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22 de março de 2011

Placa de Rua - Paredes

Praça de José Guilherme, Paredes - Portugal
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filho de Manuel Albino Pacheco e Maria de Jesus Pacheco Cordeiro, emigrantes portugueses então ali residentes.
Com apenas seis meses de idade foi para Portugal, acompanhando os pais que regressavam ao seu país de origem. A família fixou-se então em Nevogilde.
O pai faleceu em 1826, quando José Guilherme Pacheco tinha 13 anos de idade, o que o obrigou a iniciar cedo uma vida profissional.
Voltou então para o Brasil, trabalhando no Rio de Janeiro, de onde regressou a Portugal cinco anos depois.
Matriculou-se em 1845 no Colégio da Formiga, em Ermesinde, onde fez os estudos preparatórios para a Universidade de Coimbra, na qual se matriculou no curso de Direito. Concluiu o seu curso em 1852, instalando-se em Paredes como advogado, actividade que manteria durante mais de 30 anos.
Influente a nível local e regional, ingressou na política, tendo sido presidente da Câmara Municipal de Paredes entre 1864 e 1871, voltando a ocupar o lugar em 1878. Paralelamente, a partir 1859 foi por várias vezes eleito deputado às Cortes.
Foi governador civil do Distrito de Angra do Heroísmo (1865-1866), presidente da Junta Geral do Distrito do Porto e presidente da Comissão Inspectora das Escolas Normais.
Nas funções de deputado foi influente na criação da Escola Normal do Porto.
A 22 de Junho de 1875, a Câmara Municipal de Paredes declarou-o cidadão benemérito devido à sua contribuição para aquele concelho, nomeadamente a criação da Comarca de Paredes, a instalação do telégrafo, a passagem da linha férrea do Douro por Paredes e a construção de grande parte das estradas e escolas do concelho.
A sua influência era tal que levou a que fosse alcunhado o rei de Paredes. José Guilherme Pacheco é recordado na toponímia de Paredes, onde o Parque José Guilherme Pacheco ostenta o seu nome e onde em 1927 foi erigida uma estátua em sua honra.
O seu nome é também lembrado na Associação Cultural José Guilherme Pacheco, de Castelões de Cepeda, Paredes.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Guilherme_Pacheco)

26 de dezembro de 2010

Placa de Rua - Exposição da Republica na Biblioteca Municipal, Porto

Rua de D. João IV (ao Largo de S. Lázaro), Porto - Portugal

José Pereira de Sampaio (30 de Novembro de 1857 - 6 de Novembro de 1915), de pseudónimo Bruno (do nome de Giordano Bruno) e Sampaio Bruno para a posteridade, foi um escritor, ensaísta e filósofo portuense e figura cimeira do pensamento português do seu tempo.
Seu pai era maçom e proprietário duma padaria na Rua do Bonjardim, no Porto, que o filho viria a herdar. O racionalismo deísta e as ideias liberais foram as influências dominantes na formação do seu pensamento. Combatente pelo ideário republicano, Sampaio Bruno integraria o Directório do Partido Republicano Português - PRP. Fundou vários semanários portuenses (O Democrata, O Norte Republicano) bem como o diário A Discussão. Com Antero de Quental e Basílio Teles elaborou os estatutos da Liga Patriótica do Norte, no seguimento do ultimato britânico de 1890. Participou na malograda Revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891, de cujo Manifesto foi redactor, exilando-se depois em Paris com João Chagas. Em França sofreu a influência de uma série de personalidades, como o futuro pioneiro da aviação Santos Dumont, os socialistas Benoît Malon e Jules Guesde, os poetas Paul Verlaine e António Nobre. A depressão que o afectou no exílio parisiense pode ter contribuído para encaminhar a sua pesquisa no sentido do misticismo e do esoterismo, mergulhando na literatura gnóstica de inspiração judaica, na cabala e na ideologia maçónica.
Regressando a Portugal em 1893, publicou então as Notas do Exílio. Em 1898 publicou O Brasil Mental, em que desenvolveu a sua crítica ao positivismo comteano iniciada vinte anos antes. Nessa obra afirmava a dado passo: «Carece-se de uma filosofia mais inexacta e menos terrestre». Em 1902, ano em que também publicou A Ideia de Deus, teve uma grave desavença com Afonso Costa, abandonando então definitivamente a militância no PRP, mas continuando como publicista ligado a um republicanismo independente e crítico, que pretendia aprender com os erros da República brasileira. Em 1909 foi nomeado director da Biblioteca Pública Municipal do Porto, cargo que manteve após a Proclamação da República (Revolução de 5 de Outubro de 1910), até à sua morte precoce em 1915, no seguimento duma intervenção cirúrgica tardia a uma hidrocele.
O seu pensamento filosófico, de crescentes contornos místicos e esotéricos (revelados nomeadamente na obra O Encoberto, de 1904) e em afastamento progressivo do racionalismo da juventude, conservaria porém sempre os traços deístas, anticlericais e progressistas que recebeu da forte componente voltaireana na sua formação. O pensamento de Sampaio Bruno influenciaria profundamente Fernando Pessoa, que ainda chegou a corresponder-se com o intelectual portuense, enviando-lhe em 1915 o primeiro número do Orfeu, pedindo-lhe uma opinião.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sampaio_Bruno

13 de dezembro de 2010

Placa de Rua - Exposição da Republica na Biblioteca Municipal, Porto

Rua D. João IV (ao Jardim de S. Lázaro), Porto - Portugal

José Joaquim Rodrigues de Freitas (Porto, 24 de Janeiro de 1840 - 27 de Julho de 1896) foi professor catedrático e político português. Rodrigues de Freitas formou-se em Engenharia pela Academia Politécnica do Porto, onde chegou ao lugar de "lente proprietário" (topo da carreira) com apenas 27 anos. Notabilizou-se pela sua carreira política, ligada aos ideais republicanos e socialistas, sendo um dos homens ligados à organização do Partido Republicano Português. Revelou também uma certa simpatia pelas ideias do Socialismo Reformista. Foi o primeiro deputado do Partido Republicano às Câmaras, pelo Porto, entre 1870 e 1874. Voltou a ser deputado de 1879 a 1881, de 1884 a 1887 e de 1890 a 1893. Pertenceu à Maçonaria. Da sua obra, como escritor e jornalista, salientam-se A Igreja, Cavour e Portugal, Princípios de Economia Política e Páginas Soltas, compilação de vários dos seus artigos soltos foram reunidos, postumamente, em 1906, com prefácio de Carolina Michaelis e Duarte Leite. Actualmente o seu nome é hoje recordado na Escola Secundária Rodrigues de Freitas (antigo Liceu de D. Manuel II), no Porto.

(retirado de um texto do site: wikipedia.org/wiki/Baltar)

8 de dezembro de 2010

Placa de Rua - Porto

Bonfim, Porto - Portugal
Chamou-se Joaquim de Sousa Quevedo Pizarro, nasceu em Nov. de 1777 e faleceu em 23.4.1838. Foi fidalgo cavaleiro da Casa Real por sucessão. Alistou se como cadete no regimento de Cavalaria de Chaves, em 27.2.1791, de onde passou a servir no corpo da Armada. (...) Encontrava-se, em 1828, como governador da Praça de Chaves, quando se deu a revolta do Porto. Avançou, então, com dois esquadrões de Cavalaria e apresentou se à Junta do Porto que o nomeou 2.° comandante da chamada Divisão Volante. Participou nos combates da Cruz de Morouços e do Vouga. Em 2 de Julho assumiu o comando da Leal Divisão do Porto que conduziu à Galiza, depois de bater em Braga as tropas realistas, que sob o comando do coronel Raimundo José Pinheiro tentavam impedir a sua passagem. Da Galiza passou à Inglaterra e em 1829 participou na expedição que se dirigiu aos Açores, sob o comando do General Saldanha. Como essa expedição não pôde acostar na Terceira, devido à oposição dos navios ingleses, seguiu para França e ancorou no porto de Brest. Só em 1831 conseguiu chegar aos Açores. Em 2.7.1831 foi nomeado ministro da Guerra, Marinha e Estrangeiros da Regência. (...) Participou no contigente de tropas que desembarcou no Mindelo, em 5.8.1832 e regressou ao activo, com a sua nomeação para governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, funções que desempenhou até 27.5.1834. Em 1.7.1837 voltou a ser nomeado ministro da Guerra e interino da Marinha e do Ultramar. Foi durante esse período que foi promovido a marechal de campo. Recebeu as mais importantes condecorações e louvores. Morreu solteiro, mas legitimou uma filha: D. Constança de Sousa. O título foi lhe concedido por Decreto de 28.9.1835 e Carta de 9.2.1837 de D. Maria II.
In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,

18 de outubro de 2010

Placa de Rua - Exposição da Republica na Biblioteca Municipal, Porto

Em exposição na Rua D. João IV (ao jardim de S. Lázaro), Porto - Portugal

A Praça da republica é um largo situado na freguesia de Cedofeita, no Porto, onde se insere um belissímo espaço de lazer, o jardim denominado Teófilo Braga.
A Praça da República foi inicialmente denominada de “Praça de Santo Ovídio”.
Tal designação deveu-se à existência de uma capela desde meados do século XVIII, junto à estrada de Braga, invocação de São Bento e de Santo Ovídio.
Na segunda metade do século XVIII estabeleceu-se  a abertura de uma praça ampla no antigo Campo de Santo Ovídio, que seguidamente em 1790, no tempo de João de Almada e Melo,  terá sido mandado construir o Quartel de Santo Ovídio pela rainha D. Maria I, transformando-se ao longo do tempo com as funções de aquartelamento das unidades de infantaria, entre 1798 e 1952 em que num periodo de tempo esteve instalado aí os Comandos da I Região Militar do Porto, de 1926 a 1970, e da Região Militar do Porto, entre 1970 e 1975 e da Região Militar do Norte, de 1975 a 2006, albergando o Comando do Pessoal.
Na Praça da República tiveram lugar diversos acontecimentos político-militares, especialmente em 1820, onde decorreu a concentração das tropas liberais.
Depois da insurreição militar de 1 de maio de 1851, que teve como consequência a queda de Costa Cabral, o largo tomou o nome de “Campo da Regeneração”.
Já com a implantação da República, em 1910, o seu nome foi modificado para Praça da República, pela sua relevância da época.
Em 1891, foi a vez das tropas republicanas, na revolta de 31 de janeiro. Em virtude disto, em 1910, a praça recebeu o nome que conserva até à atualidade.

10 de julho de 2010

Número de porta - Porto

R. D. João IV - Porto

Você sabia: A numeração na cidade do Porto tem uma análise de orientação muito simples incluindo a definição da sua distancia, isto é, você pode determinar aonde fica o numero de porta em determinada rua e o comprimento desde o inicio dessa rua até à porta pretendida. A sua determinação faz-se sempre de sul para norte e/ou este para oeste. Por ex. - o nº1 da Av. da Boavista situa-se junto à Rua da Boavista e termina junto ao mar e a distancia da Avenida pode-se verificar pelo seu ultimo numero (mais ou menos), pois cada numero que se avance corresponde a 1 metro.

18 de março de 2010

Placas de Rua - Porto



 
   

Identificação de Rua - actual R. D. Manuel II, no Porto

Poucos anos após o levantamento do cerco miguelista mais precisamente em 1838, a Câmara do Porto, evocando a vitória liberal, determinou que a Rua dos Quartéis, hoje de D. Manuel II, passasse a ostentar a designação de Rua do Triunfo. O toponimo então despromovido, rua dos Quarteis, tivera origem num conjunto de edificios destinados a aquartelamento militar que ali haviam sido erguidos pelos finaos do séc. XVII. (http://ruasdoporto.blogspot.com/2006_07_01_archive.html)

Placa de Rua - Porto

Rua da Bandeirinha, freguesia de Miragaia, Porto - Portugal
A setecentista rua da Bandeirinha é a continuação natural da rua de Sobre-o-Douro que, no dizer de alguns autores, era o local de passagem da antiquíssima estrada romana descrita no famoso itinerário de Antonino (Via Vetera).
A rua da Bandeirinha deve o seu nome à bandeira da saúde que estava colocada em frente à Casa das Sereias e tinha como função avisar os barcos que demandavam o Douro da necessidade da vistoria sanitária (tempos de peste…). Hoje é uma artéria sossegada, com pouco movimento, que nos remonta para outras épocas e onde a marca judaica apenas sobrevive na toponímia das cercanias.
O principal ex-libris da rua é o já citado Palácio das Sereias, que é assim designado por causa das 2 sereias de granito que nos dão as boas vindas à entrada do edifício. Pertenceu à família Cunha Osório Portocarrero, até aos anos 50 do século XX, altura em que foi vendido ao Instituto das Filhas da Caridade Canossianas Missionárias. Junto ao palácio ficava o Hospital Inglês, pertencente à colónia britânica. No número 45, viveu o Dr. Gonçalo Sampaio, botânico e musicólogo.
A rua termina no largo do Viriato, local onde outrora existiu a casa nobre dos Morais e Castro (Manuel Mendes Morais e Castro foi agraciado em 1836 com o título de Barão de Nevogilde, pelos serviços prestados à causa liberal), que ali viviam antes de se mudarem para o Palácio dos Carrancas, construído em 1795 (hoje é o Museu Nacional Soares dos Reis).
Como nota de curiosidade, nas cercanias da rua da Bandeirinha, e já no Monte dos Judeus, existe uma fonte que para ali foi trazida do demolido Mercado do Peixe que ficava onde hoje se encontra o Palácio da Justiça. Este edifício oferece um balcão sobre o Douro
Se por acaso visitarem a rua da Bandeirinha, reparem num edifício amarelo que fica ainda na rua de Sobre-o-Douro nº.12 e que tem escrito o nome de “Vila Ignez”. Entrem na porta que dá acesso ao edifício (é uma espécie de bairro particular) e poderão sentir que estão num verdadeiro balcão sobre o Rio Douro.
Pertenceu ao Conde de Burnay (que o comprou a um industrial que tinha aqui uma serração com o nome sugestivo de União Industrial Portuense), que o vendeu em 1889 a um capitalista de nome Ignês Martins Guimarães. É este industrial que vai transformar a fábrica num bairro para os operários que trabalhavam nas diversas indústrias que estavam localizadas nesta zona da cidade.
Depois de um período de decadência e já nos anos 90 do século XX, o arquitecto Fernando Távora lidera uma equipa que o reabilitou e hoje é um caso de sucesso, já que é local de residências para diversas famílias já idosas e também jovens do programa Erasmus.
As ruínas que ficam aos vossos pés são o que resta do Convento de Monchique imortalizado por Camilo no “Amor de Perdição”.
Como podem ver, apesar de pequena, a rua da Bandeirinha encerra em si motivos mais do que suficientes para uma visita. É um dos recantos mais agradáveis da nossa cidade

Placa de Rua - Porto

Largo do Viriato, freguesia de Miragaia, Porto - Portugal

Até ao ano de 1828 quando não existia ainda o largo do Virirato, a rua dos Fogueteiros (hoje de Azavedo de Albuquerque) e a Bandeirinha ligavam-se diretamente e à confluência de ambas, ia à rua das Carrancas (depois da Liberdade, e agora de Alberto Aires de Gouveia).
Grande parte do chão onde hoje se vê o largo do Viriato estava ocupada pela nobre que fora residência dos riquissímos Morais e Castros, negociantes que tinham por alcunha "os Carrancas".
Viveram ali antes de construírem o magnifico palácio que é hoje o Museu Soares dos Reis, depois de ter sido o paço real.
Aquela casa dos Morais e Castros foi, para a urbanização do local, demolida em 1841, e uma grande pedreira sobre que assentava desfeita entre 1841 e 1843, aproveitando a Câmara a pedra para as suas obras municipais. Isto rebaixou muito o terreno, e daí nasceu o largo do Viriato.