, Penafiel

Rua do Bovieiro - Abragão, Penafiel

Esta Pedra de Armas está inserida no frontão da fachada principal da casa e quinta do Bovieiro, em Abragão.
O seu acesso faz-se pela actual rua do Bovieiro, descendo por um arruamento relativamente estreito onde finda contra um portal com ameias da quinta do Bovieiro.
Traseira da casa - fim da rua que lhe acede

Para o acesso pela entrada principal será necessário ainda percorrer por um caminho em terra batida, à esquerda, circundando o espaço da casa e logradouro, terminando com um portão gradeado a apoiado em pilastras de pedra.


Entrada

Há quem diga que a casa nunca ficou concluída faltando a fachada da direita, cuja simetria se pretendia edificar.
Fachada Principal

É mais uma casa com marcas nobiliárquicas e deve-se à mercê  de Visconde concedida pelo rei  D. Luís I, em decreto de 7 de Maio de 1874 e posteriormente, concedida pelo rei D. Carlos I, de Conde a 30 de Junho de 1890 a José Monteiro Guedes Nobre Mourão, sendo extinta em vida.
Foi condecorado com a medalha da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa a 2 de Outubro de 1886.


Pormenor da Pd'A
Descrição:

Esquartelado com:
     I - Monteiro
     II - Guedes
     III - Nobre ou Mourão
     IV - Vasconcelos
Timbre - coronel de Conde

Seus pais Rodrigo Monteiro Correia de Vasconcelos Guedes Mourão e de Maria Isabel Cardoso Coelho Nobre.
José Monteiro Guedes Nobre Mourão nasceu a 21 de Out. de 1841 e faleceu em 1903. Era casado com Maria Henriqueta Torre de Castro Portugal da Silveira, também agraciada conjuntamente com seu marido, como Viscondessa de Bovieiro, que era filha de Columbano Pinto Ribeiro de Castro de Portugal da Silveira e de Efigénia Amália de Moura Torres.



Noticias de Junho de 2018:

Casa do Bovieiro - Livros de Genealogia

O Arquivo Municipal  encontra-se a tratar da documentação da Casa do Bovieiro . Família Cabral Noronha e Meneses, e começou pela colecção de livros de genealogia, uma vez que é um tema que tem sido muito procurado.
Assim, ficam disponíveis no programa do Arquivo Municipal - Gead, os três primeiros livros já descritos e digitalizados para que possam ser consultados por todos os interessados.
Este fundo documental, tal como acordado no protocolo de tratamento e digitalização assinado entre a Câmara Municipal de Penafiel e a Família, está a dar entrada no Arquivo Municipal por fases e será tratado dessa forma. Por este motivo, no programa Gead, a descrição ao nivel de sistema ainda não pode ser efectuada, pois isso sé será possível com um conhecimento mais aprofundado de toda a documentação.
Para aceder à descrição e digitalização destes documentos basta clicar no link abaixo, tendo em conta que terá de ser aberto no browser Internet Explorer.

http://geodopac.cm-penafiel.pt

Informações retiradas de:
http://miguelboto.blogspot.pt/2010/02/bovieiro-conde.html
http://www.geni.com
http://geneali.net

12 de março de 2017

Casal da Pereira, Baltar

Casal da Pereira
-
"As Origens de uma família"
-

lugar da Gralheira - Baltar - Paredes

Vista geral - antiga estrada (actual acesso)

Quinta do Casal da Pereira ‑ intitulada pelo apelido do lado paterno de Manoel Coelho Pereira, cuja família se sobressaiu localmente pelos diversos filhos "torna-viagem" que deixaram marcas na terra. A casa está situada no lugar da Gralheira, de construção tradicional em granito, sendo das mais antigas da freguesia, e que apresenta na padieira da porta fronha a inscrição do ano de 1735.
Já a sua trisavó terá nascido neste lugar da Pereira, no ano de 1726, pressupondo que esta casa se encontrava erigida e já pertenceria à família. 
Porta fronha  (Definição: Porta de entrada. (Minho) a porta ou portão principal do pátio)

Provavelmente a data acima referida terá sido uma marca de obras de intervenção da mesma.
Ao longo do tempo foi sofrendo alterações e adaptações, tendo sido deixada outra marca, na mesma porta, no ano de 1875 e acrescida de um monograma, provavelmente aquando da transferência de propriedade, para um seu herdeiro, MJCP, de Manoel Joaquim Coelho Pereira, 2º da hierarquia familiar.
Dupla inscrição e datação (anos de intervenção)
Ano de 1735 tamponado, antes e depois, pela letra A (ano). Superiormente a simbologia muito popular, no séc. XVIII, de significado religioso INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus) e por isso a 3ª letra ter sido transformada em cruz com base)

A quinta era constituída pela casa rural e por terrenos contíguos cuja agricultura produzida era abastecida por águas de consortes cujos direitos advêm de pelo menos do ano de 1860. Está inscrita na conservatória do registo predial com o seguinte descrição, como prédio misto: cerrado do casal da Pereira, composto por casa de rés-do-chão e andar, com quintal, Campo da Porta de Cima e de Baixo, Campo da Vinha, Lameiro da Boca, Vessada Grande e Lameiro do carreiro e Hortas, conferindo uma área total aproximada de 3,3ha.
Registo da Conservatória (doc. antigo)

A casa encontrava-se dividida por espaços próprios, sendo a uma cota superior para a habitação e na área de rés-do-chão para cortes de animais e servidões. A casa era típica rural, em forma de quadrado, rematada numa das suas partes por zona de apoio a alfaias agrícolas e o seu vão do telhado para celeiro com interligação a uma eira, em pedra.
A quinta era constituída, para além de parte das águas de consortes, provenientes do lugar dos Moinhos, em Vandoma, para abastecimento de todo o vale da Gralheira e Sargeal a quintas similares, também por um poço e duas represas de água que permitiam a garantia de abastecimento de água à casa e às demais das diversas parcelas de terrenos, permitindo a produção de bens agrícolas tradicionais da região, milho, feijão, batata, e produtos hortícolas, em função da época e período sazonal a cada tipo de culturas. A vinha e árvores de frutos eram outras plantações existentes pela quinta permitindo uma diversificação de produtos de forma a dar as garantias de fruta para todo o ano.
Os direitos às águas de consortes destinavam-se essencialmente a 6 quintas do vale da Gralheira, para além de outras pequenas parcelas e distribuídas por períodos específicos. Era um direito que lhes provinha no período do verão, entre o S. João (24/junho) e o S. Miguel (29/setembro).
A casa, localiza-se nos limítrofes da freguesia e distando do centro em cerca de 1 km, pela estrada nacional que liga Vila Cova de Carros, ao centro de Baltar, conhecido pelo lugar da Feira, designação pelo local do antigo comércio animal que se realizava naquele lugar, zona central da actual vila.
Por ser deslocalizada da área mais populacional terá, nos períodos de setecentos e oitocentos, sido designado de lugar da Pereira mas que ao longo do tempo se terá diluído e associado ao lugar da Gralheira devido à expansão das construções daquele lugar. Actualmente, muitas das designações dos lugares em Baltar desapareceram, tendo-se associado a outros mais representativos pela concentração populacional, são os casos dos lugares da Preza, do Ourado de Fagilde e Outeiro de Fagilde, da Lapa, do Cabo, do Espinheiro, da Fonte, da Ponte, do Souto e que também como o da Pereira apenas ficaram registados nas histórias da sua genealogia de família e obtida através dos registos escritos do livros dos arquivos paroquiais ou por outros documentos dessa época.
É conhecido que a estrada que ligava a Vila Cova de Carros e freguesias seguintes até Paços de Ferreira foi-se transformando e ajustada ao longo do tempo, tendo sido um caminho sinuoso, desabrigado e em grande parte de todo o seu percurso, num ermo continuo até à terra mais próxima. Este antigo caminho, actualmente designada de estrada EN 319, terá sido um percurso lamacento, devido às passagens de água referidas, traçado tortuoso, pelos desníveis existentes e perigosos, sujeito a assaltos frequentes para o tipo de condições que se proporcionava.
Antiga estrada de ligação a Vila Cova de Carros e entretanto deslocada para um alinhamento novo

Esta transição, de caminho para estrada, no séc. XX, terá sido alterada no acesso em frente à quinta sendo deslocalizada mais uns metros a poente, contornando a mesma propriedade, tendo alterado a sua função de estrada, que passava pela sua frente, em apenas num caminho de acesso privado a três casas que serve.
Esta alteração modificou a paisagem frontal da casa da Pereira, quer na leitura visual por se ter transformado num baixo, quer no seu acesso por ser estreito se tornar numa passagem interior  e particular pelas suas características das actuais circunstâncias de seu acesso.
A casa, embora com dimensões aparentemente grandes, não apresenta uma distribuição natural e coerente para uma habitação tradicional. Contempla áreas pequenas, desorganizada e seccionadas por portas que dão acesso a outros compartimentos contíguos sem qualquer conforto e acomodação que se possa considerar uma habitação normal. Pela sua antiguidade pode-se entender que os compartimentos não eram de uso durante o dia e percebia-se que serviam de dormitório às várias gerações que por lá viveram. O conceito de arquitectura ainda não existia e a distribuição da casa fazia-se em função das suas necessidades.
Já os restantes espaços de servidão e de utilização se encontravam bem definidos, quer para o apoio animal quer para a componente agrícola e distribuídos em redor do rés-do-chão desta casa.

A Família
As origens desta família serão mais ancestrais e provenientes da própria freguesia de Baltar, como de outras do próprio concelho, de Mouriz, de Vila Cova de Carros, da Sobreira e de Astromil e ainda do concelho vizinho de Valongo, das terras de Sobrado e S. Martinho de Campo, freguesias vizinhas também de características essencialmente rurais, e que por laços de casamento se terão instalado neste antigo lugar, da "Pereira", actualmente absorvido pelo lugar da Gralheira.
Família de traços humildes, influenciada pela lavoura e cujo cultivo das suas próprias terras se destinava exclusivamente ao consumo privado, como era tradição e frequente naqueles tempos.
As suas raízes rurais e o elevado número de filhos tidos pelo casal Manoel e Thomázia, fizeram deste par o despoletar de uma geração de emigrantes, de homens de negócios e de casamentos com outras famílias de importância local, subindo degraus na hierarquia social da terra.
 Manoel Coelho Pereira (n - 15/3/1795 / f - 19-8-1877

Maria Thomásia Coelho Barbosa (n - 3-2-1812 / f - 26-12-1903)

De ambos, pouco se conhece as suas origens, a sua vida diária e seus caracteres, mas pela aparência das fotos tudo aponta que Manoel, por ter sido lavrador, terá levado uma vida desgastada levada pela agricultura, através do trabalho diário para subsistência familiar.
Seus Pais e Avós, originários de Baltar, mais precisamente do lugar de Fagilde, área central da vila, sendo que os seus antepassados da 3ª e restantes gerações já tiveram a sua origem pelas terras vizinhas, Mouriz, Sobreira. Astromil, Sobrado e S. Martinho de Campo, e de outras das redondezas que o tempo não consegue vislumbrar.

Antepassados de Manoel Coelho Pereira
Antepassados de Maria Thomásia Coelho Barbosa

Os seus progenitores tiveram a sua proveniência em Baltar e de terras vizinhas, Mouriz e Vila Cova de Carros, Vandoma, sendo contudo os seus ancestrais mais antigos originários ainda de lugares mais diversificados, provenientes de outras freguesias das redondezas, tais como Gandra, Cristelo, etc...
Do seu casamento, previsivelmente no ano de 1831, nesta casa viu nascer 14 filhos, tendo falecido cinco filhos, sendo a 5ª e ultima filha, no ano de 1855, sendo que de todos os restantes 9 filhos, rapazes, alguns terão emigrado para o Brasil em tenra idade, como era usual naqueles tempos.
Os que foram partiram moços com 13 ou mais idade, ainda jovens, sujeitos à isenção do exercicio obrigatório da tropa e em busca do sonho e da esperança de enriquecimento, num país que à época se considerava o eldorado, localizado no outro lado do Altântico - o Brasil.

A Descendência
Manoel Coelho Pereira Maria Thomásia Coelho Barbosa

•          António Joaquim Coelho Pereira (n - 1832 / f - 1913)
•          Manoel Joaquim Coelho Pereira (n - 1836 / f - 1914)
•          António Coelho Pereira (n - 1838 / f - ?)
•          Belmiro Coelho Pereira (n - 1839 / f - 1911)
•          José António Coelho Pereira (n - 1840 / f - 1910)
•          Lino Coelho Pereira (n - 1843 / f - 1891)
•          Firmino Coelho Pereira (n - 1843 / f - 1916)
•          Maria Rita Coelho Pereira (n - 1844 / f - 1931)
•          Anna Maria Coelho Pereira (n - 1847 / f - 1910)
•          Margarida Rita Coelho Pereira (n - 1848 / f - ?)
•          David Coelho Pereira (n - 1849 / f - 1920)
•          Victorino Coelho Pereira (n - 1851 / f - 1922)
•          Cecília Coelho Pereira (n - 1852 / f - 1945 )
•          Emília da Concepção Coelho Pereira (n - 1854 / f - 1855)

Retrato de família (ao centro os pais e em redor os filhos, faltando o mais velho)

Desta família resultou que três filhos, Firmino, Belmiro e Victorino, e tendo enriquecido no Brasil regressaram ainda jovens adultos com as posses necessárias para serem proprietários das 3 casas brasileiras, em Baltar.
Destas 3 casas, apenas uma resiste encontrando-se em bom estado, pertenceu a Victorino Coelho Pereira, que comprou a seu irmão Lino que a terá mandado edificar.
A que se encontra em frente a esta, actualmente abandonada foi escola secundária e foi entregue recentemente pela autarquia à Santa Casa da Misericórdia de Paredes, com a finalidade da construção de um Lar de Idosos (infelizmente já se torna impossível o restauro da casa) tendo pertencido a Belmiro Coelho Pereira.
E a terceira casa, pertenceu a Firmino Coelho Pereira e foi no final da década passada demolida inexplicavelmente para proveito próprio do proprietário na reconstrução de uma moradia unifamiliar, não tendo qualquer respeito pelo valor patrimonial e histórico dessa casa. Um crime que nem a junta de freguesia, a autarquia, nem o estado tomou qualquer posição sobre tal feito. Assim se perdeu, talvez a melhor casa da freguesia, pelo valor do seu recheio interior, na decoração, nas pinturas, da arquitectura, e de toda a sua envolvente histórica.
Enfim, assim se conta uns pequenos traços de vidas de uma família...

18 de fevereiro de 2017

Família Jebb, Cemitério dos Ingleses - Porto

Pedra de Armas de família Inglesa

O cemitério Inglês ou cemitério dos Protestantes está situado no Largo da Maternidade de Júlio Dinis, no Porto. está inserido num espaço religioso onde está instalada a igreja inglesa de Saint James.
Em 1892 o seu local ainda se chamava de Largo do Campo Pequeno e que já continha o cemitério e casa de oração da pequena colónia inglesa do Porto e era um terreno extenso e todo murado. Mais tarde o lugar também se chamou de Largo dos Ingleses.
As famílias britânicas tinham aí a sua capela e o seu cemitério e permissão da cidade para os actos religiosos da sua fé protestante.
Para quem visita o cemitério a sua aparência é de simplicidade e sem grandes elementos de grandiosidade pessoal por parte destas famílias.
As pequenas excepções são com peças mais emblemáticas como a da família Jebb cuja pedra de armas apenas poder-se-à classificá-la do seguinte modo:

Época: Séc. XIX
Escudo: Inglês
Material: Mármore
Formato: Esquartelado
Coronel: de Nobreza
Timbre: de Jebb
Comentário: sob a pedra de armas apresenta-se uma fita com a legenda "Vigil"
O representante deste Jazigo é Frederick Jebb.

Jazigo com coluna (jazigo 1102 - plot 2)

Simbologia do 1º quadrante (muito desgastada)

Símbolo no 2º quadrante

Símbolo do 3º quadrante (com desgaste)

4º quadrante

Lápide com Timbre de "Jebb"

Esta ultima peça localiza-se ao lado do jazigo de Frederick Jebb e refere-se a Henry Jebb, provavelmente de um seu filho e que se encontra aplicada numa pequena lápide.
A ave representará o apelido de "Jebb", dado que tem como timbre na pedra de armas a mesma simbologia (será meramente uma suposição dado desconhecer a heráldica britânica).

Informação obtida de:
O Tripeiro: série V, ano VIII, p. 142, Nobrega, Vaz-Osório



12 de fevereiro de 2017

Moura Vasconcelos - cemitério do Prado de Repouso - Porto



 Foto da Pedra de Armas colocada no Jazigo

Classificação: Heráldica de Família
Época: Séc. XIX
Escudo: Francês ou quadrado
Material: Mármore
Conservação: Bom
Formato: Esquartelado
Leitura:
I – Moura
II – Vasconcelos
III – Soutomaior
IV – Brito
Timbre: de Moura, um dos castelos
Elmo: de perfil, sem paquife
Comentários: Sob o escudo as insígnias das Ordens da Torre e Espada, cujo colar acompanha o escudo pelos flancos e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Cores: I, de vermelho, com sete castelos de ouro, em pala, sendo três na do meio;
II, de negro, com três faixas veiradas de prata e vermelho;
III, de prata, com três faixas enxaquetadas de vermelho e ouro, de três tiras;
IV, de vermelho com nove lisonjas de prata, cada lisonja carregada de um leão de púrpura;
Foto da Pedra de Armas colocada no Jazigo
Foto da Pedra de Armas (Arquivo Distrital do Porto)