NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

3 de junho de 2013

Natureza e ambiente rural, Ermesinde

Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo - Portugal

Fase do tratamento do milho, "varrendo o milho" após a sua secagem. Mais uma peça numa da fachada do edifício da Vila Beatriz, em Ermesinde conforme se pretende expor dos diversos azulejos recolhidos e que se vão apresentando neste blogue.

1 de junho de 2013

Natureza e ambiente rural, Vila Beatriz - Valongo

Rua José Joaquim Ribeiro Teles, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo - Portugal

Este painel juntamente com outros painéis (que iremos apresentar oportunamente) encontram-se nas diversas fachadas de uma casa senhorial e que actualmente se encontra na posse da autarquia local, designada de Vila Beatriz.
Está localizada no centro da cidade de Ermesinde sendo utilizada como biblioteca, de actividades culturais e ambientais para além de um largo espaço exterior de utilização desportiva e lazer, tal como exemplo, a pratica de ténis, futebol de 5, skatting, jogging, piscina municipal, etc...
Este painel de azulejo, ilustrativo da vida mundana rural dos meados do séc. XX, conforme está expressa na legenda "Regresso da fonte", é uma peça da fábrica Aleluia que decorou a casa pelas diversas fachadas exteriores, em volta da casa, assim como do hall interior de entrada do rés-do-chão com uns belíssimos painéis decorativos.
Merece ser visto pelo excelência do trabalho de azulejaria típica portuguesa, pelas suas gravuras de ambiente rural e pela paisagem rústica natural.

29 de maio de 2013

Quinta do Taborda, Ermesinde


Rua de Ermesinde, freguesia de Ermesinde, concelho de Valongo - Portugal

Peça colocada sobre porta de entrada de antiga quinta, conhecida pela Quinta do Taborda, embora pela sua ténue imagem aparenta ser um brasão Nacional ou Boleado, Partido, com dois apelidos e um elmo tarado de perfil.
A definição dos dois apelidos não são possíveis de os descrever em virtude do seu desgaste.  
Tendo recebido um comentário de Susana Taborda de Passos, o qual desde já agradeço, e caso entenda de nos enviar o símbolo do brasão que tem em sua posse para o poder divulgar e nos ajudar á promoção desta quinta ou família.

4 de maio de 2013

Exposição sobre "Vilela, ontem e hoje" - 2013



Exposição Fotográfica e Etnográfica sobre a Vila de Vilela, concelho de Paredes - Portugal

Como tem sido habitual a Câmara Municipal de Paredes em colaboração com a Junta de Freguesia local, conjuntamente com a participação de residentes na freguesia e não só, vem dar a conhecer e divulgar parte da história daquela freguesia.
Já por outras freguesias tem participado neste tipo de eventos na divulgação do seu património, da actividade cívica, social e religiosa. 
A partir do dia 10 de maio, tocou à Vila de Vilela esta iniciativa,  e que se apraz pela sua história.
Estão convidados a aparecer e aproveitem as festas locais...

Nota: Um agradecimento especial pela participação e colaboração da gente local, quer na divulgação e disponibilização de fotografias e da dispensa de acessórios que mereceram ser postas em exposição, e claro está, aos técnicos da câmara que calcorrearam a Vila, de porta em porta.... 

1 de maio de 2013

A medida "Côvado" e a "Vara" - Porto


Largo da Sé, freguesia da Sé, Porto - Portugal
A cidade do Porto teve a sua origem, aparentemente, na sua marginal do rio Douro, devido à grande circulação fluvial que daí se propiciava.
Ao longo dos anos e desde o nascimento de Portugal, que a cidade se foi protegendo de ataques provenientes do rio, passando a implantar-se num alto, Alto de Penaventosa, até porque nesse período Dª. Teresa, mãe de Afonso Henriques terá doado o couto a D. Hugo, seu grande amigo tendo este exercido o cargo de bispado e ficado a gerir a cidade. 
Como é do conhecimento geral, a Sé teve a sua evolução, quer na sua construção do seu símbolo edificativo, quer na área de influência que foi exercendo ao longo do tempo, isto é, com a construção de apoio religioso aos Cabidos e da própria habitação do Bispo.
Só recentemente, acerca de 70 anos, periodo do Estado Novo, que o largo da Sé se tornou amplo e visitável a toda a gente que visita aquele local, de forma a se destacar na paisagem urbana da cidade,  contudo nesse período o espaço era ocupado por construções, ruelas e vielas donde desde sempre se foram comercializados muitos produtos de utilização corrente, sendo um local de mercado e feira permanente, perdendo as feições medievais.
As transacções desde o séc. XII, faziam-se, ora directamente, ora através de medidoras que para medição necessitavam de se deslocar ao interior da sua habitação para medir o produto avaliado, gerando por isso duvidas e suspeições por quem adquiria o produto.
A Câmara, nesse tempo e após constantes suspeições e comentários decidiu estabelecer, por postura municipal, as medidas correntes cravadas na fachada da Sé donde se poderia visualizar melhor a compra do produto e acompanhar quem supervisionava essas medidas.
Conforme se pode visualizar na foto, encontram-se duas marcas no pilar da entrada principal correspondendo ao "meia-braça" e à "meia-vara", medidas utilizadas nessa época, para medir tecidos, fitas e linhas.
Num resumo breve, podemos dizer que o Palmo era a unidade-Padrão, com 22 cm. A partir desta medida subdividiu-se em "meio-côvado - 33 cm"; "meia-vara - 55 cm"; "côvado ou alna - 66 cm"; "meia-braça - 92 cm"; "vara - 110 cm" e a "braça - 184 cm". estas medidas nem sempre era as correctamente aplicadas, levando a crer que os pressupostos contemplavam estas medidas.

História:
O côvado:
A medida de comprimento que foi usada por diversas civilizações antigas. Era baseado no comprimento do antebraço, da ponta do dedo médio até ao cotovelo. Ninguém sabe quando esta medida entrou em uso. O côvado era usado regularmente por vários povos antigos que para os egipcios a medida equivalia os 50 cm e para os romanos 45 cm.
A vara:
Foi utilizada no Império romano, chamada "pertica" e equivalia a 10 pés de comprimento, aproximadamente a 2,96 metros.
Em Portugal, estas medias nem sempre correspondiam, conforme atrás descrito às medidas mencionadas. Até à introdução do sistema métrico, o Palmo era a unidade básica de medidas lineares, valendo 22 cm, enquanto que a Vara tomaria como 5 palmos de craveira, ou seja 1,10 metros.
O Côvado corresponderia a 3 palmos, isto é a 66 cm.

(agradecimento à "Porto Património Mundial" por incorrecções referidas no texto inicial, entretanto já adaptado)

16 de abril de 2013

Brasão do 1º Visconde de Oliveira do Paço - Sobrado




Rua S. João de Sobrado, lugar do Paço, freguesia de Sobrado, Valongo

António Martins de Oliveira, foi o 1º Visconde de Oliveira do Paço, cuja mercê terá sido dada por D. Luís I, em 15 de maio de 1879.
Nascido em Sobrado, Valongo, na Casa do Paço, a 12/08/1838 e faleceu a 23/06/1889.
Desta figura pouco se sabe, sendo que lhe foi reconhecido pela sua filantropia de ter contribuído às suas custas com toda a construção do cemitério de Sobrado, donde era natural.
O cemitério confronta logo pela entrada principal com a capela que lhe foi erigida, criando o centralismo na sua pessoa.
Pela placa colocada no portão principal pode-se constatar duas fases, a construção do cemitério e a sua ampliação, tudo à custa deste benemérito.
Era considerado um "capitalista abonado e um perfeito cavalheiro", casou com Joaquina da Costa Ferreira (nasceu no Rio de Janeiro, 27/02/1843 e faleceu a no Porto, a 11/11/1887), no Brasil, em Candelária em 1859.
Teve duas filhas, Maria Ferreira de Oliveira (n-1860) e que terá casado com Manuel Ferreira Freitas Guimarães, e Amélia Ferreira de Oliveira (n-1862) que terá casado com Francisco Maria Dias da Costa.
Do primeiro casal resultou um herdeiro, Alberto de Oliveira Freitas Guimarães (n-1882) cujo título lhe derivou passando a 2º visconde de Oliveira do Paço. Este casou Maria Carolina da Silva Bello (n-1893) que não deixaram herdeiros.
Não tendo deixado descendência directa, coube a Álvaro de Oliveira Freitas Guimarães o direito ao titulo de 3º Visconde  de Oliveira do Paço (nascido em Sobrado a 15/06/1913 e faleceu a 05/05/1978, na cidade do Porto).
Este casou com Dona Isabel Maria da Conceição de Azevedo e Menezes Pinheiro Pereira de Bourbon (n-1905) da família dos senhores do Paço de Pinheiros, em Barcelos, também simbolizada pela sua forte personalidade, através da frontalidade e carácter,  princípios básicos e essenciais da aristocracia.
Infelizmente, a casa, edificada no ano de 1864, donde viveu encontra-se completamente esventrada sem qualquer recuperação. Está considerada património local, contudo não se vislumbra um milagre nem um mecenas que permita a sua recuperação.
Pelos apelidos lá colocados poder-se-à obter, através da imagem seguinte e retirado dum blogue de qualidade superior, miguelboto.blogspot.com, a seguinte descrição do mesmo:
Pedra de Armas em granito, de escudo Inglês, partido: 
I - Martins (de Deus): cortado: 1 - de purpura, com três flores-de-lis de ouro postas em roquete; e 2 - de negro, com duas faixas de ouro;
II - Oliveira (com alteração dos esmaltes): de prata, com uma oliveira de verde, frutada e arrancada de ouro;
Timbre: de coronel de Visconde; correias de purpura perfiladas de ouro. Tachoes de ouro.



14 de abril de 2013

Casa do Relógio de Sol - Porto


Av. Brasil, freguesia da Foz do Douro, Porto

A "Casa do Relógio" situa-se no antigo lugar de Carreiros, a que nos inícios de 1907, Artur Jorge Guimarães, capitão de artilharia, terá comprado um terreno na Av. dos Carreiros, actual Av. Brasil.
Conjuntamente com sua esposa, Beatriz, construíram a sua casa para uso de férias à beira-mar, cujo projecto terá sido idealizado por Teixeira Lopes.
A sua construção neo-manuelina, caracterizada com motivos nacionalistas, evocando os Descobrimentos, contempla aplicações de cordas, esfera armilar, cruz de Cristo, painéis de azulejos hispano-mouriscas, para além de outras atractivos de grande interesse que a transformou num edifício classificado de interesse publico nacional.
Por muito tempo o nome à casa foi dada, pelo facto de ter um relógio de sol aplicado numa esquina de uma das muitas fachadas existentes nessa residência.
Actualmente encontra-se em alto estado de degradação pelo facto de ter sido ocupada, na época do 25 de Abril, por um sapateiro que a terá vandalizado e destruído toda a riqueza interior. Só recentemente os proprietários terão conseguido a sua re-apropriação mas que dadas as condições a que se encontra torna-se difícil e oneroso todo o seu restauro.
Tenhamos fé para que um dia se torne realidade e haja alguém que com bom gosto não a deixe desaparecer....

10 de abril de 2013

Brasão dos "Meneses", Museu Soares dos Reis - Porto

Brasão da época da Renascença, séc. XVII, de estilo Barroco, representa as armas do Marquês de Marialva.
Infelizmente não se conhece a sua localização original e representa mais um escudo de "familia".
O seu escudo é boleado ou Português, com ponta, com formato esquartelado e um sobre-todo, ao centro.
O I e IV representam as armas reais (de Portugal antigo) e II e III são 3 flor-de-lis (de França moderno), ao centro o escudo de Meneses (de Cantanhede).
A coroa simboliza a nobreza. Contém um desenho invulgar e sabe-se que Marquês de Marialva teve de mercê o título nobiliárquico em 11/6/1661, pelo rei D. Afonso VI, a favor de D. António Luís de Meneses, pelo seu papel decisivo na Revolução de 1640.
A sua presença ou de familiares de pouco se sabe no que concerne a sua estada na cidade do Porto, contudo existe o conhecimento de que era donatário da vila de Melres, o qual tinha o direito a administrar a terra, a apresentar "tabeliões" e a nomear o "ouvidor".

1 de abril de 2013

Casa da Varziela, Vilela



Rua da Varziela, Vilela, Paredes - Portugal

O brasão dos "Barbosa" encontra-se numa casa de granito parcialmente remodelada e com franca importância histórica na região Paredes, especialmente na freguesia de Vilela.
Lá terá vivido e terá falecido no decorrer dos finais do séc. XVI e princípios do séc. XVII, Gaspar Barbosa Cabral e posteriormente seus familiares terão ampliado sua casa com capela, conforme brasão pintado no tecto, cujos apelidos se tornam difíceis de leitura.
Por cedência de sua actual proprietária, foi-nos oferecido cópia de um documento que resume um pouco as origens daquela casa e seu brasão.
Leia-se:
" IN MEMORIUM 
Gaspar Barboza Cabral 
Fidalgo da Casa Real, senhor de Varziela


Filho de Jorge Barboza Cabral, Fidalgo da Casa Real e de sua mulher Dª. Madalena Rangel, senhora da Varziella.
Militou, Gaspar Barboza Cabral nas praças Portuguesas do Norte de África e combateu na famosa Batalha de Alcácer-Quibir, com cavalos e armas de sua casa. Sofreu cativeiro em Marrocos, como todos os combatentes que não morreram, resgatou-se à sua custa. Seu irmão Baltazar Barboza Rangel foi seu companheiro de armas e com ele combateu em Tanger, na tomada da praça de Arzilla e finalmente em Alcacer-Quibir.
É Gaspar Barboza Cabral neto de Gregório Arnes de Barboza, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo e de sua mulher Dª. Catarina Dias Cabral, sobrinha-neta de Pedro Alvares Cabral, descobridor do Brasil.
Gregório Arnes de Barboza militou também em África sendo armado Cavaleiro pelo Duque de Bragança, D. Jaime no Cêres de Azamor e dispensado, pela sua nobreza, das Fintas para o dote de casamento da Princesa Dª: Isabel com o Imperador Carlos V.
Por sua vez, Gaspar Barboza Cabral, também bisneto de Gonçalo Arnes de Barboza, Cavaleiro da Ordem de Cristo, senhor do Solar de Barboza, em S. Miguel de Rans e terceiro neto de João Fernandes de Barboza, senhor das quintas de Avelleda, Beco e Chelo e do solar de Barboza e de sua mulher Dª: Genebra de Magalhães, irmã de Fernão de Magalhães, o primeiro navegador que deu a volta ao mundo.
Gaspar Barboza de Cabral, viveu na casa da Varziella, da paróquia de S. Estevão de Vilela e nessa casa morreu a 25 de Maio de 1610. Por sua determinação, o seu corpo, foi sepultado dentro do Mosteiro de Vilela."

21 de março de 2013

Debulhadora de milho individual - Vilela


Rua da Fonte, freguesia de Vilela, Paredes - Portugal
Debulhadora antiga, já secular, com aplicação manual de espiga a espiga. Encontra-se numa quinta guardada e segundo informação dada pelo proprietário, esta máquina ainda funciona.
Apraz-se o valor e interesse na preservação por estas máquinas antigas.

17 de março de 2013

Brasão dos "Sousa, Veloso e Azevedo", Museu Soares dos Reis - Porto

Apenas poderemos referir a este brasão, que se encontra exposto no museu, de que é da época renascentista, séc. XVIII, de estilo Barroco, com um escudo Francês ou quadrado e de formato esquartelado.
A sua leitura, apresenta os apelidos de: I e IV - Sousa (de Arronches); II - Veloso; III - Azevedo (dos senhores de S. João de Rei);
Sobre o seu escudo pousa um elmo de grades tarado de perfil, com paquife.
Na opinião de Armando Mattos, na sua obra "Pedra de Armas do Porto", refere ainda que nos quartéis dos "Sousa" a bordadura dos castelos estão a mais e os escudetes estão em aspa.
Não há registo de mais informação sobre esta peça.

16 de março de 2013

Brasão dos Morais Alão - Museu Soares dos Reis - Porto

Este brasão encontrava-se colocado no palacete, que serviu de apoio à Câmara Municipal do Porto, na antiga Praça Nova (actual Praça da Liberdade), e que foi pertença de Morais Alão - Amorim Gama Lobo.
É em granito, do séc. XVIII, estilo barroco, de heráldica de família, com escudo de fantasia.
O seu formato é esquartelado, com leitura de I - Amorim; II - Gama (de Vasco da Gama); III - Lobo; e IV - Magalhães;
Contempla um coronel de Nobreza e sob este um elmo de grades tarado de perfil.
É um pesado arranjo, estilizado da época, já da fase "decadente". O brasão terá as mesmas ligações à casa de Bonjóia, dado que contemplam as mesmas armas no brasão. O seu estado de conservação é de algum desgaste, embora mais aparente que o seu homónimo de Bonjóia.
Apresenta-se um extracto da obra de Germano Silva, em "Porto, nos recantos do passado", onde descreve a existência desse palacete do seguinte modo: " (...) Em 21 de Agosto de 1819, a Câmara instalou-se oficialmente na sua nova sede. E não tardou a ocupar outro edifício contiguo ao primeiro, situado a poente, que comprara a Dª. Maria da Natividade Guedes de Portugal e Meneses, ao tempo residente em Coimbra. E assim se instalou a Câmara do Porto na antiga Praça Nova das Hortas, onde saiu quase um século depois."

10 de março de 2013

Brasão dos "Gonçalves", Museu Soares dos Reis - Porto



foto recentemente tirada no Museu Soares dos Réis (ano de 2012)

foto da Obra "As Pedras de Armas do Porto", de Armando de Mattos 


Nota prévia:
Esta Pedra de Armas foi uma das muitas peças que encontrei ao longo de um determinado período de 6 anos, do qual resultou a elaboração do meu livro, "Pedra de Armas da cidade do Porto" cujo objectivo foi compilar e divulgar um conjunto de peças espalhadas pela cidade de modo a ficarem registadas como "in memoriam ad perpetuam".
Fui descobri-la no Museu Soares dos Reis, conjuntamente com outras que foram recolhidas ao longo dos tempos, espaço cultural que por coincidência serviu de lançamento do meu livro.
Infelizmente à data nada descobri sobre esta peça a não ser a informação prestada pelos serviços do próprio Museu, do qual agradeço toda a disponibilização, incluindo a permissão de fotografá-la, bem como de todas as restantes pedras lá existentes.
Posteriormente, em 10 de março de 2013 postei esta peça neste blogue de modo a divulgar toda a informação recolhida e que era pouca, o qual se encontra descrito em texto abaixo, que preservo.
Em maio de 2017 recebi um e-mail de A. Conde onde dava novas indicações sobre a origem desta Pedra de Armas e seu representante.
Referia-se a um trabalho pessoal que mereceu como tese de mestrado em História Contemporânea, consistia sobre a vida de uma personagem que lhe era familiar e que lhe mereceu toda a atenção, tempo, investigação e claro, prazer no que fazia.
Foi-me enviado o seu trabalho, que merece todos os elogios pela dedicação e prestabilidade em dar conhecimento do seu trabalho e da eventual divulgação, que bem a merece.
Claro que são estes trabalhos de pesquisa que enriquecem a história pessoal, de família, da terra e do nosso País. Hajam muitos que assim procedam por forma a preservar e enobrecer toda a história que se encontra perdida por este Portugal.
Assim, venho retomar a informação inicial e melhorá-la à custa do nosso prezado António Adérito Alves Conde por ter acrescentado mais umas migalhas na nossa história.

O Brasão
É de mármore, com as dimensões de 0.87 x 1.25", do séc. XIX, da classe da heráldica de família.
A descrição desta Pedra de Armas, é:

foto cedida graciosamente pelo Museu Soares dos Reis, aquando da elaboração do livro
"Brasões e Pedras de Armas da cidade do Porto", de 15/12/2014


Estado Actual: É um Escudo Francês ou Quadrado, de formato Simples ou Pleno, de apelido Gonçalves (de Antão Gonçalves), com uma diferença "de um besante de... em brica azul".
De verde (frisos diagonais), em banda de prata carregada de dois leões aleopardados de púrpura, armados e linguados de vermelho, postos no sentido da banda.

Original: Devido a mutilação sofrida (ver foto antiga), para além do já descrito, assentava sobre o escudo um elmo de grades tarado à direita, com Virol e possivelmente (também mutilado antes) com Timbre de "Gonçalves". que seria um leão nascente de púrpura, armado e linguado de vermelho.
O Elmo, era de prata, aberto, guarnecido de ouro, o Paquife a verde e Virol de prata.

vista actual do prédio - rua de Santa Catarina, n.º 1219 - Porto

A Pessoa
Esta Pedra de Armas foi concedida a João Evangelista Vila Real, por Carta de Brasão de Armas de Nobreza e Fidalguia passada pelo rei D. Pedro V, em 2 de junho 1861, e que foi mandada colocar, em 1862, num edifício que mandou erigir e que lhe serviria de residência desde 1860.
Localizava-se na cidade do Porto, na antiga rua Bela da Princesa, a actual rua de Santa Catarina (actual n.º 1219).
João Evangelista é natural de uma pequena aldeia transmontana, na serra do Mesio, da freguesia de Vilarinho de Samardã, da comarca de Vila Real.
Nasceu a 21 de fevereiro de 1790 e seus pais António Alves e Maria Florência Gonçalves eram residentes no lugar de Samardã, dessa mesma freguesia.

registo de nascimento - 21/02/1970

Foi camponês e carvoeiro e ainda jovem terá demandado para o Ribatejo à procura de trabalho e lá, na Vila de Coruche, terá intervindo numa rixa  do qual resultou um crime e o terá atirado para as cadeias da Corte e posteriormente ao degredo, para toda a vida, para Moçambique.
Foi nesta região e período de vida que tomou o apelido da alcunha Vila Real e que o imortalizou com o nome de João Evangelista Vila Real.
Este percurso de vida desde a sua juventude até aos seus 35 anos de idade com o fim de ganhar algum dinheiro e permitir-lhe regressar à terra para casar, culmina no ano de 1825, com o resultou do exílio, emigrando para a ilha de Moçambique e Quelimane.
Lá, devido a feitos militares praticados, rapidamente tornou-se uma figura de relevo nas milícias da então Província de Moçambique e reorganizou a sua vida, como comerciante, tornando-se paulatinamente um homem de prestigio a ponto de conseguir granjear apoios para o perdão real da sua pena.
De regresso ao reino, foi considerado Capitão de milícias, por carta régia de 1851 e posteriormente Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo, em 1853 atribuídas pela rainha D. Maria II.
Visita a sua terra natal, no ano de 1854, já como considerado um homem-rico, vindo viver aproximadamente no ano de 1852 para a cidade do Porto, pois já está referenciado como proprietário de uma casa na rua do Bonjardim, onde se lhe reconhece investimentos no sector imobiliário, e se inclui o palacete que lhe irá servir de residência em 1860.
Desses investimentos, há registos de propriedade na rua da Fontinha, na rua de Trás (aos Clérigos) e na rua da Bainharia (à Sé), todas estas construções na cidade que o recebe, o Porto.
No Livro de Recenseamento Eleitoral Oitocentista, ao ano de 1857, constava que João Evangelista estava conotado com a profissão de proprietário, elegível para o cargo de deputado, vereador, juiz eleito e Junta da paróquia e recenseado para jurado, com um rendimento total computado de  1.252.500 réis.
Na sua vida privada e no regresso a Portugal, na data de 1852, com 62 anos, que conhece e casa em segundas núpcias com Maria de Jesus Vila Real, natural de Lisboa, com 24 anos.
Nos seus últimos 17 anos de vivência no Porto, e dada a grande diferença de idade para com a sua esposa, de 39 anos, decide conjuntamente fazer um testamento público, no ano de 1860, de modo a permitir uma continuidade futura da sua esposa, tendo em atenção que esta por ser mais nova e não terem tido filhos, pois  provavelmente seria o primeiro a falecer.
1ª página do registo de testamento à morte de João Evangelista


A estratégia montada para preparar uma velhice serena e o modo de vida burguês em ambiente cultural romântico é habilmente montada em três vertentes fundamentais , no sentido de:
1 - distribuir equitativamente a sua fortuna pela família;
2 - fazer uma gestão previsional de todo o processo referente ao falecimento e enterramento;
3 - organizar de forma estratégica de perpetuar  a estabilidade familiar após o seu falecimento;
No primeiro aponta para uma divisão de bens pelos familiares mais próximos, irmã e irmão, por sobrinhos directos, pelos primos, afilhados e afilhadas, criados e criadas, num total de cerca de 40 pessoas.
Já no que refere ao ponto final da sua vida, escolhe para a sua eterna morada o cemitério de Nossa Senhora da Lapa, onde doa uma avultada soma e são ditadas a forma como deve ser enterrado, cerimónias, missas pela sua alma e pelos seus mais próximos e correspondentes esmolas por missa.
No que concerne ao ponto 3, e de forma a proporcionar um futuro protegido à esposa que tanto amava, torna como protegido um seu sobrinho, Domingos Alves Pimenta, que virá a ser um grande beneficiado no seu testamento, de modo a que com clara intenção pessoal de o encaminhar para ser, após a sua morte, o marido da viúva.

registo de óbito - 26/10/1869, freguesia do Bonfim

João Evangelista Vila Real veio a falecer em 26 de outubro de 1869, pelas 8 horas da manhã, no seu palacete da rua de Santa Catarina, na cidade do Porto.
Foi a sepultar no cemitério da Lapa conforme seu desejo com celebração na Real Capela de Nossa Senhora da Lapa, pelas 10 horas.
Quinze meses ocorridos, após a sua morte, a viúva casa com Domingos Alves Pimenta concretizando-se a estratégia montada, nove anos antes de falecer, conforme a descrição do seu testamento.
O palacete permanecerá, durante 50 anos, na posse do nobilitado e viúva, sendo vendido em 1913 pelos seus sobrinhos-netos a D. Laurinda Isabel Basto Correia, ex-emigrante no Brasil, e cuja família irá pertencer durante quase oito décadas.
É aliás, uma filha da citada, D. Laura Aurora Basto Correia Serpa Pinto que, entre 1927 e 1932, mandar apear o brasão e oferecer ao então Museu Municipal do Porto.
Este prédio nos inícios dos anos trinta foi entretanto arrendado ao Estado para nele ser instalada a 1ª Conservatória do Registo Civil, Nele perduraria sete décadas e  sido adquirido pelo Estado com o posterior encerramento pela mudança de instalações daquele serviço. Desde esse período que se encontra no estado evolutivo de degradação sem vislumbre de qualquer recuperação ou intervenção.

informações retiradas de:
- "João Evangelista Vila Real (1790-1869) - Uma biografia para além do enredo camiliano", António Adérito Alves Conde, Univ. do Porto, 2009;
- genealli.net
- "As Pedras de Armas do Porto", de Armando Mattos, 1945

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Em 13/03/2013
Pedra-de-Armas sem qualquer documentação que permita descrever algo sobre as suas origens. Contudo o brasão pode-se classificá-lo de "família" e com escudo Francês ou Quadrado.
O formato é Simples ou Pleno, de leitura: I - Gonçalves (de Antão Gonçalves). Apresenta como diferença: um besante de... em brica azul.O elmo é de grades tarado de perfil e sem paquife, conforme é visível na segunda foto, retirada da obra Pedra de Armas do Porto, de Armando Mattos.
Actualmente apenas existe o brasão, tendo sido mutilado o elmo e uma condecoração.
Também é bem visível a definição das cores pelo aparente tracejado em diagonal (representa a cor verde) e de azul, na brica.


25 de fevereiro de 2013

Brasão dos "Cunha, Teixeira, Sá e Carvalho", Museu Soares dos Reis - Porto

Da época contemporânea, séc. XIX, de estilo Eclético, encontrava-se aplicada em fachada de casa, já demolida, situada nas traseiras da Sé, na Rua D. Hugo.
Não contendo dados históricos, podemos afirmar que é um brasão de "familia" de escudo Português ou Boleado, com ponta, e formato, esquartelado.
A sua leitura é: I - Cunha (invertido); II - Teixeira; III - Sá e IV - Carvalho. Sobre o mesmo contempla um elmo de grades tarado de perfil, com paquife e sobre este um timbre dos "Cunha".

16 de fevereiro de 2013

Brasão dos "Tinoco", Museu Soares dos Reis - Porto

Pedras de Armas aplicada numa fachada de casa já demolida, na Rua do Bonjardim, do período renascentista, do séc. XVIII.
Em material granítico contempla a sua classificação de Heráldica de Família.
A definição do seu escudo é Suíço ou Ogival Inglês, com formato Simples ou Pleno, por apenas contemplar um nome de familia.
A leitura é apenas de um apelido, os "Tinoco" que incorpora, o mesmo apelido, no seu Timbre sobre o elmo, sendo este de grades tarado de perfil e sem paquife.

14 de fevereiro de 2013

Brasão dos "Monteiro, Soares e Dias", Museu Soares dos Reis - Porto

Brasão do séc. XVIII, do período renascentista e de características barrocas, finalmente aparece uma pedra de armas com uma localização própria na cidade do Porto. Encontrava-se erigido na antiga Rua do Correio, na freguesia da Vitória.
Tem a sua descrição de:
Classificação: Heráldica de família
Escudo: de fantasia
Formato: Esquartelado
Leitura: I e IV - Monteiro; II - Soares (de Albergaria); III - Dias
Timbre, do primeiro apelido, Monteiro;
Elmo: de lado com paquife;

10 de fevereiro de 2013

Brasão dos "Freire de Andrade e Macedo", Museu Soares dos Reis - Porto

Brasão de local desconhecido com característica próprias, isto é, são dois brasões conjugados em granito numa envolvente decorativa de invulgar arranjo.
Estima-se ser Renascentista e aponta-se para ser do séc. XVI (?), sendo seu estilo Manuelino.
Classifica-se como brasão de Família e ambos os escudos são de fantasia, pois não têm um cunho próprio de modelo heráldico.
Ambos são de formato Simples ou Plenos, um com apelido de Freire (de Andrade) e timbre de Freire, o outro de Macedo e timbre do mesmo.
Por fim não se compreende que os organismos estatais tenham conseguido reunir estas peças (e as anteriores) sem ter um histórico da sua recolha, isto é, o seu local de origem, seu proprietário/autor, etc...
Chamo a atenção que os dados que apresento foram fornecidos pelo próprio Museu e por isso questiono sobre a falta de mais elementos históricos sobre os mesmos. Será que não me forneceram a informação toda? Fica no ar e agradeço a quem saiba me dar esta resposta que me faça chegar essa informação ou então, eu próprio ir ter com ela... Obrigado, MCunha 

5 de fevereiro de 2013

Brasão dos "Cardoso, Pereira e Pinto", Museu Soares dos Reis - Porto


"Cardoso, Pereira e Pinto"
Mais uma peça riquíssima guardada neste Museu. Para além de ser uma pedra de armas mais antiga que todas as outras apresentadas, é da época da renascença, séc. XVI. Constata-se ser desse período por ser mais polida e menos trabalhada. Mais uma vez se desconhece a sua origem e localização.
O escudo é típico Português ou Boleado, o seu formato é esquartelado e com a leitura dos apelidos pelos seguintes quadrantes:
I e IV - Cardoso; II - Pereira e III - Pinto.
O elmo encontra-se de lado e viseira fechada e sobre ele o timbre do apelido predominante, os "Cardoso".
Tendo em atenção a época o seu estado de conservação aparenta se encontrar boa.

31 de janeiro de 2013

Brasão dos "Barros", Museu Soares dos Reis - Porto


Mais um brasão que se desconhece a sua origem, embora seja identificado pelo período do séc. XVII.
É um brasão que se encontra inclinado, designado "au balon", com um escudo de fantasia e leitura de: I - Barros. Sobre o mesmo temos um elmo de lado com paquife e com um timbre do mesmo apelido - Barros.
Está exposto conjuntamente com todos os que já apresentei e apresentarei nesse espaço museológico e por enquanto não está visitável. É uma pena!

27 de janeiro de 2013

Brasão dos "Mendonça" - Museu Soares dos Reis

Esta Pedra de Armas encontra-se em bom estado de conservação embora se desconheça a sua origem.
Dos poucos elementos recolhidos constata-se que será do séc. XVIII e o seu escudo é português ou boleado, com bico no seu extremo.
Tem formato simples ou pleno e a sua Leitura é: I - Mendoça e apresenta sobre seu escudo uma coroa de nobreza com partes mutiladas.
Armando Mattos, conceituado historiador, define-a como uma notável obra de canteiro e uma boa expressão da arte da sua época.

19 de janeiro de 2013

"Ferreira, Ribeiro, Dias e Sampaio" - Museu Soares dos Reis - Porto

"Ferreira, Ribeiro, Dias e Sampaio"

Pedra de Armas, trabalhada em duas peças de granito, apenas se consegue identificar a área da sua antiga localização e de nada de sabe sobre a sua origem e família.
Esta peça encontrava-se junto à capela de Stº. António do Penedo, actual largo de 1º de Dezembro, na freguesia da Sé.
É uma peça do séc. XVIII, estilo Barroco e representa uma brasão de Heráldica de família. O seu escudo não apresenta uma definição própria e como tal é designa-se de "fantasia".
O seu formato é Esquartelado, com a Leitura de:
I - Ferreira
II - Ribeiro
III - Dias
IV - Sampaio

15 de janeiro de 2013

"Brandão e Silva" - Museu Soares dos Reis, Porto

Os "Brandões e Silva"

Sobre este brasão nada se sabe, contudo a capela ou ermida de Stº António do Penedo erguia-se no campo de Stª. Clara, tendo sido demolida em 1886/87 e foi de lá que sta peça esteve erigida.. Ignora-se a data exacta da sua construção, levantando-se a hipótese do 1º quartel do séc. XVII.
Em 1671/72, a capela recebeu um coro e uma galilé executados pelo mestre pedreiro Manuel do Couto, segundo a traça do padre Pantaleão da Rocha de Magalhães, mestre-capela da Sé do Porto e arquitecto amador que investigações recentes ligam a algumas das obras mais importantes realizadas no Porto, na segunda metade do séc. XVII.
A sua confraria, a congregação do Oratório de S. Filipe de Nery, no séc. XVII, estava instalada num pequeno templo que existia nos antigos Carvalhos do Monte, actual largo do 1º de Dezembro, chamada Capela de Stº. António do Penedo por ter sido construída sobre uma rocha.
Primitivamente a capela fora dedicada a Santo Antão cuja propriedade pertencia a Miguel Brandão da Silva, o qual terá deixado a marca, com seu brasão.
Era um dos pitorescos recantos do velho Porto, infeliz e inutilmente destruído no período dos "Almadas" para alargamento da cidade.
A definição da Pedra de Armas é:
Peça em granito do séc. XVII
Escudo - Francês ou quadrado
Formato - Partido
Leitura - I de Brandão e II de Silva
Elmo com paquife, cujo timbre terá sido mutilado.

12 de janeiro de 2013

"Melos, Pereira, Correia e Coelho" - Museu Soares dos Reis - Porto


caros amigos e bloguer's

Hoje iniciarei  a apresentação de uma compilação de vários brasões que por razões diversas se encontram reunidas no Museu Soares dos Reis, no Porto.
Tudo aconteceu pelo facto de estar a documentar-me e inventariar todos os brasões (de família) desta cidade e pretender incluir todos aqueles que me forem permitidos fotografá-los a inclui-los num possível livro.
A visita ao Museu prendeu-se pelo facto de verificar através da obra do historiador Armando Mattos, "Pedras de Armas do Porto", editado no ano de 1953,  fazer referência a muitos brasões que estiveram distribuídos pela cidade do Porto, expostos ao longo destes últimos séculos.
Como é óbvio e infelizmente, à medida que a cidade naturalmente se foi expandindo, ou por abusos e negligência pessoal, ou medidas de conservação e preservação quase inexistentes, fomos verificando que uma quantidade de brasões desapareceram ou foram guardados em espaços do património do Estado ou do Município.
Assim é, que em 2012, me desloquei ao Museu tendo solicitado a visita e a permissão para os fotografar.
Pretendo com isto apresentar as excelentes peças e algumas caracterizações possíveis e que me foram fornecidas e obtidas pelo pessoal dos serviços, o qual agradeço.
Comecemos então...

Os " Melos, Pereira, Correia e Coelho"
Peça em granito, do séc. XVIII, esteve aplicado num prédio de habitação na rua Chã, freguesia da Sé, no Porto.
O brasão tem um escudo Português ou Boleado, com formato esquartelado e de leitura: 
I - Melo; II - Pereira; III - Correia (de Aguiar); IV - Coelho.
O timbre (a peça por cima do elmo) representa o apelido predominante dos "Melo". Este notável exemplar apresenta um bom desenho e trabalho de pedra bastante interessante.
De referir que heraldicamente, se verifica que o Elmo se encontra erradamente voltado para o lado esquerdo, se encontra envolto pelo Paquife que envolve o brasão. Também incorrectamente símbolo de "Coelho" (4º quartel) se encontra invertido.
Desconhece-se dados desta família e o local especifico na rua da Chã, que gostaria que caso alguém saiba mais sobre este brasão me dê as informações que tiver.
Termino agradecendo a todos a atenção tida por este blogue.