NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

31 de janeiro de 2013

Brasão dos "Barros", Museu Soares dos Reis - Porto


Mais um brasão que se desconhece a sua origem, embora seja identificado pelo período do séc. XVII.
É um brasão que se encontra inclinado, designado "au balon", com um escudo de fantasia e leitura de: I - Barros. Sobre o mesmo temos um elmo de lado com paquife e com um timbre do mesmo apelido - Barros.
Está exposto conjuntamente com todos os que já apresentei e apresentarei nesse espaço museológico e por enquanto não está visitável. É uma pena!

27 de janeiro de 2013

Brasão dos "Mendonça" - Museu Soares dos Reis

Esta Pedra de Armas encontra-se em bom estado de conservação embora se desconheça a sua origem.
Dos poucos elementos recolhidos constata-se que será do séc. XVIII e o seu escudo é português ou boleado, com bico no seu extremo.
Tem formato simples ou pleno e a sua Leitura é: I - Mendoça e apresenta sobre seu escudo uma coroa de nobreza com partes mutiladas.
Armando Mattos, conceituado historiador, define-a como uma notável obra de canteiro e uma boa expressão da arte da sua época.

19 de janeiro de 2013

"Ferreira, Ribeiro, Dias e Sampaio" - Museu Soares dos Reis - Porto

"Ferreira, Ribeiro, Dias e Sampaio"

Pedra de Armas, trabalhada em duas peças de granito, apenas se consegue identificar a área da sua antiga localização e de nada de sabe sobre a sua origem e família.
Esta peça encontrava-se junto à capela de Stº. António do Penedo, actual largo de 1º de Dezembro, na freguesia da Sé.
É uma peça do séc. XVIII, estilo Barroco e representa uma brasão de Heráldica de família. O seu escudo não apresenta uma definição própria e como tal é designa-se de "fantasia".
O seu formato é Esquartelado, com a Leitura de:
I - Ferreira
II - Ribeiro
III - Dias
IV - Sampaio

15 de janeiro de 2013

"Brandão e Silva" - Museu Soares dos Reis, Porto

Os "Brandões e Silva"

Sobre este brasão nada se sabe, contudo a capela ou ermida de Stº António do Penedo erguia-se no campo de Stª. Clara, tendo sido demolida em 1886/87 e foi de lá que sta peça esteve erigida.. Ignora-se a data exacta da sua construção, levantando-se a hipótese do 1º quartel do séc. XVII.
Em 1671/72, a capela recebeu um coro e uma galilé executados pelo mestre pedreiro Manuel do Couto, segundo a traça do padre Pantaleão da Rocha de Magalhães, mestre-capela da Sé do Porto e arquitecto amador que investigações recentes ligam a algumas das obras mais importantes realizadas no Porto, na segunda metade do séc. XVII.
A sua confraria, a congregação do Oratório de S. Filipe de Nery, no séc. XVII, estava instalada num pequeno templo que existia nos antigos Carvalhos do Monte, actual largo do 1º de Dezembro, chamada Capela de Stº. António do Penedo por ter sido construída sobre uma rocha.
Primitivamente a capela fora dedicada a Santo Antão cuja propriedade pertencia a Miguel Brandão da Silva, o qual terá deixado a marca, com seu brasão.
Era um dos pitorescos recantos do velho Porto, infeliz e inutilmente destruído no período dos "Almadas" para alargamento da cidade.
A definição da Pedra de Armas é:
Peça em granito do séc. XVII
Escudo - Francês ou quadrado
Formato - Partido
Leitura - I de Brandão e II de Silva
Elmo com paquife, cujo timbre terá sido mutilado.

12 de janeiro de 2013

"Melos, Pereira, Correia e Coelho" - Museu Soares dos Reis - Porto


caros amigos e bloguer's

Hoje iniciarei  a apresentação de uma compilação de vários brasões que por razões diversas se encontram reunidas no Museu Soares dos Reis, no Porto.
Tudo aconteceu pelo facto de estar a documentar-me e inventariar todos os brasões (de família) desta cidade e pretender incluir todos aqueles que me forem permitidos fotografá-los a inclui-los num possível livro.
A visita ao Museu prendeu-se pelo facto de verificar através da obra do historiador Armando Mattos, "Pedras de Armas do Porto", editado no ano de 1953,  fazer referência a muitos brasões que estiveram distribuídos pela cidade do Porto, expostos ao longo destes últimos séculos.
Como é óbvio e infelizmente, à medida que a cidade naturalmente se foi expandindo, ou por abusos e negligência pessoal, ou medidas de conservação e preservação quase inexistentes, fomos verificando que uma quantidade de brasões desapareceram ou foram guardados em espaços do património do Estado ou do Município.
Assim é, que em 2012, me desloquei ao Museu tendo solicitado a visita e a permissão para os fotografar.
Pretendo com isto apresentar as excelentes peças e algumas caracterizações possíveis e que me foram fornecidas e obtidas pelo pessoal dos serviços, o qual agradeço.
Comecemos então...

Os " Melos, Pereira, Correia e Coelho"
Peça em granito, do séc. XVIII, esteve aplicado num prédio de habitação na rua Chã, freguesia da Sé, no Porto.
O brasão tem um escudo Português ou Boleado, com formato esquartelado e de leitura: 
I - Melo; II - Pereira; III - Correia (de Aguiar); IV - Coelho.
O timbre (a peça por cima do elmo) representa o apelido predominante dos "Melo". Este notável exemplar apresenta um bom desenho e trabalho de pedra bastante interessante.
De referir que heraldicamente, se verifica que o Elmo se encontra erradamente voltado para o lado esquerdo, se encontra envolto pelo Paquife que envolve o brasão. Também incorrectamente símbolo de "Coelho" (4º quartel) se encontra invertido.
Desconhece-se dados desta família e o local especifico na rua da Chã, que gostaria que caso alguém saiba mais sobre este brasão me dê as informações que tiver.
Termino agradecendo a todos a atenção tida por este blogue.

30 de dezembro de 2012

Vista da cidade do Porto

BOM ANO 2013
Apesar de nos encontrarmos presos por dificuldades adversas,  nunca percam de vista esta linda cidade do Porto.
Bem Hajam.

29 de dezembro de 2012

Caixa de Toques ou Sinais - S. Ildefonso


     
Largo de S. Lázaro, Bonfim, Porto - Portugal
Estas caixas, implantadas pela Câmara Municipal, serviam no seu tempo, no período do séc. XIX, para indicar o local da cidade onde deflagrasse um incêndio. Eram as chamadas "Caixas de Toques".
Naquela época era um desafio para os habitantes das cidades a percepção da localização do incêndio, para além da dificuldade dos meios de ataque. Se a população não estivesse organizada qualquer incêndio se propagava rapidamente. 
Na cidade do Porto, e em outras localidades foi concebida uma solução deveras particular e com objectivos bem alcançados à rápida intervenção.
Na cidade do Porto foram instaladas 21 caixas em ferro fundido, distribuídas pelas diversas freguesias e junto a igrejas locais por forma a permitir estabelecer o contacto à população através do seu sino.
A melhor forma de identificar, para além de estar referenciada na tampa da caixa de toques, com uma numeração que indicaria o numero de badaladas a dar e essa numeração estava estabelecida pela relação de nº de toques/localização da freguesia.
Estava encarregue, a zeladores, a sua gestão. Eram possuidores de uma chave que, conforme o numero de toques, serviam de acesso às caixas e estas continham um manipulo ligado aos sinos das igrejas, junto das quais normalmente estavam colocados, que assinalavam à debilitada corporação de bombeiros onde o incêndio tinha lugar. Entretanto e dada a escassez de água, de imediato os "aguadeiros" e a população local tomavam a iniciativa de iniciarem o ataque ao fogo pelos seus próprios meios.
A actual imagem está associada ao Colégio de Nª. Srª. da Esperança, junto à entrada da sua Igreja, existindo algumas ainda dispersas pela cidade e que segundo consta num numero de 6.
Outros locais onde ainda existem caixas de toques (sem confirmação, apenas informação obtida):
- rua da Boa Nova com o Largo da Maternidade (junto ao cemitério Inglês e antigo Largo do campo pequeno));
- rua da Vitória (nas traseiras da Igreja da Vitória);
- igreja dos Grilos ou de S. Lourenço (junto à Sé);
- igreja de S. Nicolau;
- na Foz do Douro (Rua Padre Luís Cabral);
Apresentam-se a seguir imagens que melhor identificam tudo o que se transmitiu e se pretende ficar como registo e inventário da cidade do Porto.
Lista dos locais da cidade

Desenho representativo

Caixa de Toque do Bolhão
Em outras cidades contemplavam as mesmas soluções defensivas aos incêndios, como são os casos de V. N. de Gaia (em Valadares) e em Guimarães.

Em Valadares - V. N. de Gaia


Referencias e fotos retiradas de:
- portoalities.com;
- jborgesalmeida.wordpress.com;
- O Tripeiro;

16 de dezembro de 2012

Cemitério Inglês - familia "Lind" - Porto

Timbre

Escudo Lind

Pedra de Armas
Largo da Maternidade Julio Dinis, Massarelos, Porto - Portugal
(antigo Largo do Campo Pequeno)

A família Lind encontra-se enterrada em três jazigos seguidos no cemitério Inglês, sendo que apenas o timbre de Lind se encontra colocado na cruz do próprio James Lind. Já nos restantes jazigos, da esposa e filha, se encontram colocadas as armas de família Lind.
Oriundos de Inglaterra, George James Lind nasceu em Peckam (1869-1930) e sua esposa Ada Louisa em Grennwich (1875-1917), tendo casado em Lewisham, no ano de 1900, vindo para Portugal donde terão tido uma filha Elsie a qual terá vivido uma curta vida de 18 meses (1902-1904).
Nada mais se descobriu sobre esta família de raiz protestante.

12 de dezembro de 2012

Acto funebre de familia brasonada - Arouca


Av. 25 de Abril, Arouca - Portugal

Esta simbologia significa que se encontra a decorrer um período fúnebre, de um familiar desta casa brasonada, a casa do Burgo, utilizando-se para tal o capeamento de uma túnica preta sobre o elmo e timbre ou sobre uma coroa, dependendo da composição de cada pedra de armas.

Pelo que se constata o escudo é de fantasia, esquartelado, com leitura de:
I - (impossivel a sua visualização total) aparenta ser Barbosa;
II - Teixeira;
III - Pinto;
IV - Coutinho

4 de dezembro de 2012

Morgado de Atães - Sé do Porto


Largo da Sé do Porto - Portugal

O brasão encontra-se sobre a porta de entrada da capela de Nª. Srª. da Piedade, nos claustros da Sé do Porto.
O seu frontão circular, truncado, assenta em pilastras jónicas e exibe ao centro, em arranjo um tanto aparatoso, um cartão onde pousam as armas do Morgado de Atães.
É um escudo de fantasia, esquartelado, que representa a familia dos Homem Carneiros de Vasconcelos. A sua leitura contém: I - contra-esquartelado dos Leite Pereira (do Porto); II - Vasconcelos; III - Homem; IV - Vieira. Tem o Timbre de Leite (do Porto).
O brasão será da época da (re)construção dos claustros e que se estima ter rondado o séc. XVI ou XVII e que de acordo com informação recolhida existe um dito que diz:
"ainda não havia no Porto cães,
já haviam Homens em Atães!"



2 de dezembro de 2012

Relógio de Sol - Igreja S. Salvador de Matosinhos



Av. D. Afonso Henriques, Matosinhos - Portugal

A igreja do Bom Jesus de Matosinhos, foi erigida no século XVI, a mando da Universidade de Coimbra que desde 1542 possuía o padroado de “Sam Salvador de Bouças”, a actual igreja de Matosinhos veio substituir um velho e arruinado templo até aí existente, a algumas centenas de metros de distância, no lugar de Bouças – local onde, na Idade Média, existira um mosteiro.
A obra de construção do novo templo, renascentista, foi entregue, em 1559, a um célebre imaginário/arquitecto de então: João de Ruão. O prazo inicialmente previsto para a construção foi de quatro anos. Demorou vinte! E na fase final da edificação, entre 1576 e 1579, um outro famoso artista da época, Tomé Velho, juntou-se a João de Ruão.
Embora as dimensões da igreja não se tenham alterado significativamente, resta muito pouco desse templo inicial.
Na realidade, e à excepção das colunas que dividem interiormente as três naves, hoje não nos é possível observar muitos vestígios dessa primeira época. Com efeito a igreja foi profundamente alterada no século XVIII. Não só a capela-mor sofreu profundas alterações nas duas primeiras décadas daquele século, como todo o resto do corpo do edifício seria significativamente alterado, a partir de 1743, pelo arquitecto italiano Nicolau Nasoni que levantou significativamente as paredes laterais e produziu uma fachada barroca totalmente nova, de inegável impacto cénico. Ainda durante o século XVIII o interior da igreja foi coberto, de um modo significativo, por talha dourada ao gosto do barroco, abrigando algumas das melhores obras-primas dessa arte no nosso país.
A conclusão da obra foi celebrada com grandes festividades que duraram três dias, precedidas de uma grandiosa procissão com a imagem ao lugar do Espinheiro onde foram lançadas três bênçãos ao mar, regressando ao templo.
Este templo amplo, de três naves, é cercado de um vasto adro (recinto arborizado e gradeado) que o envolve e isola das áreas circundantes, dando-lhe assim um ar de recolhimento e de acolhimento para a entrada na esfera do sagrado.
Neste adro estão construídas seis capelas, todas elas ligadas aos acontecimentos da Paixão de Jesus Cristo. Cada uma delas representa uma cena com figuras humanas em tamanho natural: A Agonia no Horto, A Prisão de Jesus, A Flagelação, O Pretório, O Ecce Homo e Jesus caído sob o peso da Cruz.
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1982.

http://www.paroquiadematosinhos.pt/

22 de novembro de 2012

Brasão dos "Brito" - Porto

Rua das Taipas, nº 131, Vitória, Porto - Portugal

O presente brasão situa-se à entrada da rua, do lado direito de quem vem do Campo Martires da Patria. Nesta casa, o brasão representa as armas dos "Brito e Cunha", cuja residência pertenceu ao filho herdeiro, e unico sucessor, António Bernardo Brito e Cunha, um verdadeiro apóstolo e de fortes convicções do liberalismo.
Encontra-se aplicada sobre a porta de entrada de um edificio de 3 pisos e que actualmente é a sede da Junta de Freguesia da Vitória.
O brasão é de escudo Oval, pleno por ter apenas um apelido - Brito. O elmo de lado com viseira e com timbre já mutilado não identificado (seria de Brito).

18 de novembro de 2012

Aldraba em Museu Agrícola - Vairão

Rua da Agrária, Vairão, Vila do Conde - Portugal

O Museu Agrícola de Entre Douro e Minho pertence à Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho e está localizado em Crasto, freguesia de Vairão Concelho de Vila do Conde. Por este facto é vulgarmente conhecido por Museu de Vairão.
Este Museu além de dar a conhecer a realidade rural do Entre Douro e Minho, pretende também homenagear todos aqueles que com a sua criatividade, esforço e dedicação construíram a paisagem rural e desenvolveram as potencialidades da região.
A actual paisagem minhota com os seus socalcos, regadios tradicionais, profunda divisão da propriedade com a vinha ainda na bordadura dos campos, tem a sua génese na luta do agricultor pela conquista da terra arável empreendida a partir do Séc. XVI com o objectivo de ampliar a cultura do milho e conquistar assim o pão para a alimentação da população.
Em 1989, na Quinta de S. Bento, lugar do Crasto, foi inaugurado o museu agrícola de entre Douro e Minho, que incorpora um interessante espólio de etnografia agrícola com uma grande variedade de alfaias agrícolas de toda a região.
Estamos de facto perante um museu de região que contempla a vertente rural. A sua qualidade foi reconhecida pela menção honrosa atribuída pela comissão do prémio do Museu Europeu do ano.



10 de novembro de 2012

Brasão dos "Coburgo-Gotha", Porto


Praça da Batalha, Sé, Porto - Portugal

Brasão de familia, em mármore lioz, da casa real Saxónica-Coburgo-Gotha.
A estátua é em honra de D. Pedro V, rei de Portugal, e cujo nome completo é: Pedro de Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Victor Francisco de Assis Júlio Amélio de Saxe Coburgo e Bragança (16/9/1837 - 11/11/1861).
Foi cognominado O Esperançoso, O Bem-Amado ou O Muito Amado, e exerceu o seu reinado pelo periodo de 1853 a 1861.
Era filho mais velho da Rainha D. Maria II e do seu consorte D. Fernando II, primogénito do principe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha-Koháry, e primo de Leopoldo, rei da Bélgica, membro dessa casa real.
É um escudo de fantasia, pleno, com a única leitura de "Coburgo-Gotha", encimada pelo seu coronel com uma Coroa Real.

4 de novembro de 2012

Portal de quinta, Matosinhos

Rua de Bouças, Matosinhos - Portugal

Durante toda a sua história, Matosinhos esteve ligado ao mosteiro de Bouças, que será bastante antigo, sendo a sua construção anterior a 944. No ano de 900 já existia uma pequena povoação com o nome de Matesinus que em 1258 se chamaria Matusiny, um lugar da freguesia de Sendim.
D. Manuel I concedeu-lhe foral em 30 de Setembro de 1514 e passou a pertencer ao concelho de Bouças em 1833, tendo como sede a vila de Bouças, até 1836 designada Senhora da Hora.
Até ao liberalismo constituía o Julgado de Bouças.
Em 1853 foi criada a vila de Matosinhos, constituída pela freguesia do mesmo nome e pela freguesia de Leça da Palmeira, que passou a sede do concelho em substituição de Bouças.
Em 1867 é finalmente criado o concelho de Matosinhos, mas que acaba por desaparecer vinte dias depois voltando a ter sede em Bouças.
Dado que Matosinhos já se figurava como um lugar mais importante em 6 de Maio de 1909 é criado o concelho de Matosinhos que existe nos nossos dias. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Matosinhos)

21 de outubro de 2012

Quinta particular - Gens

Largo Luis Lobo, freguesia do Covelo, Gondomar - Portugal

Esta quinta era pertença da família Carneiro Albuquerque, já não residente.
Era cabeça do Morgado de Covêlo, que também incluía bastantes propriedades no vizinho lugar de Gens, lugar este pertencente à freguesia de Foz do Sousa, do mesmo Concelho.



10 de outubro de 2012

Brasão em cemitério - Porto



Cemitério do Prado do Repouso, Bonfim, Porto - Portugal
Este brasão está aplicado no frontão de um jazigo pertencente à família Silva Brito, mandado erigir pelo 1.º Barão da Ermida (carta de mercê real em 4/10/1871). Foi cavaleiro da Casa-Real e Comendador da Ordem Militar de Nº. Sr. Jesus Cristo e de Nª. Srª. de Vila Viçosa e mais tarde agraciado de 1.º Visconde por carta real em 9/10/1872.
A descrição do brasão está da seguinte forma:
Classificação: Heráldica de família
Época: séc. XIX
Escudo: Inglês
Material: mármore
Formato: Esquartelado
Leitura:
I - Brito
II - Silva
III - Pinto
IV - Ferreira
Timbre: de Brito (mutilado)
Elmo aberto, gradeado à direita, com paquife e virol
Diferença: uma brica de... com um besante
Condecorações: Ordem Militar de Cristo e da Ordem Militar de Nª. Srª. da Conceição de Vila Viçosa
Cores:
I - de vermelho, com nove lisonjas de prata, postas 3,3 e 3, cada lisonja carregada com um leão de púrpura;
II - de prata, com um leão de púrpura, armado e lampassado de vermelho;
III - de prata, com cinco crescentes de vermelho;
IV - de vermelho, com quatro faixas de ouro;


4 de outubro de 2012

Brasão de Dominio - Porto


Cemitério do Prado do Repouso, Bonfim, Porto - Portugal

Este tipo de brasão de "Dominio", isto é, que representa uma entidade territorial, encontra-se num jazigo do cemitério do Prado do Repouso.
É um brasão do Séc. XIX, com um escudo Clássico ou Ogival, em mármore, e o seu formato é esquartelado com um sobre-todo.
A sua leitura é I - Castela; II - Leão; III - Aragão e IV - Navarra, emendado em base de Granada e com sobre todo de Anjou (França), com coroa real e os seus "suportes" em forma de coluna, em cada um dos lados do brasão.

29 de setembro de 2012

Fonte do Bicho ou do Borges, Miragaia

Rua S. Pedro de Miragaia, Miragaia, Porto - Portugal


Nos terrenos da Confraria do Espirito Santo, aforados ao capitão António Borges, este mandou construir uma residência (ampliada em 1854 pelos mesários da Confraria de S. Pedro) condicionada a ter na frontaria um chafariz para serviço da população. Nicho encaixado no centro do edificio, cuja unica bica é apresentada por um golfinho, que por ter formato não muito perceptivel aos populares designaram de "bicho".



23 de setembro de 2012

Brasão da família do Visconde de Castelões - Porto


Cemitério da Lapa, Cedofeita, Porto - Portugal
Poeta Álvaro Castelões (1859-1953) viveu em S. Tiago de Castelões, terra que acolheu este ilustre português, filho do comendador António Cardoso Pereira Ferraz (2º Visconde de Castelões) e de Dona Margarida Augusta de Meireles, solteira, natural do Porto e morador na rua da Torrinha. Neto paterno de António Rodrigues Pereira Ferraz e de Dona Maria do Carmo Cardoso de Meneses e neto materno de António Coelho de Meireles e de Dona Bernarda Benedita da Silva.
O brasão que se encontra no jazigo aparenta ser dos finais do séc. XIX, de fantasia, constituído em mármore de banal  qualidade. Tem um coronel de "Visconde" e está esquartelado em: I - cortado de Pereira e Mota(?) ou Guedes(?), II - Araújo, III - Pereira e IV - Ferraz.

Recentemente, e por indicações do Sr. Manuel Ferro, o qual agradeço o cuidado que teve em corrigir/acrescentar mais dados sobre esta peça, se adiciona o seu comentário referente ao 1º quadrante:

"...representa a família Rodrigues (de Martim Rodrigues): de ouro, com cinco flores-de-lis de vermelho, postas em sautor, e um chefe de vermelho, carregado com uma cruz florenciada de ouro e vazia do chefe. O que se justifica pelos seus costados paternos (Flórido Rodrigues Pereira Ferraz, 1º Visconde de Castelões, seu tio avô paterno, irmão de António Rodrigues Pereira Ferraz seu avô."

22 de setembro de 2012

Caves do Vinho Porto "Calém" - V. N. de Gaia


Av. Diogo Leite (marginal de Gaia), V. N. de Gaia - Portugal

Fundada em 1859, por António Alves Cálem, a Porto Cálem permaneceu na mesma família durante quatro gerações e sempre prestou grande atenção à produção de Vinhos do Porto de qualidade, resultando num reconhecimento por parte de todo o Mundo do Vinho. No seu início, dedicava-se à exportação de vinhos para o Brasil em troca de madeira exótica, com frota própria, símbolo ainda hoje presente no logotipo da empresa: a Caravela.
O brasão segue a linhagem da familia "Beleza de Andrade" que está associada à familia Calém.

9 de setembro de 2012

Portal com brasão - Macieira de Sarnes


Macieira de Sarnes, Oliveira de Azeméis - Portugal

Certo dia, de regresso de Arouca, dou comigo com este belo brasão. Longe de pensar a quem pertenceria, pois por estas terras o meu desconhecimento é total.
Contudo nas minhas consultas pelo "O Tripeiro - série V, Ano VIII, pág. 69" e na sequência de buscas por antigas casas portuenses constatei que Álvaro Leite Pereira de Melo e Alvim (da família dos Leite Pereira, do Porto), tenente-coronel do regimento de milícias da Feira, fidalgo cavaleiro da Casa Real, comendador da Ordem de Cristo, senhor de Gaia, das quintas de Campo Belo e Quebrantões em Gaia, de de Atães em Jovim, dos morgados de Cernache em Chaves, de Monte Ariul em Braga, do de Nauzinha em Azurara, de muitos outros morgados e de inúmeros bens, padroeiro in solidum das igrejas paroquiais de Stª. Maria Madalena em Loivos da Ribeira, Nª. Srª. da Vitória em Mesão Frio e por fim de Stª. Eulália de Macieira de Sarnes donde este Senhor também foi morgado.
Uma vida com 72 anos (1797-1869), cujo casamento com D. Maria Cristina Ribeiro de Faria terá resultado uma filha, a qual morreu jovem e solteira.
Devido a esse motivo pode dispor livremente em testamento a sua avultada fortuna, distribuidos por sua irmã, sobrinhas e muitas outras instituições.
Pelo brasão da foto acima poder-se-à constatar, de facto que a sua definição nos leva a esta família deste ilustre fidalgo, isto é:
Escudo: Português ou boleado
Formato: Esquartelado
Leitura: I - Leite e Pereira
            II - Melo
            III - Pereira
            IV - Cernache
Coronel: de Nobreza, Conde

8 de setembro de 2012

Portal da Capela da Nª. Srª. das Neves - Azurara


Rua Francisco Gonçalves Monteiro, Azurara, Vila do Conde - Portugal

Em Azurara existiu um mosteiro, designado de Nossa Senhora dos Anjos, igualmente designado de Nossa Senhora da Assunção ou ainda dos Capuchos, datado de cerca de 1518, actualmente pertença da Ordem Terceira de S. Francisco. Merece um visita.