PERDIDOS NO TEMPO - Objectos, imagens, lugares, etc...
NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.
Obrigado.
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19 de março de 2014
12 de março de 2014
Capela dos Alfaiates ou de Nª. Srª. de Agosto - Porto
largo da entrada da rua do Sol, freguesia da Sé, Porto - Portugal
O edifício primitivo foi construído em meados do séc. XVI, em frente à porta principal da Sé. pertencia à Irmandade dos Alfaiates, que celebravam a padroeira a 15 de Agosto.
Cerca de 1940, a capela foi apeada para alargamento do terreiro da Sé, sendo reconstruída alguns anos mais tarde, no sitio actual.
No interior, o retábulo de Nossa Senhora de Agosto é um delicado exemplar de talha dourada do séc. XVII, em estilo maneirista.
8 de março de 2014
Brasão na Igreja de Stª. Clara - Porto
Largo de 1º de Dezembro, freguesia da Sé, Porto - Portugal
Este brasão está assente em campa rasa no interior da igreja. Junto com ela encontra-se uma inscrição em memória do falecido - frei Brito Monterroio.
O seu escudo, em granito, é português ou boleado, com ponta e tem o formato de esquartelado, com leitura de I e IV, de Monterroio e II e III, de Brito.
Na sua inscrição está marcada:
A Q JAZ FREI BRITO MONTERROIO
COMENDADOR QUE FEZ COMENDAS DE
POIARES FREIXITEL
FALECEU
4 D JVLHO 1574
4 de março de 2014
Brasão nacional da antiga Porta de Carros - Porto
Rua D. Manuel II, freguesia de Massarelos, concelho do Porto - Portugal
A Pedra de Armas de classificação de "Soberania", representa o escudo nacional encimada pela coroa real.
Infelizmente estava colocada na antiga Porta de Carros, uma das entradas na cidade do Porto pelas muralhas Fernandinas e que actualmente já não existe.
Encontra-se guardada no Museu Soares dos Reis junto com um conjunto de outros brasões que se foram retirando do seu local inicial.
Tudo se deve à expansão da cidade e à sua modernização. Neste caso, a sua remoção deve-se aos "Almadas" aquando dos seus projectos de requalificação da cidade do Porto, no séc. XVIII.
2 de março de 2014
26 de fevereiro de 2014
Brasão do Visconde de Vilar de Allen - Porto
Cemitério de Agramonte, freguesia de Massarelos, Porto
Brasão de Alfredo Allen, aplicado em campa rasa, que assentou vida em Portugal numa quinta em Campanhã dedicando-se aos seus conhecimentos de paisagista e botânico. Alfredo Allen, agraciado a 13/1/1866, seguiu os passos de seu pai, fazendo o mesmo percurso, ambos com projectos de relevo na cidade do Porto, através da concepção de jardins e arranjos botânicos.
Descrição da pedra de armas:
Escudo: Inglês
Material: Granito
Formato: Pleno ou Simples
Leitura: de Allen
Timbre: de Allen
Elmo: encimado por coroa e timbre, encontra-se aberto, gradeado e perfilado á direita.
Coronel: de Visconde
13 de fevereiro de 2014
Foral de Baltar - Paredes
Vila de Baltar, concelho de Paredes - Portugal
O Foral de Baltar
A exemplo dos outros
forais manuelinos, a preparação do documento foi precedida de uma inquirição
local e está documentada em acta e guardada na Torre do Tombo.
O foral datado de Junho
de 1515, tudo leva a crer que a sua preparação, através das inquirições
ter-se-à realizado no ano anterior.
O documento regista a
presença de juiz, de vereador do concelho, alguns homens da câmara e do tabelião,
que terão subscrito o documento e validado toda a informação que permitiu à
emissão do Foral.
Já na presença real
terá sido aprovado por altos signatários ligados a D. Manuel, isto é pelo Dr.
Rui Boto, chanceler do rei e pelo dr. Rui da Grã, desembargador dos forais que
lhe puseram o visto e a rubrica, respectivamente.
O Foral faz menção aos
pagamentos que os lavradores deviam ao senhorio dos direitos, pelo usufruto das
terras.
O documento regista que
as terras eram pertença real e que afirma o seu poder ao Senhor Duque de
Bragança.
Os seus pagamentos, eram prática local e
estavam registados 29 casais, que lhe deviam pagar quantias em dinheiro e em
género (linho, centeio, milho, painço, vinho, manteiga, ovos e animais).
Os senhores da Casa de
Bragança que tiveram Baltar sob sua alçada e direitos, pode-se afirmar que o
Condestável D. Nuno Álvares Pereira, como filho bastardo do rei D. João I e
conde de Barcelos, foi o representante mais emblemático. Durante um período
conturbado na Casa de Bragança, foi o representante João Rodrigues de Sá, como
fidalgo da casa de Bragança e por estar ligado à terra de Baltar com funções
administrativas, para além de ser fidalgo do concelho do rei e vedor e alcaide
da cidade do Porto. Fora agraciado dos direitos, por D. João I, em Junho de
1484. Este direito deveu-se a conflitos internos da casa de Bragança e que
resultou na sua anulação por D. Manuel e a terra de Baltar voltou ao anterior
senhorio.
Baltar viria a ganhar o
seu foral por concessão do rei D. Manuel, em documento redigido em Lisboa e
datado de 11 de Junho de 1515.
Para além dos deveres e
pagamentos dos lavradores, usufrutuários e residentes nos casais de Baltar, à
Casa de Bragança, o foral aborda os serviços que haveriam de servir o senhorio
ou os seus representantes, apresentando um pequeno conjunto de normas, mais ou
menos comuns a todos os forais manuelinos, destinados a explicitar e
regulamentar os usos da terra, o gado perdido e o uso ilegal de armas.
Sobre eles, determina o
conceito de maninhos e montados e do gado do vento e de alguns aspectos da
justiça, regulamentando o uso de armas no concelho, e com ela ligada a pena do
foral, isto é, as sanções e incumprimentos.
Aborda as isenções de
homens de, pessoalmente, servirem os senhores dos direitos da terra, ou de lhes
darem gratuitamente, palha, erva, roupa ou qualquer outra serventia contra a
sua vontade.
Esta ultima, é
declarada livre de qualquer servidão os homens de Baltar, resguardando-se de
qualquer abusos que os senhorios ou seus representantes pretendessem cometer
sobre eles.
Finalmente, quanto à
justiça, os forais manuelinos reforçam as normas legais em vigor, no capítulo
que dedica à chamada pena de armas, na regulamentação em que era admitido ou
não, esse uso de armas.
O foral de Baltar não
era excepção, pretendendo ajudar à manutenção da paz, dissuadindo arruaceiros e
agressores.
“resumo de texto da
transcrição/descrição de Maria Fernandes Marques, faculdade de Letras, Centro
de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra”
História
Uma Carta de Foral, ou
simplesmente Foral, foi um documento real utilizado em Portugal no seu antigo
império colonial, que visava estabelecer um Concelho e regular a sua
administração, limites e privilégios. A palavra “foral” deriva da palavra portuguesa “foro”, que por sua vez provém do latino “fórum”; é equivalente à espanhola “fuero”, à galega “foro”,
à catalã “fur” e à básica “foru”.
Os Forais foram
concedidos entre o século XII e o século XVI. Eram a base do estabelecimento do
município e, desse modo, o evento mais importante da história da vila ou da
cidade. Era determinante para assegurar as condições de fixação e prosperidade
da comunidade, assim como no aumento da sua área cultivada, pela concessão de
maiores liberdades e privilégios aos seus habitantes, num período da História
em que as populações eram sujeitas a um regime de trabalho semi-escravo, na
qualidade de servos dos senhores feudais.
O Foral tornava um
concelho livre do controlo feudal, transferindo o poder para um concelho de
vizinhos (concelho) com a sua própria autonomia municipal. Por conseguinte, a
população ficava directa e exclusivamente sob o domínio e jurisdição da Coroa,
excluindo o senhor feudal da hierarquia do poder.
O Foral garantia terras
públicas para o uso colectivo da comunidade, regulava impostos, pedágios e
multas e estabelecia direitos de protecção e deveres militares dentro do
serviço real.
Um pelourinho estava
directamente associado à existência de um Foral. Era erguido na praça principal
da vila ou cidade quando o Foral era concedido e simboliza o poder e autoridade
municipais.
Os forais entraram em
decadência no século XV, tendo sido exigida pelos procuradores dos concelhos a
sua reforma, o que viria a acontecer no reinado de D. Manuel I, de Portugal.
Foram extintos por Mouzinho da Silveira em 1832.
Os
Forais Manuelinos
Sob o reinado de D.
Manuel I, de Portugal, os forais medievais – redigidos em latim bárbaro e já à
época em mau estado de conservação – eram de difícil leitura e interpretação
pelos oficiais das Câmaras, uma vez que também apresentavam grandes
discrepâncias entre si.
Com o objectivo de
sistematizar a governação local ao nível administrativo, aquele monarca nomeou
uma comissão que, durante duas décadas, procedeu à recolha de toda a
documentação existente – Privilégios e antigos Forais – e reformulou-a segundo
uma certa sistematização, o que fez com que os chamados “Forais Novos” sejam
quase idênticos, assegurando uma certa unificação. São também conhecidos como
de “leitura nova”, uma vez que o monarca instituiu um novo tipo de caligrafia –
o gótico librário - , mais inteligível.
Em seu reinado foram
reformulados 596 forais, reunidos nos “Livros dos Forais Novos”. A reforma
prolongou-se entre 1497 e 1520, abrangendo cerca de 570 concelhos.
Iconograficamente, o
tipo principal caracteriza-se por apresentar, na parte superior, as armas reais
ao centro (sempre com nove castelos), ladeado pelas esferas armilares e uma
faixa horizontal com o nome do rei (MANVEL), tendo a particularidade de a letra
“D” ser formada por uma serpente alada com cabeça de dragão.
(http://p..wikipedia.org/wiki/Carta_de_Foral”
11 de fevereiro de 2014
6 de fevereiro de 2014
Pedra de Armas em casa particular - Guimarães
Largo Martins Sarmento, nº 71, Guimarães - Portugal
Brasão ainda pouco estudado, de qualquer modo o escudo é de fantasia, com elmo voltado à direita e ornada com uma cartilha floreada.
É partido, com leitura: I - Macedo e II - Cardoso, conforme comentário junto, que agradeço, e seu Timbre, de Macedo, mal colocado. Devia estar sobre o elmo.
Está inserida na fachada da casa dos condes de Margaride, em Guimarães, também conhecida pela casa do Carmo.
Grato pela informação prestada àquele que enviou a correcção tida antes.
2 de fevereiro de 2014
Porta ou Postigo das "Virtudes"? - Porto
Rua das Virtudes, freguesia da Vitória, Porto - Portugal
Pois é! Não tinha a noção que de todas as portas, postigos bem como de grande parte das muralhas fernandinas ainda existissem locais que não foram demolidas, aos longos destes dois últimos séculos, para além do que é a corrente divulgação popular e publicitada, para além de outras aberturas que foram abertas ao longo dos tempos como será o presente caso.
É do conhecimento geral e bastante divulgada a existência do Porta do Carvão, na zona ribeirinha da cidade e da muralha que percorre do alto da cidade até à parte baixa (escarpas dos Guindais), junto à ponte D. Luís e que se pode acompanhar e visualizar através do uso do funicular ou através da vista do lado da cidade de Gaia.
Outras partes dessas construções sobrevivem pelos recantos da cidade, são o exemplo de alguma publicidade ao "café muralhas", junto à igreja dos clérigos, e parte enterrada na igreja de S. José das Taipas, recentemente descoberta e que esta igreja entronca com essas paredes de pedra.
Outras escondem-se pelos interiores dos quintais das casas ou fazem paredes divisórias com habitações ao longo do seu percurso.
É o caso de uma parte da muralha e de uma porta e um postigo abertas junto ao lugar das Virtudes.
Esta, ainda existente, não será da originais e terá sido aberta numa fase posterior às então designadas Porta e Postigo das Virtudes e que se situariam muito perto daquele local.
Nem toda a população ou visitante tem a possibilidade imediata de visitar esta peça, com alguma dimensão.
Encontra-se no interior de uma casa solarenga, conhecida pelo antigo Clube Inglês e que actualmente está sediada uma instituição de apoio social àquela zona da cidade.
Se esta porta agora visitada terá sido aberta muito posteriormente às originais no lugar das Virtudes, pois há quem defenda que a "porta" ou o "postigo" que existiram, permitiam estas à passagem a pessoas ou a animais, enquanto que as "portas" eram de passagem de carroças, carros de animais e havia sempre um posto de guarda, para controlo.
História:
" As muralhas do Porto"
Muralhas Fernandinas é o nome pela qual ficou conhecida a cintura medieval de muralhas da cidade do porto, em Portugal, da qual somente partes sobreviveram até aos nossos dias.
Cerca Nova e Muralha Gótica são outras designações que se aplicam às muralhas fernandinas mas que, apesar de cientificamente mais correctas, são menos correntes.
Durante o séc. XIV, o Porto teve uma grande expansão para fora do seu núcleo inicial do morro da Pena Ventosa, em torno da Sé, protegido pela Cerca Velha, construída em cima do muro original romano. Este surto de povoamento foi particularmente notável na margem ribeirinha do Douro, reflectindo a crescente importância das actividades comerciais e marítimas.
A cidade sente, assim, necessidade de um espaço amuralhado mais vasto que o da Cerca Velha. Os primeiros a apresentarem essa reivindicação foram burgueses com casas e negócios extramuros e portanto menos protegidos.
Em meados desse século, ainda no tempo de D. Afonso IV, começou a ser construída uma nova cintura de muralhas que ficou praticamente concluída por volta de 1370. O facto de a obra só ter sido concluída no reinado de D. Fernando, explica o facto de ser correntemente designada por "Muralha Fernandina".
passada a sua importância militar, as muralhas começaram a ser progressivamente demolidas a partir da segunda metade do séc. XVIII para dar lugar a novos arruamentos, praças e edifícios. A maioria da muralha foi demolida já em finais do séc. XIX. Os troços sobreviventes das Muralhas fernandinas foram classificadas como "monumentos nacionais" em 1926.
Este muro, de traçado geométrico e uma altura de 30 pés (9 m), de alto porte e grande robustez, era recortado de ameias salientes, tendo vários cubelos e torres elevadas e ainda numerosas portas e postigos (dezassete, no total). Com um perimetro de cerca de 3.000 passos (2.600 m), limitva uma área de 44,5 hectares.
O seu traçado seguia pela margem ribeirinha do Douro até ao limite com Miragaia, subia pelo Caminho Novo e São João Novo até ao cimo do Morro do Olival; depois tomava a dircção leste passando junto ás hortas do bispo e do cabido e continuava para Cimo de Vila; a seguir contornava os morros da Cividade e da Sé por nascente e descia pela escarpa dos Guindais até à Ribeira, próximo da saída do tabuleiro inferior da actual Ponte Luís I.
(...)
http://www.porto.pt/noticias/os-sons-da-muralha-fernandina
Começando pela Porta Nova ou Nobre que dava saída para Miragaia, junto ao rio Douro, as portas e postigo seriam os seguintes (no sentido dos ponteiros do relógio):
1 - Porta Nova ou Nobre (inicialmente de Miragaia);
2 - Postigo de S. João Novo ou da "Esperança";
3 - Porta das Virtudes (inicialmente apenas postigo);
4 - Porta do Olival;
5 - Postigo das Hortas ou dos Almadas;
6 - Porta de Carros (inicialmente apenas postigo);
7 - Porta do Cimo de Vila;
8 - Porta do Sol (inicialmente postigo do Carvalho do Monte ou do Penedo);
9 - Porta da Ribeira;
10 - Porta do Carvão (único que sobreviveu até hoje);
e os postigos eram,
1 - Postigo dos Banhos;
2 - Postigo da Lingueta;
3 - Postigo da Alfândega ou do Terreirinho;
4 - Postigo do Pelourinho;
5 - Postigo da Forca;
6 - Postigo da Madeira;
7 - Postigo da Lada ou da Areia;
8 - Porta de Santo Elói (inicialmente postigo do Vimial);
(http://pt.wikipédia.org/wiki/Muralhas_Fernandinas_do_Porto)
(http://www.porto.pt/noticias/os-sons-da-muralha-fernandina)
26 de janeiro de 2014
23 de janeiro de 2014
20 de janeiro de 2014
16 de janeiro de 2014
Porta do séc. XVI - Porto
Pátio das Escadas do Monte dos Judeus, nº 16A e 19, freguesia de Miragaia, Porto - Portugal
Na cidade do Porto ainda existem vestígios de marcas dos nossos antepassados. O exemplo que apresento é de uma porta (a habitação foi já totalmente adulterada) que pertencia a uma residência de família judaica.
Este local correspondia à judiaria que o Porto, em Miragaia, situando-se dentro da sua cidade. Sobre a porta, na padieira, tem uma peça de granito gravada com a data da sua construção "15 de Julho de 1558". Esta peça é uma raridade na cidade e merece ser preservada. Encontra-se numa pequena viela, designada de pátio, mesmo no fim de um conjunto de pequenas casas.
10 de janeiro de 2014
Brasão desconhecido no antigo Museu de Etnografia e História - Porto
Antigo Museu de Etnografia e História da Província do Douro Litoral, largo de S. João Novo, freguesia de Miragaia, Porto
Esta pedra de armas está registada na obra "Pedras de Armas do Porto", de Armando Mattos, e considerada como guardada no edifício do Palacete dos Costa Lima.
Este espaço estava destinado a Museu de Etnografia e História e encontra-se encerrado há décadas sem que as entidades governamentais e locais nada façam para o reabrir.
Infelizmente é-me impossível confirmar se tal peça histórica ainda se encontra lá guardado. Como fotografia está registado no Arquivo Histórico do Porto e proveniente de fotografia tirada pelo Eng. Guilherme Bonfim Barreiros, entre 1943 e 1953, entre muitas outras fotografias tiradas por esta figura conhecida da cidade.
É uma peça renascentista, do séc. XVIII, em granito (?) e desconhecida pelo local da sua origem, tem uma leitura de escudo de fantasia, esquartelado com sobreposto.
A sua leitura é: I - Guerra, II - Vieira, III - (?) e IV - Sá, com sobreposto de Alvo. O timbre terá sido mutilado conjuntamente com o possível elmo.
O terceiro quadrante é para mim uma incógnita, pois não existe qualquer referência na Heráldica Portuguesa para o seu símbolo.
Agradeço qualquer comentário sobre esta peça, tendo como duvidas mais importantes a sua origem histórica e familiar, para além da simbologia do quadrante em duvida e de ser em granito.
Nota:
Sobre o III quadrante apenas tenho conhecimento da existência na Heráldica Portuguesa dos seguintes nomes com alguma proximidade e que são:
- Camacho (da Andaluzia): castelo com dois pinheiros e duas estrelas;
- Parada: torre com 5 estrelas;
- Ribafria: torre com duas estrelas (6 pontas);
- Varejão: torre com duas estrelas;
- Valdevesso: castelo com uma estrela (8 pontas) e que para mim será esta a simbologia mais próxima da pedra de armas da foto.
Nota:
Sobre o III quadrante apenas tenho conhecimento da existência na Heráldica Portuguesa dos seguintes nomes com alguma proximidade e que são:
- Camacho (da Andaluzia): castelo com dois pinheiros e duas estrelas;
- Parada: torre com 5 estrelas;
- Ribafria: torre com duas estrelas (6 pontas);
- Varejão: torre com duas estrelas;
- Valdevesso: castelo com uma estrela (8 pontas) e que para mim será esta a simbologia mais próxima da pedra de armas da foto.
3 de janeiro de 2014
Memórias Paroquiais de 1758 - Baltar
O que são as memórias paroquiais de 1758?
São as respostas dos párocos a um Inquérito elaborado pelo Padre Luís Cardoso e enviado a todos os párocos do País, em 1756, e com o total apoio do então Secretário de Estado, Sebastião José Carvalho e Melo (Ministro de D. José I e Marquês de Pombal).
Trata-se de um inquérito tripartido sobre as terras, rios e serras que esperava dos párocos uma resposta minuciosa e expressiva, com a preocupação, também, de saber se o Terramoto de 1755 tinha causado estragos na sua freguesia.
As respostas dadas são um verdadeiro conteúdo histórico de recolha a nivel nacional, permitindo à época perceber o actual estado de cada local do País.
A seguir apresenta-se a transcrição do documento emitido pelo pároco de Baltar, do concelho de Paredes e que à época era pertença da comarca de Barcelos e era Honra da Casa de Bragança.
Transcrição feita por Manuel Cunha, 27/12/2013
Agostinho Jose Ferreira, Abbade de São Miguel de
Baltar da Comarca de Pennafiel deste Bispado do Porto, satisfazendo a Ordem,
que recebi em quatro de Março de mil Sete centos, e cincoenta e oito do Excellentissimo,
e Reverendissimo Senhor Dom Frey Antonio de Tavora Bispo deste Bispado, para
responder aos interrogatórios seguintes.
O que se procura saber desta terra hê o seguinte.
1
Em que Provincia fica, a que Bispado, Comarca, Termo,
e Freguezia pertence?
Respondo: pertence à Provincia de Entre Douro, e
Minho, Bispado do Porto, Comarca de Barcellos, Termo do Porto, e Freguezia de
S. Miguel de Baltar.
2
Se hê de ElRey, ou de Donatario, e quem o he ao
prezente?
Respondo: Que ao pretenze o Senhor desta Freguzia
he a Serenissima Senhora dos Brasis, Duqueza de Bragança.
3
Quantos Vizinhos tem, e o numero das pessoas?
Respondo: tem duzentos, e nove Vizinhos, pessoas,
Sete Centos, e Setenta, e Sete.
4
Se estâ situada em Campina, Valle ou monte, e em
que povoações se descobrem della, e quanto dista?
Respondo: Estâ em hum Valle e delle se descobrem
alguns montes ao longe na distancia de duas léguas.
5
Se tem termo seu, que lugares, ou Aldêas comprehende,
como se chamão, e quantos Vizinhos tem?
Respondo: A este nada.
6
Se a Parochia estâ fora do lugar, ou dentro
delle, e quantos lugares, ou Aldêas tem a freguezia, todos pelos seus nomes?
Respondo: Que a Parochia estâ no meyo do lugar,
chamado o da Igreja e tem mais os seguintes: Mamôa, Ramos, Tahinde, Cazal de
Gas, Ancede, Ribeiro, Fagilde, Gralheira, Sagial, Carvalho, Covelo, Figueira de
Porta, Quintâa, Ponte, que fazem o numero de quinze.
7
Qual hê o seu Orago, quantos altares tem, e de
que Santos, quantas Naves tem, se tem Irmandades, quantas, e de que Santos?
Respondo: O orago he São Miguel; tem tres
altares; o Altar Mor com o Santissimo, o Padroeiro São Miguel, a Senhora do
Carmo, e Santa Anna; dous altares Colateraes, hum da Senhora do Rozario com São
Gonçallo, outro da Senhora da Conceição com o Menino Deos, e Santo António; não
tem naves; tem quatro Irmandades a saber: a do Santissimo Sacramento; a do Su(b)cino,
a da Senhora do Rozario, e de São Miguel.
8
Se o Paroco he Cura, Vigario, Reytor, Prior, ou
Abbade, e de apresentação he, e que renda tem?
Respondo: he Abbade, a prezentação da Serenissima
Caza de Bragança, rende para o Paroco o terço da dizimaria, em que anda
arrendada este triennio, em cada hum anno Cento, Oitenta mil reis, e o pé do
altar hum anno por outro cincoenta mil reis, e as duas partes da dizimaria são
das Religiosas das Chagas de Villaviçoza com a obrigação da Fabrica da Cappella
Mór desta Igreja, he tudo omais, que lhe for necessario, a que ellas eitam obrigadas.
Ao nono, decimo, undécimo e duodecimo não temho que
responder.
13
Se tem alguas Ermidas e de que Santos, se estão
dentro, ou fora do lugar e a quem pertencem?
Respondo: tem duas, a saber; da Senhora da
Quintâa junto ao mesmo lugar assim chamado: outra de São Sebastiam com São
Silvestre sita quazi no meyo do lugar de Fagilde ao pé da Estrada publica; os
devotos são os que tratão dellas.
14
Se acodem a ellas romagem sempre, ou em alguns
dias do anno, e quaes são estes?
Respondo: que em dia de São Silvestre vem algua
gente em romaria ao Santo à Cappella de São Sebastiam, aonde estã também o dito
São Silvestre.
15
Quaes são os frutos da terra, que os moradores
recolhem em mayor abundancia?
Respondo: que he milham e Centeyo.
16
Se tem Juiz Ordinario, Camera, ou se estâ sujeita
ao Govêrno das Juitiçães de outra terra, e qual esta?
Respondo: tem Juiz Ordinario em todo a Civil,
Crime, e Orfãos; tem Camera, e tudo esta sujeito à Correição do Ouvidor da
Villa de Barcellos.
17
Se he Couto, Cabeça de Concelho, Honra ou Behetria?
Respondo: he Honra de Baltar da Serenessima Caza
de Bragança.
Ao decimo oitavo, nada.
19
Se tem feira, e em que dias, e quantos dura, se he
franca, ou Captiva?
Respondo: tem hua feira, que principiou ha tres
anos; e se faz todos os mezes aos dezasseis; e no anno aos dezasseis de Abril,
franca, três dias, por provizam de sua Magestade, que Deos guarde.
20
Se tem Correyo, e em que dias da semana chega, e
parte, e se o não tem, de que Correyo se serve, e quanto dista a terra adonde elle
chega?
Respondo: não tem Correyo e serve se do Correyo
Mor da Cidade do Porto, que fica distante quatro léguas, e alguas vezes do da
Villa de Arrifana de Souza, que dista duas léguas.
21
Quanto dista da Cidade Capital do Bispado, e
quanto de Lisboa Capital do Reyno?
Respondo: dista quatro leguas da Cidade do Porto
Capital do Bispado; e Cincoenta, e quatro de Lisboa Capital do Reyno.
22
Se tem alguns privilégios, antiguidades ou outras
couzas dignas de memoria?
Respondo, que tem os pivilegios, de que gozam os
reguengueiros da Serenissima Caza de Bragança.
Aos vinte, e três, vinte, e quatro, e vinte
cinco, nada.
26
Se padeceu algua ruîna no Terramoto de mil, Sete
Centos, Cincoenta, e Cinco, e em que, e se esta já reparada?
Respondo, que cahiram alguas paredes dos Campos,
e hum palheiro, e tudo se acha reparado; o braço da cruz da Cappella Mor desta
Igreja deu meya volta, e assim estâ para memoria.
Ao vinte, e sete nada.
O que se procura saber desta serra he o seguinte?
1
Como se chama?
Responde-se: a Serra de Baltar
2
Quantas leguas tem de comprimento, e quantas de
largura; onde principîa, e onde acaba?
Responde-se, que tem de Comprimento meya legua, e
de largura hum quarto de legua, principia do Nascente ao pe do Lugar de Ramos,
e acaba no Poente no lugar do Gardam, freguesia de São Miguel de Gandra; e do
Norte do Monte de São Silvestre, e acaba na parte do Sul junto ao lugar de Recarey,
freguesia de São Pedro da Sobreyra, tudo deste Bispado.
Ao terceiro, quarto, e quinto, nada, e também o
sexto.
7
Se há na Serra Minas de Metays ou Cantarias de
pedras, ou de Outros materiaes de Estimação?
Respondo; que he hua pedreira aonde se tira
pedra, ou môs para amolar.
8
De que plantas, ou hervas medicinaes hê a serra
povoada, e se se cultiva em alguas partes della, e de que generos de frutos he
mais abundante?
Responde-se: que tem alguns Carvalhos, Sobreyros,
e pinheiros nas fladras della, e tudo
mais he Queiró; pode ser cultivada para trigo, e centeyo; porem os moradores
não deixam topar huns aos outros por cauza de alguns querendo tudo.
Ao nono nada.
10
A qualidade do seu temperamento?
Respondo: que dizem he temperado.
11
Se ha nella Criações de Gados, ou de outros
animaes, ou Cassa?
Respondo, que há alguns Rebanhos de Ovelhas,
Cabras, e também boys e vaccas onde vão passar na queiró; e alguas lebres.
Ao decimo segundo, e decimo tercio, nada.
O que se procura saber do Rio dessa serra he o
seguinte.
1
Como se chama assim o Rîo, como o sitio donde
nasce?
Respondo: não ha Rio, mas sim hum Regato, que
nasce na freguezia de Vandoma em hua lagôa, o qual rega a mayor parte das
terras desta freguesia por repartições que tem, E nesta freguezia hâ quinze moînhos
que moem com agua do dito regato no tempo do Inverno, e de Veram âs prezas dao:
ha tambem hua ponte de pedra, chamada da pedra no lugar da ponte, por toda a
margem deste regato se cultiva de pam com suas arvores e vides de Vinho Verde.
Dou esta informação, e não respondo por artigos, porque nesta freguezia não ha
rio algum, só sim o referido regato.
V. Excelencia Reverendissimo mandará, o que for
servido. Baltar 8 de Abril de 1758
D
A. Exª. Rma.
O
menor súbdito
Agostinho José Ferrª.
29 de dezembro de 2013
Remedilhos e Temperilhos - o Tempo que faz
Estamos na época natalícia e da passagem de ano. É nesta época que os nossos antepassados anotavam o Tempo que iria fazer durante o decorrer do ano seguinte.
De verdade! Actualmente, ainda não acreditamos muito nos Boletins Meteorológicos, ou até na Internetes que nos informam sobre o clima que se faz para os dias que se segue e já os nossos Avós e Pais atempadamente se preveniam para os períodos das sementeiras, cultivos e de outras programações que entendiam fazer para o ano que se avizinhava.
Não sei se teve origem de alguma tradição religiosa ou não, se são apenas "saberes populares" locais, o que é facto é que fui educado a fazer esta antevisão climática por mera brincadeira nesta época de natal.
Esta tradição natalícia fazia-se da seguinte maneira:
Chamam-se Remedilhos (há quem lhe chame arremedilhos) e Temperilhos, e constam da seguinte associação da previsão de tempo para determinado dia do mês respectivo. Isto é, começa entre o dia de Santa Luzia, a 13 de Dezembro, e o Natal (Remedilhos), com o cruzamento do tempo verificado para o período entre o dia 26 de dezembro e 6 de janeiro, dia dos Reis (Temperilhos). O dia de Natal é o único dia que não entra neste boletim metereologico.
Desta maneira verificava-se o tempo com a associação dos dias, ao mês do ano seguinte correspondente, da seguinte forma:
Remedilhos -
13 de dezembro - janeiro do ano seguinte
14 de dezembro - fevereiro do ano seguinte
15 de dezembro - março do ano seguinte
16 de dezembro - abril do ano seguinte
17 de dezembro - maio do ano seguinte
18 de dezembro - junho do ano seguinte
19 de dezembro - julho do ano seguinte
20 de dezembro - agosto do ano seguinte
21 de dezembro - setembro do ano seguinte
22 de dezembro - outubro do ano seguinte
23 de dezembro - novembro do ano seguinte
24 de dezembro - dezembro do ano seguinte
Natal - não se contabiliza
(agora faz-se a análise em sentido inverso)
Temperilhos -
26 de dezembro - dezembro do ano seguinte
27 de dezembro - novembro do ano seguinte
28 de dezembro - outubro do ano seguinte
29 de dezembro - setembro do ano seguinte
30 de dezembro - agosto do ano seguinte
31 de dezembro - julho do ano seguinte
1 de janeiro - junho desse ano
2 de janeiro - maio desse ano
3 de janeiro - abril desse ano
4 de janeiro - março desse ano
5 de janeiro - fevereiro desse ano
6 de janeiro - janeiro desse ano
Ex: Se no dia 16 de dezembro e a 3 de janeiro chover, então o mês de abril será chuvoso. Caso não sejam coincidentes, então prevaleceria o Temperilho, de 3 de janeiro.
Comentários pessoais: após várias buscas sobre o tema, só encontrei este "popular saber" na região de Felgueiras e em Paredes, ou será que já ninguém fala sobre este modo "antigo" de saber o tempo de uma forma arcaica e simples.
Para os lados de Estarreja também usam mas com outra matriz! Julgo que as matrizes também diferem em cada região!?
Para os lados de Estarreja também usam mas com outra matriz! Julgo que as matrizes também diferem em cada região!?
Também não encontrei nos dicionários estas palavras e, julgo que estas palavras serão especificamente locais, de uma determinada região. Estranho é que as regiões circundantes destes dois concelhos não sejam mencionadas estas tradições. Vamos lá saber porquê?
Agradeço comentários sobre o tema, pois para mim esta tradição vai mesmo desaparecer....
Ah, já agora, termino a dizer que também se dizia que os Temperilhos eram mais assertivos em desfavor dos Remedilhos (conforme exemplo)! Porque seria?
Ah, já agora, termino a dizer que também se dizia que os Temperilhos eram mais assertivos em desfavor dos Remedilhos (conforme exemplo)! Porque seria?
BOM ANO 2014 e que bons ventos venham para este período de Natal.
24 de dezembro de 2013
Feliz Natal deseja-vos a Nª. Srª. de Vandoma à cidade do Porto e meus amigos
Armas da cidade do Porto
O brasão da cidade não foi sempre o mesmo ao longo dos tempos, embora a sua estrutura base - Senhora de Vandoma se tivesse mantido durante os diferentes reinados.
Esta marca teve origem em 1517 com a inclusão de Nª. Srª. de Vandoma com o menino Jesus nos seus braços entre duas torres.
Como não podia deixar de ser, a simbologia da cidade do Porto e o período natalício enquadra-se perfeitamente nesta época religiosa e não só.
O Amor e a Fraternidade são as principais razões que nos levam à sua festividade, contudo deixo aqui mais umas razões primordiais para o séc. XXI - Respeito e Bom Senso acrescentam mais uns motivos para a melhoria do Mundo. Pensem nisto!
Bem Hajam e tudo de BOM, são os meus votos de Natal a todos Vós.
Obrigado
Manuel Cunha
22 de dezembro de 2013
14 de dezembro de 2013
Largo de S. João Novo - Porto
Largo S. João Novo, freguesia de S. Nicolau, Porto - Portugal
O Largo de S. João Novo: O mais harmonioso recanto antigo da cidade
Publicado no JN, de 2009-02-08
Em tempos idos, ao actual largo de S. João novo, deram-se outras denominações: Monte da Boavista, possivelmente por causa das belas vistas que, em recuadas épocas, daquele sitio se abarcavam sobro o Rio Douro e vizinha Vila Nova de Gaia; largo da Nossa Senhora da Esperança, devido à proximidade de uma capelinha desta invocação que ainda existe ao cimo da atual Rua Tomás Gonzaga que, antes desta denominação, se chamou, exactamente, Calçada e Rua da Esperança; de S. João do monte e de S. João Baptista de Belomonte, em analogia com uma capela que tinha como patrono S. João baptista e que existia naquelas paragens desde remotas eras.
Quando, em 1583, o bispo do Porto, D. Frei Marcos de Lisboa, criou a efémera paróquia de S. João baptista de Belomente, aquela capelinha serviu de igreja matriz até à sua extinção da paróquia em 1592. Neste ano chegaram ao Porto os frades eremitas calçados da Ordem de Santo Agostinho, também conhecidos por gracianos, por terem a sua sede no mosteiro da Graça, em Lisboa. O bispo que nessa altura administrava a diocese, D. Jerónimo de Menezes, doou aos eremitas de santo Agostinho a referida capela para aí desenvolverem as suas actividades religiosas e, também, para servir, como ponto de partida, digamos assim, para a construção do seu mosteiro do qual foi considerado fundador o fidalgo D. António de Noronha que, por essa altura, desempenhava as funções de governador de Cochim.
A denominação de S. João Novo ou, S. João, o Novo, como, por vezes, também aparece referenciado, dada à igreja do antigo convento, nada tem a ver com S. João Baptista, pois evoca a figura de S. João Baptista, no entanto, figura num belo retábulo de talha barroca (séc. XVII) no interior do templo.
para o Largo de S. João Novo, também conhecido por "Rossio" de S. João Novo, foram transferidos, no século XVII, antes de se fixarem definitivamente na Ferraria de Cima (Caldeireiros), os hospitais de Santa Catarina e de S. Tiago que, desde remotas eras, estavam na Rua da Reboleira. O largo tem resistido à intromissão devastadora de projectos urbanistico de gosto mais do que duvidoso e por isso é considerado como um dos recantos do porto antigo que mantém intactas as características da cidade oitocentista, harmoniosamente enquadrado entre a fachada barroca do palácio dos Leite Pereiras de Melo e Alvim, onde, durante muito anos, esteve o Museu de Etnografia e História; alguns exemplares curiosos de casas dos séculos XVII e XVIII; e a austera mas belíssima fachada da igreja conventual da qual se destaca, esculpida no granito, a figura de uma águia bifronte (a águia de Hipona) que simboliza Santo Agostinho.
http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho/aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1135986
6 de dezembro de 2013
Portal de Quinta - Beire
Rua das Lameiras, freguesia de Beire, concelho de Paredes - Portugal
Mais um portal de granito, com decoração sobre si tipicamente usual em muitos portais pelo País nortenho. Infelizmente aparenta estar em estado de "solidão". É uma peça que apresenta uma data de 1779, com 234 anos de existência. Dá para pensar....
4 de dezembro de 2013
1 de dezembro de 2013
Pagamento de divida familiar (1859) - Baltar
"Diz Mateus Luis de Almeida e Molher
Anna de Sousa asistentes no lugar da Feira da Freguezia de Baltar a conselho de
Paredes, que vão receber da mão de i irmão iconhado Manoel Luis de Almeida do
lugar do areal da mesma Freguezia de Baltar iconselho as parselas seguintes, a
saber in Mil i quatro sentos seis, que o dito irmaõ iconhado recebeo em seu
nome, e dado da thia Anna Joaquina imarido de lugar de ramos, da mesma Freguezia
iconselho no dia nove de Abril de mil oito sentos cincoenta iquatro itres mil
iseis sentos sesenta reis, ijuros de sinco Annos i um mez e, do tempo que se
autorizou do dia recebido a the o prezente. Etres annos de juros de sento
ivinte i seis mil sento e sesenta iquatro reis, da legitima materna: prinsipiou
a venser no dia dezasete de Janeiro de mil ioito e sincoenta iseis e enteirou
os três annos no dia dezasete de Janeiro deste corrente anno de mil oito sento
i sincoenta e nove estas parselas somão trinta seis mil e nove sentos e oitenta
e quatro reis, e o dito Manoel Luis de Almeida o lansou em meza a dita quantia
das trinta e seis mil e nove sentos e oitenta e quatro reis, e o contou e achou
serto e mandou contar o seu irmão e conhado e lhes o contarão e charão serto e o
receberão e em si o em bolsarão bom metal dinheiro corrente neste reino, esta
lida na prezencia de todos os competentes e dinheiro digo e cobrendo dinheiro
contado e achando serto o em bolsarão, e se chão por pagas destas parselas na
soma e quantia de 36984 reis, e para clareza da verdade e por não saber mas escrevei
pedimos a Francisco Moreira da Silva do lugar de moreira da gandra asistente no
lugar da feira Freguezia de Baltar que esta por nôs escrevesse e demos so rogo
a signa e como testemunho e foram mais testemunhos Antonio Ferreira quintas do
lugar da Feira Fregª de Baltar José Ferreira quintas do mesmo lugar e Freguezia
de Baltar 20 de Maio de 1859 Em que esta escrevi e sina prezensa de todos
os competentes a rogo dos sobreditos Mateus Luis de Almeida e mer como
testemunho
Antonio Ferreira Quintas
Francisco
Mor.ª da s.ª
José
Ferreira Quintas
23 de novembro de 2013
17 de novembro de 2013
Documento de José Guilherme Pacheco, 1858 - Paredes
O documento, aqui exposto, apresenta uma disposição legal de um acto proveniente de direito de servidão.
Como poderão verificar este documento foi redigido pelo, então, advogado, Dr. José Guilherme Pacheco, no ano de 1858, tendo-se formado em Coimbra em 1852, e exercido a sua actividade de advogado nesta cidade de Paredes durante 30 anos.
Esta figura publica irá tornar-se emblemática nesta cidade por tudo o que fez e transformou o Concelho, tendo-se dedicado à politica tornando-se Presidente da Câmara entre 1864 e 1871.
Ficou conhecido pelo "Rei de Paredes" pelas suas fortes influências no governo e no país em favor do desenvolvimento deste concelho.
transcrição do texto:
"Nas servidoes prediais de caminho
compete ão dono do predio dominante praticar todos os actos inhretes á sua
servidão com tanto que a não torne mais gravosa para o servicente, aquem
confere tambem não o embaraçar no seu exercicio, mas não pode soffrer perigosos
que lh'a onerem.
Assim a servidão que Anna Coelho, viuva,
do lugar de Figueira de Porta, freguesia de Baltar, for pelo Campo grande de
Manoel Luis d'Almdª. do lugar do Areal tambem da m.ma
freguesia, visto que a quelle de proposito e com dollo lh'a ter na mais
incommoda e danoza, prepassando depois de sementados os fitos pondo Mel.
Luis d'Almeida, senhor do predio servicente intentar o mais competente para
obrigar a attendida viuva a afolhar e sementar conjuntamente, para evitar o
incomodo de servidão, e por certo o hade obter pois é corrente esta doutrina.
Paredes, 2 de Janeiro de 1858"
José Guilherme Pacheco
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