PERDIDOS NO TEMPO - Objectos, imagens, lugares, etc...
NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.
Obrigado.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.
Obrigado.
10 de novembro de 2013
7 de novembro de 2013
31 de outubro de 2013
Jazigo dos Barões de Ancede - Porto
Cemitério da Lapa, freguesia de Cedofeita, Porto - Portugal
Título criado por D. Maria II, em 7/10/1842, de 1º Barão de Ancede, a José Henriques Soares. Oriundo do Marco de Canaveses, freguesia de Soalhães, nasceu a 6/7/1785 e faleceu a 4/7/1853.
Barão de Ancede (Gisaweb)
Era filho de Joaquim José Soares e de Maria da Purificação e Silva. Casou pela 1ª vez, a 13/12/1812, com Teresa Delfina Campeam, nascida a 13/10/1779 e falecida a 16/7/1821, também conhecida por ser filha de João baptista Campeam, genovês e de Maria do Carmo, natural do Porto.
casou pela 2ª vez, a 24/7/1826, com Ana Máxima de Lima Machado, nascida a 15/4/1807 e falecida a 15/4/1873, era filha de António José Araújo Lima e de Ana Máximo Machado.
Leitura do brasão:
Tipo: Suíço ou Inglês (desproporcionado)
Material: Granito
Conservação: Razoável
Formato: Partido
Leitura:
I - Soares (de Albergaria)
II - Araújo, de Álvaro Pires
Elmo: de grades, tarado de perfil à direita, com paquife
Timbre: de Soares (dragão volante)
Diferença: uma brica de ... com farpão
27 de outubro de 2013
Quinta Amarela ou Casa dos Cepêda - Porto
vista actual (em fase de restauro)
vista anterior às obras
Av. dos Combatentes (Antas) freguesia do Bonfim, Porto - Portugal
O portão armoriado situa-se num antigo lugar das Antas e ainda conhecido na zona como tal, e faz parte integrante de uma antiga quinta designada de Quinta Amarela.
Também é conhecida pela Quinta das Antas ou casa dos Cepêdas, tendo sido uma vasta propriedade que se encontra a norte da freguesia do Bonfim e com origens do séc. XVIII.
Até ao inicio do séc. XIX, a Quinta era um retiro pacato e suburbano rodeado de hortícolas que confrontava, a oriente, com a parte final da antiga rua de Montebelo, no alto do monte das Antas e que agora condiz aproximadamente com a Praça Velasquez e a Av. Fernão de Magalhães.
O conjunto incluía imóveis e grutas artificiais, provavelmente criadas durante o romantismo oitocentista, no miolo de um riquíssimo conjunto de espécies vegetais e de percursos cuidados ao longo do terreno.
A propriedade, em cujas paredes sobressai a forte cor amarela, envolvida por passeios internos e árvores de grande porte, pertenceu à família Cêpeda, até ao fim do séc. XX e de que pouco se sabe sobre a história desta família.
Atualmente, a propriedade encontra-se a sofrer obras de grande dimensão, que irá alterar profundamente o conceito base da Quinta, estudo esse dirigido pelo Arquitecto Eduardo Souto Moura.
19 de outubro de 2013
16 de outubro de 2013
9 de outubro de 2013
Quinta de S. Gens, Srª. da Hora
R. de S. Gens, freguesia da Srª. da Hora, Matosinhos - Portugal
A pedra de armas assenta sobre portal de granito com a seguinte descrição:
forma - Francês ou quadrado
leitura - esquartelado com sobreposto
I - Guedes
II - Pereira
III - Pinto
IV - Carvalhal ou partido com Oliveira/Soares
sobreposto - Leite Pereira
Coronel de Nobreza (Marquês)
Escudo assente em cartilha decorativa
A casa e os
jardins são belos exemplares de arquitectura civil do século XVIII.
É uma velha
quinta murada, próxima de um cabeço que na época da romanização terá funcionado
de posto de vigia (ou "Viso"), e onde, na época medieval, terá sido
erguido um pequeno templo em honra de São Gens.
Esteve ligada, durante séculos, ao morgadio instituído em Ramalde a meados do
século XVI, por João Dias Leite.
Terá sido durante a administração de D. Maria Leite (falecida em 1738), ou dos
filhos, que se realizaram as obras delineadas por Nicolau Nasoni, obra que deu-lhe
enobrecimento no Porto.
Inicialmente esteve constituída por um corpo rectangular, com um torreão
central recuado, grande pátio fronteiro à casa, escadas exteriores, e passagem
central com acesso ao rés-do-chão.
Na década de 1920, a casa sofreu um incêndio, vindo a ser remodelada por um
rico emigrante retornado do Brasil que a comprou aos antigos proprietários. Foi
então que lhe foi acrescentado um prolongamento para Norte, ampliando o pátio
para o mesmo lado, suprimindo as escadas exteriores e ajardinando o terreiro
fronteiro com canteiros, palmeiras e arbustos, ao gosto expandido então, entre
nós, pelos "brasileiros". Supõem-se que foi nessa altura que se
transferiram as estátuas, tanque e bancos atribuídos a Nasoni.
Em 1928, a Quinta foi adquirida pelo Estado para nela instalar a Estação Agrária
do Douro Litoral. Na década de 1930, o ajardinamento do pátio foi, de novo,
remodelado e plantado com fruteiras. Ao finalizar a década de 1980, sob a
orientação do Arqt.º Ilídio de Araújo, foi realizado novo arranjo do jardim.
Das obras supostamente delineadas por Nasoni, subsistem actualmente a estrutura
básica da casa, o pátio murado com portão armoriado e janela mural
artisticamente enquadrada, uma dezena de notáveis esculturas em granito, de
salientar um conjunto de quatro intituladas "Primavera",
"Estio", "Outono" e "Inverno". Subsistem ainda
duas fontes, um cruzeiro, muros e uma fonte de uma bica, à retaguarda da qual
está, voltada para o centro do terraço, uma escultura representando uma quimera
de mulher. Além destas obras, pode ainda ser admirado um tanque-lago enquadrado
por quatro bancos de pedra que ocupa a posição central de um belo jardim.
Actualmente é
uma das quintas de apoio à acção da Direcção Regional de Agricultura de Entre
Douro-e-Minho.
http://amigos-de-portugal.blogspot.pt
8 de outubro de 2013
Casa da Prelada - brasão de antigo jardim da casa - Porto
Rua dos Castelos, freguesia de Ramalde, Porto - Portugal
Os primeiros proprietários da Quinta da Prelada promoveram, entre 1743 e 1758, a construção de uma residência de verão na quinta, obra entregue ao italiano Nicolau Nasoni. A Quinta da Prelada integrava a Mata da Prelada, com árvores centenárias no seu interior. Visíveis do exterior observam-se 2 tílias de grande porte, 1 araucária e alguns choupos.
Referenciada nas Inquirições do séc. XIII com o nome de Petra Lata, em Ramalde. Os expedicionários liberais desembarcados ao Sul do Mindelo, em 8 de Julho de 1832, entraram na cidade na manhã do dia seguinte, pelo caminho que flanqueava essa quinta, ficando desde então associados ao movimento liberal. Na parte da quinta, no topo da Rua dos Castelos, localiza-se a casa "senhorial" com o portão de entrada principal. Este portão barroco é mais antigo que a própria casa, mandada construir em 1754; é dos fins do séc. XVII e é notável pela riqueza decorativa do brasão de família e das suas sereias. Segundo desenho inicial de Nasoni, a casa senhorial da Quinta da Prelada data do início da 2ª metade do século XVIII. Foi residência da família Noronha de Meneses até 1904, data em que foi doada à Santa Casa da Misericórdia do Porto.
Caros blogeur's, poderão também obter mais informações sobre esta Quinta e sua historia num trabalho que podemos considerar muito válido, no site http://www.idearte.org/texts/65.pdf, cuja autora Manuela Cunha (não me é familiar, embora pareça!). Poderão também consultar neste mesmo blogue em Torres-Torreões "Castelo mais pequenino de Portugal", outra belissima peça que pertencia à mesma quinta, outrora, de uma familia abastada, os Noronha de Menezes.
O brasão da foto, encontra-se no renovado jardim, cujo local se encontrava possivelmente a decorar a fonte:
Descrição do brasão:
- Escudo: Português ou boleado
- Formato: Partido, a II, Cortada
- Leitura: I - Noronha
II - Vasconcelos
III - Câmara
IV - Pessoa
- Coronel: de Nobreza
Caros blogeur's, poderão também obter mais informações sobre esta Quinta e sua historia num trabalho que podemos considerar muito válido, no site http://www.idearte.org/texts/65.pdf, cuja autora Manuela Cunha (não me é familiar, embora pareça!). Poderão também consultar neste mesmo blogue em Torres-Torreões "Castelo mais pequenino de Portugal", outra belissima peça que pertencia à mesma quinta, outrora, de uma familia abastada, os Noronha de Menezes.
O brasão da foto, encontra-se no renovado jardim, cujo local se encontrava possivelmente a decorar a fonte:
Descrição do brasão:
- Escudo: Português ou boleado
- Formato: Partido, a II, Cortada
- Leitura: I - Noronha
II - Vasconcelos
III - Câmara
IV - Pessoa
- Coronel: de Nobreza
29 de setembro de 2013
24 de setembro de 2013
17 de setembro de 2013
Casa da Prelada (restaurada) - Porto
Rua dos Castelos, freguesia de Ramalde , Porto - Portugal
Decidi lançar neste blogue a repetição deste portal pelo facto de o espaço ter sido todo renovado, por iniciativa da Santa Casa da Misericórdia (SCMP). Bem haja a boa hora de tal restauro.
Estive lá no dia da sua inauguração, dia 12 de maio, com "pompas e circunstâncias", donde se pôde visitar o interior e os seus jardins envolventes.
Foi dito nessa altura que é intenção de recuperar todo o restante terreno que liga os atuais jardins e atravessam a VCI, até ao antigo terreno que fazia de parque de campismo, terrenos estes da pertença desta entidade.
Esta ligação será garantida por um túnel existente que atravessa a via rápida da cidade, tendo sido o compromisso à época de dar garantias desta travessia inferior.
Felizmente tudo isto vai ser possível pela iniciativa desta entidade conceituada, que é SCMP, na cidade e do forte poder e valores que impera nesta cidade.
Poderá saber mais sobre este restauro no site da Santa Casa da Misericórdia do Porto, abaixo indicada.
Parabéns.
Um pouco da sua história....
Os primeiros proprietários da Quinta da Prelada promoveram, entre 1743 e 1758, a construção de uma residência de verão na quinta, obra entregue ao italiano Nicolau Nasoni.
A Quinta da Prelada integrava a Mata da Prelada, com árvores centenárias no seu interior. Visíveis do exterior observam-se 2 tílias de grande porte, 1 araucária e alguns choupos.
Referenciada nas Inquirições do séc. XIII com o nome de Petra Lata, em Ramalde.
Os expedicionários liberais desembarcados ao Sul do Mindelo, em 8 de Julho de 1832, entraram na cidade na manhã do dia seguinte, pelo caminho que flanqueava essa quinta, ficando desde então associados ao movimento liberal.
Na parte da quinta, no topo da Rua dos Castelos, localiza-se a casa "senhorial" com o portão de entrada principal. Este portão barroco é mais antigo que a própria casa, mandada construir em 1754; é dos fins do séc. XVII e é notável pela riqueza decorativa do brasão de família e das suas sereias. Segundo desenho inicial de Nasoni, a casa senhorial da Quinta da Prelada data do início da 2ª metade do século XVIII. Foi residência da família Noronha de Meneses até 1904, data em que foi doada à Santa Casa da Misericórdia do Porto.
Caros blogeur's, poderão também obter mais informações sobre esta Quinta e sua historia num trabalho que podemos considerar muito válido, no site http://www.idearte.org/texts/65.pdf, cuja autora Manuela Cunha, não me é familiar (embora pareça). Poderão também consultar neste mesmo blogue em Torres-Torreões "Castelo mais pequinino de Portugal", outra belissima peça que pertencia à mesma quinta, outrora, de uma familia abastada, os Noronha de Menezes.
Os expedicionários liberais desembarcados ao Sul do Mindelo, em 8 de Julho de 1832, entraram na cidade na manhã do dia seguinte, pelo caminho que flanqueava essa quinta, ficando desde então associados ao movimento liberal.
Na parte da quinta, no topo da Rua dos Castelos, localiza-se a casa "senhorial" com o portão de entrada principal. Este portão barroco é mais antigo que a própria casa, mandada construir em 1754; é dos fins do séc. XVII e é notável pela riqueza decorativa do brasão de família e das suas sereias. Segundo desenho inicial de Nasoni, a casa senhorial da Quinta da Prelada data do início da 2ª metade do século XVIII. Foi residência da família Noronha de Meneses até 1904, data em que foi doada à Santa Casa da Misericórdia do Porto.
Caros blogeur's, poderão também obter mais informações sobre esta Quinta e sua historia num trabalho que podemos considerar muito válido, no site http://www.idearte.org/texts/65.pdf, cuja autora Manuela Cunha, não me é familiar (embora pareça). Poderão também consultar neste mesmo blogue em Torres-Torreões "Castelo mais pequinino de Portugal", outra belissima peça que pertencia à mesma quinta, outrora, de uma familia abastada, os Noronha de Menezes.
12 de setembro de 2013
8 de setembro de 2013
Fontanário - Sobrado
"ESTA FONTE
MANDOU FAZER
O ABBADE HYREM
IAS DA SILVA
P(e)R(eira) ANNO DE
1779"
"Esta fonte mandou fazer o Abade Jeremias da Silva Pereira ano de 1779"
Lugar do Passal, freguesia de Sobrado, concelho de Valongo - Portugal
Fontanário do séc. XVII, provavelmente um local de recolha e fornecimento de águas de apoio às habitações envolventes à igreja de Sobrado.
Seriam com certeza terrenos pertencentes à igreja e que recebia a água proveniente de locais mais distantes, através de canais que se desconhecem.
Lamenta-se não haver motivação ou interesse na recuperação histórica desta lindíssima peça patrimonial, pois encontra-se em completo desmazelo o seu aqueduto (ainda se encontram no local as suas peças do canal de água e amanhã não o saberemos...).
Não sei a quem pertence esta peça granítica, contudo não tem qualquer desculpa que os proprietários e as entidades locais deixem permanecer no tempo com o "apagar" ou o desmoronar da história arqueológica destas peças.
Vamos ter coragem e com poucos custos o fontanário seria uma património visitável de grande interesse e curiosidade.
1 de setembro de 2013
31 de agosto de 2013
A marca de Sentieiro / Rua da Vitória, na cidade - Porto
Rua Sá da Bandeira, entre o 210 a 222, Freguesia de Stº. Ildefonso, Porto - Portugal
Pois é! Mais uma curiosidade que me fez parar para tirar umas fotografias.
Não fiz qualquer busca ou investigação toponímica, mas interroguei-me sobre a possibilidade de ter existido uma rua da Vitória que não se situasse na freguesia do mesmo nome ou seria apenas uma mera publicidade do serralheiro que instalou o material que servia de fecho das lojas, em metal, chamado de Sentieiro ou M. L. Sentieiro?
Por incrível que pareça ainda existem vestígios ou marcas dessa existência e localiza-se bem no centro da cidade. Estas marcas localizam-se na actual rua Sá da Bandeira, e as fotos tiradas referem-se a um correr de lojas (fechadas) perto da Praça de D. João I, do lado direito de quem sobe.
É um conjunto de três prédios em que nos cunhais dessas lojas se encontram cravadas a marca do nome da rua da Vitória, e seu numero de policia nº 148, conforme se pode ver, perfeitamente visível, em cada cunhal.
Esperemos que se tornem um "símbolo fixo" desta marca dos tempos idos na cidade Porto.
Vejam outras marcas nos cunhais, alternadamente com o símbolo anterior, dessas lojas, pois aparentemente refere o nome do aplicador, na época, o "Sentieiro" ou "M.L.Sentieiro", esta personagem, do séc. XIX, mestre serralheiro e industrial de fundição, nesta cidade.
Esta simbologia teria servido de publicidade? Aqui fica a incógnita, embora na actual rua da Vitória não exista esse nº de policia (148), o que torna ainda mais estranho.
Nota: Já recentemente e após contacto do Sr. Mário Vilaça Bizarro (e que agradeço o interesse por estes assuntos), que através do seu e-mail me transmitiu da existência de iguais marcas na rua Mouzinho da Silveira, 344/348, tendo já, pessoalmente, passado por lá e confirmado a sua semelhança.
De facto são os mesmíssimos símbolos e corresponderá com certeza ao Serralheiro/Instalador que na época aplicava o sistema de encerramento das montras das lojas e que provavelmente teria a sua oficina na rua da Vitória, nº 148, não havendo qualquer vestígios por lá.
Posteriormente, verifiquei também que no Largo de S. Domingos e mais precisamente nas ombreiras da papelaria Araújo e Sobrinho contêm as mesmas peças metálicas de forra nos seus cunhais, só que nessas peças apenas referem a rua "Vitória" e à marca de "fundição".
Novas - Já em 2014 e através do JN, do dia 12/1/2014, na pág.21 do documentário semanal de "À descoberta do Porto", por Germano Silva, este intitulou a sua reportagem com o "Restaurante Sentieiro".
Ora a sua reportagem referia-se ao melhor arroz de frango do Porto com origem num restaurante com esse nome - Sentieiro.
O seu texto refere assim: "... Mas era do restaurante Sentieiro que eu vos queria falar mais em pormenor. Ficava na rotunda da Boavista e tinha como especialidade, além do verdasco de Amarante ou do marco de Canaveses, o arroz de frango, o cozido à portuguesa, o sável frito do Areinho e o chispe com feijão branco.
Sentieiro era o nome do proprietário do restaurante cujas instalações ocupavam uma parte daquela faixa de terreno ainda existente entre o edifício da antiga estação da Boavista do caminho de ferro da Póvoa, e a Avenida de França. Ainda não há muito tempo, meia dúzia de anos, se tanto, havia ali um portão de ferro trabalhado encimado com a palavra Sentieiro.
Era a entrada para o restaurante que ocupava um belíssimo edifício tipo chalé e possuía, nas traseiras da casa, um lindíssímo jardim que servia de esplanada à qual se chegava depois de se atravessar um frondoso túnel formado pelas copas de lindas japoneiras.
O restaurante foi fundado em 1875, logo a seguir à inauguração da estação da Boavista. Por essa altura a Avenida de França ainda se chamava Rua das Pirâmides, porque ia direitinha aos obeliscos (pirâmides) que assinalavam, na entrada da rua dos castelos, a entrada na quinta da Prelada. (...)
Voltemos, no entanto, ao Sentieiro que foi um personagem curioso e muito popular no Porto do seu tempo. O seu nome completo era Manuel Luiz Sentieiro. Tinha a profissão de serralheiro e possuía uma oficina de serralharia na rua da Vitória, ali entre as ruas dos Caldeireiros e do Ferraz. Foi desta oficina que saiu todo aquele gradeamento que ladeia a rua Nova de Alfândega, desde o começo da rua da Reboleira até ao cais de Monchique.
Politicamente, esteve ligado ao partido Progressista e os seus adversários não se coibiam de insinuar que o fornecimento daquele gradeamento tinha a ver com a filiação partidária.
Mas o que mais deu a Manuel Luiz Sentieiro não foi nem a oficina de serralharia nem o restaurante da rotunda da Boavista. Foram, sim, as suas qualidades de "grande orador" de comícios políticos - mas no seu pior sentido. os jornais da época, referindo-se às intervenções de Sentieiro em "meetings" partidários, diziam que ele "em prol dos progressistas se fartava de estragar o português".
Quando o restaurante fechou as portas, organizou-se, na já então chamada Praça Mouzinho de Albuquerque (antiga rotunda da Boavista), uma comissão de pessoas, todas moradoras na zona, com vista a fundar o Clube do Boavista, que passaria a funcionar no edíficio onde antes havia estado o Sentieiro. A colectividade formou-se, mas teve vida efémera. Hoje nada resta, nem do edíficio nem da belíssima esplanada e dos frescos caramanchões que a ornamentavam, Até o portão com o nome de Sentieiro desapareceu."
Obrigado Mário Bizarro.
Posteriormente, verifiquei também que no Largo de S. Domingos e mais precisamente nas ombreiras da papelaria Araújo e Sobrinho contêm as mesmas peças metálicas de forra nos seus cunhais, só que nessas peças apenas referem a rua "Vitória" e à marca de "fundição".
Novas - Já em 2014 e através do JN, do dia 12/1/2014, na pág.21 do documentário semanal de "À descoberta do Porto", por Germano Silva, este intitulou a sua reportagem com o "Restaurante Sentieiro".
Ora a sua reportagem referia-se ao melhor arroz de frango do Porto com origem num restaurante com esse nome - Sentieiro.
O seu texto refere assim: "... Mas era do restaurante Sentieiro que eu vos queria falar mais em pormenor. Ficava na rotunda da Boavista e tinha como especialidade, além do verdasco de Amarante ou do marco de Canaveses, o arroz de frango, o cozido à portuguesa, o sável frito do Areinho e o chispe com feijão branco.
Sentieiro era o nome do proprietário do restaurante cujas instalações ocupavam uma parte daquela faixa de terreno ainda existente entre o edifício da antiga estação da Boavista do caminho de ferro da Póvoa, e a Avenida de França. Ainda não há muito tempo, meia dúzia de anos, se tanto, havia ali um portão de ferro trabalhado encimado com a palavra Sentieiro.
Era a entrada para o restaurante que ocupava um belíssimo edifício tipo chalé e possuía, nas traseiras da casa, um lindíssímo jardim que servia de esplanada à qual se chegava depois de se atravessar um frondoso túnel formado pelas copas de lindas japoneiras.
O restaurante foi fundado em 1875, logo a seguir à inauguração da estação da Boavista. Por essa altura a Avenida de França ainda se chamava Rua das Pirâmides, porque ia direitinha aos obeliscos (pirâmides) que assinalavam, na entrada da rua dos castelos, a entrada na quinta da Prelada. (...)
Voltemos, no entanto, ao Sentieiro que foi um personagem curioso e muito popular no Porto do seu tempo. O seu nome completo era Manuel Luiz Sentieiro. Tinha a profissão de serralheiro e possuía uma oficina de serralharia na rua da Vitória, ali entre as ruas dos Caldeireiros e do Ferraz. Foi desta oficina que saiu todo aquele gradeamento que ladeia a rua Nova de Alfândega, desde o começo da rua da Reboleira até ao cais de Monchique.
Politicamente, esteve ligado ao partido Progressista e os seus adversários não se coibiam de insinuar que o fornecimento daquele gradeamento tinha a ver com a filiação partidária.
Mas o que mais deu a Manuel Luiz Sentieiro não foi nem a oficina de serralharia nem o restaurante da rotunda da Boavista. Foram, sim, as suas qualidades de "grande orador" de comícios políticos - mas no seu pior sentido. os jornais da época, referindo-se às intervenções de Sentieiro em "meetings" partidários, diziam que ele "em prol dos progressistas se fartava de estragar o português".
Quando o restaurante fechou as portas, organizou-se, na já então chamada Praça Mouzinho de Albuquerque (antiga rotunda da Boavista), uma comissão de pessoas, todas moradoras na zona, com vista a fundar o Clube do Boavista, que passaria a funcionar no edíficio onde antes havia estado o Sentieiro. A colectividade formou-se, mas teve vida efémera. Hoje nada resta, nem do edíficio nem da belíssima esplanada e dos frescos caramanchões que a ornamentavam, Até o portão com o nome de Sentieiro desapareceu."
Acrescentando novas informações, Mário Bizarro, num e-mail enviado diz:
Voltando ao meu mail de 18/9/2013, consegui encontrar
uma pessoa idosa que me garantiu que a Fundição da Vitória era onde está hoje
uma casa com o nº 65 - 69. Sobre a diferença da numeração disse-me que há umas
dezenas de anos atrás não havia ordem nenhuma, que os números estavam
salteados.
Há falta de melhor informação ficamos por aqui.
Melhores cumprimentos
Mário Vilaça Bizarro.
Agradeço o contributo do acréscimo desta informação. Bem hajam as pessoas que prestam o serviço de divulgar.Obrigado Mário Bizarro.
25 de agosto de 2013
Brasão em arca tumular - Porto
Claustros da Sé, freguesia da Sé, Porto - Portugal
Esta peça encontra-se guardada (em exposição) na Sé, numa área visitável ao interior dos seus claustros.
Quase nada se sabe sobre este túmulo, sendo certo, ter pertencido a um nobre, pela representação dos dois brasões de família envolvendo o centro com uma representação alusiva à morte.
Recentemente assisti a uma "aula" de história, apresentada pelo Sr. Dr. Prof. José Manuel Tedim, que pela ligeireza das suas palavras, simples e cativante, expôs variadíssimos períodos da evolução histórica da Sé, quer a nível dos diversos períodos temporais da sua construção, dos conceitos, hábitos e costumes religiosos.
Mais tempo houvesse para continuar a ouvi-lo (espero que haja mais sessões).
Mais tempo houvesse para continuar a ouvi-lo (espero que haja mais sessões).
Parabéns a todos aqueles que se dedicam com alma e coração e a quem preservam com gosto e esmero à arte, história e cultura patrimonial.
Minha leitura dos brasões -
Escudo: Português ou boleado (ambos)
Formato: Pleno ou Simples (ambos)
Leitura:
1º Pimenta
2º Cabral ou Cabreira
Desconhece-se a origem familiar e não há certezas da época, entendo que a arca tumular será do séc. XIII ou XIV.
Minha leitura dos brasões -
Escudo: Português ou boleado (ambos)
Formato: Pleno ou Simples (ambos)
Leitura:
1º Pimenta
2º Cabral ou Cabreira
Desconhece-se a origem familiar e não há certezas da época, entendo que a arca tumular será do séc. XIII ou XIV.
14 de agosto de 2013
"O melhor café é o da Brasileira" - Porto
www.google.pt
Rua Ricardo Jorge, freguesia de Stº. Ildefonso, Porto
"... mais uma publicidade que resiste pelas paredes da cidade..."
"O brasileiro Adriano Telles, natural do concelho de Arouca, partiu para o Brasil, Minas Gerais, com 12 anos, iniciando uma trajectória de sucesso ligada ao comércio, à cultura do café, às artes, às letras e ainda à politica.
No Porto, funda o café A Brasileira em 4 de maio de 1903, na rua de Sá da Bandeira.
Detentor de uma fábrica de torrefacção de café, importado das suas propriedades e engenhos em Minas Gerais, o brasileiro introduziu o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos, hábito até aí inexistente na cidade. Assim, o brasileiro terá consultado alguns catálogos estrangeiros, optando por uma imagem de catálogo alemão do inicio do séc. XIX, para a partir dela criar a sua "imagem de marca", onde um velhote com ar prazenteiro e jovial tomava, sorridente, uma chávena de café.
Esta imagem, que ficou conhecida como o "Velhote d'A Brasileira", encontrava-se encimada pela frase « O melhor café é o da Brasileira », anunciando que todo o comprador tinha direito a tomar uma chávena de café gratuitamente (a chamativa oferta manteve-se durante 13 anos).
A esta original publicidade associou-se o acto de moer o café à vista do público, de comemorar anualmente a fundação da casa com festejos e oferta de brindes aos clientes, e ainda uma publicação periódica de cariz não só publicitário mas também literário que tinha a colaboração de intelectuais da época."
de Palacetes de Brasileiros no Porto (1850-1930), de Paula Torres Peixoto
Infelizmente, quem passar pela rua de Sá da Bandeira hoje em dia, apenas poderá presenciar as vistas lindíssimas do edifício e sua frontaria, mas entrar lá dentro tal já não será possível, pois encontra-se encerrado, julgo por questões financeiras da época difícil que nos confrontamos.
Haja um benemérito, como este Brasileiro, torna-viagem, para retornar às antigas vivências.
13 de agosto de 2013
Brasão sobre lareira em interior de habitação, Penafiel
Av. Zeferino Oliveira, nº 1, Penafiel - Portugal
Brasão singular, em madeira, colocado sobre lareira em interior de casa antiga. Este brasão é idêntico, com mesmos apelidos, que o aplicado na fachada em azulejo e de família não identificada.
Tem igualmente um portal em granito, simples e caracteriza-se pela singeleza da época, provavelmente finais do séc. XIX.
Tem igualmente um portal em granito, simples e caracteriza-se pela singeleza da época, provavelmente finais do séc. XIX.
O edifício foi recentemente utilizado pela Associação Florestal do Vale de Sousa tendo entretanto mudado as suas instalações daquela casa para outro local, desconhecendo-se a sua actual utilização.
O brasão assenta sobre lareira da casa e apresenta o seguinte descritivo:
forma: francês ou quadrado
leitura: partido
I - Queirós ou Ramalho
II - Madureira
Elmo tarado à direita, com paquife com plumas
Timbre de Queirós ou Ramalho
O escudo é envolvido em motivos decorativos e condecorações
8 de agosto de 2013
"O melhor café é o da Brasileira" - Porto
Rua Augusto Rosa, freguesia da Sé, Porto - Portugal
"... mais uma publicidade que resiste pelas paredes da cidade..."
"O brasileiro Adriano Telles, natural do concelho de Arouca, partiu para o Brasil, Minas Gerais, com 12 anos, iniciando uma trajectória de sucesso ligada ao comércio, à cultura do café, às artes, às letras e ainda à politica.
No Porto, funda o café A Brasileira em 4 de maio de 1903, na rua de Sá da Bandeira.
Detentor de uma fábrica de torrefacção de café, importado das suas propriedades e engenhos em Minas Gerais, o brasileiro introduziu o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos, hábito até aí inexistente na cidade. Assim, o brasileiro terá consultado alguns catálogos estrangeiros, optando por uma imagem de catálogo alemão do inicio do séc. XIX, para a partir dela criar a sua "imagem de marca", onde um velhote com ar prazenteiro e jovial tomava, sorridente, uma chávena de café.
Esta imagem, que ficou conhecida como o "Velhote d'A Brasileira", encontrava-se encimada pela frase « O melhor café é o da Brasileira », anunciando que todo o comprador tinha direito a tomar uma chávena de café gratuitamente (a chamativa oferta manteve-se durante 13 anos).
A esta original publicidade associou-se o acto de moer o café à vista do público, de comemorar anualmente a fundação da casa com festejos e oferta de brindes aos clientes, e ainda uma publicação periódica de cariz não só publicitário mas também literário que tinha a colaboração de intelectuais da época."
de Palacetes de Brasileiros no Porto (1850-1930), de Paula Torres Peixoto
Infelizmente, quem passar pela rua de Sá da Bandeira hoje em dia, apenas poderá presenciar as vistas lindíssimas do edifício e sua frontaria, mas entrar lá dentro tal já não será possível, pois encontra-se encerrado, julgo por questões financeiras da época difícil que nos confrontamos.
Haja um benemérito, como este Brasileiro, torna-viagem, para retornar às antigas vivências.
6 de agosto de 2013
Brasão do 1º Visconde de Oliveira do Paço - Sobrado
Lugar do Passal (cemitério), freguesia de Sobrado, Valongo
António Martins de Oliveira, foi o 1º Visconde de Oliveira do Paço, cuja mercê terá sido dada por D. Luís I, em 15 de maio de 1879.
Nascido em Sobrado, Valongo, na Casa do Paço, a 12/08/1838 e faleceu a 23/06/1889.
Desta figura pouco se sabe, sendo que lhe foi reconhecido pela sua filantropia de ter contribuído às suas custas com toda a construção do cemitério de Sobrado, donde era natural.
O cemitério confronta logo pela entrada principal com a capela que lhe foi erigida, criando o centralismo na sua pessoa.
Pela placa colocada no portão principal pode-se constatar duas fases, a construção do cemitério e a sua ampliação, tudo à custa deste benemérito.
Era considerado um "capitalista abonado e um perfeito cavalheiro", casou com Joaquina da Costa Ferreira (nasceu no Rio de Janeiro, 27/02/1843 e faleceu a no Porto, a 11/11/1887), no Brasil, em Candelária em 1859.
Teve duas filhas, Maria Ferreira de Oliveira (n-1860) e que terá casado com Manuel Ferreira Freitas Guimarães, e Amélia Ferreira de Oliveira (n-1862) que terá casado com Francisco Maria Dias da Costa.
Do primeiro casal resultou um herdeiro, Alberto de Oliveira Freitas Guimarães (n-1882) cujo título lhe derivou passando a 2º visconde de Oliveira do Paço. Este casou Maria Carolina da Silva Bello (n-1893) que não deixaram herdeiros.
Não tendo deixado descendência directa, coube a Álvaro de Oliveira Freitas Guimarães o direito ao titulo de 3º Visconde de Oliveira do Paço (nascido em Sobrado a 15/06/1913 e faleceu a 05/05/1978, na cidade do Porto).
Este casou com Dona Isabel Maria da Conceição de Azevedo e Menezes Pinheiro Pereira de Bourbon (n-1905) da família dos senhores do Paço de Pinheiros, em Barcelos, também simbolizada pela sua forte personalidade, através da frontalidade e carácter, princípios básicos e essenciais da aristocracia.
Infelizmente, a casa, edificada no ano de 1864, donde viveu encontra-se completamente esventrada sem qualquer recuperação. Está considerada património local, contudo não se vislumbra um milagre nem um mecenas que permita a sua recuperação.
Pelos apelidos lá colocados poder-se-à obter, através da imagem seguinte e retirado dum blogue de qualidade superior, miguelboto.blogspot.com, a seguinte descrição do mesmo:
Pedra de Armas em granito, de escudo Inglês, partido:
I - Martins (de Deus): cortado: 1 - de purpura, com três flores-de-lis de ouro postas em roquete; e 2 - de negro, com duas faixas de ouro;
II - Oliveira (com alteração dos esmaltes): de prata, com uma oliveira de verde, frutada e arrancada de ouro;
Timbre: de coronel de Visconde; correias de purpura perfiladas de ouro. Tachoes de ouro.
28 de julho de 2013
Placa toponímica - Porto
Rua de Avis, freguesia da Vitória, Porto
A rua de Avis tomou o nome à cerca de 53 anos, aquando do centenário da morte do navegador do Infante D. Henrique (13/11/1460), comemorações evocativas no período do Estado Novo.
A cidade do Porto é acrescida de mais alguns topónimos referentes às memórias henriquinas, quer dos descobrimentos quer à família do rei D. João I.
Poderemos relembrar algumas ruas existentes no Porto, tais como a rua do Infante D. Henrique, na Ribeira, junto à rua de Avis, teremos a Praça Filipa de Lencastre (sua mãe), a rua de Ceuta, e ainda o Hotel do Infante de Sagres, localizado precisamente neste núcleo de ruas.
A rua de Avis, denominava-se Travessa da Fábrica do Tabaco, desde o séc. XVIII, pelo facto de ter existido aí uma fábrica de tabaco, na rua de seu nome. Seu proprietário, um negociante torna-viagem, Luís António de Sousa Freitas, que pela sua riqueza mandara edificar no gaveto destas duas ruas a sua residência, um edifício de notável construção arquitectónica, tendo sido demolida com promessa da Câmara de voltar a construí-la em outro local, e que até à data nunca se concretizou.
22 de julho de 2013
Dístico na fachada de prédio - Porto
Escadas do Codeçal, nº 56, freguesia da Sé, Porto - Portugal
Estas placas encontram-se fixadas em prédios que se encontram seguros, por empresas seguradoras, na cidade do Porto. Cada símbolo pretende identificar a companhia seguradora de modo publicitário e demonstrar todo o cuidado demonstrado por parte do proprietário, como seu bem imóvel, perante a cidade. Creio que este dístico tem as suas origens nos finais do séc. XIX.
20 de julho de 2013
14 de julho de 2013
8 de julho de 2013
4 de julho de 2013
Museu Soares dos Reis - Outros barsões
Museu Soares dos Reis, freguesia de Massarelos, concelho do Porto, Portugal
Brasão eclesiástico dos "Araújos", desconhece-se as suas origens, contudo podemos fazer uma breve descrição sobre este tema particular da brasonaria religiosa.
Brasões eclesiásticos:
Desde os tempos medievais, os brasões tornaram-se de uso comum para os guerreiros e para a nobreza, e por conseguinte foi-se desenvolvendo uma linguagem bem articulada que regula e descreve a heráldica civil.
Paralelamente, também para o clero se formou uma heráldica eclesiástica. ela segue as regras da civil para a composição e a definição do escudo, mas coloca em redor símbolos de insígnias de carácter eclesiástico e religioso, segundo os graus da Ordem sacra, da jurisdição e da dignidade.
Os símbolos dos cruzados e das ordens equestres vêm quase que subitamente reproduzidos da Igreja, até mesmo porque os entes eclesiásticos no período "pré-heráldico" já disponibilizavam sinais distintivos, tanto que ao surgir de tal disciplina, no séc. XII, esta figura levou esmaltes, ou seja, as cores, metais e peliças próprias da ciência do brasão.
Naquele período os primeiros brasões eclesiásticos tinham o escudo timbrado com mitra e nínfulas esvoaçantes; com o passar do tempo se consolidou a soma do escudo ao chapéu prelatício com os cordéis e as borlas.
Vale recordar, igualmente, que os eclesiásticos recentemente usavam o brasão de família com muita frequência, obviamente, desprovido de símbolos religiosos.
Para reconhecer as milicias eclesiásticas, entre as quais os "adornos externos" do escudo, não se podia usar o termo que indicava a norma, a condição militar e tampouco a coroa, que indicava o estado nobre.
Se se escolhessem, consequentemente, os cha+éus eclesiásticos e, a príncipio, os escudos prelatícios - salvo aqueles do Papa - não figurariam os adornos externos, distintos de dignidade; ao longo do tempo apareceram também o báculo, o chapéu com as borlas, o pálio e outras marcas da hirarquia, entre as quais uma ou duas espadas na lateral ou atrás do escudo para os bispos e os abades que detinham jurisdição feudal.
(texto retirado de http://www.ecclesiaheraldica.com.br)
24 de junho de 2013
Museu Soares dos Reis - Outros Brasões
Rua D. Manuel II, freguesia de Massarelos, concelho do Porto - Portugal
O brasão da foto encontra-se guardado neste Museu tendo sido primeiramente colocado numa fonte na Praça da Batalha, pela sua descrição que a seguir se apresenta ser do período de 800 (inícios do séc. XIX).
Em virtude das fortes alterações urbanísticas levadas a efeito pelos "Almadas", pai e filho, esta fonte sofreu a sua remoção do local e terá sido guardado o seu brasão como memória futura.
Como muitas outras fontes distribuídas, na época, pela cidade do Porto que recolhiam as imensas linhas de águas da cidade e arredores, como serviço de apoio à população, foram ao longo do tempo recolhidas pelo próprio município podendo-se observar a existência de muitas delas na Rua Barão de Nova Sintra, nas actuais instalações dos Serviços de Águas (SMAS).
O Brasão da Cidade
Em virtude das fortes alterações urbanísticas levadas a efeito pelos "Almadas", pai e filho, esta fonte sofreu a sua remoção do local e terá sido guardado o seu brasão como memória futura.
Como muitas outras fontes distribuídas, na época, pela cidade do Porto que recolhiam as imensas linhas de águas da cidade e arredores, como serviço de apoio à população, foram ao longo do tempo recolhidas pelo próprio município podendo-se observar a existência de muitas delas na Rua Barão de Nova Sintra, nas actuais instalações dos Serviços de Águas (SMAS).
O Brasão da Cidade
O
brasão da cidade nem sempre foi o mesmo ao longo dos tempos; muito embora, a
sua estrutura básica se tivesse mantido durante os diferentes reinados.
O original brasão da
Invicta representava “uma cidade de prata, em campo azul sobre o mar de ondas
verdes e douradas”.
Em 1517, sofre a
primeira alteração. Foi-lhe incluído a imagem de Nª. Srª. de Vandoma com o
menino Jesus nos seus braços entre duas torres, sobre um fundo azul.
Em 1813, e aquando da
segunda modificação, a imagem de Nª. Srª. de Vandoma aparece ainda ladeada por
duas torres encimadas, de um lado por um braço com uma espada e do outro com
uma bandeira.(ver foto)
Em
1834, no reinado de D. Pedro IV, ao brasão foi introduzido uma inscrição “Antiga, mui nobre sempre Leal e Invicta
Cidade”, em honra aos sacrifícios sofridos pela cidade do Porto, durante o
cerco miguelista, por seu irmão D. Miguel.
Este
brasão era então constituído por um escudo esquartelado, cercado pelo colar da
Ordem da Torre e Espada, tendo nos primeiros e quartos quartéis as armas de
Portugal e nos segundos e terceiros as antigas armas da cidade. Encimava o
escudo um dragão verde, assente numa coroa ducal e sobressaía uma longa faixa
com a legenda Invicta.
O
dragão está relacionado com S. Jorge, padroeiro de Inglaterra, cujo culto
parece ter sido introduzido em Portugal pelos cruzados ingleses que auxiliaram
D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa, em 1147.
No
reinado de D. Afonso IV passou-se a usar a invocação de S. Jorge como grito de
guerra contra os inimigos por contraponto ao grito de “Santiago”, utilizado
pelos castelhanos.
Já
D. João I tinha especial devoção por S. Jorge, tido como fator religioso na
vitória em Aljubarrota, onde participaram ingleses. As armas de D. João I
tinham um elmo encimado por um dragão alado. Também, D. Nuno Álvares Pereira
era devoto deste mártir, tendo na sua bandeira a figura do santo, S. Jorge.
A
última alteração do brasão, em 1940, foi-lhe dada a forma atual, representado
pelas armas.
Apresenta-se
de azul com um castelo de ouro. Este constituído por um muro ameado e
franqueado por duas torres ameadas. Está aberto e iluminado a vermelho sobre um
mar de cinco faixas ondeadas, sendo três de prata e duas de verde.
Sobre a porta, assente
numa mesura de ouro, está a imagem da virgem com um diadema na cabeça,
segurando um manto azul e com o menino Jesus ao colo, vestido de vermelho. Ambos
estão acompanhados lateral e superiormente por um esplendor, que se apoia nas
ameias do muro - dois escudos de Portugal antigo. No cimo, uma coroa mural de
prata de cinco torres e um cordão da ordem militar da Torre e Espada do Valor e
do Mérito. No listel branco, a inscrição já atribuída de “Antiga, mui nobre sempre Leal e Invicta Cidade”.
17 de junho de 2013
Natureza e ambiente rural - Ermesinde
Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo
Para concluir o rol de painéis de azulejos distribuídos pelos diversas fachadas do edifício da Vila Beatriz, apresentamos a ultima peça intitulada de "no pasto". Mais uma paisagem representativa de um ambiente da época de 50, do século passado, e que ainda se poderá vislumbrar por partes do nosso país rural.
Bela colecção, esta, exposta neste edifício publico, da autarquia de Valongo, onde apresenta a polivalência de diversas actividades culturais e desportivas na área envolvente a esta antiga quinta.
Aconselha-se a visitá-la, pois no hall de entrada apresenta-nos vários painéis de azulejos, da fábrica Aleluia, com outros elementos mais decorativos adequados a um espaço interior.
Vale a pena ver...
16 de junho de 2013
Natureza e ambiente rural, Ermesinde
Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo
Continuando com a apresentação dos painéis de azulejo na envolvente da fachada do edifício da Vila Beatriz, em Ermesinde, e relativo à actividade rural da época dos meados do século passado, aqui se apresenta mais um painel com o título de "Passando o ribeiro".
13 de junho de 2013
Natureza e ambiente rural, Ermesinde
Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo
"Solidão Agreste", é mais um tema representado nos painéis da casa da Vila Beatriz, onde o ambiente rural e a natureza, referente à época de 50, do século passado, estão representados.
mais um belíssimo exemplar da fábrica Aleluia.
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