NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

17 de março de 2013

Brasão dos "Sousa, Veloso e Azevedo", Museu Soares dos Reis - Porto

Apenas poderemos referir a este brasão, que se encontra exposto no museu, de que é da época renascentista, séc. XVIII, de estilo Barroco, com um escudo Francês ou quadrado e de formato esquartelado.
A sua leitura, apresenta os apelidos de: I e IV - Sousa (de Arronches); II - Veloso; III - Azevedo (dos senhores de S. João de Rei);
Sobre o seu escudo pousa um elmo de grades tarado de perfil, com paquife.
Na opinião de Armando Mattos, na sua obra "Pedra de Armas do Porto", refere ainda que nos quartéis dos "Sousa" a bordadura dos castelos estão a mais e os escudetes estão em aspa.
Não há registo de mais informação sobre esta peça.

16 de março de 2013

Brasão dos Morais Alão - Museu Soares dos Reis - Porto

Este brasão encontrava-se colocado no palacete, que serviu de apoio à Câmara Municipal do Porto, na antiga Praça Nova (actual Praça da Liberdade), e que foi pertença de Morais Alão - Amorim Gama Lobo.
É em granito, do séc. XVIII, estilo barroco, de heráldica de família, com escudo de fantasia.
O seu formato é esquartelado, com leitura de I - Amorim; II - Gama (de Vasco da Gama); III - Lobo; e IV - Magalhães;
Contempla um coronel de Nobreza e sob este um elmo de grades tarado de perfil.
É um pesado arranjo, estilizado da época, já da fase "decadente". O brasão terá as mesmas ligações à casa de Bonjóia, dado que contemplam as mesmas armas no brasão. O seu estado de conservação é de algum desgaste, embora mais aparente que o seu homónimo de Bonjóia.
Apresenta-se um extracto da obra de Germano Silva, em "Porto, nos recantos do passado", onde descreve a existência desse palacete do seguinte modo: " (...) Em 21 de Agosto de 1819, a Câmara instalou-se oficialmente na sua nova sede. E não tardou a ocupar outro edifício contiguo ao primeiro, situado a poente, que comprara a Dª. Maria da Natividade Guedes de Portugal e Meneses, ao tempo residente em Coimbra. E assim se instalou a Câmara do Porto na antiga Praça Nova das Hortas, onde saiu quase um século depois."

10 de março de 2013

Brasão dos "Gonçalves", Museu Soares dos Reis - Porto



foto recentemente tirada no Museu Soares dos Réis (ano de 2012)

foto da Obra "As Pedras de Armas do Porto", de Armando de Mattos 


Nota prévia:
Esta Pedra de Armas foi uma das muitas peças que encontrei ao longo de um determinado período de 6 anos, do qual resultou a elaboração do meu livro, "Pedra de Armas da cidade do Porto" cujo objectivo foi compilar e divulgar um conjunto de peças espalhadas pela cidade de modo a ficarem registadas como "in memoriam ad perpetuam".
Fui descobri-la no Museu Soares dos Reis, conjuntamente com outras que foram recolhidas ao longo dos tempos, espaço cultural que por coincidência serviu de lançamento do meu livro.
Infelizmente à data nada descobri sobre esta peça a não ser a informação prestada pelos serviços do próprio Museu, do qual agradeço toda a disponibilização, incluindo a permissão de fotografá-la, bem como de todas as restantes pedras lá existentes.
Posteriormente, em 10 de março de 2013 postei esta peça neste blogue de modo a divulgar toda a informação recolhida e que era pouca, o qual se encontra descrito em texto abaixo, que preservo.
Em maio de 2017 recebi um e-mail de A. Conde onde dava novas indicações sobre a origem desta Pedra de Armas e seu representante.
Referia-se a um trabalho pessoal que mereceu como tese de mestrado em História Contemporânea, consistia sobre a vida de uma personagem que lhe era familiar e que lhe mereceu toda a atenção, tempo, investigação e claro, prazer no que fazia.
Foi-me enviado o seu trabalho, que merece todos os elogios pela dedicação e prestabilidade em dar conhecimento do seu trabalho e da eventual divulgação, que bem a merece.
Claro que são estes trabalhos de pesquisa que enriquecem a história pessoal, de família, da terra e do nosso País. Hajam muitos que assim procedam por forma a preservar e enobrecer toda a história que se encontra perdida por este Portugal.
Assim, venho retomar a informação inicial e melhorá-la à custa do nosso prezado António Adérito Alves Conde por ter acrescentado mais umas migalhas na nossa história.

O Brasão
É de mármore, com as dimensões de 0.87 x 1.25", do séc. XIX, da classe da heráldica de família.
A descrição desta Pedra de Armas, é:

foto cedida graciosamente pelo Museu Soares dos Reis, aquando da elaboração do livro
"Brasões e Pedras de Armas da cidade do Porto", de 15/12/2014


Estado Actual: É um Escudo Francês ou Quadrado, de formato Simples ou Pleno, de apelido Gonçalves (de Antão Gonçalves), com uma diferença "de um besante de... em brica azul".
De verde (frisos diagonais), em banda de prata carregada de dois leões aleopardados de púrpura, armados e linguados de vermelho, postos no sentido da banda.

Original: Devido a mutilação sofrida (ver foto antiga), para além do já descrito, assentava sobre o escudo um elmo de grades tarado à direita, com Virol e possivelmente (também mutilado antes) com Timbre de "Gonçalves". que seria um leão nascente de púrpura, armado e linguado de vermelho.
O Elmo, era de prata, aberto, guarnecido de ouro, o Paquife a verde e Virol de prata.

vista actual do prédio - rua de Santa Catarina, n.º 1219 - Porto

A Pessoa
Esta Pedra de Armas foi concedida a João Evangelista Vila Real, por Carta de Brasão de Armas de Nobreza e Fidalguia passada pelo rei D. Pedro V, em 2 de junho 1861, e que foi mandada colocar, em 1862, num edifício que mandou erigir e que lhe serviria de residência desde 1860.
Localizava-se na cidade do Porto, na antiga rua Bela da Princesa, a actual rua de Santa Catarina (actual n.º 1219).
João Evangelista é natural de uma pequena aldeia transmontana, na serra do Mesio, da freguesia de Vilarinho de Samardã, da comarca de Vila Real.
Nasceu a 21 de fevereiro de 1790 e seus pais António Alves e Maria Florência Gonçalves eram residentes no lugar de Samardã, dessa mesma freguesia.

registo de nascimento - 21/02/1970

Foi camponês e carvoeiro e ainda jovem terá demandado para o Ribatejo à procura de trabalho e lá, na Vila de Coruche, terá intervindo numa rixa  do qual resultou um crime e o terá atirado para as cadeias da Corte e posteriormente ao degredo, para toda a vida, para Moçambique.
Foi nesta região e período de vida que tomou o apelido da alcunha Vila Real e que o imortalizou com o nome de João Evangelista Vila Real.
Este percurso de vida desde a sua juventude até aos seus 35 anos de idade com o fim de ganhar algum dinheiro e permitir-lhe regressar à terra para casar, culmina no ano de 1825, com o resultou do exílio, emigrando para a ilha de Moçambique e Quelimane.
Lá, devido a feitos militares praticados, rapidamente tornou-se uma figura de relevo nas milícias da então Província de Moçambique e reorganizou a sua vida, como comerciante, tornando-se paulatinamente um homem de prestigio a ponto de conseguir granjear apoios para o perdão real da sua pena.
De regresso ao reino, foi considerado Capitão de milícias, por carta régia de 1851 e posteriormente Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo, em 1853 atribuídas pela rainha D. Maria II.
Visita a sua terra natal, no ano de 1854, já como considerado um homem-rico, vindo viver aproximadamente no ano de 1852 para a cidade do Porto, pois já está referenciado como proprietário de uma casa na rua do Bonjardim, onde se lhe reconhece investimentos no sector imobiliário, e se inclui o palacete que lhe irá servir de residência em 1860.
Desses investimentos, há registos de propriedade na rua da Fontinha, na rua de Trás (aos Clérigos) e na rua da Bainharia (à Sé), todas estas construções na cidade que o recebe, o Porto.
No Livro de Recenseamento Eleitoral Oitocentista, ao ano de 1857, constava que João Evangelista estava conotado com a profissão de proprietário, elegível para o cargo de deputado, vereador, juiz eleito e Junta da paróquia e recenseado para jurado, com um rendimento total computado de  1.252.500 réis.
Na sua vida privada e no regresso a Portugal, na data de 1852, com 62 anos, que conhece e casa em segundas núpcias com Maria de Jesus Vila Real, natural de Lisboa, com 24 anos.
Nos seus últimos 17 anos de vivência no Porto, e dada a grande diferença de idade para com a sua esposa, de 39 anos, decide conjuntamente fazer um testamento público, no ano de 1860, de modo a permitir uma continuidade futura da sua esposa, tendo em atenção que esta por ser mais nova e não terem tido filhos, pois  provavelmente seria o primeiro a falecer.
1ª página do registo de testamento à morte de João Evangelista


A estratégia montada para preparar uma velhice serena e o modo de vida burguês em ambiente cultural romântico é habilmente montada em três vertentes fundamentais , no sentido de:
1 - distribuir equitativamente a sua fortuna pela família;
2 - fazer uma gestão previsional de todo o processo referente ao falecimento e enterramento;
3 - organizar de forma estratégica de perpetuar  a estabilidade familiar após o seu falecimento;
No primeiro aponta para uma divisão de bens pelos familiares mais próximos, irmã e irmão, por sobrinhos directos, pelos primos, afilhados e afilhadas, criados e criadas, num total de cerca de 40 pessoas.
Já no que refere ao ponto final da sua vida, escolhe para a sua eterna morada o cemitério de Nossa Senhora da Lapa, onde doa uma avultada soma e são ditadas a forma como deve ser enterrado, cerimónias, missas pela sua alma e pelos seus mais próximos e correspondentes esmolas por missa.
No que concerne ao ponto 3, e de forma a proporcionar um futuro protegido à esposa que tanto amava, torna como protegido um seu sobrinho, Domingos Alves Pimenta, que virá a ser um grande beneficiado no seu testamento, de modo a que com clara intenção pessoal de o encaminhar para ser, após a sua morte, o marido da viúva.

registo de óbito - 26/10/1869, freguesia do Bonfim

João Evangelista Vila Real veio a falecer em 26 de outubro de 1869, pelas 8 horas da manhã, no seu palacete da rua de Santa Catarina, na cidade do Porto.
Foi a sepultar no cemitério da Lapa conforme seu desejo com celebração na Real Capela de Nossa Senhora da Lapa, pelas 10 horas.
Quinze meses ocorridos, após a sua morte, a viúva casa com Domingos Alves Pimenta concretizando-se a estratégia montada, nove anos antes de falecer, conforme a descrição do seu testamento.
O palacete permanecerá, durante 50 anos, na posse do nobilitado e viúva, sendo vendido em 1913 pelos seus sobrinhos-netos a D. Laurinda Isabel Basto Correia, ex-emigrante no Brasil, e cuja família irá pertencer durante quase oito décadas.
É aliás, uma filha da citada, D. Laura Aurora Basto Correia Serpa Pinto que, entre 1927 e 1932, mandar apear o brasão e oferecer ao então Museu Municipal do Porto.
Este prédio nos inícios dos anos trinta foi entretanto arrendado ao Estado para nele ser instalada a 1ª Conservatória do Registo Civil, Nele perduraria sete décadas e  sido adquirido pelo Estado com o posterior encerramento pela mudança de instalações daquele serviço. Desde esse período que se encontra no estado evolutivo de degradação sem vislumbre de qualquer recuperação ou intervenção.

informações retiradas de:
- "João Evangelista Vila Real (1790-1869) - Uma biografia para além do enredo camiliano", António Adérito Alves Conde, Univ. do Porto, 2009;
- genealli.net
- "As Pedras de Armas do Porto", de Armando Mattos, 1945

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Em 13/03/2013
Pedra-de-Armas sem qualquer documentação que permita descrever algo sobre as suas origens. Contudo o brasão pode-se classificá-lo de "família" e com escudo Francês ou Quadrado.
O formato é Simples ou Pleno, de leitura: I - Gonçalves (de Antão Gonçalves). Apresenta como diferença: um besante de... em brica azul.O elmo é de grades tarado de perfil e sem paquife, conforme é visível na segunda foto, retirada da obra Pedra de Armas do Porto, de Armando Mattos.
Actualmente apenas existe o brasão, tendo sido mutilado o elmo e uma condecoração.
Também é bem visível a definição das cores pelo aparente tracejado em diagonal (representa a cor verde) e de azul, na brica.


25 de fevereiro de 2013

Brasão dos "Cunha, Teixeira, Sá e Carvalho", Museu Soares dos Reis - Porto

Da época contemporânea, séc. XIX, de estilo Eclético, encontrava-se aplicada em fachada de casa, já demolida, situada nas traseiras da Sé, na Rua D. Hugo.
Não contendo dados históricos, podemos afirmar que é um brasão de "familia" de escudo Português ou Boleado, com ponta, e formato, esquartelado.
A sua leitura é: I - Cunha (invertido); II - Teixeira; III - Sá e IV - Carvalho. Sobre o mesmo contempla um elmo de grades tarado de perfil, com paquife e sobre este um timbre dos "Cunha".

16 de fevereiro de 2013

Brasão dos "Tinoco", Museu Soares dos Reis - Porto

Pedras de Armas aplicada numa fachada de casa já demolida, na Rua do Bonjardim, do período renascentista, do séc. XVIII.
Em material granítico contempla a sua classificação de Heráldica de Família.
A definição do seu escudo é Suíço ou Ogival Inglês, com formato Simples ou Pleno, por apenas contemplar um nome de familia.
A leitura é apenas de um apelido, os "Tinoco" que incorpora, o mesmo apelido, no seu Timbre sobre o elmo, sendo este de grades tarado de perfil e sem paquife.

14 de fevereiro de 2013

Brasão dos "Monteiro, Soares e Dias", Museu Soares dos Reis - Porto

Brasão do séc. XVIII, do período renascentista e de características barrocas, finalmente aparece uma pedra de armas com uma localização própria na cidade do Porto. Encontrava-se erigido na antiga Rua do Correio, na freguesia da Vitória.
Tem a sua descrição de:
Classificação: Heráldica de família
Escudo: de fantasia
Formato: Esquartelado
Leitura: I e IV - Monteiro; II - Soares (de Albergaria); III - Dias
Timbre, do primeiro apelido, Monteiro;
Elmo: de lado com paquife;

10 de fevereiro de 2013

Brasão dos "Freire de Andrade e Macedo", Museu Soares dos Reis - Porto

Brasão de local desconhecido com característica próprias, isto é, são dois brasões conjugados em granito numa envolvente decorativa de invulgar arranjo.
Estima-se ser Renascentista e aponta-se para ser do séc. XVI (?), sendo seu estilo Manuelino.
Classifica-se como brasão de Família e ambos os escudos são de fantasia, pois não têm um cunho próprio de modelo heráldico.
Ambos são de formato Simples ou Plenos, um com apelido de Freire (de Andrade) e timbre de Freire, o outro de Macedo e timbre do mesmo.
Por fim não se compreende que os organismos estatais tenham conseguido reunir estas peças (e as anteriores) sem ter um histórico da sua recolha, isto é, o seu local de origem, seu proprietário/autor, etc...
Chamo a atenção que os dados que apresento foram fornecidos pelo próprio Museu e por isso questiono sobre a falta de mais elementos históricos sobre os mesmos. Será que não me forneceram a informação toda? Fica no ar e agradeço a quem saiba me dar esta resposta que me faça chegar essa informação ou então, eu próprio ir ter com ela... Obrigado, MCunha 

5 de fevereiro de 2013

Brasão dos "Cardoso, Pereira e Pinto", Museu Soares dos Reis - Porto


"Cardoso, Pereira e Pinto"
Mais uma peça riquíssima guardada neste Museu. Para além de ser uma pedra de armas mais antiga que todas as outras apresentadas, é da época da renascença, séc. XVI. Constata-se ser desse período por ser mais polida e menos trabalhada. Mais uma vez se desconhece a sua origem e localização.
O escudo é típico Português ou Boleado, o seu formato é esquartelado e com a leitura dos apelidos pelos seguintes quadrantes:
I e IV - Cardoso; II - Pereira e III - Pinto.
O elmo encontra-se de lado e viseira fechada e sobre ele o timbre do apelido predominante, os "Cardoso".
Tendo em atenção a época o seu estado de conservação aparenta se encontrar boa.

31 de janeiro de 2013

Brasão dos "Barros", Museu Soares dos Reis - Porto


Mais um brasão que se desconhece a sua origem, embora seja identificado pelo período do séc. XVII.
É um brasão que se encontra inclinado, designado "au balon", com um escudo de fantasia e leitura de: I - Barros. Sobre o mesmo temos um elmo de lado com paquife e com um timbre do mesmo apelido - Barros.
Está exposto conjuntamente com todos os que já apresentei e apresentarei nesse espaço museológico e por enquanto não está visitável. É uma pena!

27 de janeiro de 2013

Brasão dos "Mendonça" - Museu Soares dos Reis

Esta Pedra de Armas encontra-se em bom estado de conservação embora se desconheça a sua origem.
Dos poucos elementos recolhidos constata-se que será do séc. XVIII e o seu escudo é português ou boleado, com bico no seu extremo.
Tem formato simples ou pleno e a sua Leitura é: I - Mendoça e apresenta sobre seu escudo uma coroa de nobreza com partes mutiladas.
Armando Mattos, conceituado historiador, define-a como uma notável obra de canteiro e uma boa expressão da arte da sua época.

19 de janeiro de 2013

"Ferreira, Ribeiro, Dias e Sampaio" - Museu Soares dos Reis - Porto

"Ferreira, Ribeiro, Dias e Sampaio"

Pedra de Armas, trabalhada em duas peças de granito, apenas se consegue identificar a área da sua antiga localização e de nada de sabe sobre a sua origem e família.
Esta peça encontrava-se junto à capela de Stº. António do Penedo, actual largo de 1º de Dezembro, na freguesia da Sé.
É uma peça do séc. XVIII, estilo Barroco e representa uma brasão de Heráldica de família. O seu escudo não apresenta uma definição própria e como tal é designa-se de "fantasia".
O seu formato é Esquartelado, com a Leitura de:
I - Ferreira
II - Ribeiro
III - Dias
IV - Sampaio

15 de janeiro de 2013

"Brandão e Silva" - Museu Soares dos Reis, Porto

Os "Brandões e Silva"

Sobre este brasão nada se sabe, contudo a capela ou ermida de Stº António do Penedo erguia-se no campo de Stª. Clara, tendo sido demolida em 1886/87 e foi de lá que sta peça esteve erigida.. Ignora-se a data exacta da sua construção, levantando-se a hipótese do 1º quartel do séc. XVII.
Em 1671/72, a capela recebeu um coro e uma galilé executados pelo mestre pedreiro Manuel do Couto, segundo a traça do padre Pantaleão da Rocha de Magalhães, mestre-capela da Sé do Porto e arquitecto amador que investigações recentes ligam a algumas das obras mais importantes realizadas no Porto, na segunda metade do séc. XVII.
A sua confraria, a congregação do Oratório de S. Filipe de Nery, no séc. XVII, estava instalada num pequeno templo que existia nos antigos Carvalhos do Monte, actual largo do 1º de Dezembro, chamada Capela de Stº. António do Penedo por ter sido construída sobre uma rocha.
Primitivamente a capela fora dedicada a Santo Antão cuja propriedade pertencia a Miguel Brandão da Silva, o qual terá deixado a marca, com seu brasão.
Era um dos pitorescos recantos do velho Porto, infeliz e inutilmente destruído no período dos "Almadas" para alargamento da cidade.
A definição da Pedra de Armas é:
Peça em granito do séc. XVII
Escudo - Francês ou quadrado
Formato - Partido
Leitura - I de Brandão e II de Silva
Elmo com paquife, cujo timbre terá sido mutilado.

12 de janeiro de 2013

"Melos, Pereira, Correia e Coelho" - Museu Soares dos Reis - Porto


caros amigos e bloguer's

Hoje iniciarei  a apresentação de uma compilação de vários brasões que por razões diversas se encontram reunidas no Museu Soares dos Reis, no Porto.
Tudo aconteceu pelo facto de estar a documentar-me e inventariar todos os brasões (de família) desta cidade e pretender incluir todos aqueles que me forem permitidos fotografá-los a inclui-los num possível livro.
A visita ao Museu prendeu-se pelo facto de verificar através da obra do historiador Armando Mattos, "Pedras de Armas do Porto", editado no ano de 1953,  fazer referência a muitos brasões que estiveram distribuídos pela cidade do Porto, expostos ao longo destes últimos séculos.
Como é óbvio e infelizmente, à medida que a cidade naturalmente se foi expandindo, ou por abusos e negligência pessoal, ou medidas de conservação e preservação quase inexistentes, fomos verificando que uma quantidade de brasões desapareceram ou foram guardados em espaços do património do Estado ou do Município.
Assim é, que em 2012, me desloquei ao Museu tendo solicitado a visita e a permissão para os fotografar.
Pretendo com isto apresentar as excelentes peças e algumas caracterizações possíveis e que me foram fornecidas e obtidas pelo pessoal dos serviços, o qual agradeço.
Comecemos então...

Os " Melos, Pereira, Correia e Coelho"
Peça em granito, do séc. XVIII, esteve aplicado num prédio de habitação na rua Chã, freguesia da Sé, no Porto.
O brasão tem um escudo Português ou Boleado, com formato esquartelado e de leitura: 
I - Melo; II - Pereira; III - Correia (de Aguiar); IV - Coelho.
O timbre (a peça por cima do elmo) representa o apelido predominante dos "Melo". Este notável exemplar apresenta um bom desenho e trabalho de pedra bastante interessante.
De referir que heraldicamente, se verifica que o Elmo se encontra erradamente voltado para o lado esquerdo, se encontra envolto pelo Paquife que envolve o brasão. Também incorrectamente símbolo de "Coelho" (4º quartel) se encontra invertido.
Desconhece-se dados desta família e o local especifico na rua da Chã, que gostaria que caso alguém saiba mais sobre este brasão me dê as informações que tiver.
Termino agradecendo a todos a atenção tida por este blogue.

30 de dezembro de 2012

Vista da cidade do Porto

BOM ANO 2013
Apesar de nos encontrarmos presos por dificuldades adversas,  nunca percam de vista esta linda cidade do Porto.
Bem Hajam.

29 de dezembro de 2012

Caixa de Toques ou Sinais - S. Ildefonso


     
Largo de S. Lázaro, Bonfim, Porto - Portugal
Estas caixas, implantadas pela Câmara Municipal, serviam no seu tempo, no período do séc. XIX, para indicar o local da cidade onde deflagrasse um incêndio. Eram as chamadas "Caixas de Toques".
Naquela época era um desafio para os habitantes das cidades a percepção da localização do incêndio, para além da dificuldade dos meios de ataque. Se a população não estivesse organizada qualquer incêndio se propagava rapidamente. 
Na cidade do Porto, e em outras localidades foi concebida uma solução deveras particular e com objectivos bem alcançados à rápida intervenção.
Na cidade do Porto foram instaladas 21 caixas em ferro fundido, distribuídas pelas diversas freguesias e junto a igrejas locais por forma a permitir estabelecer o contacto à população através do seu sino.
A melhor forma de identificar, para além de estar referenciada na tampa da caixa de toques, com uma numeração que indicaria o numero de badaladas a dar e essa numeração estava estabelecida pela relação de nº de toques/localização da freguesia.
Estava encarregue, a zeladores, a sua gestão. Eram possuidores de uma chave que, conforme o numero de toques, serviam de acesso às caixas e estas continham um manipulo ligado aos sinos das igrejas, junto das quais normalmente estavam colocados, que assinalavam à debilitada corporação de bombeiros onde o incêndio tinha lugar. Entretanto e dada a escassez de água, de imediato os "aguadeiros" e a população local tomavam a iniciativa de iniciarem o ataque ao fogo pelos seus próprios meios.
A actual imagem está associada ao Colégio de Nª. Srª. da Esperança, junto à entrada da sua Igreja, existindo algumas ainda dispersas pela cidade e que segundo consta num numero de 6.
Outros locais onde ainda existem caixas de toques (sem confirmação, apenas informação obtida):
- rua da Boa Nova com o Largo da Maternidade (junto ao cemitério Inglês e antigo Largo do campo pequeno));
- rua da Vitória (nas traseiras da Igreja da Vitória);
- igreja dos Grilos ou de S. Lourenço (junto à Sé);
- igreja de S. Nicolau;
- na Foz do Douro (Rua Padre Luís Cabral);
Apresentam-se a seguir imagens que melhor identificam tudo o que se transmitiu e se pretende ficar como registo e inventário da cidade do Porto.
Lista dos locais da cidade

Desenho representativo

Caixa de Toque do Bolhão
Em outras cidades contemplavam as mesmas soluções defensivas aos incêndios, como são os casos de V. N. de Gaia (em Valadares) e em Guimarães.

Em Valadares - V. N. de Gaia


Referencias e fotos retiradas de:
- portoalities.com;
- jborgesalmeida.wordpress.com;
- O Tripeiro;

16 de dezembro de 2012

Cemitério Inglês - familia "Lind" - Porto

Timbre

Escudo Lind

Pedra de Armas
Largo da Maternidade Julio Dinis, Massarelos, Porto - Portugal
(antigo Largo do Campo Pequeno)

A família Lind encontra-se enterrada em três jazigos seguidos no cemitério Inglês, sendo que apenas o timbre de Lind se encontra colocado na cruz do próprio James Lind. Já nos restantes jazigos, da esposa e filha, se encontram colocadas as armas de família Lind.
Oriundos de Inglaterra, George James Lind nasceu em Peckam (1869-1930) e sua esposa Ada Louisa em Grennwich (1875-1917), tendo casado em Lewisham, no ano de 1900, vindo para Portugal donde terão tido uma filha Elsie a qual terá vivido uma curta vida de 18 meses (1902-1904).
Nada mais se descobriu sobre esta família de raiz protestante.

12 de dezembro de 2012

Acto funebre de familia brasonada - Arouca


Av. 25 de Abril, Arouca - Portugal

Esta simbologia significa que se encontra a decorrer um período fúnebre, de um familiar desta casa brasonada, a casa do Burgo, utilizando-se para tal o capeamento de uma túnica preta sobre o elmo e timbre ou sobre uma coroa, dependendo da composição de cada pedra de armas.

Pelo que se constata o escudo é de fantasia, esquartelado, com leitura de:
I - (impossivel a sua visualização total) aparenta ser Barbosa;
II - Teixeira;
III - Pinto;
IV - Coutinho

4 de dezembro de 2012

Morgado de Atães - Sé do Porto


Largo da Sé do Porto - Portugal

O brasão encontra-se sobre a porta de entrada da capela de Nª. Srª. da Piedade, nos claustros da Sé do Porto.
O seu frontão circular, truncado, assenta em pilastras jónicas e exibe ao centro, em arranjo um tanto aparatoso, um cartão onde pousam as armas do Morgado de Atães.
É um escudo de fantasia, esquartelado, que representa a familia dos Homem Carneiros de Vasconcelos. A sua leitura contém: I - contra-esquartelado dos Leite Pereira (do Porto); II - Vasconcelos; III - Homem; IV - Vieira. Tem o Timbre de Leite (do Porto).
O brasão será da época da (re)construção dos claustros e que se estima ter rondado o séc. XVI ou XVII e que de acordo com informação recolhida existe um dito que diz:
"ainda não havia no Porto cães,
já haviam Homens em Atães!"



2 de dezembro de 2012

Relógio de Sol - Igreja S. Salvador de Matosinhos



Av. D. Afonso Henriques, Matosinhos - Portugal

A igreja do Bom Jesus de Matosinhos, foi erigida no século XVI, a mando da Universidade de Coimbra que desde 1542 possuía o padroado de “Sam Salvador de Bouças”, a actual igreja de Matosinhos veio substituir um velho e arruinado templo até aí existente, a algumas centenas de metros de distância, no lugar de Bouças – local onde, na Idade Média, existira um mosteiro.
A obra de construção do novo templo, renascentista, foi entregue, em 1559, a um célebre imaginário/arquitecto de então: João de Ruão. O prazo inicialmente previsto para a construção foi de quatro anos. Demorou vinte! E na fase final da edificação, entre 1576 e 1579, um outro famoso artista da época, Tomé Velho, juntou-se a João de Ruão.
Embora as dimensões da igreja não se tenham alterado significativamente, resta muito pouco desse templo inicial.
Na realidade, e à excepção das colunas que dividem interiormente as três naves, hoje não nos é possível observar muitos vestígios dessa primeira época. Com efeito a igreja foi profundamente alterada no século XVIII. Não só a capela-mor sofreu profundas alterações nas duas primeiras décadas daquele século, como todo o resto do corpo do edifício seria significativamente alterado, a partir de 1743, pelo arquitecto italiano Nicolau Nasoni que levantou significativamente as paredes laterais e produziu uma fachada barroca totalmente nova, de inegável impacto cénico. Ainda durante o século XVIII o interior da igreja foi coberto, de um modo significativo, por talha dourada ao gosto do barroco, abrigando algumas das melhores obras-primas dessa arte no nosso país.
A conclusão da obra foi celebrada com grandes festividades que duraram três dias, precedidas de uma grandiosa procissão com a imagem ao lugar do Espinheiro onde foram lançadas três bênçãos ao mar, regressando ao templo.
Este templo amplo, de três naves, é cercado de um vasto adro (recinto arborizado e gradeado) que o envolve e isola das áreas circundantes, dando-lhe assim um ar de recolhimento e de acolhimento para a entrada na esfera do sagrado.
Neste adro estão construídas seis capelas, todas elas ligadas aos acontecimentos da Paixão de Jesus Cristo. Cada uma delas representa uma cena com figuras humanas em tamanho natural: A Agonia no Horto, A Prisão de Jesus, A Flagelação, O Pretório, O Ecce Homo e Jesus caído sob o peso da Cruz.
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1982.

http://www.paroquiadematosinhos.pt/

22 de novembro de 2012

Brasão dos "Brito" - Porto

Rua das Taipas, nº 131, Vitória, Porto - Portugal

O presente brasão situa-se à entrada da rua, do lado direito de quem vem do Campo Martires da Patria. Nesta casa, o brasão representa as armas dos "Brito e Cunha", cuja residência pertenceu ao filho herdeiro, e unico sucessor, António Bernardo Brito e Cunha, um verdadeiro apóstolo e de fortes convicções do liberalismo.
Encontra-se aplicada sobre a porta de entrada de um edificio de 3 pisos e que actualmente é a sede da Junta de Freguesia da Vitória.
O brasão é de escudo Oval, pleno por ter apenas um apelido - Brito. O elmo de lado com viseira e com timbre já mutilado não identificado (seria de Brito).

18 de novembro de 2012

Aldraba em Museu Agrícola - Vairão

Rua da Agrária, Vairão, Vila do Conde - Portugal

O Museu Agrícola de Entre Douro e Minho pertence à Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho e está localizado em Crasto, freguesia de Vairão Concelho de Vila do Conde. Por este facto é vulgarmente conhecido por Museu de Vairão.
Este Museu além de dar a conhecer a realidade rural do Entre Douro e Minho, pretende também homenagear todos aqueles que com a sua criatividade, esforço e dedicação construíram a paisagem rural e desenvolveram as potencialidades da região.
A actual paisagem minhota com os seus socalcos, regadios tradicionais, profunda divisão da propriedade com a vinha ainda na bordadura dos campos, tem a sua génese na luta do agricultor pela conquista da terra arável empreendida a partir do Séc. XVI com o objectivo de ampliar a cultura do milho e conquistar assim o pão para a alimentação da população.
Em 1989, na Quinta de S. Bento, lugar do Crasto, foi inaugurado o museu agrícola de entre Douro e Minho, que incorpora um interessante espólio de etnografia agrícola com uma grande variedade de alfaias agrícolas de toda a região.
Estamos de facto perante um museu de região que contempla a vertente rural. A sua qualidade foi reconhecida pela menção honrosa atribuída pela comissão do prémio do Museu Europeu do ano.



10 de novembro de 2012

Brasão dos "Coburgo-Gotha", Porto


Praça da Batalha, Sé, Porto - Portugal

Brasão de familia, em mármore lioz, da casa real Saxónica-Coburgo-Gotha.
A estátua é em honra de D. Pedro V, rei de Portugal, e cujo nome completo é: Pedro de Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Victor Francisco de Assis Júlio Amélio de Saxe Coburgo e Bragança (16/9/1837 - 11/11/1861).
Foi cognominado O Esperançoso, O Bem-Amado ou O Muito Amado, e exerceu o seu reinado pelo periodo de 1853 a 1861.
Era filho mais velho da Rainha D. Maria II e do seu consorte D. Fernando II, primogénito do principe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha-Koháry, e primo de Leopoldo, rei da Bélgica, membro dessa casa real.
É um escudo de fantasia, pleno, com a única leitura de "Coburgo-Gotha", encimada pelo seu coronel com uma Coroa Real.

4 de novembro de 2012

Portal de quinta, Matosinhos

Rua de Bouças, Matosinhos - Portugal

Durante toda a sua história, Matosinhos esteve ligado ao mosteiro de Bouças, que será bastante antigo, sendo a sua construção anterior a 944. No ano de 900 já existia uma pequena povoação com o nome de Matesinus que em 1258 se chamaria Matusiny, um lugar da freguesia de Sendim.
D. Manuel I concedeu-lhe foral em 30 de Setembro de 1514 e passou a pertencer ao concelho de Bouças em 1833, tendo como sede a vila de Bouças, até 1836 designada Senhora da Hora.
Até ao liberalismo constituía o Julgado de Bouças.
Em 1853 foi criada a vila de Matosinhos, constituída pela freguesia do mesmo nome e pela freguesia de Leça da Palmeira, que passou a sede do concelho em substituição de Bouças.
Em 1867 é finalmente criado o concelho de Matosinhos, mas que acaba por desaparecer vinte dias depois voltando a ter sede em Bouças.
Dado que Matosinhos já se figurava como um lugar mais importante em 6 de Maio de 1909 é criado o concelho de Matosinhos que existe nos nossos dias. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Matosinhos)

21 de outubro de 2012

Quinta particular - Gens

Largo Luis Lobo, freguesia do Covelo, Gondomar - Portugal

Esta quinta era pertença da família Carneiro Albuquerque, já não residente.
Era cabeça do Morgado de Covêlo, que também incluía bastantes propriedades no vizinho lugar de Gens, lugar este pertencente à freguesia de Foz do Sousa, do mesmo Concelho.



10 de outubro de 2012

Brasão em cemitério - Porto



Cemitério do Prado do Repouso, Bonfim, Porto - Portugal
Este brasão está aplicado no frontão de um jazigo pertencente à família Silva Brito, mandado erigir pelo 1.º Barão da Ermida (carta de mercê real em 4/10/1871). Foi cavaleiro da Casa-Real e Comendador da Ordem Militar de Nº. Sr. Jesus Cristo e de Nª. Srª. de Vila Viçosa e mais tarde agraciado de 1.º Visconde por carta real em 9/10/1872.
A descrição do brasão está da seguinte forma:
Classificação: Heráldica de família
Época: séc. XIX
Escudo: Inglês
Material: mármore
Formato: Esquartelado
Leitura:
I - Brito
II - Silva
III - Pinto
IV - Ferreira
Timbre: de Brito (mutilado)
Elmo aberto, gradeado à direita, com paquife e virol
Diferença: uma brica de... com um besante
Condecorações: Ordem Militar de Cristo e da Ordem Militar de Nª. Srª. da Conceição de Vila Viçosa
Cores:
I - de vermelho, com nove lisonjas de prata, postas 3,3 e 3, cada lisonja carregada com um leão de púrpura;
II - de prata, com um leão de púrpura, armado e lampassado de vermelho;
III - de prata, com cinco crescentes de vermelho;
IV - de vermelho, com quatro faixas de ouro;