PERDIDOS NO TEMPO - Objectos, imagens, lugares, etc...
NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.
Obrigado.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.
Obrigado.
14 de junho de 2016
4 de junho de 2016
Casa do Visconde de Oliveira do Paço - Sobrado
inscrição das iniciais V.O.P. 1886 - no tanque e fonte da quinta
Imagem do Visconde
O 1.º
visconde de Oliveira do Paço António Martins de Oliveira, nasceu na casa do
Paço, na freguesia de Sobrado, Valongo, a 12 de Agosto de 1835 e morreu na mesma
casa a 23 de Junho de 1889.
Era filho de António Martins de Oliveira, e de sua mulher Dona Ana Antónia.
Era filho de António Martins de Oliveira, e de sua mulher Dona Ana Antónia.
Registo de nascimento - Registo Paroquial de Sobrado (PT-ADPRT-PRQ-PVLG04-001-0006_m0543)
Registo de óbito - Registo Paroquial de Sobrado (PT-ADPRT-PRQ-PVLG04-003-0062_m00007)
Moço fidalgo da Casa Real, foi abastado proprietário e residiu durante muitos anos
no Brasil.
Prestou relevantes actos de beneficência aos portugueses desvalidos
residentes no Rio de Janeiro e concedeu valiosas dádivas ao asilo de Dona Maria
Pia.
Em Portugal contribuiu fundamentalmente para a construção do cemitério de Sobrado e posterior alargamento, e auxiliou o Hospital Maria Pia, no Porto.
Esta casa, do Paço, foi mandada construir pelo Visconde na data de 1864. De estilo ecléctico, enquadra-se na corrente arquitectónica dos emigrantes regressados do Brasil - os Torna-Viagens.
De grande dimensão, com aspecto apalaçado, apresentava um grande desenvolvimento do jardim e revestimento exterior parcial em soletos de ardósia.
As alterações da envolvente e o seu abandono são notórios fragilizando o edifício pela sua visível falta de manutenção e degradação nestas ultimas décadas.
Vista da casa (inícios do séc. XX
Vista da casa (inícios do séc. XXI)
Vista actual - ano 2016
Ostenta o brasão de armas na sua fachada Sudeste, em escudo inglês, partido, dos "Martins" e dos "Oliveira", proveniente do título concedido pelo rei D. Luís, por alvará e carta de brasão, em 1878, em reconhecimento de relevantes actos de beneficência.
Casou no Rio de Janeiro com sua prima Dona Joaquina da Costa
Ferreira, que nasceu na mesma cidade, a 27 de Fevereiro de 1843, e morreu no
Porto em 1887, filha de José da Costa Ferreira, proprietário no Rio de Janeiro.
Teve duas filhas, sendo a primogénita, Dona Maria Ferreira de Oliveira, que
nasceu no Rio de Janeiro em 1860 e morreu em Valongo em 1908; casou esta
senhora no Porto em 1880 com Manuel Ferreira de Freitas Guimarães, capitalista
e proprietário, que nasceu no Porto em 1851, filho de Joaquim Ferreira
Guimarães e de sua mulher Dona Maria Máxima de Freitas.
Foi 2.º visconde, Alberto de Oliveira Freitas
Guimarães, nascido no Porto em 1882, filho de Dona Maria Ferreira de Oliveira e
de seu marido Manuel Ferreira de Freitas Guimarães. (Nobreza de Portugal e do Brasil, Afonso Zuquete)
Actualidade:
A quinta em questão apresenta-se com uma área muito reduzida (segundo consta) para a extensão da original, que então à época lhe era afecta.
Recentemente e felizmente, a quinta encontra-se a ser limpa dada a elevada florestação crescente nas ultimas décadas e causadora pelo estado de abandono a que chegou toda aquele espaço, fundamentalmente a casa, conforme as variadas imagens colocadas neste post.
Nos últimos anos o gradeamento, portais de granito e outros materiais (interior e exterior que se desconhece) terão sido levados por meliantes, que por um mero "euro" fizeram desaparecer a história de uma casa com 150 anos de existência.
Há muitos anos que não era possível admirar toda a casa, em toda a sua envolvente, e só possível, agora que se encontra a ser limpa (?).
É uma casa registada como património de interesse municipal, que embora registada em regime de P.D.M., e como tal, nunca ou ninguém, por parte da autarquia, terá promovido qualquer acção em a preservar.
Há conhecimento de estudos e intenções sobre a mesma, embora com esta limpeza questiona-se o motivo por que levaram a tal feito. Será que a venderam? Haverá outros investimentos subjacentes por detrás destas limpezas ou outras intenções? Desconheço!
Propunha às entidades e agora com os financiamentos provindos da Europa, com possibilidades a candidaturas que o estado ou a própria autarquia tomassem a iniciativa de resolver este problema, na preservação de um espaço de interesse patrimonial e concelhio, com a seriedade que merece, através de uma solução rápida e urgente para a sua preservação da história deste local e deste imóvel edificado.
Claro, que nas condições a que se encontra a casa tal recuperação se tornará impossível, mas o seu restauro e com uma mudança de utilização para aquele edifício patrimonial, seria razoável e em tempo útil de se conseguir manter as suas paredes e retirar pormenores e características dos materiais e revestimentos nele usados.
Apresenta-se um conjunto de fotos de modo a permitir visualizar o seu actual estado e alimentar uma réstia de esperança de que algo irá acontecer de positivo. Assim seja!
Possível limite da actual quinta
Vista do google maps
Nos últimos anos o gradeamento, portais de granito e outros materiais (interior e exterior que se desconhece) terão sido levados por meliantes, que por um mero "euro" fizeram desaparecer a história de uma casa com 150 anos de existência.
Há muitos anos que não era possível admirar toda a casa, em toda a sua envolvente, e só possível, agora que se encontra a ser limpa (?).
É uma casa registada como património de interesse municipal, que embora registada em regime de P.D.M., e como tal, nunca ou ninguém, por parte da autarquia, terá promovido qualquer acção em a preservar.
Há conhecimento de estudos e intenções sobre a mesma, embora com esta limpeza questiona-se o motivo por que levaram a tal feito. Será que a venderam? Haverá outros investimentos subjacentes por detrás destas limpezas ou outras intenções? Desconheço!
Propunha às entidades e agora com os financiamentos provindos da Europa, com possibilidades a candidaturas que o estado ou a própria autarquia tomassem a iniciativa de resolver este problema, na preservação de um espaço de interesse patrimonial e concelhio, com a seriedade que merece, através de uma solução rápida e urgente para a sua preservação da história deste local e deste imóvel edificado.
Claro, que nas condições a que se encontra a casa tal recuperação se tornará impossível, mas o seu restauro e com uma mudança de utilização para aquele edifício patrimonial, seria razoável e em tempo útil de se conseguir manter as suas paredes e retirar pormenores e características dos materiais e revestimentos nele usados.
Apresenta-se um conjunto de fotos de modo a permitir visualizar o seu actual estado e alimentar uma réstia de esperança de que algo irá acontecer de positivo. Assim seja!
Vista sudeste
Vista sudeste
Vista sudeste - fachada principal
Vista nordeste
Vista noroeste
Vista sudoeste
Vista de entrada lateral
Pedra de Armas - fachada
Fonte com monograma
Interior da fonte também com monograma
Tanque de água e fonte
Lagar em pedra
Restos de pedras e cumes
Casa de apoio
Para concluir, valerá a pena visualizar uma reportagem editada no youtube acerca desta casa no estado a que se encontrava antes da limpeza (imagens atrás apresentadas):
Fontes, consultas e documentos retirados de:
http://epl.di.uminho.pt/~ritafaria/MEC/instanciaConceito.php?conc=Pessoa&id=254
http://manueljosecunha.blogspot.pt/search/label/Bras%C3%B5es%20-%20Valongo
http://geneall.net/pt/nome/54026/antonio-martins-de-oliveira-1-visconde-de-oliveira-do-paco/
http://olhares.sapo.pt/casa-do-visconde-de-oliveira-do-paco-foto7623621.html
http://www.cm-valongo.pt/noticias/noticias/valongo-de-outros-tempos-maio/2805
http://manueljosecunha.blogspot.pt/search/label/Bras%C3%B5es%20-%20Valongo
http://geneall.net/pt/nome/54026/antonio-martins-de-oliveira-1-visconde-de-oliveira-do-paco/
http://olhares.sapo.pt/casa-do-visconde-de-oliveira-do-paco-foto7623621.html
http://www.cm-valongo.pt/noticias/noticias/valongo-de-outros-tempos-maio/2805
27 de maio de 2016
Casa de Saúde da Boavista - Porto
A
casa de Saúde da Boavista encontra-se sediada na Rua Domingos Machado na cidade
do Porto. Esta instituição pertence à congregação das Irmãs Franciscanas
Hospitaleiras da Imaculada Conceição, é uma instituição de saúde de carácter
privado embora qualquer pessoa possa aceder aos seus serviços.
Foi
construída no inicio do séc. XX e a sua inauguração deu-se a oito de setembro
de 1934. A sua construção surgiu da necessidade e da exigência da preparação
técnica e cientifica das irmãs que eram enfermeiras.
http://www.historiadeportugal.info/casa-de-saude-da-boavista
Esta instituição inseriu-se numa antiga quinta com a designação de Quinta da Carcereira, cujos proprietários originais, desconheço.
Era uma quinta de grandes dimensões e brasonada, nos arrabaldes da cidade, donde passava um caminho ou vereda que ligava a Travagem ao Carvalhido.
No livro Brasões e Pedra de Armas da Cidade do Porto, faço menção à únicas informações conseguidas, através da obra Gouveia Portuense e por Armando Mattos, cujas edições avançavam que a pedra de armas e seu portal tinham sido removidos do local de origem.
Para além disso as únicas imagens recolhidas foram através da página da autarquia do Porto, http://gisaweb.cm-porto.pt/, na sua colectânea de fotografias de Bomfim Barreiros, nos anos 40 do século passado e que serviram de peças representativas no livro, e então consideradas dadas como desaparecidas:
Felizmente, para os apreciadores destas peças, elas existem e encontram-se dentro da quinta, isto é dentro do espaço pertença da Casa de Saúde da Boavista.
Mas infelizmente, quer para o meu livro quer para a comunidade tal reposição não reflecte a dignidade que este património merece ter, e passo a justificar.
Recentemente fui contactado neste blogue a informar que o portal e respectivo brasão se encontrava num espaço interior desta instituição, do qual agradeço importante informação.
Claro que me dirigi, logo que pude, a pesquisar por tão nobre portal e que para espanto meu se encontrava num espaço aberto que serve a fumadores, para estaleiro e material mal acondicionado.
Apresento apenas a peça e não pretendo expor a parte triste da envolvente, na esperança que esta instituição venha num futuro breve efectuar uma arranjo urbanístico ao espaço de modo a embelezar e permitir expor um portal com esta imponência da qual na cidade do Porto tende a desaparecer.
Para terminar este post, quero expressar duas coisas:
- as peças apresentam-se em bom estado de conservação e preservação, sendo de louvar essa componente, por parte dos responsáveis da instituição;
- aos mesmos, faço um pedido em nome de todos aqueles que amam o património, a história da cidade, os heraldistas e a todos os portuenses, no sentido de investirem na sua exposição e divulgação, perante a quem os visita ou dos que lá trabalham, permitindo um arranjo urbanístico ao espaço que o envolve. Com certeza que esses custos não serão nada de mais, tendo em conta toda a grande máquina que a Casa de Saúde da Boavista tem no seu dia-a-dia.
À instituição da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição apelo a uma atenção especial e um carinho perante um património desta natureza.
Nota de rodapé (história e instalações Stª. Joana, Ermesinde):
Esta instituição nasceu em 2 de maio de 1871 com a designação inicial de Congregação das Irmãs Hospitaleiras dos Pobres pelo Amor de Deus, tendo actualmente a designação de Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Irmandade Conceição (Confhic).
A sua 1.ª casa-mãe teve as suas instalações no Convento S. Patrício, em Lisboa (1871-1878), passando posteriormente para uma 2.ª casa-mãe para o Convento das Trinas, em Lisboa (1878-1910).
Entre 1936 e o ano de 1972, a Casa de Saúde da Boavista passou a ser a Sede Geral da instituição e provavelmente o centro nevrálgico dos últimos anos.
Estava-se
no ano de 1934. A vizinha Espanha vivia os horrores da guerra civil, após a
implantação do regime republicano, em 1931. Era Superiora Geral da Congregação
das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição a Madre Maria
Domingas da Conceição.
Preocupada com a segurança das alunas do Colégio Seráfico que se encontram em
Tuy, por causa da guerra civil que reina na vizinha Espanha, a Madre Dolores,
Conselheira Geral e ao mesmo tempo Superiora da Casa de Saúde a Boavista, chama
a Irmã Maria Plácida de Lurdes e incumbe de procurar uma casa de habitação em boas
condições e à venda nos arredores do Porto, a fim de aí as recolher.
Depois
de algumas diligências aparece à venda o Palácio Julião, em Ermesinde,
pertencente ao Juiz Conselheiro Magalhães.
Avisadas, as Madres Conselheiras ali se reuniram todas, para ver o edifício.
Estava bem situado, tendo em frente um lindo jardim que ainda hoje se conserva.
Foram todas unânimes que se comprasse com a possível brevidade e se fizessem as
obras necessárias, a fim de transferir o Colégio Seráfico de Tuy, no princípio
do ano lectivo.
Foi
verdadeiramente providencial a aquisição daquela casa. Estava-se no fim de
Junho e tudo ai correndo regularmente.
Porém, no mês de Julho desse mesmo ano de 1936, desencadeou-se o pavor a guerra civil em Espanha, a qual, em poucos dias, pôs tudo em movimento.
Porém, no mês de Julho desse mesmo ano de 1936, desencadeou-se o pavor a guerra civil em Espanha, a qual, em poucos dias, pôs tudo em movimento.
Em
23 de Junho de 1936, ficou decidida a compra do Palácio do Juiz Conselheiro,
Dr. Luís Magalhães, pela importância de 140 contos.
http://www.externatosantajoana.com
Actualmente a sede da instituição encontra-se na freguesia de Queijas, em Oeiras.
22 de maio de 2016
Pedra de Armas em Museu - Amarante
Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso
O exemplar exposto no Museu encontra-se num estreito
corredor de ligação com a igreja de S. Gonçalo. As informações prestadas
abaixo, foram gentilmente cedidas pela autarquia e que se descrevem
textualmente conforme me foi entregue, e que agradeço pessoalmente essa
disponibilização.
Divisão de Cultura e Património Cultural |CMA
Colecção de Heráldica
do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso
Nº de cadastro 36
Pedra de Armas dos
Vasconcelos
Descrição: Escudo com armas dos Vasconcelos encimado por
elmo com estrela de oito pontas no timbre e folhas de acanto a formar o
paquife;
Matéria: Granito;
Estado de Conservação: Bom;
Ameaças: liquenes e briófitas diversas;
Proveniência: Casa de Fontelas – Cepelos – Amarante;
Data de entrada: Sem registo;
Doado por: D. Maria de Lurdes Mota A. e Silva
Função: Honorifica, Brasão;
Cronologia: Séc. XVII/XVIII;
Dimensões: 63 cm X 96 cm;
Proprietário: Câmara Municipal de Amarante;
Observações: O referido brasão terá sido talhado aquando da
ampliação da Casa de Fontelas, ordenada por Lourenço Mendes de Vasconcelos;
Ref. Bibliográficas: Alves, 1937, 23; Craesbeek, 1992, 68; Zuquete,
2000, 541 – 543;
7 de maio de 2016
22 de abril de 2016
20 de abril de 2016
Inscrição em fachada de prédio - Alfena
Rua da Saudade, 214, Alfena - Valongo
Inscrição, de data, da possível construção da casa ou do seu eventual restauro/melhoramento, com uma simbologia invulgar. Apresenta datada o ano de 1919, com a marca da letra "M", provavelmente do apelido do dono da casa.
A casa onde se encontra esta peça é uma habitação simples de dois pisos e está colocada entre duas janelas no andar superior.
7 de abril de 2016
30 de março de 2016
Empresa das Lousa de Valongo
Empresa
de Lousa de Valongo (ELV)
O concelho de Valongo
é popularmente conhecido pela industria da panificação, pela sua fabricação de
pão (regueifa) e biscoitos e o consequente abastecimento à cidade do Porto, e
pela famosa batalha de ponte de Ferreira, na freguesia de Campo, pelo embate
entre as tropas miguelistas e liberais a 23 de julho de 1832, aquando do cerco
do Porto.
Mas a cidade de
Valongo e a vila de Campo foram outrora reconhecidas, também, pela sua extracção
mineira, pela famosa ardósia negra, que com a evolução do tempo se foi
extinguindo.
Actualmente, naquele
concelho, só existem duas empresas de extracção mineira e ambas sediadas em
Campo, uma por exploração em profundidade, a firma Pereira Gomes (1965) e a
Empresa de Lousa de Valongo, com extracção a céu aberto tendo tido a sua origem
em 1865.
É sobre esta empresa
que o presente texto vai abordar, por ter sido a mais relevante e popularmente
conhecida naquele concelho.
Recentemente, a 5 de
janeiro de 2016, a Câmara de Valongo homenageou em cerimónia especial, um
conjunto de empresas por serem as mais representativas empresas e as mais
antigas no concelho, tendo sido atribuído à Empresa de Lousa de Valongo (ELV) a
medalha de mérito.
Esta empresa iniciou a
sua actividade em 1865, por investidores ingleses, com a criação de firma
inglesa The Vallongo Slates & Marbles Quarries Company, Limited, tendo dado
inicio à exploração intensiva, nas minas do Galinheiro, Vale de Amores e Susão,
em Valongo, encontrando-se actualmente desactivadas e aterradas no inicio deste
século, designadas localmente por "arrasamento".
Foi a primeira empresa
de minas de ardósia e também a responsável pela chegada energia eléctrica ao
concelho.
Nesse tempo, a sua
exploração era em profundidade através de poços cujo objectivo era abastecer
Inglaterra e os Estados Unidos com a ardósia, para telhados, pavimentos e
revestimentos, material isolante e pedras para mesas de bilhar.
ano de 1932
Nos primeiros anos do
século XIX atingiu um numero de funcionários de cerca de 1600, tendo diminuído drasticamente
com a guerra mundial.
ano de 1959
Hoje em dia, esta
empresa, com administradores portugueses, localiza-se em Campo, investindo numa
exploração a céu aberto junto da Pedreira da Milhária (pedreira mais antiga em
actividade), possuindo uma vasta área de terreno (15 ha), com garantia de
exploração e reserva para vários e longos anos.
Insere-se num complexo Xisto-Grauvático, que atravessa os concelhos de Paredes-Valongo e Arouca, sendo o produto de melhor qualidade (por serem escuras e cinzentas) a que se apresenta em Campo nas actuais instalações.
Insere-se num complexo Xisto-Grauvático, que atravessa os concelhos de Paredes-Valongo e Arouca, sendo o produto de melhor qualidade (por serem escuras e cinzentas) a que se apresenta em Campo nas actuais instalações.
Neste local, os seus
escritórios e a componente fabril circunscreve-se a uma construção tipicamente
inglesa, de forte contraste, de construção em xisto e caixilharia vermelha, com
arcadas interiores. Os escritórios situam-se num corpo de dois pisos em duas
fachadas próprias. A principal apresenta a designação da referência da empresa
em letras de dimensões elevadas com fundo brancas em oposição com as paredes negras do
ardósia.
A entrada para as
instalações faz-se por um portão com um arruamento largo e à sua esquerda
acompanhando outras instalações fabris apresentam-se um palco corrido com
diversos equipamentos antigos utilizados no século passado onde são visíveis as
características típicas da maquinaria de enorme dimensão utilizadas para os
cortes e transportes das ardósias.
Exposição de equipamento antigo no acesso em arruamento interior
Dedica-se, para além
dos materiais já descritos, também à produção de chapas e ladrilho clivado, serrado
e polido e claro de modo a manter a tradição dos famosos quadros negros e
lousas com os seus lápis de pedra ou também conhecida por "peninha",
que no tempo dos nossos pais usualmente se utilizava nas escolas primárias.
Actualmente é uma
empresa de referência, levando a marca e o nome de Valongo a todo o mundo,
tendo tido um investimento nos últimos
anos, com a laboração muito mecanizada e com a abertura da maior exploração a
céu aberto em Portugal, sendo a sua produção em cerca de 95 % para o exterior,
fundamentalmente para a Alemanha, França, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Japão e
Inglaterra.
A Origem:
Tudo nasceu pelo aproveitamento de pequenos espaços de terreno para aproveitamento da remoção deste minério e através de locais e que rapidamente foram tomadas por empresas inglesas, dado que era neste pais a componente de maior procura e investimento.
Em 1980, já estavam na posse de portugueses e com a entrada na gestão de D. Maria Eugénia, com cerca de 36/37 anos de idade, toda a componente humana e financeira passou para a posse dela.
Em 1982, foi adquirida por esta família tendo em conta que os seus sócios pouco acreditavam num futuro para esta empresa, passando a tornar-se numa empresa familiar.
Dos seus 11 filhos, dois seguiram o caminho da continuidade da gestão, Rui Lencastre Nunes de Matos e Ana Isabel que em parceria com seu marido, Teotónio deram continuidade ao progresso da empresa.
Actualmente já lhes segue um filho sem saber quando chegará ao fim do ciclo familiar.
A Origem:
Tudo nasceu pelo aproveitamento de pequenos espaços de terreno para aproveitamento da remoção deste minério e através de locais e que rapidamente foram tomadas por empresas inglesas, dado que era neste pais a componente de maior procura e investimento.
Em 1980, já estavam na posse de portugueses e com a entrada na gestão de D. Maria Eugénia, com cerca de 36/37 anos de idade, toda a componente humana e financeira passou para a posse dela.
Em 1982, foi adquirida por esta família tendo em conta que os seus sócios pouco acreditavam num futuro para esta empresa, passando a tornar-se numa empresa familiar.
Dos seus 11 filhos, dois seguiram o caminho da continuidade da gestão, Rui Lencastre Nunes de Matos e Ana Isabel que em parceria com seu marido, Teotónio deram continuidade ao progresso da empresa.
Actualmente já lhes segue um filho sem saber quando chegará ao fim do ciclo familiar.
Apresenta-se a reportagem apresentada numa revista, em 2014, por um dos administradores, Sr. Teotónio Pereira, figura representativa no concelho pela sua postura perante o município, para com os clientes e para com todos aqueles que intercedem a empresa na busca da curiosidade, de visitas, e da sua história, um verdadeiro "gentleman".
Administrador da empresa, Sr. Teotónio Pereira
149 anos de história das "Louzas" de Valongo
por Revista Business Portugal - 2 dezembro 2014
"A história da Lousa de Valongo é tão antiga como a da empresa que hoje Teotónio Pereira administra. A exploração deste material no concelho começou em 1865 com a instalação da companhia inglesa The Vallongo Slate & Marble Quarries Company, que mais tarde, após a venda, adquiriu o nome de Empresa das Lousas de Valongo. Conhecida pelas características específicas da região onde se situa (Valongo – Douro Litoral) e pela idade geológica das suas pedreiras (Landeiliano Superior, 450 milhões de anos), a “Ardósia de Valongo” (denominação registada EN12440) distingue-se nas palavras de Teotónio Pereira das demais existentes: “A nossa lousa tem um carácter próprio e é por isso que continuamos no mercado”. De referir que ardósia ou lousa referem-se exactamente à mesma pedra, sendo este último termo mais usado no norte do país.
Por não existir “hoje
em Portugal a tradição de utilizar lousa portuguesa”, refere Teotónio Pereira,
toda a produção da Empresa das Lousas de Valongo destina-se ao mercado externo:
Alemanha, Inglaterra, Espanha, Suíça, Estados Unidos, Japão e países do norte
da Europa. São precisamente estes últimos que Teotónio Pereira destaca: “Os
clientes do norte da Europa conhecem esta lousa melhor que nós. Temos clientes
nestes países há mais de 80 anos”.
Como referência
destacam-se algumas obras onde as lousas ELV estão presentes: Edifício Sede da
Telenor, Trondheim, Escola “High Schoolof Gotemborg”, Gotemburgo, Biblioteca
“Werner Oechslin”, Einsiedeln, Zurique, Casa da Música, Porto, Hotel Four Seasons,
Toronto, Canada, University of Oregon Football Performance Center (Nike
Centre), Oregon, EUA.
Proprietária de mais
de 100 ha na faixa lousífera de Valongo, a capacidade de produção da ELV
ultrapassa os 4.000 ton/ano. Como principais produtos, o administrador destaca
os ladrilhos e placas para pavimentos e revestimento de paredes, soleiras,
cobertura de degraus, rodapé, tampos de cozinha em ardósia, telhas para
telhados e pedras para bilhares. Pelas suas características os produtos da ELV
coleccionaram prémios de várias exposições mundiais históricas: exposição
mundial de Paris (1867), exposição de Viena (1873), exposição de Filadélfia
(1876), Adelaide (1887), Lisboa (1888), Londres (1871), Porto (1897), Paris
(1900) e Rio de Janeiro (1908).
Actualmente com 45
trabalhadores, com a extracção e transformação toda mecanizada, a Empresa de
Lousas das Valongo não tem como objectivo crescer muito mais até porque refere
o administrador: “temos as vendas em mercados muito diversificados mas, a
situação actual requer alguma prudência”.
Os investimentos passam por aperfeiçoar e criar novos produtos aumentando o valor acrescentado e no sector da energia, estamos a fazer investimentos que nos vão garantir uma grande poupança de electricidade."
Os investimentos passam por aperfeiçoar e criar novos produtos aumentando o valor acrescentado e no sector da energia, estamos a fazer investimentos que nos vão garantir uma grande poupança de electricidade."
Guincho colocado numa rotunda em Valongo, peça oferecida pela empresa
Antigo Guincho
Equipamento mecânico de elevação da ardósia, desde o fundo da pedreira até ao exterior. A sua datação é atribuída aos anos 20 do século passado, utilizando já a força motriz eléctrica. Pertenceu à Empresa das Lousas de Valongo, SA, e foi patrimonializado, no sentido de valorizar uma importante identidade valonguense, a lousa. Encontra-se localizada precisamente, onde, em 1865, se deu início à exploração industrial intensiva de extracção ardosífera, com a abertura da louseira do Galinheiro pertencente à firma inglesa The Vallongo Slates & Marbles Quarries Company, Limited. O antigo equipamento encontra-se instalado no centro de uma rotunda, junto à Biblioteca Municipal e ao Centro Comercial Continente.
Equipamento mecânico de elevação da ardósia, desde o fundo da pedreira até ao exterior. A sua datação é atribuída aos anos 20 do século passado, utilizando já a força motriz eléctrica. Pertenceu à Empresa das Lousas de Valongo, SA, e foi patrimonializado, no sentido de valorizar uma importante identidade valonguense, a lousa. Encontra-se localizada precisamente, onde, em 1865, se deu início à exploração industrial intensiva de extracção ardosífera, com a abertura da louseira do Galinheiro pertencente à firma inglesa The Vallongo Slates & Marbles Quarries Company, Limited. O antigo equipamento encontra-se instalado no centro de uma rotunda, junto à Biblioteca Municipal e ao Centro Comercial Continente.
Pormenor da chaminé em forma quadrada
Antiga Chaminé de Ardósia
A antiga chaminé encontra-se instalada no local onde em 1865 a empresa inglesa The Vallongo Slates & Marbles Quarries Company, Limited, deu início à exploração industrial intensiva de extracção de lousa. A mina do Galinheiro foi a primeira pedreira a utilizar tecnologia de ponta para a época, como a máquina a vapor e sistemas de pequenas vias férreas para o transporte de pedra. Do complexo mineiro do Galinheiro faziam parte outras infra-estruturas de apoio, das quais a chaminé é um dos seus últimos vestígios. Pode ser visitada livremente por se localizar implantada dentro de uma actual rotunda.
A antiga chaminé encontra-se instalada no local onde em 1865 a empresa inglesa The Vallongo Slates & Marbles Quarries Company, Limited, deu início à exploração industrial intensiva de extracção de lousa. A mina do Galinheiro foi a primeira pedreira a utilizar tecnologia de ponta para a época, como a máquina a vapor e sistemas de pequenas vias férreas para o transporte de pedra. Do complexo mineiro do Galinheiro faziam parte outras infra-estruturas de apoio, das quais a chaminé é um dos seus últimos vestígios. Pode ser visitada livremente por se localizar implantada dentro de uma actual rotunda.
A lousa, ardósia ou
pedra é uma folha de ardósia inserida num rectângulo de madeira. Uma das faces
da lousa é quadriculada e a outra lisa. Na moldura de madeira há um orifício,
onde os alunos amarravam o lápis da pedra ou “peninha” para não se perder.
É uma superfície reutilizável onde os alunos escreviam palavras, números e desenhos com giz ou com a "peninha”. As letras e os traços eram apagados com um paninho ou uma esponja.
É uma superfície reutilizável onde os alunos escreviam palavras, números e desenhos com giz ou com a "peninha”. As letras e os traços eram apagados com um paninho ou uma esponja.
A ardósia era um
utensílio fundamental para os exercícios escolares e, segundo o programa de
leitura da 1ª classe, para se evitarem “deformações graves na caixa torácica e
nos órgãos que encerra e desvios da coluna vertebral e miopia”, os alunos eram
aconselhados a praticarem “de preferência na ardósia, sob a direcção do
professor, os necessários exercícios tendentes a educar-lhes os dedos para o
manejo da pena e do lápis”.
Conceito e Terminologias
A ardósia, também conhecida por lousa ou xisto, é uma rocha formada a partir da rocha sedimentar, o xisto argiloso, sob
acção de pressão e temperaturas baixas. É uma rocha nua, de aparência homogénea
e de granulação fina. A sua cor negra ou cinza escura deve-se à presença de
mais ou menos grafite, quartzo, feldspato ou biotite.
A exploração desta rocha é feita desde sempre em profundidade das minas bem como a céu aberto, extraída em pedreiras, sem recurso a mina, pratica utilizada pela actual empresa das lousas.
A exploração desta rocha é feita desde sempre em profundidade das minas bem como a céu aberto, extraída em pedreiras, sem recurso a mina, pratica utilizada pela actual empresa das lousas.
Nos séculos passados os mineiros trabalhavam nas minas em
condições de trabalho péssimas, utilizando artefactos de trabalhos manuais como
a cunha, a pica, o picão, o alvião e a palmeta, para além da falta de luz, pois as minas para além de serem escuras ainda mais se tornavam pela própria cor da ardósia.
A ausência de água nos inícios dos processos eram penosos e prejudiciais para a saúde e graças à modernização e maquinarias a evolução do trabalho foi muito evolutiva, para melhor.
A ausência de água nos inícios dos processos eram penosos e prejudiciais para a saúde e graças à modernização e maquinarias a evolução do trabalho foi muito evolutiva, para melhor.
Com a industrialização os equipamentos utilizados vieram a beneficiar a mão-de-obra e a força utilizada por esta classe mineira e que nesta empresa com as minas a céu aberto a partir dos anos 89/90 do século passado tudo se transformou.
Actualmente compreende cerca de 40 pessoas e produz e escoa diariamente cerca de 10 t de material.
Actualmente compreende cerca de 40 pessoas e produz e escoa diariamente cerca de 10 t de material.
http://queresaberoquesei.blogspot.pt/
http://revistabusinessportugal.pt
http://revistabusinessportugal.pt
http://mvecv.ie.ulisboa.pt/items/show/79
https://www.google.pt
http://www.almanostra.com/shop/pt/brinquedos-tradicionais/94-quadro-em-lousa-pequeno.html
Subscrever:
Mensagens (Atom)
























