NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

2 de dezembro de 2012

Relógio de Sol - Igreja S. Salvador de Matosinhos



Av. D. Afonso Henriques, Matosinhos - Portugal

A igreja do Bom Jesus de Matosinhos, foi erigida no século XVI, a mando da Universidade de Coimbra que desde 1542 possuía o padroado de “Sam Salvador de Bouças”, a actual igreja de Matosinhos veio substituir um velho e arruinado templo até aí existente, a algumas centenas de metros de distância, no lugar de Bouças – local onde, na Idade Média, existira um mosteiro.
A obra de construção do novo templo, renascentista, foi entregue, em 1559, a um célebre imaginário/arquitecto de então: João de Ruão. O prazo inicialmente previsto para a construção foi de quatro anos. Demorou vinte! E na fase final da edificação, entre 1576 e 1579, um outro famoso artista da época, Tomé Velho, juntou-se a João de Ruão.
Embora as dimensões da igreja não se tenham alterado significativamente, resta muito pouco desse templo inicial.
Na realidade, e à excepção das colunas que dividem interiormente as três naves, hoje não nos é possível observar muitos vestígios dessa primeira época. Com efeito a igreja foi profundamente alterada no século XVIII. Não só a capela-mor sofreu profundas alterações nas duas primeiras décadas daquele século, como todo o resto do corpo do edifício seria significativamente alterado, a partir de 1743, pelo arquitecto italiano Nicolau Nasoni que levantou significativamente as paredes laterais e produziu uma fachada barroca totalmente nova, de inegável impacto cénico. Ainda durante o século XVIII o interior da igreja foi coberto, de um modo significativo, por talha dourada ao gosto do barroco, abrigando algumas das melhores obras-primas dessa arte no nosso país.
A conclusão da obra foi celebrada com grandes festividades que duraram três dias, precedidas de uma grandiosa procissão com a imagem ao lugar do Espinheiro onde foram lançadas três bênçãos ao mar, regressando ao templo.
Este templo amplo, de três naves, é cercado de um vasto adro (recinto arborizado e gradeado) que o envolve e isola das áreas circundantes, dando-lhe assim um ar de recolhimento e de acolhimento para a entrada na esfera do sagrado.
Neste adro estão construídas seis capelas, todas elas ligadas aos acontecimentos da Paixão de Jesus Cristo. Cada uma delas representa uma cena com figuras humanas em tamanho natural: A Agonia no Horto, A Prisão de Jesus, A Flagelação, O Pretório, O Ecce Homo e Jesus caído sob o peso da Cruz.
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1982.

http://www.paroquiadematosinhos.pt/

22 de novembro de 2012

Brasão dos "Brito" - Porto

Rua das Taipas, nº 131, Vitória, Porto - Portugal

O presente brasão situa-se à entrada da rua, do lado direito de quem vem do Campo Martires da Patria. Nesta casa, o brasão representa as armas dos "Brito e Cunha", cuja residência pertenceu ao filho herdeiro, e unico sucessor, António Bernardo Brito e Cunha, um verdadeiro apóstolo e de fortes convicções do liberalismo.
Encontra-se aplicada sobre a porta de entrada de um edificio de 3 pisos e que actualmente é a sede da Junta de Freguesia da Vitória.
O brasão é de escudo Oval, pleno por ter apenas um apelido - Brito. O elmo de lado com viseira e com timbre já mutilado não identificado (seria de Brito).

18 de novembro de 2012

Aldraba em Museu Agrícola - Vairão

Rua da Agrária, Vairão, Vila do Conde - Portugal

O Museu Agrícola de Entre Douro e Minho pertence à Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho e está localizado em Crasto, freguesia de Vairão Concelho de Vila do Conde. Por este facto é vulgarmente conhecido por Museu de Vairão.
Este Museu além de dar a conhecer a realidade rural do Entre Douro e Minho, pretende também homenagear todos aqueles que com a sua criatividade, esforço e dedicação construíram a paisagem rural e desenvolveram as potencialidades da região.
A actual paisagem minhota com os seus socalcos, regadios tradicionais, profunda divisão da propriedade com a vinha ainda na bordadura dos campos, tem a sua génese na luta do agricultor pela conquista da terra arável empreendida a partir do Séc. XVI com o objectivo de ampliar a cultura do milho e conquistar assim o pão para a alimentação da população.
Em 1989, na Quinta de S. Bento, lugar do Crasto, foi inaugurado o museu agrícola de entre Douro e Minho, que incorpora um interessante espólio de etnografia agrícola com uma grande variedade de alfaias agrícolas de toda a região.
Estamos de facto perante um museu de região que contempla a vertente rural. A sua qualidade foi reconhecida pela menção honrosa atribuída pela comissão do prémio do Museu Europeu do ano.



10 de novembro de 2012

Brasão dos "Coburgo-Gotha", Porto


Praça da Batalha, Sé, Porto - Portugal

Brasão de familia, em mármore lioz, da casa real Saxónica-Coburgo-Gotha.
A estátua é em honra de D. Pedro V, rei de Portugal, e cujo nome completo é: Pedro de Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Victor Francisco de Assis Júlio Amélio de Saxe Coburgo e Bragança (16/9/1837 - 11/11/1861).
Foi cognominado O Esperançoso, O Bem-Amado ou O Muito Amado, e exerceu o seu reinado pelo periodo de 1853 a 1861.
Era filho mais velho da Rainha D. Maria II e do seu consorte D. Fernando II, primogénito do principe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha-Koháry, e primo de Leopoldo, rei da Bélgica, membro dessa casa real.
É um escudo de fantasia, pleno, com a única leitura de "Coburgo-Gotha", encimada pelo seu coronel com uma Coroa Real.

4 de novembro de 2012

Portal de quinta, Matosinhos

Rua de Bouças, Matosinhos - Portugal

Durante toda a sua história, Matosinhos esteve ligado ao mosteiro de Bouças, que será bastante antigo, sendo a sua construção anterior a 944. No ano de 900 já existia uma pequena povoação com o nome de Matesinus que em 1258 se chamaria Matusiny, um lugar da freguesia de Sendim.
D. Manuel I concedeu-lhe foral em 30 de Setembro de 1514 e passou a pertencer ao concelho de Bouças em 1833, tendo como sede a vila de Bouças, até 1836 designada Senhora da Hora.
Até ao liberalismo constituía o Julgado de Bouças.
Em 1853 foi criada a vila de Matosinhos, constituída pela freguesia do mesmo nome e pela freguesia de Leça da Palmeira, que passou a sede do concelho em substituição de Bouças.
Em 1867 é finalmente criado o concelho de Matosinhos, mas que acaba por desaparecer vinte dias depois voltando a ter sede em Bouças.
Dado que Matosinhos já se figurava como um lugar mais importante em 6 de Maio de 1909 é criado o concelho de Matosinhos que existe nos nossos dias. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Matosinhos)

21 de outubro de 2012

Quinta particular - Gens

Largo Luis Lobo, freguesia do Covelo, Gondomar - Portugal

Esta quinta era pertença da família Carneiro Albuquerque, já não residente.
Era cabeça do Morgado de Covêlo, que também incluía bastantes propriedades no vizinho lugar de Gens, lugar este pertencente à freguesia de Foz do Sousa, do mesmo Concelho.



10 de outubro de 2012

Brasão em cemitério - Porto



Cemitério do Prado do Repouso, Bonfim, Porto - Portugal
Este brasão está aplicado no frontão de um jazigo pertencente à família Silva Brito, mandado erigir pelo 1.º Barão da Ermida (carta de mercê real em 4/10/1871). Foi cavaleiro da Casa-Real e Comendador da Ordem Militar de Nº. Sr. Jesus Cristo e de Nª. Srª. de Vila Viçosa e mais tarde agraciado de 1.º Visconde por carta real em 9/10/1872.
A descrição do brasão está da seguinte forma:
Classificação: Heráldica de família
Época: séc. XIX
Escudo: Inglês
Material: mármore
Formato: Esquartelado
Leitura:
I - Brito
II - Silva
III - Pinto
IV - Ferreira
Timbre: de Brito (mutilado)
Elmo aberto, gradeado à direita, com paquife e virol
Diferença: uma brica de... com um besante
Condecorações: Ordem Militar de Cristo e da Ordem Militar de Nª. Srª. da Conceição de Vila Viçosa
Cores:
I - de vermelho, com nove lisonjas de prata, postas 3,3 e 3, cada lisonja carregada com um leão de púrpura;
II - de prata, com um leão de púrpura, armado e lampassado de vermelho;
III - de prata, com cinco crescentes de vermelho;
IV - de vermelho, com quatro faixas de ouro;


4 de outubro de 2012

Brasão de Dominio - Porto


Cemitério do Prado do Repouso, Bonfim, Porto - Portugal

Este tipo de brasão de "Dominio", isto é, que representa uma entidade territorial, encontra-se num jazigo do cemitério do Prado do Repouso.
É um brasão do Séc. XIX, com um escudo Clássico ou Ogival, em mármore, e o seu formato é esquartelado com um sobre-todo.
A sua leitura é I - Castela; II - Leão; III - Aragão e IV - Navarra, emendado em base de Granada e com sobre todo de Anjou (França), com coroa real e os seus "suportes" em forma de coluna, em cada um dos lados do brasão.

29 de setembro de 2012

Fonte do Bicho ou do Borges, Miragaia

Rua S. Pedro de Miragaia, Miragaia, Porto - Portugal


Nos terrenos da Confraria do Espirito Santo, aforados ao capitão António Borges, este mandou construir uma residência (ampliada em 1854 pelos mesários da Confraria de S. Pedro) condicionada a ter na frontaria um chafariz para serviço da população. Nicho encaixado no centro do edificio, cuja unica bica é apresentada por um golfinho, que por ter formato não muito perceptivel aos populares designaram de "bicho".



23 de setembro de 2012

Brasão da família do Visconde de Castelões - Porto


Cemitério da Lapa, Cedofeita, Porto - Portugal
Poeta Álvaro Castelões (1859-1953) viveu em S. Tiago de Castelões, terra que acolheu este ilustre português, filho do comendador António Cardoso Pereira Ferraz (2º Visconde de Castelões) e de Dona Margarida Augusta de Meireles, solteira, natural do Porto e morador na rua da Torrinha. Neto paterno de António Rodrigues Pereira Ferraz e de Dona Maria do Carmo Cardoso de Meneses e neto materno de António Coelho de Meireles e de Dona Bernarda Benedita da Silva.
O brasão que se encontra no jazigo aparenta ser dos finais do séc. XIX, de fantasia, constituído em mármore de banal  qualidade. Tem um coronel de "Visconde" e está esquartelado em: I - cortado de Pereira e Mota(?) ou Guedes(?), II - Araújo, III - Pereira e IV - Ferraz.

Recentemente, e por indicações do Sr. Manuel Ferro, o qual agradeço o cuidado que teve em corrigir/acrescentar mais dados sobre esta peça, se adiciona o seu comentário referente ao 1º quadrante:

"...representa a família Rodrigues (de Martim Rodrigues): de ouro, com cinco flores-de-lis de vermelho, postas em sautor, e um chefe de vermelho, carregado com uma cruz florenciada de ouro e vazia do chefe. O que se justifica pelos seus costados paternos (Flórido Rodrigues Pereira Ferraz, 1º Visconde de Castelões, seu tio avô paterno, irmão de António Rodrigues Pereira Ferraz seu avô."

22 de setembro de 2012

Caves do Vinho Porto "Calém" - V. N. de Gaia


Av. Diogo Leite (marginal de Gaia), V. N. de Gaia - Portugal

Fundada em 1859, por António Alves Cálem, a Porto Cálem permaneceu na mesma família durante quatro gerações e sempre prestou grande atenção à produção de Vinhos do Porto de qualidade, resultando num reconhecimento por parte de todo o Mundo do Vinho. No seu início, dedicava-se à exportação de vinhos para o Brasil em troca de madeira exótica, com frota própria, símbolo ainda hoje presente no logotipo da empresa: a Caravela.
O brasão segue a linhagem da familia "Beleza de Andrade" que está associada à familia Calém.

9 de setembro de 2012

Portal com brasão - Macieira de Sarnes


Macieira de Sarnes, Oliveira de Azeméis - Portugal

Certo dia, de regresso de Arouca, dou comigo com este belo brasão. Longe de pensar a quem pertenceria, pois por estas terras o meu desconhecimento é total.
Contudo nas minhas consultas pelo "O Tripeiro - série V, Ano VIII, pág. 69" e na sequência de buscas por antigas casas portuenses constatei que Álvaro Leite Pereira de Melo e Alvim (da família dos Leite Pereira, do Porto), tenente-coronel do regimento de milícias da Feira, fidalgo cavaleiro da Casa Real, comendador da Ordem de Cristo, senhor de Gaia, das quintas de Campo Belo e Quebrantões em Gaia, de de Atães em Jovim, dos morgados de Cernache em Chaves, de Monte Ariul em Braga, do de Nauzinha em Azurara, de muitos outros morgados e de inúmeros bens, padroeiro in solidum das igrejas paroquiais de Stª. Maria Madalena em Loivos da Ribeira, Nª. Srª. da Vitória em Mesão Frio e por fim de Stª. Eulália de Macieira de Sarnes donde este Senhor também foi morgado.
Uma vida com 72 anos (1797-1869), cujo casamento com D. Maria Cristina Ribeiro de Faria terá resultado uma filha, a qual morreu jovem e solteira.
Devido a esse motivo pode dispor livremente em testamento a sua avultada fortuna, distribuidos por sua irmã, sobrinhas e muitas outras instituições.
Pelo brasão da foto acima poder-se-à constatar, de facto que a sua definição nos leva a esta família deste ilustre fidalgo, isto é:
Escudo: Português ou boleado
Formato: Esquartelado
Leitura: I - Leite e Pereira
            II - Melo
            III - Pereira
            IV - Cernache
Coronel: de Nobreza, Conde

8 de setembro de 2012

Portal da Capela da Nª. Srª. das Neves - Azurara


Rua Francisco Gonçalves Monteiro, Azurara, Vila do Conde - Portugal

Em Azurara existiu um mosteiro, designado de Nossa Senhora dos Anjos, igualmente designado de Nossa Senhora da Assunção ou ainda dos Capuchos, datado de cerca de 1518, actualmente pertença da Ordem Terceira de S. Francisco. Merece um visita.



30 de agosto de 2012

Capela de S. Simão - Vandoma

Av. da Republica, Vandoma, Paredes - Portugal
Capela situada à face da antiga estrada E.N. 15, designada por Av. da Republica, limita a freguesia que lhe pertence, com a freguesia de Baltar.
Pouco se sabe sobre esta edificação, sendo que em tempos idos foi geradora de alguns conflitos  territoriais, ora para alguns pertencia a Baltar, ora a outros seria de Vandoma.
Uma coisa é certa, nunca vi ninguém em volta dela e aparenta um isolamento total.
O dia especial para este santo é dia 28 de Outubro e existem frases populares sobre ele, tais como:

"No dia de S. Simão, quem não faz magusto não é bom cristão".
"Por S. Simão semear sim, navegar não."
"Por S. Simão, favas na mão."

Estes provérbios populares reflectem a actividade agrícola outonal: a sementeira da fava, a colheita da castanha e os magustos realizados, segundo as tradições de algumas vilas e aldeias de Portugal.

26 de agosto de 2012

Painel de Azulejos com brasão - Penafiel


Av. Zeferino Oliveira, nº 1, Penafiel - Portugal

Este painel está aplicado na fachada de uma casa antiga, em espaço interior de acesso à casa. Tem igualmente um portal em granito, simples  e caracteriza-se pela singeleza da época, provavelmente finais do séc. XIX.
O edifício foi recentemente utilizado pela Associação Florestal do Vale de Sousa tendo entretanto mudado as suas instalações daquela casa para outro local, desconhecendo-se a sua actual utilização.

O brasão assenta fachada lateral da casa e apresenta o seguinte descritivo:
forma: francês ou quadrado
leitura: partido
I - Queirós ou Ramalho
II - Madureira
Elmo tarado à direita, com paquife com plumas
Timbre de Queirós ou Ramalho
Diferença de... uma brica
O escudo é envolvido em motivos decorativos e condecorações

17 de agosto de 2012

Brasão no cemitério da Lapa - Porto


Cemitério da Lapa, freguesia de Cedofeita, Porto - Portugal
Caros amigos, lanço em repto, pela necessidade de identificar este brasão em bronze colocado num jazigo do cemitério da Lapa (duas imagens com algum pormenor).
Nele apenas consigo transmitir que pertence à familia Navarro. Pelo pouco que sei, o nome tem origem judaica e/ou eventualmente poderá estar associado ao 1º Conde de Lagoaça, António José Antunes Navarro. No mesmo cemitério, existe já um outro jazigo com as armas dele, I - Antunes e II - Navarro, com simbologia completamente diferente.
Os dois primeiros quadrantes são ambos esquartelados dentro do próprio esquartelado do escudo.
Agradeço a vossa curiosidade e participação.....

Posteriormente, descobri que do escudo são:
I - Navarro
II - Jordán
III - López
IV - Luna
O jazigo pertence à família de D. Manuel Navarro y Lópes Salamero y de Ayala que terá sido casado com Dona Maria de los Dolores Jordán y de Luna e ter sido ministro plenipotenciário (diplomata) nesta cidade.
Mais informações continuam a ser bem vindas.

7 de agosto de 2012

Nº de porta - Porto

Rua do Bonfim, Bonfim, Porto - Portugal

Esta foto refere-se ao numero de porta de uma papelaria muito antiga e de referencia, na rua do Bonfim, a papelaria Veludo.
Para espanto meu, continua "viva" e espero por muitos anos. Bem haja quem consegue preservar o estilo, nem que seja apenas da sua fachada.

5 de agosto de 2012

Farol da Srª. da Luz - Porto

Rua do Farol, Foz do Douro, Porto - Portugal

O farol da Senhora da Luz, já existiria nos finais do séc. XVII, mantido pela boa vontade de fieis devotos a Nª. Srª. da Luz.
A construção de um farol no alto da Srª. da Luz, na Foz do Douro, não está confirmada por documentos antes do séc. XVII, mas é certo que já existira uma luz no local, nos finais do séc. XV.
Em 1484, D. João II tomou as medidas para o desenvolvimento e regulamentação do funcionamento de fachos da linha de costa, provavelmente estando incluído este farol.
O Monte da Luz detém uma posição favorável, à época, com vista alargada dos domínios de S. João da Foz e de Bouças, como também, da região, seja do limite do Porto, seja para Norte, na direcção da Maia, na linha da costa, de Leça e Matosinhos até Aveiro.
Para alguns historiadores, consta-se que a sua construção remonta o ano de 1680, sendo que a sua confraria já invocava a importância do edifício na orientação da navegação para pedir a realização de obras que afirmavam serem muito necessárias.
Em 1758, por alvará de Marquês de Pombal, é determinada a construção de um farol devido as dificuldades de entrada no rio Douro. Em 1761 estava construído e já dotado de uma estrutura capaz de lhe granjear a designação de farol, considerado então como o primeiro que existiu na costa portuguesa.
O brasão que se encontra na fachada sul, dos "Horn", considerado como as armas de um abade de S. Tirso, D. Miguel da Silva, o mesmo que teria edificado a torre do Anjo, ali próximo.
Não se vê correlação do nome do abade com o nome de família Horn. Sabe-se, também, que Horn é o nome de um cabo, situado no ponto mais meridional da América do Sul.

Em 20/6/2017, recebi este interessante comentário que terá todo o interesse como análise futura de um eventual estudo desta Pedra de Armas de família, e a qual agradeço a Robert Illíng:

"Encontrei interessante o seu comentário sobre o Farol da Luz. O brasão é quase seguramente duma família holandesa "van Hoorn", especialmente de Jaan van Hoorn, segundo director da Campainha Holandesa das Índias Orientais ao fim do século XVII. A única diferença no brasão é que em Holanda tem como timbre uma estrela e no farol tem um braço armado com uma espada. Sei também que houve uma família  "da Hora" em Leça da Palmeira nos séculos XVII e XVIII. Dizem algumas pessoas que esses da Hora são da origem holandesa. É possível que da Hora seja uma variante aportuguesada de van Hoorn e que o primeiro dessa família viesse aqui como perito de faróis? É uma hipótese interessante! Talvez haja documentação sobre a construção do farol que daria uma resposta definitiva."


Robert Illing, Foz do Douro






26 de julho de 2012

Brasão dos "Sousa e Silva" - Porto

Rua das Flores, 79/83, Vitória, Porto - Portugal

Este belo brasão figura na fachada do prédio, na esquina da Rua das Flores com a Rua de Ferraz. Inicialmente o edificio pertenceu a esta familia portuense - familia Ferraz.
O edificio foi construido no séc. XVI, tendo passado como residência para a familia, os Sousa e Silva. Possuía uma capela privativa da qual hoje apenas resta uma cruz e a sineira de ferro.
O brasão provavelmente terá pertencido a outra casa, de onde terá sido removido para esta, que é de construção posterior a 1703, tendo como particularidade de uma pedra de armas conter uma data.
A sua classificação é de heraldica de família, com escudo francês ou quadrado, esquartelado, com I e IV - Sousa (de Arronches) e II e III - Silva.
Tem o timbre de Sousa e um elmo com grades e com paquife.

22 de julho de 2012

Fonte da Natividade e do Pelicano - Porto


Palácio de Cristal, Rua Julio Dinis e Rua D. Manuel II, Massarelos, Porto - Portugal

No séc. XVIII, a fazer fé numa planta topográfica da época, a chamada Fonte da Natividade, tantas vezes referida pelos historiadores do Porto, situava-se onde agora está a Casa Navarro. Precedera-a uma outra fonte, a da Arca, muito antiga mandada fazer na parte do vasto Campo das Hortas, para aproveitamento das águas de três ribeiros que sulcavam aquelas hortas e andavam perdidas à flor da terra. (……)
Voltemos à fonte. A primitiva Fonte da Arca funcionou, até 1608, na parte oriental do campo das Hortas. Setenta e quatro anos depois uma nova Fonte da Arca começou a ser reedificada (o termo é da Câmara), mas no lado oposto aquele em que primitivamente havia funcionado. Quando ficou pronta, em 1682, a nova fonte passou a denominar-se Fonte da Natividade por causa de uma imagem de Nossa Senhora desta invocação que alguns comerciantes locais, mais devotos, haviam colocado num nicho aberto no frontispício da fonte.
O historiador Henrique Duarte e Sousa Reis, nos seus “Apontamentos para a verdadeira história antiga e moderna da cidade do Porto”, escritos em 1865, descreve aquele nicho ou oratório, da seguinte forma: “No terceiro corpo que constitui a fábrica da fonte, está montada uma sacada com grade de ferro e duas grandes lanternas nos cantos, nas quais se queimavam luz em honra de Nossa Senhora da Natividade. Serviam de remate a esta construção, no centro e parte superior do oratório, as armas da cidade, das quais se ramificavam grinaldas e festões vistosamente trabalhados em granito”.(……)
Quando D. Pedro IV entrou no Porto, á frente do exército libertador, em 9 de Julho de 1832, dirigiu-se imediatamente à Câmara, que funcionava num edifício da então chamada Praça Nova e logo ali tomou uma resolução: mandar destruir a Fonte da Natividade para possibilitar o alargamento da praça. Assim aconteceu. O brasão da cidade e as grinaldas que emolduravam o frontispício da fonte foram embelezar a fachada do palacete da praça onde funcionava a Câmara. Esse belíssimo conjunto, uma excelente obra de granito trabalhado, está hoje no espaço conhecido por Roseiral, no Palácio de Cristal. Também lá está a Fonte do Pelicano, um curioso chafariz que existia no pátio interior da mesma casa onde esteve a Câmara.

Germano Silva, 22/7/2012 – JN




19 de julho de 2012

Brasão Episcopal - Porto

 

Claustro da Sé do Porto, freguesia da Sé, Porto - Portugal

Diogo de Sousa (c. 1461-1532) foi bispo do Porto de 1496 a 1505 e de seguida arcebispo de Braga desde essa data até à sua morte.
D. Diogo de Sousa, nasceu provavelmente em 1461, fez os seus estudos preparatórios em Évora e completou-os superiormente nas universidades de Salamanca e de Paris, onde se doutorou.
Foi Deão da capela real de D. João II de Portugal, participou nas embaixadas de obediência ao Papa Alexandre VI e Júlio II e foi capelão – mor da rainha D. Maria, segunda mulher do rei D. Manuel. Foi ainda, bispo do Porto, tornando-se arcebispo de Braga em 1505, quando reinava D. Manuel.
O Papa Júlio II, endereçou ao Cabido Bracarense e aos súbditos da Igreja de Braga no dia 11 de Julho de 1505 uma Bula, Hodie Venerabilem para que reconheçam e obedeçam a D. Diogo de Sousa como seu Arcebispo.
Foi pela sua acção notável que a cidade rompeu a cintura de muralhas medieval, e se alargou extra-muros. Construiu, fora das muralhas uma nova cidade, com novos e arejados espaços que perduram até hoje. São da sua responsabilidade o Campo dos Remédios (Largo Carlos Amarante), Campo da Vinha (Praça Conde de Agrolongo), Largo das Carvalheiras e Avenida Central. Também mandou abrir novas ruas e até uma nova porta da cidade, o Arco da Porta Nova. Construiu novas igrejas fora de muros como a Senhora-a-Branca.
Na Sé de Braga, é responsável pela construção da actual capela-mor e também dos túmulos dos pais de D. Afonso Henriques (primeiro rei de Portugal), D. Henrique de Borgonha, conde de Portucale e D. Teresa de Leão.
Considerando a ignorância um mal, empenhou-se em instruir o clero e fundar um grande colégio. Para tal, aconselhou o rei D. João III a fundar este grande colégio nas cidades de Braga ou do Porto, devendo este ser dotado de mestres de teologia e de todas as artes e ciências. Para este fim auxiliaria o rei caso escolhesse Braga. Em 1531, fundou finalmente o colégio de S. Paulo, sendo o ensino grátis para toda a pessoa que quisesse aprender que fosse da cidade ou de fora.
Como bispo do Porto, ordenou a impressão das Constituições e os Evangelhos e Epístolas com suas Exposições em Romance, ambas as obras impressas no Porto em 1497, por Rodrigo Álvares.
D. Diogo de Sousa foi, sem dúvida, um grande protector das artes e das letras e um espírito iluminado e empreendedor no seu tempo.
Morreu a 19 de Junho de 1532 e está sepultado na Capela de Nossa Senhora da Glória, na Sé de Braga.

15 de julho de 2012

Postigo - Porto

Rua da Reboleira, nº 56, S. Nicolau, Porto - Portugal

Exposição em Paredes - "Paredes através da história"


Caros amigos, bloguistas e a todos que consultam este blogue

Convido toda a gente a visitar outra amostra fotográfica do Concelho de Paredes, sendo mais diversificada, por expor as 24 freguesias do concelho, e menos densa que a anterior apresentada em Baltar. Com as festas da cidade aproveitem para visitar e relembrar alguns episódios, acontecimentos e aspectos da vida mundana das épocas dos nossos pais e avós. Aproveitem, vale sempre a pena....

Aproveito para expor algumas referencias de documento camarário sobre a exposição:

Edifício da Câmara Municipal acolhe, entre os próximos dias 14 a 31 de julho, exposição de fotografia que retrata a história, os costumes e as tradições das 24 freguesias do concelho
Mostra inclui ainda um importante conjunto de documentos históricos, como a Carta Régia da Elevação de Paredes a Vila, assinada pela Rainha D. Maria II em 1844 ou a Monografia de Paredes escrita por José do Barreiro em 1922
A Câmara Municipal de Paredes promove, entre os dias 14 a 31 de julho, uma exposição de fotografia intitulada “Paredes através da história”.
O objetivo desta iniciativa, que reúne cerca de 450 fotografias pertencentes ao arquivo municipal da Câmara, juntas de freguesia e particulares, é percorrer a história, os costumes e as tradições de cada uma das 24 freguesias do concelho, desde o início do século XVIII à atualidade.
O trabalho de recolha e pesquisa de imagens implicou quase meio ano de trabalho, mas o resultado é a maior exposição de fotografia alguma vez realizada no concelho, com testemunhos únicos da história de Paredes ao longo dos últimos três séculos.
Além deste valioso arquivo fotográfico, a exposição será enriquecida com alguns dos mais importantes e históricos documentos do arquivo municipal da autarquia, como a Carta Régia da Elevação de Paredes a Vila, assinada pela Rainha D. Maria II em 1844, o Livro de Registo de Testamentos do Concelho de Paredes de 1837, a Ata da 1a Sessão de Câmara realizada a 15 de fevereiro de 1837 ou a Monografia de Paredes escrita por José do Barreiro em 1922.
Fazem ainda parte deste extenso arquivo histórico o Foral de Baltar (1515), o Livro de Depósito das Sizas dos Bens de Raiz do Concelho de Aguiar de Sousa (1825), álbuns fotográficos do século XIX e o registo da inauguração do Palácio de Justiça de Paredes (1986).
Nesta original abertura do arquivo municipal à sociedade, estarão, igualmente, expostos alguns dos mais valiosos objectos da colecção particular de Manuel Cunha, como uma ponta de lança do período do “Bronze Final”, uma espada do século XVII ou uma caderneta militar de 1917.
A abertura da exposição acontece no próximo sábado, dia 14 de julho, pelas 16h00, e conta com a participação especial do Grupo Cultural e Artesanal “As Lavradeiras da Cidade de Lordelo”.


11 de julho de 2012

Os "Cunha Pimentel" - Porto


Gaveto do Largo de S. Domingos, nº 73 com a Rua das Flores, nº 2, Sé, Porto - Portugal

Em tempos recuados a rua das Flores foi uma das preferidas pela gente no passado, pois numerosas são as residências que a documentam, algumas com as vistosas pedras de armas.
Por conhecimento, já em 1523, o Cabido da Sé do Porto aforou os chãos a Francisco Dias e sua mulher Grácia Lopes, assim como a João Ames e sua mulher Isabel Brás, que ali construiram umas casas.
Em meados do séc. XVI, pertenciam a Francisco Pereira de Miranda, capitão de Chaúl. Em 1699, uma neta do irmão daquele, D. Maria Luisa Pereira de Menezes e o seu filho D. Jorge Henriques Pereira, 8º senhor das Alcaçovas, venderam as casas a Jerónimo da Cunha Pimentel, da casa da Calçada (em Provesende). Pela morte de seus filhos, tornou-se herdeiro o irmão, Luis da Cunha Pimentel, que mandou colocar a pedra de armas no cunhal da fachada - um precioso brasão, do período nasoniano, onde se encontram esculpidas as armas da familia.
Em 1867, o seu bisneto, Jerónimo da Cunha Pimentel Homem de Vasconcelos, mandou reedificar a casa, encarregando-se da obra o mestre-pedreiro António Fernandes.
Em 1904, aqui nasceu o poeta Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello, tendo entretando a casa sido vendida no ano de 1918.
Actualmente é pertença da Santa Casa da Misericórdia do Porto, desde 1998.
O brasão, de heraldica de família, partido, com I - Cunha e II - Pimentel, e o elmo com paquife e timbre de Cunha.