NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

31 de agosto de 2013

A marca de Sentieiro / Rua da Vitória, na cidade - Porto




Rua Sá da Bandeira, entre o 210 a 222, Freguesia de Stº. Ildefonso, Porto - Portugal

Pois é! Mais uma curiosidade que me fez parar para tirar umas fotografias. 
Não fiz qualquer busca ou investigação toponímica, mas interroguei-me sobre a possibilidade de ter existido uma rua da Vitória que não se situasse na freguesia do mesmo nome ou seria apenas uma mera publicidade do serralheiro que instalou o material que servia de fecho das lojas, em metal, chamado de Sentieiro ou M. L. Sentieiro?
Por incrível que pareça ainda existem vestígios ou marcas dessa existência e localiza-se bem no centro da cidade. Estas marcas localizam-se na actual rua Sá da Bandeira, e as fotos tiradas referem-se a um correr de lojas (fechadas) perto da Praça de D. João I, do lado direito de quem sobe. 
É um conjunto de três prédios em que nos cunhais dessas lojas se encontram cravadas a marca do nome da rua da Vitória, e seu numero de policia nº 148, conforme se pode ver, perfeitamente visível, em cada cunhal.
Esperemos que se tornem um "símbolo fixo" desta marca dos tempos idos na cidade Porto.

Vejam outras marcas nos cunhais, alternadamente com o símbolo anterior, dessas lojas, pois aparentemente refere o nome do aplicador, na época, o "Sentieiro" ou "M.L.Sentieiro", esta personagem, do séc. XIX, mestre serralheiro e industrial de fundição, nesta cidade. 
Esta simbologia teria servido de publicidade? Aqui fica a incógnita, embora na actual rua da Vitória não exista esse nº de policia (148), o que torna ainda mais estranho.



Nota: Já recentemente e após contacto do Sr. Mário Vilaça Bizarro (e que agradeço o interesse por estes assuntos), que através do seu e-mail me transmitiu da existência de iguais marcas na rua Mouzinho da Silveira, 344/348, tendo já, pessoalmente, passado por lá e confirmado a sua semelhança.
De facto são os mesmíssimos símbolos e corresponderá com certeza ao Serralheiro/Instalador que na época aplicava o sistema de encerramento das montras das lojas e que provavelmente teria a sua oficina na rua da Vitória, nº 148, não havendo qualquer vestígios por lá.
Posteriormente, verifiquei também que no Largo de S. Domingos e mais precisamente nas ombreiras da papelaria Araújo e Sobrinho contêm as mesmas peças metálicas de forra nos seus cunhais, só que nessas peças apenas referem a rua "Vitória" e à marca de "fundição".

Novas - Já em 2014 e através do JN, do dia 12/1/2014, na pág.21 do documentário semanal de "À descoberta do Porto", por Germano Silva, este intitulou a sua reportagem com o "Restaurante Sentieiro".
Ora a sua reportagem referia-se ao melhor arroz de frango do Porto com origem num restaurante com esse nome - Sentieiro.
O seu texto refere assim: "... Mas era do restaurante Sentieiro que eu vos queria falar mais em pormenor. Ficava na rotunda da Boavista e tinha como especialidade, além do verdasco de Amarante ou do marco de Canaveses, o arroz de frango, o cozido à portuguesa, o sável frito do Areinho e o chispe com feijão branco. 
Sentieiro era o nome do proprietário do restaurante cujas instalações ocupavam uma parte daquela faixa de terreno ainda existente entre o edifício da antiga estação da Boavista do caminho de ferro da Póvoa, e a Avenida de França. Ainda não há muito tempo, meia dúzia de anos, se tanto, havia ali um portão de ferro trabalhado encimado com a palavra Sentieiro.
Era a entrada  para o restaurante que ocupava um belíssimo edifício tipo chalé e possuía, nas traseiras da casa, um lindíssímo jardim que servia de esplanada à qual se chegava depois de se atravessar um frondoso túnel formado pelas copas de lindas japoneiras.
O restaurante foi fundado em 1875, logo a seguir à inauguração da estação da Boavista. Por essa altura a Avenida de França ainda se chamava Rua das Pirâmides, porque ia direitinha aos obeliscos (pirâmides) que assinalavam, na entrada da rua dos castelos, a entrada na quinta da Prelada. (...)
Voltemos, no entanto, ao Sentieiro que foi um personagem curioso e muito popular no Porto do seu tempo. O seu nome completo era Manuel Luiz Sentieiro. Tinha a profissão de serralheiro e possuía uma oficina de serralharia na rua da Vitória, ali entre as ruas dos Caldeireiros e do Ferraz. Foi desta oficina que saiu todo aquele gradeamento que ladeia a rua Nova de Alfândega, desde o começo da rua da Reboleira até ao cais de Monchique.
Politicamente, esteve ligado ao partido Progressista e os seus adversários não se coibiam de insinuar que o fornecimento daquele gradeamento tinha a ver com a filiação partidária.
Mas o que mais deu a Manuel Luiz Sentieiro não foi nem a oficina de serralharia nem o restaurante da rotunda da Boavista. Foram, sim, as suas qualidades de "grande orador" de comícios políticos - mas no seu pior sentido. os jornais da época, referindo-se às intervenções de Sentieiro em "meetings" partidários, diziam que ele "em prol dos progressistas se fartava de estragar o português".
Quando o restaurante fechou as portas, organizou-se, na já então chamada Praça Mouzinho de Albuquerque (antiga rotunda da Boavista), uma comissão de pessoas, todas moradoras na zona, com vista a fundar o Clube do Boavista, que passaria a funcionar no edíficio onde antes havia estado o Sentieiro. A colectividade formou-se, mas teve vida efémera. Hoje nada resta, nem do edíficio nem da belíssima esplanada e dos frescos caramanchões que a ornamentavam, Até o portão com o nome de Sentieiro desapareceu."


Acrescentando novas informações, Mário Bizarro, num e-mail enviado diz:
Voltando ao meu mail de 18/9/2013, consegui encontrar uma pessoa idosa que me garantiu que a Fundição da Vitória era onde está hoje uma casa com o nº 65 - 69. Sobre a diferença da numeração disse-me que há umas dezenas de anos atrás não havia ordem nenhuma, que os números estavam salteados.
Há falta de melhor informação ficamos por aqui.
Melhores cumprimentos

Mário Vilaça Bizarro.
Agradeço o contributo do acréscimo desta informação. Bem hajam as pessoas que prestam o serviço de divulgar.
Obrigado Mário Bizarro.

25 de agosto de 2013

Brasão em arca tumular - Porto


Claustros da Sé, freguesia da Sé, Porto - Portugal

Esta peça encontra-se guardada (em exposição) na Sé, numa área visitável ao interior dos seus claustros.
Quase nada se sabe sobre este túmulo, sendo certo, ter pertencido a um nobre, pela representação dos dois brasões de família envolvendo o centro com uma representação alusiva à morte.
Recentemente assisti a uma "aula" de história, apresentada pelo Sr. Dr. Prof. José Manuel Tedim, que pela ligeireza das suas palavras, simples e cativante, expôs variadíssimos períodos da evolução histórica da Sé, quer a nível dos diversos períodos temporais da sua construção, dos conceitos, hábitos e costumes religiosos.
Mais tempo houvesse para continuar a ouvi-lo (espero que haja mais sessões).
Parabéns a todos aqueles que se dedicam com alma e coração e a quem preservam com gosto e esmero à arte, história e cultura patrimonial.
Minha leitura dos brasões -
Escudo: Português ou boleado (ambos)
Formato: Pleno ou Simples (ambos)
Leitura:
1º Pimenta
2º Cabral ou Cabreira
Desconhece-se a origem familiar e não há certezas da época, entendo que a arca tumular será do séc. XIII ou XIV.

14 de agosto de 2013

"O melhor café é o da Brasileira" - Porto



www.google.pt


Rua Ricardo Jorge, freguesia de Stº. Ildefonso, Porto

"... mais uma publicidade que resiste pelas paredes da cidade..."


"O brasileiro Adriano Telles, natural do concelho de Arouca, partiu para o Brasil, Minas Gerais, com 12 anos, iniciando uma trajectória de sucesso ligada ao comércio, à cultura do café, às artes, às letras e ainda à politica. 
No Porto, funda o café A Brasileira em 4 de maio de 1903, na rua de Sá da Bandeira.
Detentor de uma fábrica de torrefacção de café, importado das suas propriedades e engenhos em Minas Gerais, o brasileiro introduziu o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos, hábito até aí inexistente na cidade. Assim, o brasileiro terá consultado alguns catálogos estrangeiros, optando por uma imagem de catálogo alemão do inicio do séc. XIX, para a partir dela criar a sua "imagem de marca", onde um velhote com ar prazenteiro e jovial tomava, sorridente, uma chávena de café.
Esta imagem, que ficou conhecida como o "Velhote d'A Brasileira", encontrava-se encimada pela frase « O melhor café é o da Brasileira », anunciando que todo o comprador tinha direito a tomar uma chávena de café gratuitamente (a chamativa oferta manteve-se durante 13 anos).
A esta original publicidade associou-se o acto de moer o café à vista do público, de comemorar anualmente a fundação da casa com festejos e oferta de brindes aos clientes, e ainda uma publicação periódica de cariz não só publicitário mas também literário que tinha a colaboração de intelectuais da época."
de Palacetes de Brasileiros no Porto (1850-1930), de Paula Torres Peixoto

Infelizmente, quem passar pela rua de Sá da Bandeira hoje em dia, apenas poderá presenciar as vistas lindíssimas do edifício e sua frontaria, mas entrar lá dentro tal já não será possível, pois encontra-se encerrado, julgo por questões financeiras da época difícil que nos confrontamos. 
Haja um benemérito, como este Brasileiro, torna-viagem, para retornar às antigas vivências.


13 de agosto de 2013

Brasão sobre lareira em interior de habitação, Penafiel


Av. Zeferino Oliveira, nº 1, Penafiel - Portugal

Brasão singular, em madeira, colocado sobre lareira em interior de casa antiga. Este brasão é idêntico, com mesmos apelidos, que o aplicado na fachada em azulejo e de família não identificada.
Tem igualmente um portal em granito, simples  e caracteriza-se pela singeleza da época, provavelmente finais do séc. XIX.
O edifício foi recentemente utilizado pela Associação Florestal do Vale de Sousa tendo entretanto mudado as suas instalações daquela casa para outro local, desconhecendo-se a sua actual utilização.

O brasão assenta sobre lareira da casa e apresenta o seguinte descritivo:
forma: francês ou quadrado
leitura: partido
I - Queirós ou Ramalho
II - Madureira
Elmo tarado à direita, com paquife com plumas
Timbre de Queirós ou Ramalho
O escudo é envolvido em motivos decorativos e condecorações

8 de agosto de 2013

"O melhor café é o da Brasileira" - Porto



Rua Augusto Rosa, freguesia da Sé, Porto - Portugal

"... mais uma publicidade que resiste pelas paredes da cidade..."

"O brasileiro Adriano Telles, natural do concelho de Arouca, partiu para o Brasil, Minas Gerais, com 12 anos, iniciando uma trajectória de sucesso ligada ao comércio, à cultura do café, às artes, às letras e ainda à politica. 
No Porto, funda o café A Brasileira em 4 de maio de 1903, na rua de Sá da Bandeira.
Detentor de uma fábrica de torrefacção de café, importado das suas propriedades e engenhos em Minas Gerais, o brasileiro introduziu o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos, hábito até aí inexistente na cidade. Assim, o brasileiro terá consultado alguns catálogos estrangeiros, optando por uma imagem de catálogo alemão do inicio do séc. XIX, para a partir dela criar a sua "imagem de marca", onde um velhote com ar prazenteiro e jovial tomava, sorridente, uma chávena de café.
Esta imagem, que ficou conhecida como o "Velhote d'A Brasileira", encontrava-se encimada pela frase « O melhor café é o da Brasileira », anunciando que todo o comprador tinha direito a tomar uma chávena de café gratuitamente (a chamativa oferta manteve-se durante 13 anos).
A esta original publicidade associou-se o acto de moer o café à vista do público, de comemorar anualmente a fundação da casa com festejos e oferta de brindes aos clientes, e ainda uma publicação periódica de cariz não só publicitário mas também literário que tinha a colaboração de intelectuais da época."
de Palacetes de Brasileiros no Porto (1850-1930), de Paula Torres Peixoto

Infelizmente, quem passar pela rua de Sá da Bandeira hoje em dia, apenas poderá presenciar as vistas lindíssimas do edifício e sua frontaria, mas entrar lá dentro tal já não será possível, pois encontra-se encerrado, julgo por questões financeiras da época difícil que nos confrontamos. 
Haja um benemérito, como este Brasileiro, torna-viagem, para retornar às antigas vivências.

6 de agosto de 2013

Brasão do 1º Visconde de Oliveira do Paço - Sobrado






Lugar do Passal (cemitério), freguesia de Sobrado, Valongo

António Martins de Oliveira, foi o 1º Visconde de Oliveira do Paço, cuja mercê terá sido dada por D. Luís I, em 15 de maio de 1879.
Nascido em Sobrado, Valongo, na Casa do Paço, a 12/08/1838 e faleceu a 23/06/1889.
Desta figura pouco se sabe, sendo que lhe foi reconhecido pela sua filantropia de ter contribuído às suas custas com toda a construção do cemitério de Sobrado, donde era natural.
O cemitério confronta logo pela entrada principal com a capela que lhe foi erigida, criando o centralismo na sua pessoa.
Pela placa colocada no portão principal pode-se constatar duas fases, a construção do cemitério e a sua ampliação, tudo à custa deste benemérito.
Era considerado um "capitalista abonado e um perfeito cavalheiro", casou com Joaquina da Costa Ferreira (nasceu no Rio de Janeiro, 27/02/1843 e faleceu a no Porto, a 11/11/1887), no Brasil, em Candelária em 1859.
Teve duas filhas, Maria Ferreira de Oliveira (n-1860) e que terá casado com Manuel Ferreira Freitas Guimarães, e Amélia Ferreira de Oliveira (n-1862) que terá casado com Francisco Maria Dias da Costa.
Do primeiro casal resultou um herdeiro, Alberto de Oliveira Freitas Guimarães (n-1882) cujo título lhe derivou passando a 2º visconde de Oliveira do Paço. Este casou Maria Carolina da Silva Bello (n-1893) que não deixaram herdeiros.
Não tendo deixado descendência directa, coube a Álvaro de Oliveira Freitas Guimarães o direito ao titulo de 3º Visconde  de Oliveira do Paço (nascido em Sobrado a 15/06/1913 e faleceu a 05/05/1978, na cidade do Porto).
Este casou com Dona Isabel Maria da Conceição de Azevedo e Menezes Pinheiro Pereira de Bourbon (n-1905) da família dos senhores do Paço de Pinheiros, em Barcelos, também simbolizada pela sua forte personalidade, através da frontalidade e carácter,  princípios básicos e essenciais da aristocracia.
Infelizmente, a casa, edificada no ano de 1864, donde viveu encontra-se completamente esventrada sem qualquer recuperação. Está considerada património local, contudo não se vislumbra um milagre nem um mecenas que permita a sua recuperação.
Pelos apelidos lá colocados poder-se-à obter, através da imagem seguinte e retirado dum blogue de qualidade superior, miguelboto.blogspot.com, a seguinte descrição do mesmo:
Pedra de Armas em granito, de escudo Inglês, partido: 
I - Martins (de Deus): cortado: 1 - de purpura, com três flores-de-lis de ouro postas em roquete; e 2 - de negro, com duas faixas de ouro;
II - Oliveira (com alteração dos esmaltes): de prata, com uma oliveira de verde, frutada e arrancada de ouro;
Timbre: de coronel de Visconde; correias de purpura perfiladas de ouro. Tachoes de ouro.

28 de julho de 2013

Placa toponímica - Porto

Rua de Avis, freguesia da Vitória, Porto

A rua de Avis tomou o nome à cerca de 53 anos, aquando do centenário da morte do navegador do Infante D. Henrique (13/11/1460), comemorações evocativas no período do Estado Novo. 
A cidade do Porto é acrescida de mais alguns topónimos referentes às memórias henriquinas, quer dos descobrimentos quer à família do rei D. João I.
Poderemos relembrar algumas ruas existentes no Porto, tais como a rua do Infante D. Henrique, na Ribeira, junto à rua de Avis, teremos a Praça Filipa de Lencastre (sua mãe), a rua de Ceuta, e ainda o Hotel do Infante de Sagres, localizado precisamente neste núcleo de ruas.
A rua de Avis, denominava-se Travessa da Fábrica do Tabaco, desde o séc. XVIII, pelo facto de ter existido aí uma fábrica de tabaco, na rua de seu nome. Seu proprietário, um negociante torna-viagem, Luís António de Sousa Freitas, que pela sua riqueza mandara edificar no gaveto destas duas ruas a sua residência, um edifício de notável construção arquitectónica, tendo sido demolida com promessa da Câmara de voltar a construí-la em outro local, e que até à data nunca se concretizou.

22 de julho de 2013

Dístico na fachada de prédio - Porto

Escadas do Codeçal, nº 56, freguesia da Sé, Porto - Portugal

Estas placas encontram-se fixadas em prédios que se encontram seguros, por empresas seguradoras, na cidade do Porto. Cada símbolo pretende identificar a companhia seguradora de modo publicitário e demonstrar todo o cuidado demonstrado por parte do proprietário, como seu bem imóvel, perante a cidade. Creio que este dístico tem as suas origens nos finais do séc. XIX.

4 de julho de 2013

Museu Soares dos Reis - Outros barsões

Museu Soares dos Reis, freguesia de Massarelos, concelho do Porto, Portugal

Brasão eclesiástico dos "Araújos", desconhece-se as suas origens, contudo podemos fazer uma breve descrição sobre este tema particular da brasonaria religiosa.

Brasões eclesiásticos:
Desde os tempos medievais, os brasões tornaram-se de uso comum para os guerreiros e para a nobreza, e por conseguinte foi-se desenvolvendo uma linguagem bem articulada que regula e descreve a heráldica civil. 
Paralelamente, também para o clero se formou uma heráldica eclesiástica. ela segue as regras da civil para a composição e a definição do escudo, mas coloca em redor símbolos de insígnias de carácter eclesiástico e religioso, segundo os graus da Ordem sacra, da jurisdição e da dignidade.
Os símbolos dos cruzados e das ordens equestres vêm quase que subitamente reproduzidos da Igreja, até mesmo porque os entes eclesiásticos no período "pré-heráldico" já disponibilizavam sinais distintivos, tanto que ao surgir de tal disciplina, no séc. XII, esta figura levou esmaltes, ou seja, as cores, metais e peliças próprias da ciência do brasão.
Naquele período os primeiros brasões eclesiásticos tinham o escudo timbrado com mitra e nínfulas esvoaçantes; com o passar do tempo se consolidou a soma do escudo ao chapéu prelatício com os cordéis e as borlas.
Vale recordar, igualmente, que os eclesiásticos recentemente usavam o brasão de família com muita frequência, obviamente, desprovido de símbolos religiosos.
Para reconhecer as milicias eclesiásticas, entre as quais os "adornos externos" do escudo, não se podia usar o termo que indicava a norma, a condição militar e tampouco a coroa, que indicava o estado nobre.
Se se escolhessem, consequentemente, os cha+éus eclesiásticos e, a príncipio, os escudos prelatícios - salvo aqueles do Papa - não figurariam os adornos externos, distintos de dignidade; ao longo do tempo apareceram também o báculo, o chapéu com as borlas, o pálio e outras marcas da hirarquia, entre as quais uma ou duas espadas na lateral ou atrás do escudo para os bispos e os abades que detinham jurisdição feudal.
(texto retirado de http://www.ecclesiaheraldica.com.br)

24 de junho de 2013

Museu Soares dos Reis - Outros Brasões

Rua D. Manuel II, freguesia de Massarelos, concelho do Porto - Portugal

O brasão da foto encontra-se guardado neste Museu tendo sido primeiramente colocado numa fonte na Praça da Batalha, pela sua descrição que a seguir se apresenta ser do período de 800 (inícios do séc. XIX). 
Em virtude das fortes alterações urbanísticas levadas a efeito pelos "Almadas", pai e filho, esta fonte sofreu a sua remoção do local e terá sido guardado o seu brasão como memória futura.
Como muitas outras fontes distribuídas, na época, pela cidade do Porto que recolhiam as imensas linhas de águas da cidade e arredores, como serviço de apoio à população, foram ao longo do tempo recolhidas pelo próprio município podendo-se observar a existência de muitas delas na Rua Barão de Nova Sintra, nas actuais instalações dos Serviços de Águas (SMAS).

O Brasão da Cidade
O brasão da cidade nem sempre foi o mesmo ao longo dos tempos; muito embora, a sua estrutura básica se tivesse mantido durante os diferentes reinados.
O original brasão da Invicta representava “uma cidade de prata, em campo azul sobre o mar de ondas verdes e douradas”.
Em 1517, sofre a primeira alteração. Foi-lhe incluído a imagem de Nª. Srª. de Vandoma com o menino Jesus nos seus braços entre duas torres, sobre um fundo azul.
Em 1813, e aquando da segunda modificação, a imagem de Nª. Srª. de Vandoma aparece ainda ladeada por duas torres encimadas, de um lado por um braço com uma espada e do outro com uma bandeira.(ver foto)
Em 1834, no reinado de D. Pedro IV, ao brasão foi introduzido uma inscrição “Antiga, mui nobre sempre Leal e Invicta Cidade”, em honra aos sacrifícios sofridos pela cidade do Porto, durante o cerco miguelista, por seu irmão D. Miguel.
Este brasão era então constituído por um escudo esquartelado, cercado pelo colar da Ordem da Torre e Espada, tendo nos primeiros e quartos quartéis as armas de Portugal e nos segundos e terceiros as antigas armas da cidade. Encimava o escudo um dragão verde, assente numa coroa ducal e sobressaía uma longa faixa com a legenda Invicta.
O dragão está relacionado com S. Jorge, padroeiro de Inglaterra, cujo culto parece ter sido introduzido em Portugal pelos cruzados ingleses que auxiliaram D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa, em 1147.
No reinado de D. Afonso IV passou-se a usar a invocação de S. Jorge como grito de guerra contra os inimigos por contraponto ao grito de “Santiago”, utilizado pelos castelhanos.
Já D. João I tinha especial devoção por S. Jorge, tido como fator religioso na vitória em Aljubarrota, onde participaram ingleses. As armas de D. João I tinham um elmo encimado por um dragão alado. Também, D. Nuno Álvares Pereira era devoto deste mártir, tendo na sua bandeira a figura do santo, S. Jorge.
A última alteração do brasão, em 1940, foi-lhe dada a forma atual, representado pelas armas.
Apresenta-se de azul com um castelo de ouro. Este constituído por um muro ameado e franqueado por duas torres ameadas. Está aberto e iluminado a vermelho sobre um mar de cinco faixas ondeadas, sendo três de prata e duas de verde.
Sobre a porta, assente numa mesura de ouro, está a imagem da virgem com um diadema na cabeça, segurando um manto azul e com o menino Jesus ao colo, vestido de vermelho. Ambos estão acompanhados lateral e superiormente por um esplendor, que se apoia nas ameias do muro - dois escudos de Portugal antigo. No cimo, uma coroa mural de prata de cinco torres e um cordão da ordem militar da Torre e Espada do Valor e do Mérito. No listel branco, a inscrição já atribuída de “Antiga, mui nobre sempre Leal e Invicta Cidade”.


17 de junho de 2013

Natureza e ambiente rural - Ermesinde

Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo

Para concluir o rol de painéis de azulejos distribuídos pelos diversas fachadas do edifício da Vila Beatriz, apresentamos a ultima peça intitulada de "no pasto". Mais uma paisagem representativa de um ambiente da época de 50, do século passado, e que ainda se poderá vislumbrar por partes do nosso país rural.
Bela colecção, esta, exposta neste edifício publico, da autarquia de Valongo, onde apresenta a polivalência de diversas actividades culturais e desportivas na área envolvente a esta antiga quinta.
Aconselha-se a visitá-la, pois no hall de entrada apresenta-nos vários painéis de azulejos, da fábrica Aleluia, com outros elementos mais decorativos adequados a um espaço interior.
Vale a pena ver...

16 de junho de 2013

Natureza e ambiente rural, Ermesinde

Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo

Continuando com a apresentação dos painéis de azulejo na envolvente da fachada do edifício da Vila Beatriz, em Ermesinde, e relativo à actividade rural da época dos meados do século passado, aqui se apresenta mais um painel com o título de "Passando o ribeiro".

13 de junho de 2013

Natureza e ambiente rural, Ermesinde

Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo

"Solidão Agreste", é mais um tema representado nos painéis da casa da Vila Beatriz, onde o ambiente rural e a natureza, referente à época de 50, do século passado, estão representados.
mais um belíssimo exemplar da fábrica Aleluia.

8 de junho de 2013

Natureza e ambiente rural - Ermesinde


Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo

Outro painel fabuloso, aplicada na fachada da quinta da Vila Beatriz, de dimensões rectangulares onde se reflecte a "colheita do milho", em ambiente rural da época onde se inclui uma ampliação do detalhe da pintura.

6 de junho de 2013

Natureza e ambiente rural, Ermesinde

Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo - Portugal

Mais um lindíssimo painel, intitulada de "Ponte de Alvura", com a representação de uma paisagem junto a um rio e com fundo uma ponte sobre o mesmo, aplicada numa das diversas fachadas da casa da Vila Beatriz.

3 de junho de 2013

Natureza e ambiente rural, Ermesinde

Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo - Portugal

Fase do tratamento do milho, "varrendo o milho" após a sua secagem. Mais uma peça numa da fachada do edifício da Vila Beatriz, em Ermesinde conforme se pretende expor dos diversos azulejos recolhidos e que se vão apresentando neste blogue.

1 de junho de 2013

Natureza e ambiente rural, Vila Beatriz - Valongo

Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo - Portugal

Este painel juntamente com outros painéis (que iremos apresentar oportunamente) encontram-se nas diversas fachadas de uma casa senhorial e que actualmente se encontra na posse da autarquia local, designada de Vila Beatriz.
Está localizada no centro da cidade de Ermesinde sendo utilizada como biblioteca, de actividades culturais e ambientais para além de um largo espaço exterior de utilização desportiva e lazer, tal como exemplo, a pratica de ténis, futebol de 5, skatting, jogging, piscina municipal, etc...
Este painel de azulejo, ilustrativo da vida mundana rural dos meados do séc. XX, conforme está expressa na legenda "Regresso da fonte", é uma peça da fábrica Aleluia que decorou a casa pelas diversas fachadas exteriores, em volta da casa, assim como do hall interior de entrada do rés-do-chão com uns belíssimos painéis decorativos.
Merece ser visto pelo excelência do trabalho de azulejaria típica portuguesa, pelas suas gravuras de ambiente rural e pela paisagem rústica natural.

29 de maio de 2013

Quinta do Taborda, Ermesinde


Rua de Ermesinde, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo - Portugal

Peça colocada sobre porta de entrada de antiga quinta, conhecida pela Quinta do Taborda, embora pela sua ténue imagem aparenta ser um brasão Nacional ou Boleado, Partido, com dois apelidos e um elmo tarado de perfil.
A definição dos dois apelidos não são possíveis de os descrever em virtude do seu desgaste.  
Tendo recebido um comentário de Susana Taborda de Passos, o qual desde já agradeço, e caso entenda de nos enviar o símbolo do brasão que tem em sua posse para o poder divulgar e nos ajudar á promoção desta quinta ou família.

4 de maio de 2013

Exposição sobre "Vilela, ontem e hoje" - 2013



Exposição Fotográfica e Etnográfica sobre a Vila de Vilela, concelho de Paredes - Portugal

Como tem sido habitual a Câmara Municipal de Paredes em colaboração com a Junta de Freguesia local, conjuntamente com a participação de residentes na freguesia e não só, vem dar a conhecer e divulgar parte da história daquela freguesia.
Já por outras freguesias tem participado neste tipo de eventos na divulgação do seu património, da actividade cívica, social e religiosa. 
A partir do dia 10 de maio, tocou à Vila de Vilela esta iniciativa,  e que se apraz pela sua história.
Estão convidados a aparecer e aproveitem as festas locais...

Nota: Um agradecimento especial pela participação e colaboração da gente local, quer na divulgação e disponibilização de fotografias e da dispensa de acessórios que mereceram ser postas em exposição, e claro está, aos técnicos da câmara que calcorrearam a Vila, de porta em porta.... 

1 de maio de 2013

A medida "Côvado" e a "Vara" - Porto


Largo da Sé, freguesia da Sé, Porto - Portugal
A cidade do Porto teve a sua origem, aparentemente, na sua marginal do rio Douro, devido à grande circulação fluvial que daí se propiciava.
Ao longo dos anos e desde o nascimento de Portugal, que a cidade se foi protegendo de ataques provenientes do rio, passando a implantar-se num alto, Alto de Penaventosa, até porque nesse período Dª. Teresa, mãe de Afonso Henriques terá doado o couto a D. Hugo, seu grande amigo tendo este exercido o cargo de bispado e ficado a gerir a cidade. 
Como é do conhecimento geral, a Sé teve a sua evolução, quer na sua construção do seu símbolo edificativo, quer na área de influência que foi exercendo ao longo do tempo, isto é, com a construção de apoio religioso aos Cabidos e da própria habitação do Bispo.
Só recentemente, acerca de 70 anos, periodo do Estado Novo, que o largo da Sé se tornou amplo e visitável a toda a gente que visita aquele local, de forma a se destacar na paisagem urbana da cidade,  contudo nesse período o espaço era ocupado por construções, ruelas e vielas donde desde sempre se foram comercializados muitos produtos de utilização corrente, sendo um local de mercado e feira permanente, perdendo as feições medievais.
As transacções desde o séc. XII, faziam-se, ora directamente, ora através de medidoras que para medição necessitavam de se deslocar ao interior da sua habitação para medir o produto avaliado, gerando por isso duvidas e suspeições por quem adquiria o produto.
A Câmara, nesse tempo e após constantes suspeições e comentários decidiu estabelecer, por postura municipal, as medidas correntes cravadas na fachada da Sé donde se poderia visualizar melhor a compra do produto e acompanhar quem supervisionava essas medidas.
Conforme se pode visualizar na foto, encontram-se duas marcas no pilar da entrada principal correspondendo ao "meia-braça" e à "meia-vara", medidas utilizadas nessa época, para medir tecidos, fitas e linhas.
Num resumo breve, podemos dizer que o Palmo era a unidade-Padrão, com 22 cm. A partir desta medida subdividiu-se em "meio-côvado - 33 cm"; "meia-vara - 55 cm"; "côvado ou alna - 66 cm"; "meia-braça - 92 cm"; "vara - 110 cm" e a "braça - 184 cm". estas medidas nem sempre era as correctamente aplicadas, levando a crer que os pressupostos contemplavam estas medidas.

História:
O côvado:
A medida de comprimento que foi usada por diversas civilizações antigas. Era baseado no comprimento do antebraço, da ponta do dedo médio até ao cotovelo. Ninguém sabe quando esta medida entrou em uso. O côvado era usado regularmente por vários povos antigos que para os egipcios a medida equivalia os 50 cm e para os romanos 45 cm.
A vara:
Foi utilizada no Império romano, chamada "pertica" e equivalia a 10 pés de comprimento, aproximadamente a 2,96 metros.
Em Portugal, estas medias nem sempre correspondiam, conforme atrás descrito às medidas mencionadas. Até à introdução do sistema métrico, o Palmo era a unidade básica de medidas lineares, valendo 22 cm, enquanto que a Vara tomaria como 5 palmos de craveira, ou seja 1,10 metros.
O Côvado corresponderia a 3 palmos, isto é a 66 cm.

(agradecimento à "Porto Património Mundial" por incorrecções referidas no texto inicial, entretanto já adaptado)

16 de abril de 2013

Brasão do 1º Visconde de Oliveira do Paço - Sobrado




Rua S. João de Sobrado, lugar do Paço, freguesia de Sobrado, Valongo

António Martins de Oliveira, foi o 1º Visconde de Oliveira do Paço, cuja mercê terá sido dada por D. Luís I, em 15 de maio de 1879.
Nascido em Sobrado, Valongo, na Casa do Paço, a 12/08/1838 e faleceu a 23/06/1889.
Desta figura pouco se sabe, sendo que lhe foi reconhecido pela sua filantropia de ter contribuído às suas custas com toda a construção do cemitério de Sobrado, donde era natural.
O cemitério confronta logo pela entrada principal com a capela que lhe foi erigida, criando o centralismo na sua pessoa.
Pela placa colocada no portão principal pode-se constatar duas fases, a construção do cemitério e a sua ampliação, tudo à custa deste benemérito.
Era considerado um "capitalista abonado e um perfeito cavalheiro", casou com Joaquina da Costa Ferreira (nasceu no Rio de Janeiro, 27/02/1843 e faleceu a no Porto, a 11/11/1887), no Brasil, em Candelária em 1859.
Teve duas filhas, Maria Ferreira de Oliveira (n-1860) e que terá casado com Manuel Ferreira Freitas Guimarães, e Amélia Ferreira de Oliveira (n-1862) que terá casado com Francisco Maria Dias da Costa.
Do primeiro casal resultou um herdeiro, Alberto de Oliveira Freitas Guimarães (n-1882) cujo título lhe derivou passando a 2º visconde de Oliveira do Paço. Este casou Maria Carolina da Silva Bello (n-1893) que não deixaram herdeiros.
Não tendo deixado descendência directa, coube a Álvaro de Oliveira Freitas Guimarães o direito ao titulo de 3º Visconde  de Oliveira do Paço (nascido em Sobrado a 15/06/1913 e faleceu a 05/05/1978, na cidade do Porto).
Este casou com Dona Isabel Maria da Conceição de Azevedo e Menezes Pinheiro Pereira de Bourbon (n-1905) da família dos senhores do Paço de Pinheiros, em Barcelos, também simbolizada pela sua forte personalidade, através da frontalidade e carácter,  princípios básicos e essenciais da aristocracia.
Infelizmente, a casa, edificada no ano de 1864, donde viveu encontra-se completamente esventrada sem qualquer recuperação. Está considerada património local, contudo não se vislumbra um milagre nem um mecenas que permita a sua recuperação.
Pelos apelidos lá colocados poder-se-à obter, através da imagem seguinte e retirado dum blogue de qualidade superior, miguelboto.blogspot.com, a seguinte descrição do mesmo:
Pedra de Armas em granito, de escudo Inglês, partido: 
I - Martins (de Deus): cortado: 1 - de purpura, com três flores-de-lis de ouro postas em roquete; e 2 - de negro, com duas faixas de ouro;
II - Oliveira (com alteração dos esmaltes): de prata, com uma oliveira de verde, frutada e arrancada de ouro;
Timbre: de coronel de Visconde; correias de purpura perfiladas de ouro. Tachoes de ouro.



14 de abril de 2013

Casa do Relógio de Sol - Porto


Av. Brasil, freguesia da Foz do Douro, Porto

A "Casa do Relógio" situa-se no antigo lugar de Carreiros, a que nos inícios de 1907, Artur Jorge Guimarães, capitão de artilharia, terá comprado um terreno na Av. dos Carreiros, actual Av. Brasil.
Conjuntamente com sua esposa, Beatriz, construíram a sua casa para uso de férias à beira-mar, cujo projecto terá sido idealizado por Teixeira Lopes.
A sua construção neo-manuelina, caracterizada com motivos nacionalistas, evocando os Descobrimentos, contempla aplicações de cordas, esfera armilar, cruz de Cristo, painéis de azulejos hispano-mouriscas, para além de outras atractivos de grande interesse que a transformou num edifício classificado de interesse publico nacional.
Por muito tempo o nome à casa foi dada, pelo facto de ter um relógio de sol aplicado numa esquina de uma das muitas fachadas existentes nessa residência.
Actualmente encontra-se em alto estado de degradação pelo facto de ter sido ocupada, na época do 25 de Abril, por um sapateiro que a terá vandalizado e destruído toda a riqueza interior. Só recentemente os proprietários terão conseguido a sua re-apropriação mas que dadas as condições a que se encontra torna-se difícil e oneroso todo o seu restauro.
Tenhamos fé para que um dia se torne realidade e haja alguém que com bom gosto não a deixe desaparecer....

10 de abril de 2013

Brasão dos "Meneses", Museu Soares dos Reis - Porto

Brasão da época da Renascença, séc. XVII, de estilo Barroco, representa as armas do Marquês de Marialva.
Infelizmente não se conhece a sua localização original e representa mais um escudo de "familia".
O seu escudo é boleado ou Português, com ponta, com formato esquartelado e um sobre-todo, ao centro.
O I e IV representam as armas reais (de Portugal antigo) e II e III são 3 flor-de-lis (de França moderno), ao centro o escudo de Meneses (de Cantanhede).
A coroa simboliza a nobreza. Contém um desenho invulgar e sabe-se que Marquês de Marialva teve de mercê o título nobiliárquico em 11/6/1661, pelo rei D. Afonso VI, a favor de D. António Luís de Meneses, pelo seu papel decisivo na Revolução de 1640.
A sua presença ou de familiares de pouco se sabe no que concerne a sua estada na cidade do Porto, contudo existe o conhecimento de que era donatário da vila de Melres, o qual tinha o direito a administrar a terra, a apresentar "tabeliões" e a nomear o "ouvidor".